Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 342, seguimos Paulo em sua chegada a Jerusalém, enfrentando desafios e reafirmando seu compromisso com a igreja. Em 2 Coríntios 6-8, ele incentiva a generosidade e fidelidade nas comunidades, enquanto Provérbios 29:1-4 nos lembra da importância de ouvir e seguir conselhos sábios na vida cotidiana.
1. Depois de nos separarmos dele, embarcamos e fomos em direção a Cós, e no dia seguinte a Rodes e dali a Pátara.
2. Encontramos aí um navio que ia partir para a Fenícia. Entramos e seguimos viagem.
3. Quando estávamos à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, continuamos rumo à Síria e aportamos em Tiro, onde o navio devia ser descarregado.
4. Como achássemos uns discípulos, detivemo-nos com eles por sete dias. Eles, sob a inspiração do Espírito, aconselhavam Paulo que não subisse a Jerusalém.
5. Mas, passados que foram esses dias, partimos e seguimos a nossa viagem. Todos eles com suas mulheres e filhos acompanharam-nos até fora da cidade. Ajoelhados na praia, fizemos a nossa oração.
6. Despedimo-nos então e embarcamos, enquanto eles voltaram para suas casas.
7. Navegando, fomos de Tiro a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles.
8. Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesareia e, entrando na casa de Filipe, o Evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9. Tinha quatro filhas virgens que profetizavam.
10. Já estávamos aí fazia alguns dias, quando chegou da Judeia um profeta, chamado Ágabo.
11. Veio ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se com ele pés e mãos, disse: “Isto diz o Espírito Santo: assim os judeus em Jerusalém ligarão o homem a quem pertence este cinto e o entregarão às mãos dos pagãos”.
12. A estas palavras, nós e os fiéis que eram daquele lugar, rogamos-lhe que não subisse a Jerusalém.
13. Paulo, porém, respondeu: “Por que chorais e me magoais o coração? Pois eu estou pronto não só a ser preso, mas também a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”.
14. Como não pudéssemos persuadi-lo, desistimos, dizendo: “Faça-se a vontade do Senhor!”.
15. Depois desses dias, terminados os preparativos, subimos a Jerusalém.
16. Foram também conosco alguns dos discípulos de Cesareia, que nos levaram à casa de Menason de Chipre, um antigo discípulo em cuja casa nos devíamos hospedar. Paulo em Jerusalém
17. À nossa chegada em Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
18. No dia seguinte, Paulo dirigiu-se conosco à casa de Tiago, onde todos os anciãos se reuniram.
19. Tendo-os saudado, contou-lhes uma por uma todas as coisas que Deus fizera entre os pagãos por seu ministério.
20. Ouvindo isso, glorificaram a Deus e disseram a Paulo: “Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé sem abandonar seu zelo pela Lei.
21. Eles têm ouvido dizer de ti que ensinas os judeus, que vivem entre os gentios, a deixarem Moisés, dizendo que não devem circuncidar os seus filhos nem observar os costumes (mosaicos).*
22. Que se há de fazer? Sem dúvida, saberão de tua chegada.
23. Faze, pois, o que te vamos dizer. Temos aqui quatro homens que têm um voto.
24. Toma-os contigo, faze com eles os ritos da purificação e paga por eles (a oferta obrigatória) para que rapem a cabeça. Então, todos saberão que é falso quanto de ti ouviram, mas que também tu guardas a Lei.*
25. Mas a respeito dos que creram dentre os gentios, já escrevemos, ordenando que se abstenham do que for sacrificado aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação”.
26. Então, Paulo acompanhou aqueles homens no dia seguinte e, purificando-se com eles, entrou no templo e fez aí uma declaração do termo do voto, findo o qual se devia oferecer um sacrifício a favor de cada um deles.
27. Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,
28. gritavam: “Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a Lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo”.*
29. É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.
30. Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente.
31. Como quisessem matá-lo, o tribuno da coorte foi avisado de que toda a Jerusalém estava amotinada.
32. Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os soldados, cessaram de espancar Paulo.
33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.
