Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 230, Jeremias 7 chama o povo à verdadeira adoração, alertando contra falsos cultos e injustiças. Ezequiel 36 anuncia a renovação de Israel, a purificação do coração e o derramamento do Espírito de Deus. Provérbios 14:29-32 ensina sobre paciência, autocontrole e retidão, oferecendo orientação prática para viver com sabedoria e integridade.

1. A palavra do Senhor foi nestes termos dirigida a Jeremias:

2. “Vai à porta do Templo do Senhor; lá pronunciarás este discurso: escutai a palavra do Senhor, vós todos, povos de Judá, que entrais por estas portas para vos prosternar diante dele.*

3. Eis o que diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: reformai vosso procedimento e a maneira de agir, e eu vos deixarei morar neste lugar.

4. Não vos fieis em palavras enganadoras, semelhantes a estas: ‘Templo do Senhor, Templo do Senhor, aqui está o Templo do Senhor’.

5. Se reformardes vossos costumes e modos de proceder, se verdadeiramente praticardes a justiça;

6. se não oprimirdes o estrangeiro, o órfão, a viúva; se não espalhardes neste lugar o sangue inocente e não correrdes, para vossa desgraça, atrás dos deuses alheios,

7. então permitirei que permaneçais neste lugar, nesta terra que dei a vossos pais por todos os séculos.

8. Vós, contudo, vos fiais em fórmulas enganadoras que de nada vos servirão.

9. Roubais, matais, cometeis adulté­rios, prestais juramentos falsos; ofere-ceis incenso a Baal e procurais deuses que vos são desconhecidos.

10. E depois, vindes apresentar-vos diante de mim, nesta casa em que foi invocado meu nome, e exclamais: Estamos salvos! – para, em seguida, recomeçar a cometer todas essas abominações.

11. É, por acaso, a vossos olhos uma caverna de bandidos esta casa em que meu nome foi invocado? Também eu o vejo – oráculo do Senhor.*

12. Ide, portanto, à minha casa de Silo, onde a princípio habitou meu nome, e vede o que lhe fiz por causa da maldade do meu povo de Israel.

13. E agora, porque tendo-vos já continua­mente advertido e não me atendestes,*

14. vou fazer da casa em que foi invocado meu nome e na qual depositastes vossa confiança, desse lugar que vos dei assim como a vossos pais, o que fiz de Silo,

15. e vos repelirei de minha presença, assim como repeli vossos irmãos, a raça inteira de Efraim.*

16. Quanto a ti, não intercedas por esse povo. Não ergas em favor dele queixas ou súplicas e não insistas junto de mim, porque não te escutarei.

17. Não vês o que faz ele nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?

18. Os filhos juntam lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres sovam a massa para fazer tortas destinadas à rainha do céu, depois fazem libações a deuses estranhos, o que provoca a minha ira.*

19. Será, porém, a mim próprio que ele fere – oráculo do Senhor – ou a si mesmo, para sua maior vergonha?

20. Por isso, eis o que diz o Senhor JAVÉ: eis que minha cólera vai extravasar-se sobre este lugar, sobre os homens e os animais, sobre as árvores dos campos e os frutos da terra. E ela se inflamará para não mais se extinguir.”

21. Eis aqui o que diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: “Amontoai holocaustos sobre sacrifícios, e deles comei a carne;*

22. porquanto não falei a vossos pais e nada lhes prescrevi a respeito de holocaustos e sacrifícios, no dia em que os fiz sair do Egito.

23. Foi esta a única ordem que lhes dei: escutai minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes.

24. Eles, porém, não escutaram, nem prestaram ouvidos, seguindo os maus conselhos de seus corações empedernidos; voltaram-me as costas em lugar de me apresentarem seus rostos.

25. Desde o dia em que vossos pais dei­xaram o Egito até agora, enviei-vos todos os meus servos, os profetas. Todos os dias sem cessar os mandei.

