1. Ao mestre de canto. “Não destruas”. Cântico de Davi.*

2. Será que realmente fazeis justiça, ó poderosos do mundo? Será que julgais pelo direito, ó filhos dos homens?*

3. Não, pois em vossos corações cometeis iniquidades, e vossas mãos distribuem injustiças sobre a terra.

4. Desde o seio materno se extraviaram os ímpios, desde o seu nascimento se desgarraram os mentirosos.

5. Semelhante ao das serpentes é o seu veneno, ao veneno da víbora surda que fecha os ouvidos

6. para não ouvir a voz dos fascinadores, do mágico que enfeitiça habilmente.

7. Ó Deus, quebrai-lhes os dentes na própria boca; parti as presas dos leões, ó Senhor.

8. Que eles se dissipem como as águas que correm, e fiquem suas flechas despontadas.*

9. Passem como o caracol que deslizando se consome, sejam como o feto abortivo que não verá o sol.

10. Antes que os espinhos cheguem a aquecer vossas panelas, que o turbilhão os arrebate enquanto estão ainda verdes.*

11. O justo terá a alegria de ver o castigo dos ímpios, e lavará os pés no sangue deles.

12. E os homens dirão: “Sim, há recompensa para o justo; sim, há um Deus para julgar a terra”.

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57,1. Salmo de invectivas contra os juízes e os príncipes iníquos, comparáveis que são à serpente, porque sua boca mata os inocentes; apelo à justiça divina contra eles, para que os homens venham a compreender o sentido dessa divina justiça.

57,2. Poderosos: o texto hebraico traz deuses, como no Sl 81,1.6, para designar os príncipes e juízes.

57,8. Texto pouco seguro.

57,10. Texto duvidoso.





“No tumulto das paixões terrenas e das adversidades, surge a grande esperança da misericórdia inexorável de Deus. Corramos confiantes ao tribunal da penitência onde Ele, com ansiedade paterna, espera-nos a todo instante.” São Padre Pio de Pietrelcina