Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 237, Jeremias 18-19 apresenta o conceito de Deus como oleiro e os sinais de julgamento sobre o povo desobediente. Ezequiel 47-48 encerra a visão de restauração, incluindo a divisão da terra e a prosperidade futura de Israel. Provérbios 15:21-24 oferece orientações práticas sobre justiça, palavras sábias e o caminho do bem, guiando o leitor na vida cotidiana.

Capítulo 18

1. Foi dirigida a Jeremias a palavra do Senhor nestes termos:*

2. “Vai e desce à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minha palavra”.

3. Desci, então, à casa do oleiro, e o encontrei ocupado a trabalhar no torno.

4. Quando o vaso que estava a modelar não lhe saía bem, como costuma acontecer nos trabalhos de cerâmica, punha-se a trabalhar em outro à sua maneira.

5. Foi esta, então, a linguagem do Se­nhor: “casa de Israel, não poderei fazer de vós o que faz esse oleiro? – oráculo do Se­nhor.

6. O que é a argila em suas mãos, assim sois vós nas minhas, casa de Israel.

7. Ora anuncio a uma nação ou a um reino que vou arrancá-lo e destruí-lo.

8. Mas se essa nação, contra a qual me pronunciei, se afastar do mal que cometeu, arrependo-me da punição com que resolvera castigá-la.

9. Outras vezes, em relação a um povo ou reino, resolvo edificá-lo e plantá-lo.

10. Se, porém, tal nação proceder mal diante de meus olhos e não escutar minha palavra, recuarei do bem que lhe decidira fazer.

11. Assim, portanto, dirige-te agora nestes termos à gente de Judá e aos ha­bitantes de Jerusalém: Eis o que diz o Se­nhor: nutro o desígnio de lançar-vos uma desgraça, tenciono um projeto contra vós. Voltai todos, portanto, do mau caminho, emendai vosso proceder e vossos atos.

12. É inútil, responderão eles, seguiremos nossas ideias e cada um de nós agirá de acordo com as más inclinações de seu coração obstinado”.

13. Eis por que assim fala o Senhor: “Interrogai as nações pagãs: quem jamais ouviu semelhante coisa? Foi perversidade sem nome a cometida pela virgem de Israel.

14. Acaso será abandonado o rochedo que domina a planície pela neve do Líbano? E se esgotarão as águas fluentes, que, frescas, correm das montanhas?*

15. No entanto, o meu povo me esqueceu! Incensa ídolos quiméricos, que o fazem tropeçar pelo caminho, o caminho de outrora, conduzindo-o por veredas tortuosas de caminhos não trilhados.

16. A um deserto será reduzida a terra, objeto de perpétuo assobio; e o que por ele passar, estupefato, meneará a cabeça.*

17. À semelhança do vento de leste, eu o dispersarei ante seus inimigos. E lhe voltarei as costas e não a face no dia da desgraça”.

18. “Vinde” – disseram então –, “e trame­mos uma conspiração contra Jeremias! Por falta de um sacerdote não perecerá a Lei, nem pela falta de um sábio, o con­selho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras!”*

19. Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos.

20. É assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei, a fim de por eles interceder e deles afastar a vossa cólera.

21. Assim, entregai-lhes os filhos à fome e a eles próprios a fio de espada. Percam suas mulheres os filhos e maridos, morram os homens pela peste, e os jovens caiam sob a espada nos combates.

22. Quando, de súbito, sobre eles lançardes hordas armadas, ouçam-se os clamores partidos de suas casas, já que cavaram uma fossa para prender-me, e armaram laços a meus pés.

23. Vós, porém, Senhor, que bem conheceis suas conspirações de morte contra mim, não lhes perdoeis tal iniquidade. Que a vossos olhos o seu pecado permaneça indelével e caiam diante de vós. Agi contra eles no dia de vossa cólera.

