Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 236, Jeremias 16-17 instrui o povo sobre viver com fidelidade a Deus e confiar em Sua justiça. Ezequiel 45-46 detalha os regulamentos do templo e das ofertas, enfatizando obediência e santidade. Provérbios 15:17-20 nos lembra que a sabedoria conduz à vida reta, ao contentamento e ao respeito pelos caminhos do Senhor.

Capítulo 16

1. Foi-me dirigida a palavra do Se­­­­­­­­nhor nestes termos:*

2. “Não tomarás esposa, nem terás filho ou filha neste lugar,

3. porquanto eis o que diz o Senhor a respeito dos filhos e das filhas que nasceram neste lugar, das mães que os conceberam e dos pais a quem devem a vida nesta terra:

4. Perecerão todos de moléstias mortais, sem pranto nem sepul­turas. Qual esterco jazerão sobre o solo; perecerão pela espada e pela fome, e seus cadáveres servirão de pasto às aves do céu e aos animais da terra”.

5. E disse, ainda, o Senhor: “Não entres em casa em que haja luto, para chorar com seus moradores, porque – oráculo do Se­nhor – desse povo retiro a minha paz, minha proteção e minha misericórdia.

6. Grandes e pequenos morrerão nesta terra, e ficarão sem lamentações e sem sepulturas, e não se farão incisões, nem rasparão os cabelos.

7. O pão não será repartido para consolar o enlutado que chora um defunto, nem se lhe oferecerá a taça do consolo pela morte de seus pais.

8. Não entrarás, igualmente, na casa em que houver uma festa, sentando-te à mesa com os convivas.

9. Pois assim fala o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: “Vou abafar em tal lugar, ante vossos olhos, diante de vós, os gritos de alegria, cânticos de júbilo e os hinos do esposo e a canção da esposa.

10. Assim que tiveres levado ao povo essa mensagem e te perguntarem: Por que decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual o crime que cometemos contra o Senhor, nosso Deus?

11. Tu lhe dirás: é porque vossos pais me abandonaram – oráculo do Senhor –, para correr atrás de outros deuses, rendendo-lhes um culto e ante eles se prosternando, porque me abandonaram e deixaram de observar a minha Lei; e

12. porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinando-se em seguir as más tendências de seus corações.

13. Assim, eu vos expulsarei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei”.*

14. “Eis por que virão dias – oráculo do Senhor –, em que não mais se dirá: Viva Deus, que tirou do Egito os israelitas!

15. Mas sim: Viva Deus, que fez com que regressassem os israelitas do norte e de todos os países pelos quais os havia dispersado! Eu os farei regressar à terra que dei a seus pais.*

16. Vou mandar – oráculo do Senhor – pescadores em grande número para que pesquem. Depois envia­rei numerosos caçadores para que cacem pelas montanhas e colinas e até nas cavidades dos rochedos.

17. Porquanto, sob o meu olhar tenho seus atos que não me são ocultos, e suas iniquidades não se podem esquivar a meus olhares.

18. Primeiramente, eu lhes pagarei em dobro o salário de sua iniquidade e do seu pecado, por haverem profanado a minha terra com os restos imundos de seus ídolos e enchido minha herança de abominações.”

19. Se­nhor, minha força e amparo, refúgio no dia da desgraça, virão nações dos confins do mundo, exclamando: “O que nossos pais receberam em partilha não passa de um nada, vaidades que para nada poderão servir”.

20. Poderá o homem fabricar deuses para si? Não serão deuses, porém!

21. “Então, vou mostrar-lhes, sim, desta feita vou mostrar-lhes minha mão e meu poder, a fim de que saibam que meu nome é o Senhor.”

Capítulo 17

1. Acha-se inscrito o pecado de Judá com estilete de ferro; e gravado com ponta de diamante sobre a pedra de seu coração,

2. nos ângulos de seus altares. Lembrando-se de seus filhos, pensam em suas estelas e marcos sagrados, junto das árvores verdejantes no alto das colinas elevadas.

3. Entregarei à pilhagem a minha montanha que domina a planície, assim como os teus bens e tesouros, e os lugares altos em que pecas pela terra inteira.

