Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No trigésimo dia, o confronto com Faraó se intensifica. Êxodo 6-7 fornece a genealogia de Moisés e Arão, reafirma a promessa divina de libertação, e descreve a primeira praga onde o Nilo se transforma em sangue, iniciando o julgamento sobre os deuses do Egito. Levítico 5 detalha as ofertas pela culpa, abordando pecados específicos e a necessidade de restituição. O Salmo 47 convoca todas as nações a celebrarem o Senhor como Rei supremo sobre toda a terra, antecipando a vitória que Deus conquistará sobre o Egito.

Capítulo 6

1. O Senhor respondeu: “Verás o que vou fazer ao faraó: forçado por mão poderosa, ele os deixará partir; forçado por mão poderosa, ele os expulsará de sua terra”.

2. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Se­nhor.

3. Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó como o Deus Todo-poderoso, mas não me dei a conhe­cer a eles pelo meu nome, Javé.

4. Eu me comprometi com eles a lhes dar a terra de Canaã, a terra onde levaram uma vida errante e habitaram como estrangeiros.

5. Ouvi o clamor dos israelitas oprimidos pelos egípcios, e lembrei-me de minha aliança.

6. Por isso, dize aos israe­litas: Eu sou o Senhor; vou libertar-vos do jugo dos egípcios e livrar-vos de sua servidão. Estenderei o braço para essa libertação e manifestarei uma terrível justiça.

7. Eu vos tomarei para meu povo e serei o vosso Deus, e sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos terei libertado do jugo dos egípcios.

8. Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaac e a Jacó: e vos darei a pos­ses­são dessa terra, eu, o Senhor”.

9. Moisés repetiu essas palavras aos israelitas, mas estes não o ouviram, tão grande era o abatimento de sua alma e penosa a sua servidão.

10. O Senhor disse então a Moisés:

11. “Vai pedir ao faraó, rei do Egito, que deixe sair de sua terra os israelitas”.

12. Moisés respondeu ao Senhor: “Os israelitas não me ouviram; como me ouvirá o faraó, a mim que não tenho o dom da palavra?”.*

13. O Senhor falou a Moisés e a Aarão, e deu-lhes a ordem de irem ter com o faraó, rei do Egito, a fim de tirarem da terra do Egito os filhos de Israel.

14. Eis os chefes das famílias dos israelitas: filhos de Rúben, primogênito de Israel: Henoc, Falu, Hesron e Carmi. Estas são as famílias de Rúben.

15. Filhos de Simeão: Jamuel, Jamin, Aod, Jaquin, Soar e Saul, filho da cananeia. Estas são as famílias de Simeão.

16. Eis os nomes dos filhos de Levi, por ordem de gerações: Gérson, Caat e Merari. A duração da vida de Levi foi de cento e trinta e sete anos.

17. Filhos de Gérson: Lobni e Semei, e suas famílias.

18. Filhos de Caat: Amram, Isaar, Hebron e Oziel. A duração de vida de Caat foi de cento e trinta e três anos.

19. Filhos de Merari: Mooli e Musi. Tais são as famílias de Levi por ordem de gerações.

20. Amram desposou Jocabed, sua tia, que lhe deu Aarão e Moisés. A duração de vida de Amram foi de cento e trinta e sete anos.

21. Filhos de Isaar: Coré, Nefeg e Zecri.

22. Filhos de Oziel: Misael, Elisafã e Setri.

23. Aarão desposou Isabel, filha de Aminadab, irmã de Naasson; ela lhe deu Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar.

24. Filhos de Coré: Aser, Elcana e Abiasaf; estas são as famílias dos coreítas.

25. Eleazar, filho de Aarão, desposou uma das filhas de Futiel, que lhe deu Fineias. Tais são os chefes das famílias dos levitas, com suas famílias.

26. Estes são Aarão e Moisés, a quem o Senhor disse: “Fazei sair do Egito os israelitas, segundo os seus exércitos”.

27. Foram eles que falaram ao faraó, rei do Egito, para tirar do Egito os israelitas. São estes Moisés e Aarão.

28. Quando o Senhor falou a Moisés no Egito,

29. ele o fez nestes termos: “Eu sou o Senhor. Repete ao faraó, rei do Egito, tudo o que te digo”.

30. E Moisés respondeu-lhe: “Eu não tenho o dom da palavra; como me ouvirá o faraó?”.

Capítulo 7

1. O Senhor disse a Moisés: “Vê, eu vou fazer de ti um deus para o faraó, e teu irmão Aarão será teu profeta.

2. Dirás tudo o que eu te mandar, e teu irmão Aarão falará ao rei para que ele deixe sair de sua terra os israelitas.

3. Mas eu endurecerei o coração do faraó, e multiplicarei meus sinais e meus prodígios no Egito.

4. Ele não vos ouvirá. Então estenderei minha mão sobre o Egito e farei sair dele os meus exércitos, meu povo, os israelitas, com uma grandiosa manifestação de justiça.

