Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 340, acompanhamos o ministério de Paulo em Éfeso, incluindo milagres e crescimento da igreja, em Atos 19. 2 Coríntios 1-2 oferece consolo e instrução sobre perdão e reconciliação, mostrando a profundidade do amor de Deus. Provérbios 28:22-24 nos lembra da importância da confiança em Deus e da prudência em nossas ações.

1. Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles:

2. “Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?”. Responderam-lhe: “Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo!” –.

3. “Então, em que batismo fostes batizados?” – perguntou Paulo. Disseram: “No batismo de João.”

4. Paulo então replicou: “João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus”.

5. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus.

6. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam.

7. Eram ao todo uns doze homens.

8. Paulo entrou na sinagoga e falou com desas­som­bro por três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus.

9. Mas, como alguns se endurecessem e não cressem, desacreditando a sua doutrina diante da multidão, apartou-se deles e reuniu à parte os discípulos, onde os ensinava diariamente na escola de um certo Tirano.

10. Isso durou dois anos, de tal maneira que todos os habitantes da Ásia, judeus e gentios, puderam ouvir a palavra do Senhor.

11. Deus fazia milagres extra­or­dinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos;

12. e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos.

13. Alguns judeus exorcistas que percorriam vários lugares inventaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que se achavam possessos dos espíritos malignos, com as palavras: “Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega”.

14. Assim procediam os sete filhos de um judeu chamado Cevas, sumo sacerdote.

15. Mas o espírito malig­no replicou-lhes: “Conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vós, quem sois?”.

16. Nisso, o homem possuído do espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois deles e subjugou-os de tal maneira, que tiveram de fugir daquela casa feridos e com as roupas estraçalhadas.

17. Este caso tornou-se (em breve) conhecido de todos os judeus e gregos de Éfeso, e encheu-os de temor e engrandeceram o nome do Senhor Jesus.

18. Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras.

19. Muitos também, que tinham exercido artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. Calculou-se o seu valor, e achou-se que montava a cinquenta mil moedas de prata.

20. Foi assim que o poder do Senhor fez crescer a palavra e a tornou sempre mais eficaz.

21. Concluídas essas coisas, Paulo resolveu ir a Jerusalém, depois de atravessar a Macedônia e a Acaia. “Depois de eu ter estado lá” – disse ele –, “é necessário que veja também Roma.”

22. Enviou à Macedônia dois dos seus auxiliares, Timóteo e Erasto, mas ele mesmo se demorou ainda por algum tempo na Ásia.

23. Por esse tempo, ocorreu um grande alvoroço a respeito do Evangelho.

24. Um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata templozi­nhos de Ártemis, dava muito a ganhar aos artífices.

25. Convocou-os, juntamente com os demais operários do mesmo ramo, e disse: “Conheceis o lucro que nos resulta desta indústria.

26. Ora, estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas quase em toda a Ásia, esse Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, dizendo que não são deuses os ídolos que são feitos por mãos de homens.

27. Daí não somente há perigo de que essa nossa corporação caia em descrédito, como também que o templo da grande Ártemis seja desconsiderado, e até mesmo seja despojada de sua majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adoram.”

28. Essas palavras encheram-nos de ira e puseram-se a gritar: “Viva a Ártemis dos efésios!”.

29. A cidade alvoroçou-se e todos correram ao teatro levando consigo Caio e Aristarco, macedônios e companheiros de Paulo.

30. Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não o deixaram.

31. Até alguns dos asiarcas, que eram seus amigos, enviaram-lhe recado, pedindo que não se aventurasse a ir ao teatro.*

32. Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembleia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos.*

33. Então fizeram sair do meio da turba Alexandre, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, fazendo sinal com a mão, queria dar satisfação ao povo.*

34. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: “Viva a Ártemis dos efésios!”.

35. Então, o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: “Efésios, que homem há que não saiba que a cidade de Éfeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estátua caiu dos céus?

36. Se isso é incontestável, convém que vos sossegueis e nada façais inconsidera­damente.

37. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa.

38. Mas, se Demétrio e os outros artífices têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e aí estão os magistrados: institua-se um processo contra eles.

39. Se tendes reclamação a fazer, a assembleia legal decidirá.

40. Do que se deu hoje, até corremos risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso”.

41. A essas palavras, dissolveu-se a aglomeração.

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Capítulo 1

1. Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, e a todos os irmãos santos que estão em toda a Acaia.

2. A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!

3. Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das miseri­córdias, Deus de toda a consolação,

4. que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!

5. Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações.