4. Deixarás ao abandono a herança que te conferira, e eu te farei o escravo dos teus inimigos, em terra que desconheces, porquanto acendeste o fogo de minha cólera que não mais cessará de flamejar.

5. Eis o que diz o Senhor: “Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!

6. Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside.*

7. Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.

8. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos.

9. Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender?

10. Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações.

11. Qual perdiz a chocar ovos que não pôs, tal é aquele que pela fraude se enriqueceu; em meio à vida, precisa deixá-los; demonstra, pelo seu fim, ser insensato”.

12. Trono sublime de glória antiga, ó santuário nosso,

13. Senhor, que sois a esperança de Israel, confundidos serão todos os que vos abandonam, e de vergonha serão cobertos os que de vós se afastam, por haverem deixado o Senhor, fonte das águas vivas.

14. Curai-me, Senhor, e ficarei curado; salvai-me, e serei salvo, porque sois a minha glória.

15. Ei-los que clamam: “Que é feito dos oráculos do Senhor? Que eles se cumpram!”.*

16. Eu, porém, nunca vos incitei a enviar a desgraça, nem desejei o dia da catástrofe. Bem conheceis as palavras que me saíram da boca: elas estão em vossa presença.*

17. Não me sejais objeto de espanto, vós que, no dia da desgraça, sois meu refúgio.

18. Sejam envergonhados meus perseguidores, e não eu! Sejam consternados, não eu! Fazei recair sobre eles o dia da aflição, esmagai-os com dupla desgraça.

19. Eis o que me diz o Senhor: “Vai colocar-te à porta dos filhos do povo, por onde entram e saem os reis de Judá, e a todas as portas de Jerusalém.

20. Tu lhes dirás: Escutai a palavra do Senhor, reis de Judá, povo de Judá, e vós todos, habitantes de Jerusalém, que entrais por estas portas.

21. Assim fala o Senhor: Evitai carregar – pois disso depende vossa vida – fardos no dia de sábado, fazendo-os atravessar as portas de Jerusalém.

22. Abstende-vos de transportar fardo algum para fora de vossas casas em dia de sábado. Não vos entregueis a trabalho algum, mas santificai o dia de sábado, como ordenei a vossos pais.

23. Eles, porém, não prestaram ouvidos, e endureceram a cerviz para não ouvirem, nem se deixarem instruir.

24. Se verdadeiramente me escutardes – oráculo do Senhor –, se não deixardes passar carga nenhuma pelas portas desta cidade em dia de sábado, e se santificardes esse dia, abstendo-vos de desempenhar qualquer trabalho,

25. então pelas portas da cidade entrarão, conduzidos em carros e montados a cavalo, reis e príncipes que ocuparão o trono de Davi, assim como seus oficiais, a gente de Judá e os habitantes de Jerusalém. E esta cidade será povoada para sempre!

26. E outros virão das cidades de Judá, dos arredores de Jerusalém, das terras de Benjamim e das planícies e montes, assim como do Negueb, para oferecerem holocaustos, sacrifícios, oblações, incenso e sacrifícios de ações de graças na casa do Senhor.

27. Se, porém, não observardes meus preceitos acerca da santificação do sábado, e a respeito da abstenção de transportar fardos pelas portas da cidade no dia de sábado, porei fogo nessas portas, e ele consumirá os palácios de Jerusalém, sem que ninguém possa extingui-lo”.

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Capítulo 45

1. “Quando tirardes à sorte para a partilha da terra, deduzireis, a título de oferenda reservada ao Senhor, uma porção da terra, que será sagrada.

2. Ela medirá vinte e cinco mil côvados de comprimento por vinte mil de largura; será ela sagrada em toda a sua extensão. Desse território, reservareis para o santuário um quadrado de quinhentos côvados de lado, e cinquenta côvados de espaço vazio em volta.

3. Do território assim medido, reservareis, pois, um espaço do comprimento de vinte e cinco mil côvados e da largura de dez mil, em que se encontrará o santuário, lugar sagrado.

4. Essa será a parte sagrada do território: ela pertencerá aos sacerdotes que fazem o serviço do santuário, que podem aproximar-se do Senhor para servi-lo. Lá encontrarão o lugar para suas casas e um lugar santo para o santuário.

