Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 238, Jeremias 20-21 relata a oposição que o profeta enfrenta e a importância de permanecer fiel a Deus. Daniel 1-2 apresenta Daniel e seus amigos na corte da Babilônia, mantendo integridade e fé diante de desafios. Provérbios 15:25-28 nos ensina sobre justiça, retidão e o valor da prudência, conectando os ensinamentos à vida prática e à confiança em Deus.

Capítulo 20

1. Tendo o sacerdote Fassur, filho de Emer, que era superintendente do templo, ouvido o profeta Jeremias pronunciar esse oráculo,

2. mandou espancá-lo e pô-lo em grilhões na porta superior de Benjamim, que se encontra no Templo do Senhor.

3. No dia seguinte, quando Fassur mandou libertá-lo, disse-lhe Jeremias: “Não é mais Fassur que te chama o Senhor, mas sim Magor-Missabib.*

4. Pois assim diz o Senhor: Vou fazer de ti objeto de pavor, para ti mesmo e teus amigos, os quais, sob teu olhar, perecerão à espada de seus inimigos. Entregarei Judá nas mãos do rei da Babilônia, que os deportará para Babilônia, onde os ferirá à espada.

5. E entregarei todas as riquezas desta cidade, todo o produto de seu trabalho, todas as suas reservas preciosas e todos os tesouros dos reis de Judá, nas mãos de seus inimigos, que os tomarão como presa, e os levarão para Babilônia.

6. E tu, Fassur, serás arrastado, com tua família, para o cativeiro. Ireis a Babilônia para lá morrerem e serem enterrados, tu e teus amigos, aos quais proferiste falsos oráculos”.

7. Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominastes-me e obtivestes o triunfo. Sou objeto de contínua irrisão, e todos zombam de mim.*

8. Cada vez que falo é para proclamar a aproximação da violência e da devastação. E dia a dia a palavra do Senhor converte-se para mim em insultos e escárnios.

9. E, a mim mesmo, eu disse: Não mais o mencionarei, nem falarei em seu nome. Mas em meu seio havia um fogo devorador que se me encerrara nos ossos. Esgotei-me em refreá-lo, e não o consegui.*

10. Ouço as invectivas da multidão: “Cerca-nos o terror! Denunciai-o! Vamos denunciá-lo!”. Os que eram meus amigos espiam-me agora os passos. “Se cair em abusos, tiraremos vantagem, e dele nos vingaremos.”

11. O Senhor, porém, está comigo, qual poderoso guerreiro. Por isso, longe de triunfar, serão esmagados meus perseguidores. Sua queda os mergulhará na confusão. Será, então, a vergonha eterna, inesquecível.

12. Senhor, Deus dos exércitos, vós que sondais o justo, e que escrutais os rins e os corações, concedei-me o poder de contemplar a vingança que deles ides tirar! Pois em vossas mãos depositei a minha causa.

13. Cantai ao Senhor, glorificai-o, porque salvou a vida do miserável das mãos do mau.

14. Maldito o dia em que nasci! Nem abençoado seja o dia em que minha mãe me deu à luz.

15. Maldito o homem que levou a notícia a meu pai e que o cumulou de felicidade ao dizer-lhe: “Nasceu-te um menino!”.

16. A ele suceda o que às cidades aconteceu, que o Senhor sem piedade aniquilou! Desde o alvorecer ouça os gritos de alarme e o fragor da batalha ao meio-dia.*

17. Por que não me matou, antes de eu sair do ventre materno?! Minha mãe teria sido meu túmulo e eu ficaria para sempre guardado em suas entranhas!

18. Por que saí do seu seio? Para só contemplar tormentos e misérias, e na vergonha consumir meus dias?

Capítulo 21

1. Eis o que disse o Senhor a Jere­mias, quando o rei Sedecias lhe enviou Fassur, filho de Melquias, e o sacerdote Sofonias, filho de Maasias, para dizerem a ele:*

2. “Consulta o Senhor em nosso nome porque Nabucodonosor, rei da Babilônia, nos ataca. Talvez o Senhor queira renovar seus milagres a nosso favor, fazendo com que ele se afaste de nós”.*

3. “Eis” – respondeu-lhes Jeremias – “o que transmitireis a Sedecias:

4. Oráculo do Senhor, Deus de Israel: as armas que empunhais para o combate, fora dos muros, contra o rei da Babilônia e os caldeus que vos sitiam, vou reuni-las no interior desta cidade.

