Mosaico decorativo

1. Oráculo do Senhor dirigido a Joel, filho de Fatuel.

1. Palavra do Senhor dirigida a Joel, filho de Fatuel. (ver nota)

2. Ouvi isto, anciãos, estai atentos, vós todos habitantes da terra! Aconteceu uma coisa semelhante em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?

2. Ouvi isto, velhos! Vós todos habitantes da terra (de Judá), aplicai os vossos ouvidos! Aconteceu uma coisa como esta em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?

3. Narrai-o a vossos filhos, vossos filhos a seus filhos, e estes à geração seguinte!

3. Contai-a a vossos filhos, e contem-na vossos filhos a seus filhos, e os filhos destes à geração seguinte.

4. O que a lagarta deixou, o gafanhoto devorou; o que deixou o gafanhoto, o roedor devorou; e o que ficou do roedor, o devastador comeu.

4. O gafanhoto (arbê) comeu o que tinha ficado do gazam; o yeleg comeu o que tinha ficado do gafanhoto; o hasil comeu o que tinha ficado do yeleq.

5. Despertai, ó ébrios, e chorai; bebedores de vinho, lamentai-vos, porque o suco da vinha foi tirado da vossa boca!

5. Despertai, ó ébrios, e chorai; lamentai-vos, vós que bebeis vinho, porque ele foi tirado da vossa boca.

6. Minha terra foi invadida por um povo forte e inumerável; seus dentes são dentes de leão, e tem mandíbulas de leoa.

6. Um povo forte e inumerável veio sobre a minha terra; os seus dentes são como os dentes de leão, e as mandíbulas como de leoa.

7. Devastou o meu vinhedo, destruiu minha figueira, descascou-a completamente, lançou-a por terra e seus ramos tornaram-se brancos.

7. Reduziu a minha vinha a um deserto, devastou as minhas figueiras, descascou-as completamente e lançou-as por terra; os seus ramos (roídos e secos) tomaram-se brancos.

8. Clama como uma virgem cingida de saco para chorar o prometido de sua juventude.

8. Chora (ó Israel) como uma donzela, cingida de cilício, pelo prometido da sua juventude.

9. Já não há oferta nem libação no Templo do Senhor. Os sacerdotes, servos do Senhor, estão de luto.*

9. Desapareceram da casa do Senhor as oferendas e as libações; os sacerdotes, ministros do Senhor, estão de luto.

10. Os campos estão devastados, o solo enlutado. O trigo foi destruído, o mosto perdido, o óleo estragado.

10. Os campos estão devastados, a terra enlutada, porque o trigo foi destruído, o vinho perdido, e o azeite falhou.

11. Os lavradores estão desamparados, os vinhateiros lamentam-se por causa do trigo e da cevada, porque a colheita foi destruída.

11. Os lavradores estão confusos, os vinhateiros soltam gritos, por causa do trigo e da cevada, pois se perdeu a colheita dos campos.

12. A vinha secou, a figueira murchou; a romãzeira, a palmeira, a macieira, todas as árvores definham; a alegria, envergonhada, foi para longe dos homens.

12. A vinha não vingou, a figueira secou; as romanzeiras, as palmeiras e as macieiras, todas as árvores do campo secaram; (por cujo motivo) a alegria, envergonhada, foi para longe dos filhos dos homens.

13. Revesti-vos de sacos, sacerdotes, e batei no peito! Lamentai-vos, ministros do altar! Vinde, passai a noite vestidos de saco, servos de meu Deus!

13. Cingi-vos, sacerdotes, e chorai; soltai gritos, ministros do altar ! Vinde, passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus, porque da casa do vosso Deus o povo desapareceram a oferenda e a libação.

14. Publicai o jejum, convocai a assembleia, reuni os anciãos e toda a população no Templo do Senhor, vosso Deus,

14. Ordenai à um jejum sagrado, convocai a assembleia, congregai os anciães e todos os habitantes do país, para a casa do vosso Deus, e clamai ao Senhor.

15. e clamai ao Senhor: “Ai, que dia!”. O dia do Senhor, com efeito, está próximo, e vem como um furacão desencadeado pelo Todo-poderoso.*

15. Ai, que dia (terrível) ! O dia do Senhor está perto! Virá como uma assolação da parte do Todo-Poderoso.

16. Acaso não foi sob os nossos olhos que desapareceu todo o mantimento e se desvaneceram do templo de nosso Deus a alegria e o regozijo?

16. Porventura não desapareceram diante dos vossos olhos os alimentos, e, da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo?

17. As sementes secaram sob os torrões, os celeiros estão vazios, os armazéns, arruinados, porque falta o trigo.

17. As sementes apodreceram debaixo dos torrões, os celeiros estão vazios, os armazéns arruinados, porque se perdeu o trigo.

18. Como geme o rebanho, e como anda errante o gado por falta de pastagens! Até mesmo os rebanhos de ovelhas padecem.

18. Por que gemem os animais, porque andam errantes manadas de bois, desvairadamente? Porque não têm pastos; até os rebanhos das ovelhas perecem.

19. Clamo a vós, Senhor, porque o fogo devorou a erva do deserto, a chama queimou todas as árvores do campo;

19. Clamo a ti, Senhor, porque o fogo (da sequeira) devorou toda a verdura do deserto, a chama queimou todas as árvores dos campos.

20. os próprios animais selvagens suspiram por vós, porque as correntes das águas secaram, e o fogo devorou a erva do deserto.

20. Os próprios animais levantam a cabeça para ti, porque as correntes de água secaram e o fogo (da sequeira) devorou tudo o que havia de verde no deserto.


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