5. Os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a mão sobre o Egito e fizer sair dele os israelitas”.

6. Moisés e Aarão fizeram o que o Senhor tinha ordenado, e obedeceram.

7. Moisés tinha oitenta anos e Aarão oitenta e três, quando falaram ao faraó.

8. O Senhor disse a Moisés e a Aarão:

9. “Se o faraó vos pedir um prodígio, tu dirás a Aarão: toma tua vara e joga-a diante do faraó; ela se tornará uma serpente”.

10. Tendo Moisés e Aarão chegado à presença do faraó, fizeram o que o Senhor tinha ordenado. Aarão jogou sua vara diante do rei e de sua gente, e ela se tornou uma serpente.

11. Mas o faraó, mandando vir os sábios, os encantadores e os mágicos, estes fizeram o mesmo com os seus encantamentos:

12. jogaram cada um suas varas, que se transformaram em serpentes. Mas a vara de Aarão engoliu as deles.

13. Entretanto, como o Senhor o havia anunciado, endureceu-se o coração do faraó e ele não quis ouvi-los.

14. O Senhor disse a Moisés: “O faraó endureceu o coração: ele se obstina em não querer deixar partir o povo.

15. Vai procurá-lo amanhã cedo, no momento em que ele sair para ir à margem do rio; os esperarão à beira do Nilo, tomarás na mão a vara que se mudou em serpente,

16. e lhes dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me a ti para dizer-te: Deixa ir o meu povo, para que me preste culto no deserto. Até agora não me escutaste.

17. Eis o que diz o Senhor: nisto reconhe­cerás que eu sou o Senhor: vou ferir as águas do Nilo com a vara que tenho na mão e elas se mudarão em sangue.

18. Os peixes do Nilo morrerão, o rio se tornará tão poluído que os egípcios terão nojo de beber suas águas”.

19. O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão: toma a tua vara e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios e seus canais, sobre seus lagos e seus reservatórios, para que essas águas se tornem sangue. Haverá sangue em todo o Egito, assim nos recipientes de madeira como nos de pedra”.

20. Moisés e Aarão obedeceram à ordem do Senhor. Sob os olhos do faraó e de sua gente, Aarão levantou sua vara e feriu a água do Nilo, que se mudou toda em sangue.

21. Morreram os peixes do Nilo, e o rio tornou-se tão poluído que os egípcios não podiam beber de suas águas. Houve sangue em todo o Egito.

22. Mas os mágicos do Egito fizeram outro tanto com seus encantamentos; o coração do faraó permaneceu endurecido e, como o Senhor havia predito, ele não ouviu Moisés e Aarão.

23. Voltou e entrou em sua casa sem mais se cuidar do acontecido.

24. Todos os egípcios cavaram o solo nas proxi­midades do Nilo procurando água potável, porque não se podia beber a água do rio.

25. Sete dias se passaram depois que o Senhor feriu o Nilo.

26. O Senhor disse a Moisés: “Vai procurar o faraó e dize-lhe: Deixa ir o meu povo, para que ele me preste um culto.

27. Se recusas, infestarei de rãs todo o teu território.

28. O Nilo ferverá de rãs que subirão para invadir tua habitação, teu quarto, teu leito, as casas de teu povo, os teus fornos e tuas amassadeiras.

29. As rãs subirão sobre ti, sobre teu povo e sobre todos os teus servos”.

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1. “Se alguém, chamado como testemunha, após ter ouvido a adjuração do juiz, peca por não declarar o que viu ou o que soube, levará o peso de sua falta.

2. Se alguém tocar, por inadvertência, uma coisa impura, como o cadáver de um animal impuro, de uma fera ou de um réptil impuro, ficará manchado e culpado.

3. Da mesma forma, se, por descuido, tocar uma imundície humana qualquer, e logo se der conta disso, será réu de culpa.

4. Se alguém, por descuido ou irreflexão, jurar fazer qualquer coisa de bem ou de mal, logo que se der conta disso, será culpado, qualquer que seja o juramento inconside­rado.

5. Aquele, pois, que for culpado de uma dessas coisas, confessará o pecado que tiver cometido.

6. Apresentará ao Senhor em expiação pelo pecado cometido uma fêmea de seu rebanho miúdo, uma ovelha ou uma cabra em sacrifício pelo pecado; e o sacerdote fará por ele a expiação de seu pecado.