5. Então, com toda a força de meu braço vigoroso, com furor, indignação e cólera, combaterei contra vós.

6. Ferirei os habitantes desta cidade, homens e animais, que serão vítimas de grande peste.

7. Em seguida – oráculo do Senhor –, Sedecias, rei de Judá, seus servos e o povo, e tudo quanto escapar da peste, da espada e da fome, eu os entregarei a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a esses inimigos que lhes odeiam a vida. E eles os passarão a fio de espada, sem perdão, nem piedade ou misericórdia.

8. Dirás então ao povo – oráculo do Se­­nhor: eis que vos coloco na encruzilhada dos caminhos da vida e da morte.

9. Aquele que ficar na cidade perecerá pela espada, pela fome ou pela peste; aquele que sair para entregar-se aos caldeus, que vos sitiam, viverá, e a vida a salvo será seu espólio.

10. Fixei meus olhares sobre esta cidade, para sua desgraça e não para o bem – oráculo do Senhor. Cairá ela nas mãos do rei da Babilônia, e este a entregará às chamas.”

11. Eis o que dirás acerca da casa de Judá: Escutai a palavra do Senhor!

12. Casa de Davi, eis o que diz o Senhor: Praticai a justiça desde o nascer do dia, livrai o oprimido das mãos do opressor, para que meu furor não se inflame como o fogo, braseiro que não se pode extinguir, por causa da maldade de vosso procedimento.

13. Eis-me aqui contra ti, habitante do vale, rochedo que dominas a planície. A vós que dizeis: “Quem nos virá atacar? Quem penetrará em nossos refúgios?”.

14. Eu vos castigarei – oráculo do Senhor –, deitarei fogo à sua floresta e seus arredores serão devorados.

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Capítulo 1

1. No terceiro ano do reinado de Joaquin, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio sitiar Jerusalém.

2. O Senhor entregou-lhe Joaquin, rei de Judá, bem como parte dos objetos do templo, que Nabucodonosor transportou para a terra de Senaar, para o templo de seu deus: foi na sala do tesouro do templo de seu deus que ele os colocou.

3. O rei deu ordem ao chefe de seus eunucos, Asfenez, para trazer-lhe jovens israelitas, oriundos de raça real ou de família nobre,

4. isentos de qualquer defeito corporal, bem proporcionados, dotados de toda espécie de boas qualidades, ins­truídos, inteligentes, aptos a ingressarem nos serviços do palácio real; deveria ser ensinado a eles a literatura e a língua dos caldeus.*

5. O rei destinou-lhes uma provisão cotidiana, retirada das iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia. A formação deles devia durar três anos, após o que entrariam a serviço do rei.

6. Entre eles, encontravam-se alguns judeus: Da­niel, Hananias, Misael e Azarias.

7. O chefe dos eunucos deu-lhes outros nomes: a Daniel, o de Baltazar; a Hananias, o de Sidrac; a Misael, o de Misac; e a Azarias, o de Abdênago.*

8. Daniel tomou a resolução de não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Pediu ao chefe dos eunucos para deles se abster.*

9. Este, graças a Deus, tomado de benevolência para com Daniel, atendeu-o de boa vontade,

10. mas disse-lhe: “Temo que o rei, meu senhor, que estabeleceu vossa alimentação e vossa bebida, venha a notar vossas fisionomias mais abatidas do que as dos outros jovens de vossa idade, e que por vossa causa eu me exponha a uma repreensão da parte do rei”.

11. Mas Daniel disse ao dispenseiro a quem o chefe dos eunucos havia confiado o cuidado de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

12. “Rogo-te, faze uma experiência de dez dias com teus servos: que só nos sejam dados legumes a comer e água a beber.

13. Depois, então, compararás nossos semblantes com os dos jovens que se alimentam com as iguarias da mesa real, e farás com teus servos segundo o que terás observado”.

14. O dispenseiro concordou com essa proposta e os submeteu à prova durante dez dias.

15. No final desse prazo, averiguou-se que tinham melhor aparência e estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias da mesa real.

16. Em consequência disso, o dispenseiro retirava os alimentos e o vinho que lhes eram destinados e mandava servir-lhes legumes.

17. A esses quatro jovens, Deus concedeu talento e saber no domínio das letras e das ciências. Daniel era particularmente entendido na interpretação de visões e sonhos.

18. Ao fim do prazo fixado pelo rei para a apresentação, o chefe dos eunucos introduziu-os na presença de Nabucodonosor,

19. o qual palestrou com eles. Entre todos os jovens nenhum houve que se comparasse a Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Por isso, entraram eles a serviço do rei.

