Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No trigésimo quinto dia, encontramos triunfo e tragédia. Êxodo 13-14 narra a saída de Israel guiados pela coluna de nuvem e fogo, seguida pela espetacular travessia do Mar Vermelho onde o exército de Faraó é destruído, completando a libertação. Levítico 10 apresenta o episódio sombrio de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, que morreram ao oferecer fogo estranho perante o Senhor, enfatizando a santidade requerida no serviço divino. O Salmo 53 reflete sobre a insensatez humana de negar Deus, mostrando a corrupção universal que necessita de redenção divina.

Capítulo 13

1. O Senhor disse a Moisés:

2. “Tu me consagrarás todo primogênito entre os israelitas, tanto homem como animal: ele será meu”.*

3. Moisés disse ao povo: “Conservareis a memória deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão, porque foi pelo poder de sua mão que o Senhor vos fez sair deste lugar; não comereis pão fermentado.

4. Vós saís hoje do Egito, no mês das espigas.*

5. Assim, pois, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que jurou a teus pais te dar, terra que mana leite e mel, observarás este rito neste mesmo mês.

6. Durante sete dias, comerás pães sem fermento e, no sétimo dia, haverá uma festa em honra do Senhor.

7. Serão comidos pães sem fermento durante sete dias. Não se verão em tua casa, em toda a extensão do território, nem pães fermentados nem fermento.

8. Explicarás então a teu filho: isso é em memória do que o Senhor fez por mim, quando saí do Egito.

9. Será isso para ti como um sinal sobre tua mão, como uma marca entre os teus olhos, a fim de que tenhas na boca a lei do Senhor, porque foi graças à sua poderosa mão que o Senhor te fez sair do Egito.

10. Observarás a cada ano essa prescrição no tempo prescrito”.

11. “Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como ele jurou a ti e a teus pais, e te houver dado essa terra,

12. consagrarás ao Senhor todo primogênito; mesmo os primogênitos de teus animais, os machos, serão do Se­nhor.

13. Entretanto, resgatarás com um cordeiro todo primogênito do jumento; do contrário, lhe quebrarás a nuca. Todo primogênito dos homens entre teus filhos, o resgatarás igualmente.

14. E, quando teu filho te perguntar um dia o que isso significa, lhe dirás: é que o Senhor nos tirou do Egito com sua mão poderosa, da casa da servidão.

15. E, como o faraó se obstinasse em não nos deixar partir, o Senhor matou todos os primogênitos do Egito, desde os primogênitos dos homens até os dos animais. Eis por que sacrifico ao Senhor todos os primogênitos machos dos animais, e devo resgatar todo primogênito entre meus filhos.

16. Isso será como um sinal sobre tua mão e como uma marca entre teus olhos, porque foi pelo poder de sua mão que o Senhor nos tirou do Egito.”

17. Tendo o faraó deixado partir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, que é, no entanto, o mais curto, pois disse: “Talvez o povo possa arrepender-se, no momento em que tiver de enfrentar um combate e voltar para o Egito”.

18. Por isso, Deus fez com que o povo desse uma volta pelo deserto, para o lado do mar Vermelho. Os israelitas partiram do Egito em boa ordem.

19. Moisés levou os ossos de José, porque este fizera os filhos de Israel jurarem: “Quando Deus vos visitar, levareis daqui os meus ossos convosco”.

20. Tendo partido de Sucot, acamparam em Etam, na extremidade do deserto.

21. O Senhor ia adiante deles: de dia numa coluna de nuvens para guiá-los pelo caminho; e de noite numa coluna de fogo para alumiá-los; de sorte que podiam marchar de dia e de noite.*

22. Nunca a coluna de nuvens deixou de preceder o povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.

Capítulo 14

1. O Senhor disse a Moisés:

2. “Dize aos israelitas que mudem de direção e venham acampar diante de Piairot, entre Magdol e o mar, defronte de Baal Sefon: acampareis defronte desse lugar, perto do mar.

3. O faraó vai pensar: os israelitas perderam-se no país, e o deserto fechou-lhes a passagem.

4. Endurecerei o coração do faraó, e ele os perseguirá; mas eu triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, e os egípcios saberão que eu sou o Senhor”. Os israelitas obedeceram.

5. Quando se anunciou ao rei do Egito que o povo tinha fugido, o coração do faraó e de seus servos voltou-se contra o povo: “Que fizemos – disseram eles – deixando partir Israel e renunciando assim ao seu serviço!”.

6. O faraó mandou preparar seu carro e levou com ele suas tropas.

7. Escolheu seiscentos carros dos melhores e todos os carros egípcios com homens de guerra em cada um deles.

8. O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egito, e este se pôs a perseguir os filhos de Israel. Eles haviam partido de cabeça erguida.*

9. Puseram-se os egípcios a persegui-los e alcançaram-nos em seu acampamento à beira do mar: todos os cavalos dos carros do faraó, seus cavaleiros e seu exército alcançaram-nos perto de Piairot, defronte de Baal Sefon.

10. Aproximando-se o faraó, os israelitas, ao levantarem os olhos, viram os egípcios que vinham ao seu encalço. Foram tomados de espanto e invocaram o Senhor, clamando em alta voz.

11. E disseram a Moisés: “Não havia, porventura, túmulos no Egito, para que nos conduzisses a morrer no deserto? Por que nos fizeste isso, tirando-nos do Egito?