5. De outra parte, uma porção de vinte e cinco mil côvados de extensão por dez mil de largura se atribuirá aos levitas, que fazem o serviço do templo, com as cidades residenciais.*

6. Para o domínio da cidade, assinalareis uma porção de cinco mil côvados de largura, por vinte e cinco mil de comprimento, paralelamente ao espaço sagrado já reservado. Ela pertencerá a toda a casa de Israel.

7. Para o príncipe, haverá um espaço de uma parte e de outra, e o comprimento do domínio sagrado e do domínio da cidade, do lado do ocidente para o ocidente, e do lado do oriente para o oriente, de uma largura igual à de cada parte, desde a fronteira ocidental até a fronteira oriental.

8. Será lá a sua terra, a sua propriedade em Israel. Assim, meus príncipes não mais oprimirão meu povo, mas deixarão o resto da terra às tribos da casa de Israel.”

9. Eis o que diz o Senhor Javé: “Príncipes de Israel, basta! Renunciai à violência e à opressão; praticai a equidade e a justiça; cessai vossas exações contra o meu povo – oráculo do Senhor Javé.

10. Tende balanças justas; um efá justo, um bato justo.

11. O efá e o bato terão a mesma capacidade, conterão ambos a décima parte de um homer, que servirá de base à sua medida.*

12. O siclo valerá vinte óbolos; vinte siclos mais vinte e cinco siclos mais quinze siclos equivalerão a uma mina”.*

13. “Eis a oferenda que separareis: um sexto do efá para cada homer de trigo e por homer de cevada.

14. Para o óleo, a oferta será de um bato por uma dezena de batos ou por coro (o coro equivale a um homer, quer dizer, a dez batos).

15. Das pastagens de Israel será oferecida uma ovelha por rebanho de duzentas cabeças para a oblação, o holocausto e os sacrifícios pacíficos, a fim de servir de vítima expiatória por eles – oráculo do Senhor Javé.

16. E de toda a população da terra será tomada essa oferenda em proveito do príncipe em Israel.

17. É, porém, o príncipe que terá de fornecer os holocaustos, as oferendas e libações para as festas, as neomênias e os sábados e todas as solenidades da casa de Israel; é ele quem proverá os sacrifícios pelos pecados, a oblação, o holocausto e os sacrifícios pacíficos oferecidos em expiação pela casa de Israel.

18. Eis o que diz o Senhor Javé: no primeiro dia do primeiro mês, tomarás um novilho sem defeito para fazer a expiação do santuário.

19. O sacerdote tomará do sangue da vítima sacrificada pelo pecado e porá nos batentes da porta do templo, nos quatro cantos da base do altar e nos batentes da porta do átrio interior.

20. Farás a mesma coisa no primeiro dia do sétimo mês, por intenção de todos os que pecaram por erro ou inadvertência. Assim fareis a expiação pelo templo.

21. No décimo quarto dia do primeiro mês, tereis a festa da Páscoa. Durante sete dias comereis pães ázimos.

22. Naquele dia, o príncipe sacrificará, por si mesmo como por toda a população da terra, um touro pelo pecado.

23. Em seguida, durante os sete dias da festa, oferecerá ele diariamente ao Senhor o holocausto de sete touros e sete carneiros sem defeito, do mesmo modo que um bode por dia, em sacrifício pelo pecado.

24. A modo de oblação, ofertará um efá por touro, um efá por carneiro e um hin de óleo por efá.

25. No décimo quinto dia do sétimo mês, por ocasião da festa, oferecerá durante sete dias os mesmos sacrifícios pelo pecado, os mesmos holocaustos, as mesmas oferendas e as mesmas libações de óleo.”

Capítulo 46

1. Eis o que diz o Senhor Javé: “O pórtico do átrio interior que fica fronteiro ao oriente será fechado durante os seis dias consagrados ao trabalho. Ele será aberto no dia de sábado, assim como na lua nova.

2. O príncipe, chegando de fora para o vestíbulo do pórtico, se colocará perto dos portais do pórtico, enquanto os sacerdotes oferecerão seu holocausto e seus sacrifícios pacíficos. Após haver-se prosternado sobre o limiar do pórtico, ele se retirará; mas o pórtico não será fechado até a tarde.*

3. O povo se prostrará diante do Senhor, à entrada desse pórtico, nos dias de sábado e de lua nova.

4. O holocausto que oferecerá o príncipe ao Senhor, no dia de sábado, será de seis ovelhas sem defeito e de um cordeiro intato.