20. Em qualquer negócio que necessitasse de sabedoria e sutileza, e que o rei os consultasse, este achava-os dez vezes superiores a todos os escribas e mágicos do reino.

21. Assim viveu Daniel até o primeiro ano do reinado de Ciro.

Capítulo 2

1. No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve sonhos que lhe perturbaram a tal ponto o espírito, que perdeu o sono.*

2. Mandou chamar os escribas, os mágicos, os feiticeiros e os caldeus para lhe fazerem a interpretação. Estes vieram apresentar-se diante do rei.

3. “Tive um sonho”– disse-lhes – “e meu espírito se consome à procura do significado.”

4. Os caldeus responderam ao rei: “Senhor, longa vida ao rei! Narra teu sonho para que teus servos deem a interpretação”.*

5. O rei disse aos caldeus: “Para mim é coisa decidida: se não me explicardes o conteúdo do sonho bem como sua significação, sereis estraçalhados e vossas casas reduzidas a um montão de imundícies.

6. Mas se me revelardes tanto o conteúdo quanto a significação do sonho, recebereis de mim donativos, presentes e grandes testemunhos de honra. Portanto, dizei-me meu sonho e o que ele significa”.

7. De novo responderam: “Que o rei narre o sonho a seus servos e nós faremos a interpretação”.

8. “Sei agora perfeitamente” – continuou o rei – “que procurais ganhar tempo, porque sabeis que estou bem decidido

9. a aplicar-vos a dita sentença, se não me revelardes o conteúdo de meu sonho. Estais combinados a mentir-me e a enganar-me, esperando que as circuns­tâncias mudem. Vamos, dizei-me o que sonhei e eu saberei se sois capazes de dar a interpretação.”

10. Os caldeus deram ao rei esta resposta: “Não há homem algum sobre a terra que possa fazer o que exige o rei. E, de fato, jamais rei algum, por maior e mais poderoso que tenha sido, pediu tamanha coisa a um escriba, mágico ou caldeu.

11. A questão proposta pelo rei é difícil e ninguém poderia dar a solução ao rei, a não ser os deuses que estão excluídos do trato com os seres carnais”.

12. Com isso, o rei encolerizou-se e, na sua fúria, deu ordem para matarem todos os sábios da Babilônia.

13. A sentença foi publicada e o massacre dos sábios começou. Procuravam Daniel e seus companheiros para matá-los,

14. quando este dirigiu a Arioc, chefe da guarda do rei, que havia saído para exe­cutar todos os sábios babilônios, palavras cheias de prudência e sabedoria:

15. “Por que” – perguntou-lhe – “uma sentença tão severa da parte do rei?’’. Arioc expôs-lhe o assunto,

16. e logo Daniel se decidiu ir ao rei, para pedir-lhe a concessão de uma prorrogação: daria então ao rei a interpretação pedida.

17. Logo que voltou do rei, Daniel pôs a par do assunto seus companheiros Hananias, Misael e Azarias.

18. Pediu-lhes para implorarem a misericórdia do Deus dos céus a respeito desse enigma, a fim de que não matassem Daniel e seus compa­nheiros com o resto da Babilônia.*

19. O mistério foi então revelado a Daniel em uma visão noturna. Pelo que, bendizendo o Deus dos céus,

20. Daniel expressou-se como segue: “Bendito seja o nome de Deus de eternidade em eternidade, porque a ele pertencem a sabedoria e o poder!

21. É ele quem faz mudar os tempos e as circunstâncias; é ele quem depõe os reis e os enaltece; é ele quem dá sabedoria aos sábios e talento aos inteligentes.

22. É ele quem revela os profundos e secretos mistérios, quem conhece o que está mergulhado nas trevas, junto ao qual habita a luz.

23. Ó Deus de meus pais, eu vos exalto e vos louvo, porque vós me destes a prudência e a força, e porque vós nos manifestastes o que vos pedimos, revelando-nos o sonho do rei”.

24. Depois disso, Daniel foi procurar Arioc, a quem o rei tinha incumbido do massacre dos sábios da Babilônia. E falou-lhe assim: “Não mandes matar os sábios da Babilônia. Introduze-me à presença do rei para que eu lhe dê a explicação”.

25. Arioc apressou-se em conduzir Daniel junto ao rei, dizendo-lhe: “Achei, entre os deportados da Judeia, um homem que dará ao rei a explicação desejada”.

26. O rei dirigiu a palavra a Daniel que tinha o cognome de Baltazar: “És realmente capaz” disse-lhe “de desvendar-me o sonho que tive e fornecer-me a interpretação?”.