6. Se, pois, somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tole­rar os sofrimentos que nós mesmos suportamos.

7. A nossa esperança a respeito de vós é firme: sabemos que, como sois companheiros das nossas aflições, assim também o sereis da nossa consolação.

8. Não queremos, irmãos, que igno­reis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperanç­a de sair com vida.*

9. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos.

10. Ele nos livrou e nos livrará de tamanhos perigos de morte. Sim, esperamos que ainda nos livrará

11. se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção. Assim essa graça, obtida por intervenção de muitas pessoas, lhes será ocasião de agradecer a Deus a nosso respeito.

12. A razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre vós, temos agido com santidade e sinceridade diante de Deus, não conforme o espírito de sabedoria do mundo, mas com o socorro da graça de Deus.*

13. Em verdade, não vos queremos dizer coisa alguma diferente da que ledes em nossas cartas, e que compreendeis. E espero que reco­nheçais até o fim,

14. como aliás já o tendes em parte reconhecido, que nós somos a vossa glória, exatamente como vós sereis a nossa, no dia do Senhor Jesus.

15. Foi nesta persuasão que eu resolvera primeiro ir ter convosco, para que recebêsseis uma dupla alegria:

16. eu passaria por vós ao dirigir-me à Macedônia e, ao voltar da Macedônia, iria novamente visitar-vos e de lá seria por vós conduzido até a Judeia.

17. Formando esse plano, terei usado de leviandade? Ou são puramente humanas as resoluções que tomo, de modo que haja em mim o “sim” e depois o “não”?

18. Deus é testemunha de que, quando vos dirijo a palavra, não existe um “sim” e depois um “não”.

19. O Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós, Silvano, Timóteo e eu, vos temos anunciado, não foi “sim” e depois “não”, mas sempre foi “sim”.

20. Porque todas as promessas de Deus são “sim” em Jesus. Por isso, é por ele que nós dizemos Amém à glória de Deus.

21. Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus.

22. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito.*

23. Invoco a Deus por testemunha: juro por minha vida que foi para vos poupar que não voltei a Corinto.

24. Não porque pretendamos dominar sobre a vossa fé. Queremos ape­nas contribuir para a vossa alegria, porque, quanto à fé, estais firmes.

Capítulo 2

1. Eu decidi, pois, comigo mesmo não tornar a visitar-vos, para não vos contristar;*

2. porque, se eu vos entristeço, como poderia esperar alegria daqueles que por mim foram entristecidos?

3. Se vos escrevi estas coisas foi para que, quando eu chegar, não sinta tristeza precisamente da parte dos que me de­viam alegrar. Confio em todos vós que a minha alegria seja a de todos.*

4. Foi numa grande aflição, com o coração despedaçado e lágrimas nos olhos, que vos escrevi, não com o propósito de vos contristar, mas para vos fazer conhecer o amor todo particular que vos tenho.

5. Se alguém causou tristeza, não me contristou a mim, mas de certo modo – para não exagerar – a todos vós.*

6. Basta a esse homem o castigo que a maioria dentre vós lhe infligiu.

7. Assim deveis agora perdoar-lhe e consolá-lo para que não sucumba por demasiada tristeza.

8. Peço-vos que tenhais caridade para com ele.

9. Quando vos escrevi, a minha intenção era submeter-vos à prova para ver se éreis totalmente obedien­tes.

10. A quem vós perdoais, também eu perdoo. Com efeito, o que perdoei – se alguma coisa tenho perdoado – foi por amor de vós, sob o olhar de Cristo.

11. Não quero que sejamos vencidos por Satanás, pois não ignoramos as suas maquinações.

12. Quando cheguei a Trôade para pregar o Evangelho de Cristo, apesar da porta que o Senhor me abriu,*

13. o meu espírito não teve sossego, porque não achei o meu irmão Tito. Despedi-me deles e parti para a Macedônia.

14. Mas graças sejam dadas a Deus, que nos concede sempre triunfar em Cristo, e que por nosso meio difunde o perfume do seu conhecimento em todo lugar.

15. Somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem.

16. Para estes, na verdade, odor de morte e que dá a morte; para os primeiros, porém, odor de vida e que dá a vida. E qual o homem capaz de uma tal obra?

17. É que, de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da Palavra de Deus. Mas é na sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus.

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22. O homem invejoso precipita-se atrás da fortuna: não sabe que vai cair sobre ele a indigência.

23. Quem corrige alguém encontra no fim mais gratidão do que lisonjas.

24. Quem furta de seu pai ou de sua mãe, dizendo: “Isto não é pecado!”, é colega do bandoleiro.

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"Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso". São Padre Pio de Pietrelcina