Capítulo 19

1. Eis o que me diz o Senhor: “Vai à casa do oleiro e compra um vaso de barro. Tomarás então contigo anciãos do povo e anciãos dos sacerdotes,

2. e te dirigirás ao vale de Ben-Enom, próximo da saída da Porta dos Cacos. E lá pronunciarás o oráculo que te ditar.

3. Tu lhes dirás, então: Escutai a palavra do Senhor, reis de Judá e vós todos, habitantes de Jerusalém. Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Sobre este lugar vou mandar des­graça tamanha que fará tinir os ouvidos a quem dela ouvir falar.

4. Abandonaram-me, profanaram este lugar e ofereceram incenso a outros deuses que nem eles conheceram nem seus pais e nem os reis de Judá. Macularam este lugar com o sangue dos inocentes,

5. e ergueram o lugar alto a Baal para, em honra dele, queimarem os seus filhos em holocausto. Tais coisas não as prescrevi, delas não falei e nem ao pensamen­to me vieram.

6. Por tudo isso, virão dias – oráculo do Senhor – em que este lugar não mais se chamará Tofet, nem vale de Ben-Enom, mas sim, vale da Matança.

7. Aí aniquilarei os planos de Judá e Jerusalém, e ordenarei que caiam seus habitantes sob a espada dos inimigos e pelas mãos daqueles que odeiam a sua vida. Entregarei seus cadáveres como pasto às aves do céu e aos animais da terra.

8. Farei dessa cidade objeto de assombro, causa de zombaria. E a vista de suas chagas será motivo de escárnio a quem por ela passar.

9. Na angústia e na miséria a que a reduzirão os inimigos que lhe odeiam a vida, se verá mesmo compelida a comer a carne de seus filhos e de suas filhas; e eles se devorarão uns aos outros.

10. Em seguida, sob o olhar dos que forem contigo, partirás a bilha,

11. exclamando: Eis o que diz o Senhor dos exércitos: quebrarei este povo e a cidade como se parte um vaso de barro, sem que possa ser refeito. (E, por falta de outro local, será enterrado em Tofet.)

12. Eis o que farei desse lugar – oráculo do Senhor – e dos seus habitantes: de tal modo o farei, que o tornarei semelhante a Tofet.*

13. As casas de Jerusalém e os palácios dos reis de Judá ficarão imundos como o solo de Tofet, casas sobre cujos tetos foi queimado o incenso às milícias dos céus e oferecidas libações a deuses estranhos”.

14. Regressou então Jeremias de Tofet, aonde o Senhor o enviara a profetizar. De pé, no átrio do Templo do Senhor, exclamou à multidão:

15. “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Vou despejar sobre esta cidade e sobre as aldeias de sua jurisdição os flagelos de que as ameacei, porque seus habitantes endureceram a cerviz para não acatar minhas palavras”.

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Capítulo 47

1. Conduziu-me então à entrada do templo. Eis que águas jorravam de sob o limiar do edifício, em direção ao oriente porque a fachada do templo olhava para o oriente. Essa água escorria por baixo do lado direito do templo, ao sul do altar.*

2. Fez-me sair pela porta do Norte e contornar o templo do lado de fora até o pórtico exterior oriental; eu vi a água brotar do lado Sul.

3. O homem foi para o oriente com uma corda na mão: mediu mil côvados; a seguir, fez-me passar na água, que me chegou até os tornozelos. Mediu ainda mil côvados e me fez atravessar a água, que me subiu até os joelhos.

4. Mediu de novo mil côvados e fez-me atravessar a água, que me subiu até os quadris.

5. Mediu, enfim, mil côvados; e era uma torrente que eu não podia atravessar, de tal modo as águas tinham crescido! E era preciso nadar, era um curso de água que não se podia passar a vau.

6. “Viste, filho do homem?” – falou-me, e me levou ao outro lado da torrente.