5. A oferenda para o cordeiro será de um efá; para as ovelhas, ela será deixada à sua escolha; quanto ao óleo ele oferecerá um hin por efá.

6. No dia da lua nova, oferecerá um novilho sem defeito, seis ovelhas e um carneiro sem defeito.

7. A oferenda para o carneiro será de um efá; para as ovelhas será proporcional aos seus meios; quanto ao óleo, oferecerá um hin por efá.

8. Logo que chegar, o príncipe passará pelo vestíbulo do pórtico e, ao sair, tomará idêntico caminho.

9. Quando o povo vier apresentar-se diante do Senhor, por ocasião das solenidades, aquele que tiver entrado pela porta norte, para se prosternar, sairá pela porta sul; o que vier pela porta sul sairá pela porta norte; não voltará pela porta que tiver tomado à entrada, mas sairá pela porta que tiver diante de si.

10. O príncipe ficará no meio deles, entrando e saindo como eles.*

11. Por ocasião das festas e solenidades, a oferenda será de um efá por touro e por cordeiro; para as ovelhas, será deixada à sua escolha; no que toca ao óleo, oferecerá um hin por efá.

12. Quando o príncipe quiser oferecer ao Senhor um holocausto voluntário ou um sacrifício pacífico, será aberta a porta que olha para o oriente, e ele oferecerá seu holocausto e seu sacrifício pacífico como faz no dia do sábado. Quando sair, a porta será fechada imediatamente após ele.

13. Imolarás diaria­mente ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito. Assim farás cada manhã.

14. Como oferenda, oferecerás ao Senhor todas as manhãs com o cordeiro um sexto de efá, assim como um terço de hin de óleo para umedecer a farinha. Esta é uma regra perpétua:

15. será oferecido a cada manhã um cordeiro em oblação com o óleo em holocausto perpétuo”.

16. Eis o que diz o Senhor Javé: “Se o príncipe fizer a um de seus filhos uma doação do seu domínio, esse donativo pertencerá a seus filhos a título de propriedade patrimonial.

17. Se fizer seme­lhante donativo a um de seus servidores, a doação pertencerá também a este, mas unicamente até o ano da libertação, no qual ela retornará ao príncipe. É só a seus filhos que continuará como herança.*

18. O príncipe nada usurpará do patrimônio do povo, despojando-o de alguma de suas propriedades; ele constituirá um patrimônio a seus filhos unicamente de sua propriedade, a fim de que ninguém dentre o meu povo seja privado de suas posses”.

19. Ele me conduziu, logo a seguir, pela entrada vizinha do pórtico, às câmaras sagradas reservadas aos sacerdotes, frente ao norte; e eu vi lá um espaço, ao fundo, para o ocidente.

20. “É ali” – disse-me – “o lugar onde os sacerdotes cozem as carnes oferecidas em sacrifício pelo pecado e pelo delito, e onde cozem as oferendas, a fim de não levá-las ao átrio exterior e não tocar o povo com as coisas santas.”*

21. Em seguida, fez-me sair para o átrio exterior e passar diante dos quatro ângulos do átrio, em cada um dos quais havia um pátio.

22. Nos quatro ângulos do átrio encontravam-se ainda pequenos pátios, medindo quarenta côvados de comprimento por trinta de largura, todos os quatro iguais,

23. todos os quatro cercados de um muro, ao pé do qual, em toda a volta, havia fogões.

24. “São” – disse-me ele – “as cozinhas, onde os servidores do templo cozem as carnes das vítimas oferecidas pelo povo.”

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17. Mais vale um prato de legume com amizade que um boi cevado com ódio.

18. O homem iracundo excita questões, mas o paciente apazigua as disputas.

19. O caminho do preguiçoso é como uma sebe de espinhos, o caminho dos corretos é sem tropeço.

20. O filho sábio alegra seu pai; o insensato despreza sua mãe.

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"O demônio é forte com quem o teme, mas é fraquíssimo com quem o despreza." São Padre Pio de Pietrelcina