26. Eles, porém, não os escutaram, nem lhes deram atenção; endureceram a cerviz e procede­ram pior que os pais.

27. Quando tudo isso lhes transmitires, também a ti não escutarão. Tu os chamarás e não obterás resposta.

28. Tu lhes dirás então: Esta é a nação que não escuta a voz do Senhor, seu Deus, e não aceita suas advertências. A lealdade desapareceu, tendo sido banida de sua boca.

29. Corta teus cabelos e lança-os fora. Ergue um canto fúnebre sobre as colinas, porquanto o Senhor rejeita e abandona essa raça contra a qual se encolerizou.

30. Fizeram os filhos de Judá o que é mal a meus olhos – oráculo do Senhor; colocaram ídolos abomináveis na casa em que meu nome foi invocado, e o macularam.

31. Ergueram o lugar alto de Tofet, no vale de Ben-Enom para lá queimarem seus filhos e filhas, não lhes havendo eu ordenado tal coisa que nem me passara pela mente.*

32. Eis por que virão os dias – oráculo do Se­nhor –, em que não mais se dirá Tofet, nem vale de Ben-Enom, mas ‘vale da Matança’, onde, por falta de lugar, serão enterrados os mortos em Tofet.

33. Os cadáveres desse povo servirão de pasto às aves do céu e aos animais da terra, sem que ninguém os expulse.

34. Nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém farei silenciarem os gritos de alegria e os cantos de júbilo, cantos do esposo e vozes da esposa, porquanto a terra será reduzida a um deserto”.

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1. “E tu, filho do homem, profere o seguinte oráculo acerca das montanhas de Israel: montes de Israel, ouvi a palavra do Senhor.

2. Eis o que diz o Senhor Javé: o inimigo gritou a respeito de vós. Ah! Ah! As colinas eternas nos hão de ser dadas em propriedade!

3. Profere, pois, o seguinte oráculo: eis o que diz o Senhor Javé: já que de todos os lados tendes sido devastados e tendes vos tornado propriedade de outras nações, pois tendes sido objeto de maledicências e de calúnias dos povos,

4. pois bem, montes de Israel, escutai o que diz o Senhor Javé às montanhas, às colinas, às torrentes, aos vales, às ruínas desoladas e às cidades abandonadas, que foram entregues à pilhagem e às zombarias das nações vizi­nhas;

5. pois bem, eis o que diz o Senhor Javé: juro que é no ardor do meu zelo que vou falar contra os demais povos e contra Edom todo que, com uma alegria cheia de desprezo, se estão atribuindo a posse de minha terra para saqueá-la.

6. Por isso, pronuncia o teu oráculo sobre a terra de Israel, e dize às montanhas, aos outeiros, às torrentes e aos vales: eis o que diz o Senhor Javé: é no furor do meu zelo que falo. Tendes carregado o desprezo injurioso das nações.

7. Por isso, eis o que diz o Senhor Javé: eu o juro. As nações que vos rodeiam terão também elas que sofrer ignomínia,

8. enquanto vós, montes de Israel, vós lançareis os vossos ramos e trareis vosso fruto para o meu povo de Israel, porque sua volta está próxima.

9. Porque eis que venho até vós, eu me volto para vós, a fim de que sejais novamente cultivados e semeados.

10. Multiplicarei sobre o vosso solo os homens de toda a casa de Israel: as cidades serão repovoadas e as ruínas, reconstruídas.

11. Multiplicarei sobre vosso solo homens e animais, que serão numerosos e fecundos; eu vos repovoarei como outrora e vos tornarei mais prósperos do que nunca. Vós reconhecereis assim que eu é que sou o Senhor.

12. É meu povo de Israel, esses homens que farei nascer sobre o vosso solo; serás a sua posse e herança, e não os privarás mais dos seus filhos.

13. Eis o que diz o Senhor Javé: como se diz de ti que és uma devoradora e que privas a tua nação de seus filhos,*

14. pois bem, por isso não devorarás mais homens e não mais privarás tua nação de seus filhos – oráculo do Senhor Javé.