7. Ora, retornando, avistei nas duas margens da torrente uma grande quantidade de árvores.

8. “Essas águas” – disse-me ele – “dirigem-se para a parte oriental, elas descem à planície do Jordão; elas se lançarão no mar, de sorte que suas águas se tornarão mais saudáveis.*

9. Em toda parte aonde chegar a corrente, todo animal que se move na água poderá viver, e haverá lá grande quantidade de peixes. Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida.*

10. Na praia desse mar estarão pescadores; eles estenderão suas redes desde Engadi até En-Eglaim, e haverá aí peixes de toda espécie em abundância, como no grande mar.*

11. Mas seus mangues e charcos não serão saneados, abandonados que estão ao sal.

12. Ao longo da torrente, em cada uma de suas margens, crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio.”

13. Eis o que diz o Senhor Javé: “Eis os limites da terra que partilhareis entre as doze tribos de Israel. José terá duas partes.

14. Cada um dentre vós herdará uma parte igual, porque jurei com a mão erguida dar essa terra a vossos pais; por isso, essa terra deve tocar-vos em partilha.

15. Eis os seus limites: ao norte, desde o Grande Mar, o caminho de Hetalon até Sedada:

16. Emat, Berota e Sabarim, entre a fronteira de Damasco e de Emat, Haser-Ticon até a fronteira de Aurã.

17. A fronteira irá então do mar até Haser-Enã, tendo a fronteira de Damasco, ao norte, e a de Emat. Isto ao norte.

18. A leste, entre Aurã e Damasco e entre Galaad e a terra de Israel, o Jordão servirá de limite desde a fronteira norte até o mar oriental e para o lado de Tamar. Isto ao leste.*

19. A costa sul irá, para o oriente, desde Tamar até as águas de Meriba de Cades e até a torrente para o Grande Mar. Isto para o lado meridio­nal.*

20. A oeste, o Grande Mar, desde a fronteira até a frente da entrada de Emat. Isto ao oeste”.

21. “Partilhareis esta terra entre vós, segundo as tribos de Israel.*

22. Vós as distribuireis por sorte a vós e aos estrangeiros residentes entre vós e que têm lançado raiz entre vós. Vós os considerareis como indígenas entre os israelitas: receberão convosco seu lote entre as tribos de Israel.*

23. É na tribo onde ele estiver instalado que lhe assinalareis o seu lote ao estrangeiro – oráculo do Senhor Javé.”

Capítulo 48

1. “Eis os nomes das tribos. Na extremidade norte da terra, para o caminho de Hetalon até Emat, Haser-Enã, na fronteira de Damasco ao norte, ao longo de Emat, um território que irá desde a fronteira oriental até a fronteira ocidental, será atribuído a Dã; esta cons­titui uma parte.*

2. Do lado do limite de Dã, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Aser.

3. Ao lado da fronteira de Aser, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Neftali.

4. Ao lado da fronteira de Neftali, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Manassés.

5. Do lado do limite de Manassés, da fronteira orien­tal até a fronteira ocidental, a parte de Efraim.

6. Do lado do limite de Efraim, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Rúben.

7. Do lado do limite de Rúben, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Judá.

8. Do lado do limite de Judá, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, será encontrada a parte que tirareis antecipadamente, de uma largura de vinte e cinco mil côvados e um comprimento igual ao das outras partes de leste a oeste. No centro dessa parte, ficará o santuário.*

9. A parte que tirareis com antecipação para o Senhor terá vinte e cinco mil côvados de comprimento por dez mil de largura.

10. Esta santa porção será para os sacerdotes: suas dimensões serão: ao norte, vinte e cinco mil côvados; a oeste, dez mil côvados de largura; a leste, dez mil de largura; ao sul, vinte e cinco mil côvados de comprimento. O santuário do Senhor se elevará ao centro.

11. Ele é para os sacerdotes consagrados, descendentes de Sadoc, que têm feito o meu serviço sem se desviarem como os levitas, quando os israelitas se transviaram.

12. É para eles uma porção sagrada a parte reservada daquela que tiraram antecipadamente do território, ao lado do limite dos levitas.

