Plano Completo de Leitura
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No trigésimo quarto dia, testemunhamos o evento mais definitivo da história de Israel. Êxodo 12 institui a Páscoa com o cordeiro sacrificial, cujo sangue nas portas protege os israelitas da décima praga que mata todos os primogênitos egípcios, forçando Faraó a finalmente libertar o povo. Levítico 9 descreve o primeiro serviço oficial dos sacerdotes, culminando com fogo divino consumindo a oferta e a glória do Senhor aparecendo ao povo. O Salmo 114 celebra poeticamente este momento de libertação, quando o mar fugiu e a terra tremeu diante da presença do Deus de Jacó.
1. O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
2. “Este mês será para vós o princípio dos meses: vós o tereis como o primeiro mês do ano.
3. Dizei a toda a assembleia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa.
4. Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer.
5. O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito.
6. E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembleia de Israel o imolará no crepúsculo.*
7. Tomarão do seu sangue e o porão sobre as duas ombreiras e sobre a moldura da porta das casas em que o comerem.
8. Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas.
9. Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas.
10. Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, a queimareis no fogo.
11. Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Vós comereis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.*
12. Naquela noite, passarei através do Egito, e ferirei os primogênitos no Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei minha justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor.
13. O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito.
14. Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.
15. Comereis pão sem fermento durante sete dias. Logo ao primeiro dia tirareis de vossas casas o fermento, pois todo o que comer pão fermentado, desde o primeiro dia até o sétimo, será cortado de Israel.
16. No primeiro dia, assim como no sétimo, tereis uma santa assembleia. Durante esses dias não se fará trabalho algum, exceto a preparação da comida para todos.
17. Guardareis (a festa) dos Ázimos, porque foi naquele dia que tirei do Egito vossos exércitos. Guardareis aquele dia de geração em geração: é uma instituição perpétua.
18. No primeiro mês, desde a tarde do décimo quarto dia do mês até a tarde do vigésimo primeiro, comereis pães sem fermento.
19. Durante sete dias não haverá fermento em vossas casas: se alguém comer pão fermentado, será cortado da assembleia de Israel, quer se trate de estrangeiro ou natural do país.
20. Não comereis pão fermentado: em todas as vossas casas comereis ázimos”.
21. Moisés convocou todos os anciãos de Israel e disse-lhes: “Ide e escolhei um cordeiro por família, e imolai a Páscoa.
22. Depois disso, tomareis um feixe de hissopo, o ensopareis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a moldura e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporá o limiar de sua casa até pela manhã.
23. Quando o Senhor passar para ferir o Egito, vendo o sangue sobre a moldura e sobre as duas ombreiras da porta, passará adiante e não permitirá ao destruidor entrar em vossas casas para ferir.
24. Observareis esse costume como uma instituição perpétua para vós e vossos filhos.
25. Quando tiverdes penetrado na terra que o Senhor vos dará, como prometeu, observareis esse rito.
26. E quando vossos filhos vos disserem: ‘Que significa esse rito?’ – respondereis:
27. ‘É o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor que, ferindo os egípcios, passou por cima das casas dos israelitas no Egito e preservou nossas casas’.” O povo inclinou-se e prostrou-se.
28. Em seguida, retiraram-se os israelitas para fazerem o que o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Aarão. Assim o fizeram.
29. Pelo meio da noite, o Senhor feriu todos os primogênitos no Egito, desde o primogênito do faraó, que devia assentar-se no trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.
30. O faraó levantou-se durante a noite, assim como todos os seus servos e todos os egípcios e fez-se um grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.
31. Naquela mesma noite, o rei mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: “Ide! Saí do meio do meu povo, vós e os israelitas. Ide prestar um culto ao Senhor, como o dissestes.
32. Tomai vossas ovelhas e vossos bois, como o pedistes. Ide e abençoai-me”.
33. Os egípcios instavam com o povo para que saísse quanto antes do país. “Vamos morrer todos” – diziam eles.
34. O povo tomou a sua massa antes que fosse levedada; cada um carregava em seus ombros a cesta embrulhada em seu manto.
35. Os israelitas, segundo a ordem de Moisés, tinham pedido aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e vestes.
36. O Senhor lhes fizera ganhar o favor dos egípcios, que atenderam ao seu pedido. Foi assim que despojaram os egípcios.
37. Os israelitas partiram de Ramsés para Sucot, em número de seiscentos mil homens, aproximadamente, sem contar os meninos.
38. Além disso, acompanhava-os uma numerosa multidão, bem como rebanhos consideráveis de ovelhas e de bois.
39. Cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, pois esta não se tinha fermentado, porque tinham sido lançados fora do país e não puderam deter-se nem fazer provisões.
40. A permanência dos israelitas no Egito durara quatrocentos e trinta anos.
41. Exatamente no fim desses quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram do Egito.
42. Foi uma noite de vigília para o Senhor, a fim de tirá-los do Egito: essa mesma noite é uma vigília a ser celebrada de geração em geração por todos os israelitas, em honra do Senhor.
43. O Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Eis a regra relativa à Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela;
44. todo escravo adquirido a preço de dinheiro, e que tiver sido circuncidado, comerá dela,
45. mas nem o estrangeiro nem o mercenário comerão dela.
46. O cordeiro será comido em uma mesma casa: tu não levarás nada de sua carne para fora da casa e não lhe quebrarás osso algum.*
47. Toda a assembleia de Israel celebrará a Páscoa.
48. Se um estrangeiro, habitando em tua casa, quiser celebrar a Páscoa em honra do Senhor, que primeiro seja circuncidado todo varão de sua casa e somente depois poderá fazê-lo e será tratado com a mesma igualdade que o natural do país; mas nenhum incircunciso comerá a Páscoa.
