Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 341, acompanhamos Paulo encerrando seu ministério em Atos 20, fortalecendo a fé da igreja. Em 2 Coríntios 3-5, refletimos sobre o poder da nova aliança e a transformação pelo Espírito, enquanto Provérbios 28:25-28 nos ensina sobre humildade, generosidade e justiça em nossa caminhada cristã.

1. Depois que cessou o tumulto, Paulo convocou os discípulos. Fez-lhes uma exortação, despediu-se e pôs-se a caminho para ir à Macedônia.

2. Percorreu aquela região, exortou os discípulos com muitas palavras e chegou à Grécia,

3. onde se deteve por três meses. Como os judeus lhe armassem ciladas no momento em que ia embarcar para a Síria, tomou a resolução de voltar pela Macedônia.

4. Acompanharam-no Sópatro de Bereia, filho de Pirro, e os tessalonicenses Aristarco e Segundo, Gaio de Derbe, Timóteo, Tíquico e Trófimo, da Ásia.

5. Estes foram na frente e esperaram-nos em Trôade.

6. Nós outros, só depois da festa de Páscoa, é que navegamos de Filipos. E, cinco dias depois, fomos ter com eles em Trôade, onde ficamos uma semana.

7. No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite.*

8. Havia muitas lâmpadas no quarto, onde nos achávamos reunidos.

9. Acontece que um moço, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, foi tomado de profundo sono, enquanto Paulo ia prolongando seu discurso. Vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto.

10. Paulo desceu, debruçou-se sobre ele, tomou-o nos braços e disse: “Não vos pertur­beis, porque a sua alma está nele”.

11. Então subiu, partiu o pão, comeu e falou-lhes largamente até o romper do dia. Depois partiu.

12. Quanto ao moço, levaram-no dali vivo, cheios de consolação.

13. Nós nos tínhamos adiantado e navegado para Assos, para ali recebermos Paulo. Ele mesmo assim o havia disposto, preferindo fazer a viagem a pé.

14. Reuniu-se a nós em Assos, e nós o tomamos a bordo e fomos a Mitilene.

15. Continuando dali, sempre por mar, chegamos no dia seguinte defronte de Quios. No outro dia, chegamos a Samos, e um dia depois estávamos em Mileto.

16. Paulo havia determinado não ir a Éfeso, para não se demorar na Ásia, pois se apressava para celebrar, se possível em Jerusalém, o dia de Pentecostes.

17. Mas de Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja.

18. Quando chegaram, e estando todos reunidos, disse-lhes: “Vós sabeis de que modo sempre me tenho comportado para convosco, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia.

19. Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que me sobrevieram pelas ciladas dos judeus.

20. Vós sabeis como não tenho negligenciado, como não tenho ocultado coisa alguma que vos podia ser útil. Preguei e vos instruí publicamente e dentro de vossas casas.

21. Preguei aos judeus e aos gentios a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus.

22. Agora, constrangido pelo Espírito, vou a Jerusalém, ignorando a sorte que ali me espera.

23. Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições.

24. Mas nada disso temo, nem faço caso da minha vida, contanto que termine a minha carreira e o ministério da palavra que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho ao Evangelho da graça de Deus.

25. Sei agora que não tornareis a ver a minha face, todos vós, por entre os quais andei pregando o Reino de Deus.

26. Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos,

27. porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus.

28. Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

29. Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho.

30. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.

31. Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.

32. Agora eu vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados.

33. De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes.

34. Vós mesmos sabeis: estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.

35. Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!”.*

36. A essas palavras, ele se pôs de joelhos a orar.

37. Derramaram-se em lágrimas e lançaram-se ao pescoço de Paulo para abraçá-lo,

38. aflitos, sobretudo pela palavra que tinha dito: “Já não vereis a minha face”. Em seguida, acompanharam-no até o navio.

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Capítulo 3

1. Recomeçamos a fazer o nosso próprio elogio? Temos, acaso, como alguns, necessidade de vos apresentar ou receber de vós carta de recomendação?

2. Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.

3. Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações.

4. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo.

5. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus.

6. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

7. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório),*

8. quanto mais glorio­so não será o ministério do Espírito!*

9. Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação!

10. Aliás, sob esse aspecto e em comparação dessa glória eminentemente superior, empalidece a glória do primeiro ministério.

11. Se o transitório era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece!

12. Em posse de tal esperança, procedemos com total desassombro.

13. Não fazemos como Moisés, que cobria o rosto com um véu para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no fim daquilo que era transitório.*

14. Em consequência, a inteligência deles permaneceu obscurecida. Ainda agora, quando leem o Antigo Testamento, esse mesmo véu permanece abaixado, porque é só em Cristo que ele deve ser levantado.

15. Por isso, até o dia de hoje, quando leem Moisés, um véu cobre-lhes o coração.

16. Esse véu só será tirado quando se converterem ao Senhor.

17. Ora, o Senhor é Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.*

18. Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nessa mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor.

Capítulo 4

1. Por isso, não desanimamos deste ministério que nos foi conferido por misericórdia.

2. Afastamos de nós todo procedimento fingido e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a Palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciên­cia de todos os homens, diante de Deus.

3. Se o nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem,*

4. para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a luz do Evangelho, onde resplandece a glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

5. De fato, não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, conside­ramo-nos servos vossos por amor de Jesus.

6. Porque Deus que disse: “Das trevas brilhe a luz”, é também aquele que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para que irradiássemos o conhecimento do esplendor de Deus, que se reflete na face de Cristo.

7. Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.

8. Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos.

9. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.

10. Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.

11. Estando embora vivos, somos a toda hora entre­gues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal.

12. Assim em nós opera a morte, e em vós a vida.*

13. Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: Eu cri, por isto falei (Sl 115,1), também nós cremos, e por isso falamos.

14. Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco.

15. E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus.

16. É por isso que não desfale­cemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia.

17. A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável.

18. Porque não miramos as coisas que se veem, mas sim as que não se veem. Pois as coisas que se veem são temporais e as que não se veem são eternas.

Capítulo 5

1. Sabemos, com efeito, que ao se desfazer a tenda que habi­tamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna no céu.*

2. E por isso suspiramos e anelamos ser sobrevestidos da nossa habitação celeste,*

3. contanto que sejamos achados vestidos e não despidos.*

4. Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos de uma veste nova por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida.

5. Aquele que nos formou para este destino é Deus mesmo, que nos deu por penhor o seu Espírito.

6. Por isso, estamos sempre cheios de confian­ça. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor.

7. Andamos na fé e não na visão.

8. Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor.

9. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe.*

10. Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.

11. Compenetrados do temor do Senhor, procuramos persuadir os homens. Estamos a descoberto aos o­lhos de Deus, e espero que o estejamos também ante as vossas consciências.

12. Não estamos a gabar-nos ante os vossos olhos, mas damo-vos ocasião de vos gloriardes por nossa causa. Tereis assim o que responder àqueles que se prevalecem das aparências e não do que há no coração.

13. De fato, se ficamos arrebatados fora dos sentidos, é por Deus; e, se racio­cinamos sobriamente, é por vós.*

14. O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram.

15. Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu.

16. Por isso, nós daqui em diante a ninguém conhecemos de um modo humano. Muito embora tenhamos considerado Cristo dessa maneira, agora já não o julgamos assim.*

17. Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!

18. Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério dessa reconciliação.

19. Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação.

20. Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!

21. Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus.

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25. O homem cobiçoso provoca contendas, mas o que se fia no Senhor será saciado.

26. O que se fia em seu próprio coração é um tolo; quem caminha com sabedoria escapará do perigo.

27. O que dá ao pobre não padecerá penúria, mas quem fecha os olhos ficará cheio de maldições.*

28. Quando se erguem os ímpios, cada qual se oculta; quando eles perecem, multiplicam-se os justos.

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"Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!" São Padre Pio de Pietrelcina