7. Se não houver meio de se obter uma ovelha ou uma cabra, oferecerá ao Senhor em expiação pelo seu pecado duas rolas ou dois pombinhos, um em sacrifício pelo pecado e o outro em holocausto.

8. Ele os levará ao sacerdote, que oferecerá primeiro a vítima pelo pecado, quebrando-lhe a cabeça, perto da nuca, sem desprendê-la.

9. Aspergirá a parede do altar com o sangue da vítima pelo pecado, e o resto do sangue será aspergido no pé do altar. Esse é um sacrifício pelo pecado.

10. Fará da outra ave um holocausto segundo os ritos. É assim que o sacerdote fará por esse homem a expiação do pecado que ele cometeu, e ele será perdoado.

11. Se não houver meio de se encontrarem duas rolas ou dois pombinhos, trará como oferta pelo pecado cometido, o décimo de um efá de flor de farinha em sacrifício pelo pecado. Não lhe deitará azeite nem lhe porá incenso, porque é um sacrifício pelo pecado.

12. Trará ao sacerdote, que dela tomará um punhado como memorial, e a queimará sobre o altar, entre os sacri­fícios feitos pelo fogo ao Senhor. Esse é um sacrifício pelo pecado.

13. É assim que o sacerdote fará a expiação pelo pecado cometido por esse homem, em uma dessas coisas; e ele será perdoado. O que sobrar será do sacerdote, como na oblação.”

14. O Senhor disse a Moisés:

15. “Se alguém cometer involuntaria­mente uma infidelidade, retendo ofertas consagradas ao Senhor, oferecerá ao Senhor em sacrifício de reparação um carneiro sem defeito, tomado do rebanho, segundo a tua avaliação em siclos de prata, conforme o siclo do santuário; esse é um sacrifício de reparação.

16. Restituirá o que tirou do santuário, com um quinto a mais, que entregará ao sacerdote. O sacerdote fará a expiação por esse homem com o carneiro oferecido em sacri­fício de reparação, e o pecado lhe será perdoado.

17. Se alguém pecar, fazendo, sem se dar conta, uma ação proibida por um mandamento do Senhor, será culpado e deverá arcar com a falta.

18. Levará ao sacerdote, em sacrifício de reparação, um carneiro sem defeito tomado do rebanho, segundo sua avaliação. O sacerdote fará por ele a expiação da falta cometida por inadvertência, inconscientemente; e ele será perdoado.

19. Esse é um sacrifício de reparação, porque esse homem era certamente culpado diante do Senhor”.

20. O Senhor disse a Moisés:

21. “Se alguém pecar e cometer uma infidelidade contra o Se­nhor, negando ter recebido de seu próximo um depósito ou um penhor, recusando restituir uma coisa roubada ou extorquida,

22. ou um objeto perdido que encontrou, e jurando falso a respeito de uma das coisas com que se pode pecar,

23. se vem assim a pecar e tornar-se culpado, restituirá o objeto roubado ou extorquido, o depósito confiado, ou toda coisa que tenha sido objeto de juramento falso.

24. Restituirá integralmente esse obje­to ao seu proprietário, ajuntando um quinto do seu valor, no mesmo dia em que oferecer o sacrifício de reparação.

25. Levará ao sacerdote para o sacrifício de reparação ao Senhor um carneiro sem defeito, tomado do rebanho, segundo a tua avaliação.

26. O sacerdote fará por ele a expiação diante do Senhor, e ele será perdoado, seja qual for a falta de que se tenha tornado culpado”.

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1. Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré.*

2. Povos, aplaudi com as mãos, aclamai a Deus com vozes alegres,

3. porque o Senhor é o Altíssimo, o temível, o grande rei do universo.

4. Ele submeteu a nós as nações, colocou os povos sob nossos pés,

5. escolheu uma terra para nossa herança, a glória de Jacó, seu amado.

6. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som das trombetas.

7. Cantai à glória de Deus, cantai; cantai à glória de nosso rei, cantai.

8. Porque Deus é o rei do universo, entoai-lhe, pois, um hino!

9. Deus reina sobre as nações, Deus está em seu trono sagrado.

10. Reuniram-se os príncipes dos povos ao povo do Deus de Abraão, pois a Deus pertencem os grandes da terra, a ele, o soberanamente grande.

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"Onde não há obediência, não há virtude. Onde não há virtude, não há bem, não há amor; e onde não há amor, não há Deus; e sem Deus não se chega ao Paraíso." São Padre Pio de Pietrelcina