Mosaico decorativo

1. Dizem, com efeito, nos seus falsos raciocínios: “Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de alguém que tenha voltado da região dos mortos.*

1. Dicen entre sí, calculando falsamente: "Corta y triste es nuestra vida; para el fin del hombre no hay remedio, y no se conoce persona que se salve del abismo.

2. Um belo dia nascemos e, depois disso, seremos como se jamais tivéssemos sido! É fumaça a respiração de nossos narizes, e nosso pensamento, uma centelha que salta do bater de nosso coração!

2. Porque somos hijos del azar, y tras esto seremos como si no hubiésemos sido. Porque humo es la respiración de nuestras narices, y el pensamiento una centella del latido de nuestro corazón.

3. Extinta ela, nosso corpo se tornará pó, e o nosso espírito se dissipará como um vapor inconsistente!

3. Una vez extinguido, el cuerpo se torna ceniza, y el espíritu se desvanece como aire sutil.

4. Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nossa vida passará como os traços de uma nuvem, ela desvanecerá como uma névoa que os raios do sol expulsam, e que seu calor dissipa.*

4. Nuestro nombre con el tiempo caerá en el olvido; nadie se acordará de nuestras obras. Como huella de nube pasará nuestra vida; se disipará como niebla perseguida por los rayos del sol, y por su calor abatida.

5. A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim, porque o selo lhe é aposto e ninguém volta.

5. Pues nuestra vida es el paso de una sombra, nuestro fin es sin retorno; porque se pone el sello y nadie vuelve.

6. Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude!

6. Gocemos, pues, de los bienes existentes, usemos de la creación como en la juventud, apresuradamente.

7. Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera!

7. Llenémonos de vinos exquisitos y perfumes, y no dejemos pasar ni una flor de la primavera.

8. Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem!*

8. Coronémonos de capullos de rosas antes que se marchiten.

9. Ninguém de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque esta é a nossa parte, esta a nossa sorte!

9. Que no faltemos ninguno a nuestra orgía; por todas partes dejemos señales de nuestro regocijo, pues ésta es nuestra herencia y nuestra suerte.

10. Tiranizemos o justo na sua pobreza, não poupemos a viúva, e não tenhamos consideração com os cabelos brancos do ancião!

10. Oprimamos al justo pobre, no perdonemos a la viuda ni respetemos las añosas canas del anciano.

11. Que a nossa força seja o critério do direito, porque o fraco, em verdade, não serve para nada.*

11. Sea nuestra fuerza la norma de la justicia, porque lo débil está visto que es inútil.

12. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação.

12. Acechemos al justo, pues nos fastidia; se opone a nuestras obras, nos echa en cara las infracciones de la ley y nos acusa de traicionar nuestra educación.

13. Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor!

13. Presume de tener el conocimiento de Dios y se tiene por hijo del Señor.

14. Sua existência é uma censura às nossas ideias; basta sua vista para nos importunar.

14. Es un reproche para nuestros pensamientos, aun el verlo nos resulta molesto.

15. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes.

15. Porque su vida no se parece en nada a la de los otros, y son muy distintos sus caminos.

16. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai.

16. Somos para él como escoria, se aparta de nuestros caminos como si apestasen. Proclama feliz la suerte de los justos, y se gloría de tener a Dios por padre.

17. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte,

17. Veamos la verdad de sus palabras y probemos cuál será su fin.

18. porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.

18. Porque si el justo realmente es hijo de Dios, él lo protegerá y lo librará de las manos de sus adversarios.

19. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência.

19. Probémoslo con ultrajes y tormentos, veamos su dulzura y pongamos a prueba su paciencia.

20. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir”.*

20. Condenémoslo a una muerte infame, pues, según dice, habrá quien vele por él".

21. Eis o que pensam, mas enganam-se, sua malícia os cega:

21. Así razonan, pero se engañan. Los ciega su maldad.

22. eles desconhecem os segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada, e não acreditam na glorificação das almas puras.

22. No conocen los secretos de Dios, no esperan la recompensa de la santidad, ni creen en el premio de las almas intachables.

23. Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza.*

23. Porque Dios creó al hombre para la incorrupción y lo hizo a imagen de su propio ser.

24. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio a provarão.*

24. Mas por envidia del diablo entró la muerte en el mundo, y la experimentan los que le pertenecen.


Bíblia Ave Maria - Sva prava pridržana.


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