15. Farei de maneira a não mais ouvires as injúrias das nações pagãs, e que não sofras mais os ultrajes dos povos, e não mais farás tropeçar tua nação – oráculo do Senhor Javé.”*

16. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

17. “Filho do homem, quando os israelitas habitavam sobre o seu território, eles mancharam-no por seu comportamento e seus atos: seu proceder era, a meus olhos, como a menstruação de uma mulher.

18. Por isso, desencadeei sobre eles o meu furor, devido ao sangue que ti­nham derramado sobre a terra e aos ídolos com que a profanaram;

19. eu os dispersei no meio das nações e os disseminei entre as nações estrangeiras: foi esse um julgamento apropriado a seu comportamento e aos seus atos.

20. Entre todos os povos aonde foram, aviltaram o meu santo nome, porque se dizia deles: eis o povo do Senhor, eles deixaram a sua terra.

21. Eu, pois, quis salvar a honra do meu santo nome, que os israelitas profanaram entre as nações, às quais tinham ido.

22. Por isso, declara à casa de Israel o que segue: eis o que diz o Senhor Javé: não é por vós que faço isto, ó israelitas, mas por honra do meu santo nome que profanastes entre pagãos, aonde tínheis ido.*

23. Quero manifestar a santidade do meu augusto nome que aviltastes, profanando-o entre as nações pagãs, a fim de que conheçam que eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Javé –, quando sob seus olhares eu houver manifestado a minha santidade por meu proceder em relação a vós.

24. Eu vos retirarei do meio das nações, eu vos reunirei de todos os lugares, e vos conduzirei ao vosso solo.

25. Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações.

26. Eu vos darei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne.

27. Dentro de vós colocarei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos.

28. Habitareis a terra de que fiz presente a vossos pais; sereis meu povo, e serei vosso Deus.

29. Eu vos purificarei de todas as vossas imundícies. Farei vir o trigo, farei com que seja produzido em abundância e vos isentarei da fome.

30. Farei abundar os frutos das árvores e a colheita dos campos, a fim de que não tenhais mais de sofrer entre as nações a vergonha da fome.

31. Então, lembrando-vos de vosso perverso proceder e de vossas ignóbeis ações, vos desgostareis de vós mesmos, por causa das vossas iniquidades e de vossas abominações.

32. Não é por vós que faço isso – oráculo do Senhor Javé –, sabei-o bem. Tende vergonha, enrubescei-vos por causa de vosso comportamento, ó israelitas!

33. Eis o que diz o Senhor Javé: no dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, repovoarei as cidades; as ruínas serão reerguidas,

34. e a terra inculta de novo cultivada, ao invés desse espetáculo de desolação oferecido aos olhares de todos os passantes.

35. Será dito: esta terra que se achava devastada tornou-se um jardim do Éden! Essas cidades em ruínas, desertas e desoladas, estão agora restauradas e repovoadas.

36. Então, as nações que restaram em torno de vós saberão que sou eu o Senhor, que reconstruí o que estava em ruínas e replantei o que estava baldio. Sou eu, o Senhor, que o digo e o farei.

37. Eis o que diz o Senhor Javé: nisto ainda me deixarei abrandar pela casa de Israel e o farei por eles: eu os multiplicarei como um rebanho.

38. Tais como os rebanhos dos animais consagrados, tais como as manadas que se conduzem a Jerusalém, por ocasião das festas solenes, tais serão os rebanhos de homens que povoarão vossas cidades em ruínas. Então se saberá que sou eu o Senhor”.

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29. O paciente dá prova de bom senso; quem se arrebata rapidamente manifesta sua loucura.

30. Um coração tranquilo é a vida do corpo, enquanto a inveja é a cárie dos ossos.

31. O opressor do pobre ultraja seu criador, mas honra-o o que se compadece do indigente.

32. É por causa de sua própria malícia que cai o ímpio; o justo, porém, até na morte conserva a confiança.

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"Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso". São Padre Pio de Pietrelcina