12. Não te dizíamos no Egito: deixa-nos servir os egípcios! É melhor ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto”.

13. Moisés respondeu ao povo: “Não temais! Tende ânimo, e vereis a liber­tação que o Senhor vai operar hoje em vosso favor. Os egípcios que hoje vedes, não os tornareis a ver jamais.

14. O Senhor combaterá por vós; quanto a vós, nada tereis a fazer”.

15. O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que se ponham a caminho.

16. E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e fere-o, para que os israelitas possam atravessá-lo a pé enxuto.

17. Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros.

18. Os egípcios saberão que eu sou o Senhor quando tiver alcançado esse glorioso triunfo sobre o faraó, seus carros e seus cavaleiros”.

19. O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles,

20. entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. E não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira.*

21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se

22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.

24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.*

25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito”.

26. O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas se voltarão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros”.

27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.

29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.

31. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés.

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1. Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado.

2. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor, que os devorou, e morreram na presença do Senhor.

3. Moisés disse a Aarão: “Era isso o que o Senhor tinha anunciado quando disse: Serei santificado naqueles que se aproximam de mim, e serei glorificado em presença de todo o povo”. Aarão calou-se.

4. Moisés chamou Misael e Elisafã, filhos de Oziel, tio de Aarão, e disse-lhes: “Vinde e levai vossos irmãos para longe do santuário, fora do acampamento”.

5. Eles vieram e levaram-nos com suas túnicas para fora do acampamento, como Moisés lhes tinha dito.

6. Moisés disse a Aarão, a Eleazar e a Itamar: “Não descubrais as cabeças nem rasgueis as vossas vestes. Não suceda que morrais e que se levante a ira do Senhor contra toda a assembleia. Vossos irmãos e toda a casa de Israel chorem por causa do incêndio que o Senhor acendeu.

7. Vós, porém, não deixareis a entrada da tenda de reunião, para que não morrais, porque o óleo da unção do Senhor está sobre vós”. E obedeceram à palavra de Moisés.

8. O Senhor disse a Aarão:

9. “Não beberás vinho nem cerveja, tu e teus filhos, quando entrardes na tenda de reunião, para que não morrais. Essa é uma lei perpétua para vossos descendentes,*

10. a fim de que estejais sempre em condições de discernir o que é santo do que é profano, o puro do impuro,

11. e de ensinar aos israelitas todas as leis que o Senhor lhes deu por meio de Moisés”.

12. Moisés disse a Aarão, a Elea­zar e a Itamar, os dois filhos sobreviventes de Aarão: “Tomai a oblação que resta dos sa­crifícios pelo fogo ao Senhor e comei-a sem fermento junto do altar, porque essa é uma coisa santíssima.

13. Vós a comereis em um lugar santo, porquanto essa parte dos sacrifícios feitos pelo fogo ao Senhor é tua e de teus filhos, como me foi prescrito.

14. Comereis, também, em lugar limpo, tu, teus filhos e tuas filhas, o peito que foi agitado e a coxa que foi separada. Isso é o que vos toca a ti e a teus filhos como parte dos sacri­fícios pacíficos dos israelitas.

15. Além das gorduras que deverão ser queimadas, trarão a coxa e o peito separados para agitá-los diante do Senhor. Assim deve ser para ti e teus filhos em virtude de uma lei perpétua, assim como prescreveu o Senhor”.

16. Moisés se informou acerca do bode imolado pelo pecado, mas eis que ele tinha sido já queimado. Irou-se, então, contra Eleazar e Itamar, últimos filhos de Aarão:

17. “Por que – disse ele – não comestes no lugar santo o sacrifício pelo pecado? Pois essa é uma coisa santíssima que o Senhor vos deu, a fim de que leveis a iniquidade da assembleia e façais a expiação por ela diante dele.

18. Já que o sangue da vítima não foi trazido para dentro do tabernáculo, vós devíeis tê-la comido em um lugar santo como ordenei”.

19. Aarão disse-lhe: “Eles ofereceram hoje seu sacrifício pelo pecado e seu holocausto ao Senhor; mas, depois do que me aconteceu, se eu tivesse comido hoje a vítima pelo pecado, teria isso agradado ao Senhor?”.

20. Moisés, ouvindo essas palavras, deu-se por satisfeito.

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1. Ao mestre de canto. Em melodia triste. Hino de Davi.*

2. Diz o insensato em seu coração: “Não há Deus”. Corromperam-se os homens, seu proceder é abominável, não há um só que pratique o bem.

3. O Senhor, do alto do céu, observa os filhos dos homens para ver se, acaso, existe alguém sensato que busque a Deus.

4. Todos eles, porém, se extraviaram e se perverteram; não há mais ninguém que faça o bem, nem um, nem mesmo um só.

5. Não se emendarão esses obreiros do mal? Eles, que devoram meu povo como quem come pão, não invocarão o Senhor?

6. Foram tomados de terror, não havendo nada para temer. Porque Deus dispersou os ossos dos que te assediam; foram confundidos porque Deus os rejeitou.

7. Ah, que venha de Sião a salvação de Israel! Quando Deus tiver mudado a sorte de seu povo, Jacó exultará e Israel se alegrará.

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"Proponha-se a exercitar-se nas virtudes". São Padre Pio de Pietrelcina