49. Haverá uma mesma lei para o natural e o estrangeiro que peregrina entre vós”.
50. Todos os israelitas fizeram o que o Senhor havia ordenado a Moisés e a Aarão. Obedeceram-lhes.
51. Naquele mesmo dia, o Senhor fez sair do Egito os israelitas, como fileiras de um exército.
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1. No oitavo dia, Moisés chamou Aarão e seus filhos com os anciãos de Israel.
2. E disse a Aarão: “Toma um bezerro, em sacrifício pelo pecado, e também um carneiro para o holocausto, ambos sem defeito, e oferece-os ao Senhor.
3. Dirás aos israelitas: Tomai um bode, em sacrifício pelo pecado, um bezerro e um cordeiro de um ano, sem defeito, para o holocausto;
4. um touro e um carneiro para o sacrifício pacífico; vós os imolareis ao Senhor com uma oblação amassada com óleo, porque o Senhor vos aparecerá hoje”.
5. Eles trouxeram diante da tenda de reunião o que Moisés havia ordenado. Toda a assembleia se aproximou e ficou de pé diante do Senhor.
6. Moisés disse então: “Eis o que ordena o Senhor: Fazei-o, e a glória do Senhor vos aparecerá”.
7. E disse a Aarão: “Aproxima-te do altar; oferece teu sacrifício pelo pecado, e teu holocausto, e faze a expiação por ti e pelo povo. Apresenta também a oferta do povo, e faze a expiação por ele como o Senhor o ordenou”.
8. Aarão aproximou-se do altar e imolou o bezerro do sacrifício pelo pecado.
9. Seus filhos apresentaram-lhe o sangue, no qual ele mergulhou o dedo e o pôs nos chifres do altar, derramando o resto ao pé do altar.
10. Queimou sobre o altar a gordura, os rins, a pele que recobre o fígado da vítima expiatória, como o Senhor o tinha ordenado a Moisés;
11. mas queimou fora do acampamento a carne e o couro.
12. Imolou, em seguida, o holocausto. Seus filhos apresentaram-lhe o sangue, que ele derramou sobre o altar, ao redor.
13. Apresentaram-lhe o holocausto cortado em pedaços, com a cabeça, e ele os queimou no altar.
14. Lavou as entranhas e as pernas, e as queimou no altar por cima do holocausto.
15. Apresentou também a oferta do povo, e, tomando o bode do sacrifício pelo pecado do povo, degolou-o e o ofereceu em expiação como a primeira vítima.
16. Ofereceu o holocausto e fez o sacrifício segundo o rito.
17. Apresentou a oblação, e dela tomou um punhado que queimou no altar, além do holocausto da manhã.
18. Imolou o touro e o carneiro em sacrifício pacífico pelo povo.
19. Os filhos de Aarão apresentaram-lhe o sangue, que ele derramou sobre o altar ao redor, assim como as partes gordas do touro e do carneiro, a cauda, a gordura que envolve as entranhas, os rins e a pele que recobre o fígado.
20. Puseram as gorduras sobre os peitos, e Aarão queimou as gorduras no altar.
21. Agitou, em seguida, como oferta diante do Senhor, os peitos e a coxa direita, como o tinha prescrito Moisés.
22. Aarão levantou então as mãos para o povo e o abençoou. Desceu após ter oferecido o sacrifício pelo pecado, o holocausto e o sacrifício pacífico.
23. Moisés e Aarão entraram na tenda de reunião e, saindo, abençoaram o povo. E a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
24. Saiu um fogo de diante do Senhor que devorou no altar o holocausto e as gorduras. Vendo isso, todo o povo soltou grito de júbilo e prostrou-se com a face por terra.
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1. Aleluia. Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó se apartou de um povo bárbaro,
2. a terra de Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel seu reino.
3. O mar, à vista disso, fugiu, o Jordão volveu atrás.
4. Os montes saltaram como carneiros; as colinas, como cordeiros.*
5. Que tens, ó mar, para assim fugires? E tu, Jordão, para retrocederes para a tua fonte?
6. Ó montes, por que saltastes como carneiros, e vós, colinas, como cordeiros?
7. Ante a face de Deus, treme, ó terra,
8. por quem o rochedo se mudou em lençol de água, e a pedra em fonte de água viva.
9. (1) Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade.
10. (2) Por que diriam as nações pagãs: “Onde está o Deus deles?”.
11. (3) Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz.
12. (4) Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens.
13. (5) Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver,
14. (6) têm ouvidos, mas não ouvem; nariz e não podem cheirar.
15. (7) Têm mãos, mas não apalpam; pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.
16. (8) Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança.
17. (9) Mas Israel, ao contrário, confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
18. (10) Aarão confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
19. (11) Confiam no Senhor os que temem o Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
20. (12) O Senhor se lembra de nós e nos dará a sua bênção; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Aarão,
21. (13) abençoará os que temem ao Senhor, os pequenos como os grandes.
22. (14) O Senhor há de vos multiplicar, vós e vossos filhos.
23. (15) Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.
24. (16) O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.
25. (17) Não são os mortos que louvam o Senhor, nem nenhum daqueles que descem aos lugares infernais.
26. (18) Mas somos nós que bendizemos o Senhor, agora e para sempre.
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"Rezai e continuai a rezar para não ficardes entorpecidos". São Padre Pio de Pietrelcina