27. “O mistério cuja revelação o rei pede” – respondeu Daniel ao rei – “nem os sábios, nem os mágicos, nem os feiticeiros, nem os astrólogos são capazes de revelar-lhos.

28. Mas no céu exis­te um Deus que desvenda os mistérios, o qual quis revelar ao rei Nabucodonosor o que deve suceder no decorrer dos tempos. Eis, portanto, teu sonho e as visões que se apresentaram a teu espírito quando estavas em teu leito.

29. Senhor, os pensamentos que vieram ao teu espírito, enquanto estavas em teu leito, são previsões do futuro: aquele que revela os mistérios mostrou-te o futuro.

30. Quanto a mim, se esse mistério me foi desvendado, não é que haja mais sabedoria em mim do que nos outros homens, mas para eu dar ao rei a interpretação, a fim de que se faça luz nos pensamentos do teu coração.”

31. “Senhor: contemplavas, e eis que uma grande, uma enorme estátua erguia-se diante de ti; era de um magnífico esplendor, mas de aspecto aterrador.

32. Sua cabeça era de fino ouro, seu peito e braços de prata, seu ventre e quadris de bronze,

33. suas pernas de ferro, seus pés metade de ferro e metade de barro.

34. Contemplavas essa estátua quando uma pedra se descolou da montanha, sem intervenção de mão alguma, veio bater nos pés, que eram de ferro e barro, e os triturou.*

35. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram com a mesma pancada reduzidos a migalhas, e, como a palha que voa da eira durante o verão, foram levados pelo vento sem deixar traço algum, enquanto que a pedra que havia batido na estátua tornou-se uma alta montanha, ocupando toda a região.

36. Eis o sonho. Agora vamos dar ao rei a interpretação.*

37. Senhor: tu que és o rei dos reis, a quem o Deus dos céus deu realeza, poder, força e glória;

38. a quem ele deu o domínio, onde quer que habitem, sobre os homens, os animais terrestres e os pássaros do céu, tu és a cabeça de ouro.

39. Depois de ti surgirá um outro reino menor que o teu, depois um terceiro reino, o de bronze, que dominará toda a terra.*

40. Um quarto reino será forte como o ferro: do mesmo modo que o ferro esmaga e tritura tudo, da mesma maneira ele esmagará e pulverizará todos os outros.*

41. Os pés e os dedos, parte de terra argilosa de mo­delar, parte de ferro, indicam que esse reino será dividido: haverá nele algo da solidez do ferro, já que viste ferro misturado ao barro.

42. Mas os dedos, metade de ferro e metade de barro, mostram que esse reino será ao mesmo tempo sólido e frágil.

43. Se viste o ferro misturado ao barro, é que as duas partes se aliarão por casamentos, sem porém se fundirem inteiramente, tal como o ferro que não se amalgama com o barro.*

44. No tempo desses reis, o Deus dos céus suscitará um reino que jamais será destruído e cuja soberania jamais passará a outro povo: destruirá e aniquilará todos os outros, enquanto que ele subsistirá eternamente.*

45. Foi o que pudeste ver na pedra deslocando-se da montanha sem a intervenção de mão alguma, e reduzindo a migalhas o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. Deus, que é grande, dá a conhecer ao rei a sucessão dos acontecimentos. O sonho é bem exato, e sua interpretação é digna de fé.”

46. Nesse instante, o rei Nabucodonosor atirou-se de rosto em terra, prostrado diante de Daniel; depois ordenou que lhe fossem oferecidos oblações e perfumes.

47. Dirigindo-se a Daniel, disse o rei: “Vosso Deus é verdadeiramente o Deus dos deuses, o Senhor dos reis; é também o revelador dos mistérios, já que pudeste revelar este”.

48. O rei elevou Daniel em dignidade, deu-lhe numerosos e ricos presentes; constituiu-o governador de toda a província da Babilônia e o tornou chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.

49. Daniel pediu ao rei e confiou a Sidrac, Misac e Abdênago a administração da província da Babilônia. E Daniel perma­neceu na corte real.*

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25. O Senhor destrói a casa dos soberbos, mas firma os limites da viúva.

26. Os projetos dos pérfidos são abomináveis ao Senhor, mas as palavras benevolentes são puras.

27. O homem cobiçoso perturba a sua casa, aquele que odeia os subornos viverá.*

28. O coração do justo estuda a sua resposta; a boca dos maus, porém, vomita o mal.

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"Diante de Deus ajoelhe-se sempre." São Padre Pio de Pietrelcina