34. Na multidão todos gritavam de tal modo que, não podendo apurar a verdade por causa do tumulto, mandou que fosse recolhido à cidadela.*
35. Quando Paulo chegou às escadas, foi carregado pelos soldados, por causa do furor da multidão.
36. O povo o seguia em massa dizendo aos gritos: “À morte!”.
37. Quando estava para ser introduzido na fortaleza, Paulo perguntou ao tribuno: “É-me permitido dizer duas palavras?” Este respondeu: “Sabes o grego!
38. Não és tu, portanto, aquele egípcio que há tempos levantou um tumulto e conduziu ao deserto quatro mil extremistas?”.*
39. Paulo replicou: “Eu sou judeu, natural de Tarso, na Cilícia, cidadão dessa ilustre cidade. Mas rogo-te que me permitas falar ao povo”.
40. O tribuno lho permitiu. Paulo, em pé nos degraus, acenou ao povo com a mão e se fez um grande silêncio. Falou em língua hebraica do seguinte modo:
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1. Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.
2. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.
3. A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja criticado.
4. Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias,
5. nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações;
6. pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera,
7. pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas,*
8. por meio da honra e da desonra, da boa e da má fama.
9. Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte.
10. Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!
11. Ó coríntios, acabamos de vos falar com toda a franqueza. O nosso coração está todo ele aberto.
12. Não é estreito o lugar que nele ocupais. Estreito, isso sim, é vosso íntimo.
13. Correspondei-me com igual ternura. Falo como a meus filhos: também vós outros abri largamente os vossos corações.
14. Não vos prendais ao mesmo jugo com os infiéis. Que união pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas?
15. Que compatibilidade pode haver entre Cristo e Belial? Ou que acordo entre o fiel e o infiel?*
16. Como conciliar o Templo de Deus e os ídolos? Porque somos o Templo de Deus vivo, como o próprio Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo (Lv 26,11s).
17. Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor. Não toqueis no que é impuro, e vos receberei.
18. Serei para vós um Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso (Is 52,11; Jr 31,9).
1. Depositários de tais promessas, caríssimos, purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito, realizando plenamente nossa santificação no temor de Deus.
2. Acolhei-nos dentro do vosso coração. A ninguém temos ofendido, a ninguém temos arruinado, a ninguém temos enganado.
3. Não vos digo isto por vos condenar, pois já vos declaramos que estais em nosso coração, conosco unidos na morte e unidos na vida.
4. Tenho grande confiança em vós. Grande é o motivo de me gloriar de vós. Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.
5. De fato, à nossa chegada em Macedônia, nenhum repouso teve o nosso corpo. Eram aflições de todos os lados, combates por fora, temores por dentro.
6. Deus, porém, que consola os humildes, confortou-nos com a chegada de Tito;
7. e não somente com a sua chegada, mas também com a consolação que ele recebeu de vós. Ele nos contou o vosso ardor, as vossas lágrimas, a vossa solicitude por mim, de modo que ainda mais me regozijei.
8. Se minha carta vos penalizou, não me arrependo. Se a princípio o senti (porque vejo que, ao menos por um momento, essa carta vos penalizou),
9. agora me alegro, não porque fostes entristecidos, mas porque essa tristeza vos levou à penitência. Pois fostes entristecidos segundo Deus, de modo que nenhum dano sofrestes de nossa parte.
10. De fato, a tristeza segundo Deus produz um arrependimento salutar de que ninguém se arrepende, enquanto a tristeza do mundo produz a morte.
11. Vede, pois, que solicitude operou em vós a tristeza segundo Deus! Muito mais: que escusas! Que indignação! Que temor! Que ardor! Que zelo! Que severidade! Mostrastes em tudo que não tínheis culpa nesse assunto.
12. Portanto, se vos escrevi, não o fiz por causa daquele que cometeu a ofensa, nem por causa do ofendido; foi para que se manifestasse a vossa dedicação por mim diante de Deus.
13. Eis o que nos tem consolado. Mas, acima dessa consolação, o que nos deixou sobremaneira contentes foi a alegria de Tito, cujo coração tranquilizastes.