13. Os levitas ocuparão, na extensão dos limites dos sacerdotes, um espaço de vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil côvados de largura. Comprimento total: vinte e cinco mil côvados; extensão: dez mil.

14. Não se poderá vender nada nem trocar: o melhor dessa terra não poderá ser alienado, porque é propriedade sagrada do Senhor.

15. Os cinco mil côvados que restarem em largura, por vinte e cinco mil de comprimento, constituirão um espaço profano destinado à cidade, a suas habi­tações e a seus terrenos. A cidade estará no centro.

16. Eis as suas dimensões: ao norte, quatro mil e quinhentos côvados; ao sul, quatro mil e quinhentos côvados; a leste, quatro mil e quinhentos côvados; a oeste, quatro mil e quinhentos côvados.

17. Os limites da cidade terão ao norte duzentos e cinquenta côvados; ao sul, duzentos e cinquenta côvados; a leste, duzentos e cinquenta côvados; e a oeste, duzentos e cinquenta côvados.

18. Restará, ao longo da parte consagrada, uma extensão de dez mil côvados; dez mil côvados a leste e a oeste, paralelamente à parte consagrada, cujos produtos servirão para o sustento dos trabalhadores da cidade.

19. Os traba­lhadores da cidade, recrutados em todas as tribos de Israel, cultivarão essa porção.

20. O total da parte reservada com vinte e cinco mil côvados por vinte e cinco mil, tereis reservado para domínio da cidade, uma parte igual ao quarto da porção santa.

21. O resto será para o príncipe, dos dois lados da porção sagrada e do domínio da cidade, ao longo dos vinte e cinco mil côvados da porção reservada até a fronteira oriental, e a oeste, ao longo dos vinte e cinco mil côvados até a fronteira ocidental, paralelamente às (outras) partes. Será, pois, para o príncipe; a porção sagrada e o santuário do templo estarão no meio.

22. Assim, a parte do príncipe ocupará o espaço compreendido entre os limites de Judá e de Benjamim, salvo o domínio dos levitas e o da cidade, situados no meio da porção que lhe tocar.

23. Para o resto das tribos: da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Benjamim.

24. Do lado do limite de Benjamim, da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Simeão.

25. Do lado limite de Simeão, da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Issacar.

26. Do lado do limite de Issacar, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Zabulon.

27. Do lado da parte de Zabulon, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Gad.

28. Sobre o limite de Gad, ao sul, a fronteira irá de Tamar para o oriente, às águas de Meriba de Cades, e à torrente que vai para o Grande Mar.

29. Tal é a terra cujos patrimônios repartireis por sorte entre as tribos de Israel; tais serão as suas partes respectivas – oráculo do Senhor Javé.”

30. “Eis as saídas da cidade.

31. As portas da cidade receberão os nomes das tribos de Israel. Ao norte – do comprimento de quatro mil e quinhentos côvados –, haverá três portas: a porta de Rúben, a porta de Judá e a porta de Levi.

32. O lado leste – do comprimento de quatro mil e quinhentos côvados – terá três portas: a porta de José, a porta de Benjamim e a porta de Dã.

33. O lado sul – extensão de quatro mil e quinhentos côvados – terá três portas: a porta de Simeão, a porta de Issacar e a porta de Zabulon.

34. O lado oeste – da extensão de quatro mil e quinhentos côvados – terá três portas: a porta de Gad, a porta de Aser e a porta de Neftali.

35. Perímetro: dezoito mil côvados. Doravante, o nome da cidade será Javé-Chammá.”*

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21. A loucura diverte o insensato, mas o homem inteligente segue o caminho reto.

22. Os projetos malogram por falta de deliberação; conseguem bom êxito com muitos conselheiros.

23. Saber dar uma resposta é fonte de alegria; como é agradável uma palavra oportuna!

24. O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos.*

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"Nas tribulações é necessário ter fé em Deus." São Padre Pio de Pietrelcina