14. Se me gloriei de vós em presença dele, não fui envergonhado. Pois, assim como tudo o que vos temos dito foi conforme a verdade, assim também o louvor que de vós fizemos a Tito demonstrou-se verdadeiro.
15. A sua afeição por vós é cada vez maior, quando se lembra da obediência que todos vós lhe testemunhastes, de como o recebestes com respeito e deferência.
16. Alegro-me por poder contar convosco em tudo.
1. Desejamos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia.
2. Em meio a tantas tribulações com que foram provadas, espalharam generosamente e com transbordante alegria, apesar de sua extrema pobreza, os tesouros de sua liberalidade.
3. Sou testemunha de que, segundo as suas forças, e até além dessas forças, contribuíram espontaneamente
4. e nos pediam com muita insistência o favor de poderem se associar neste socorro destinado aos irmãos.*
5. E ultrapassaram nossas expectativas. Primeiro deram-se a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus.
6. De maneira que recomendamos a Tito que leve a termo entre vós essa obra de caridade, como havia começado.
7. Vós vos distinguis em tudo: na fé, na eloquência, no conhecimento, no zelo de todo gênero e no afeto para conosco. Cuidai de ser notáveis também nessa obra de caridade.
8. Não o digo como quem manda, mas, para exemplo do zelo dos outros, quisera pôr em prova a sinceridade de vossa caridade.
9. Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza.
10. Aqui vos dou apenas um conselho. Isso vos convém. Há um ano fostes os primeiros, não só a iniciar esta obra, mas mesmo os primeiros a sugeri-la.
11. Agora, pois, levai a termo a obra, para que, como houve prontidão em querer, assim também haja para a concluir, segundo as vossas posses.
12. Quando se dá de bom coração segundo as posses (evidentemente não do que não se tem), sempre se é bem recebido.
13. Não se trata de aliviar os outros fazendo-vos sofrer penúria, mas sim que haja igualdade entre vós.
14. Nas atuais circunstâncias, vossa abundância supra a indigência daqueles, para que, por seu turno, a abundância deles venha a suprir a vossa indigência. Assim reinará a igualdade,*
15. como está escrito: O que colheu muito não teve sobra; e o que pouco colheu não teve falta (Ex 16,18).
16. Bendito seja Deus, por ter posto no coração de Tito a mesma solicitude por vós.
17. Não só recebeu bem o meu pedido, mas, no ardor do seu zelo, espontaneamente partiu para vos visitar.
18. Juntamente com ele enviamos o irmão, cujo renome na pregação do Evangelho se espalha em todas as igrejas.*
19. Não só isso, mas foi destinado também pelos sufrágios das igrejas para nosso companheiro de viagem, nessa obra de caridade, que por nós é administrada para a glória do Senhor, em testemunho da nossa boa vontade.
20. Queremos evitar assim que alguém nos censure por motivo dessa importante coleta que empreendemos,
21. porque procuramos fazer o bem, não só diante do Senhor, senão também diante dos homens.
22. Com eles enviamos ainda outro nosso irmão, cujo zelo pudemos comprovar várias vezes e em diversas ocasiões. Desta vez se mostrará ainda mais zeloso, em razão da grande confiança que tem em vós.*
23. Quanto a Tito, é o meu companheiro e o meu colaborador junto de vós; quanto aos nossos irmãos, são legados das igrejas, que são a glória de Cristo.
24. Portanto, em presença das igrejas, demonstrai-lhes vossa caridade e o verdadeiro motivo da ufania que sentimos por vós.
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1. O homem que, apesar das admoestações, se obstina será logo irremediavelmente arruinado.
2. Quando dominam os justos, alegra-se o povo; quando governa o ímpio, o povo geme.
3. Quem ama a sabedoria alegra seu pai; o que frequenta as prostitutas dissipa sua fortuna.
4. É pela justiça que um rei firma seu país, mas aquele que o sobrecarrega com muitos impostos o arruína.
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"Não sejamos mesquinhos com Deus que tanto nos enriquece." São Padre Pio de Pietrelcina