Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 229, Jeremias 6 anuncia a iminente invasão de Jerusalém, alertando sobre o perigo da desobediência. Ezequiel 34-35 critica líderes corruptos e descreve o julgamento sobre as nações inimigas. Provérbios 14:25-28 oferece orientações sobre integridade, julgamento justo e prudência, enfatizando a importância de liderar com sabedoria e responsabilidade.

1. Fugi, filhos de Benjamim, para longe de Jerusalém! Tocai as trombetas em Técua, erguei uma flâmula no alto de Bet-Acarem! Porque dos lados do setentrião surge uma desgraça, uma grande calamidade.

2. A bela e delicada filha de Sião, eu a destruo.

3. Para ela caminham pastores e rebanhos, que armam ao redor as suas tendas; cada um apascenta o seu quinhão.

4. Declarai-lhe guerra! De pé! Cavalguemos em pleno dia! Desgraçados que somos! O dia cai, estendem-se as sombras da noite.

5. Ergamo-nos. Travemos combate à noite, e lhe destruamos os palácios!

6. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: “Abatei as árvores, erguei plataformas contra Jerusalém! É ela a cidade que deve ser castigada, pois que se intumesceu de violências.

7. Como a nascente faz brotar a água, assim ela expande sua maldade; nela apenas soam palavras de violência e ruína, e só se veem chagas e feridas.

8. Corrige-te, Jerusalém, para que de ti não se afaste minha alma, e eu não te transforme em deserto, terra sem habitantes”.

9. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: “Os restos de Israel se rebuscarão como numa vinha; põe lá de novo tua mão como o vindimador ao sarmento”.

10. A quem falar? Quem tomar por testemunha para que me escutem? Estão-lhes os ouvidos incircuncidados, e são incapazes de atenção. A palavra do Senhor tornou-se-lhes objeto de tédio, e nela não encontram prazer algum.*

11. Estou, porém, possuído do furor do Senhor, cansado de contê-lo. Difunde-o à criança que vagueia pelas ruas e à assembleia dos jovens, porque todos serão presos, o marido e a mulher, o ancião e aquela que é cumulada de dias.

12. A outros passarão suas moradas, assim como os campos e as mulheres; pois que vou estender a mão sobre os habitantes desta terra – oráculo do Senhor.

13. Na verdade, do maior ao menor, todos se entregam aos ganhos desonestos; desde o profeta ao sacerdote praticam todos a mentira;

14. tratam com negligência as feridas do meu povo, e exclamam: “Tudo vai bem! Tudo vai bem!”, quando tudo vai mal.*

15. Assim serão confundidos pelo procedimento abominável, mas a vergonha lhes é desconhecida, e já não sabem o que seja enrubescer; cairão, portanto, com os que tombarem, e perecerão no dia em que os castigar – oráculo do Senhor.

16. Assim fala o Senhor: “Sustai vossos passos e escutai; informai-vos sobre os caminhos de outrora, vede qual a senda da salvação; segui-a, e encontrareis a quietude para vossas almas”. Responderam, porém: “Não a seguiremos!”.

17. Coloquei sentinelas junto de vós, ficai atentos ao som das trombetas. E eles responderam: “Não lhes prestaremos ouvidos!”.

18. Portanto, escutai, ó nações: saiba a assembleia o que lhe vai acontecer.

19. Terra, escuta: vou mandar sobre esse povo uma desgraça, fruto de suas maquinações, já que não ouviu as minhas palavras, e desprezou os meus ensinamentos.

20. Que me importam o incenso de Sabá e as canas aromáticas de longínquos países? Não me agradam vossos holocaustos, nem me comprazem os sacrifícios.

21. Eis por que, assim fala o Senhor: “Vou criar obstáculos a esse povo onde pais e filhos tropeçarão. E vizinho e amigo encontrarão neles a morte”.

22. Assim fala o Senhor: “Eis que do norte surge um povo, e dos confins do mundo ergue-se uma grande nação.

23. Manejam o arco e o dardo, e são cruéis e sem compaixão. Seus urros assemelham-se ao bramido do mar; e montarão em cavalos, dispostos a combater como um só homem contra ti, filha de Sião”.

24. Ante tal notícia caíram-nos os braços, a angústia apossou-se de nós, como as dores de uma mulher no parto.

25. Não saiais para o campo, nem andeis pelos caminhos, porquanto o inimigo empunha a espada, e por toda parte reina o pavor.

26. Ó filha de meu povo, veste o saco, revolve-te nas cinzas. Cobre-te de luto como se fora por um filho único, e ecoem teus amargos gemidos, porquanto vai cair de repente sobre nós o devastador.

27. Qual experimentador de metais, coloquei-te entre meu povo, para que lhe conheças e examines a conduta.

28. São rebeldes entre rebeldes, caluniadores, depravados e de coração duro como o cobre e o ferro.

29. Queimou-se o fole, o chumbo se esgotou, fundiram em vão o metal e o refundiram; as escórias, porém, não se soltaram.

30. Chamai esse povo de “moeda falsa”, pois que o Senhor o rejeitou.

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Capítulo 34

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; dize-lhes, a esses pastores, este oráculo: eis o que diz o Senhor Javé: ai dos pastores de Israel que só cuidam do seu próprio pasto. Não é seu rebanho que devem pastorear os pastores?*

3. Vós bebeis o leite, vestis-vos de lã, matais as reses mais gordas e sacrificais, tudo isso sem nutrir o rebanho.

4. Vós não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, não a tratais; a ferida, não a curais; a transviada, não a reconduzis; a perdida, não a procurais; a todas tratais com violência e dureza.

5. Assim, por falta de pastor, dispersaram-se minhas ovelhas, e em sua dispersão foram expostas a tornarem-se presa de todas as feras.

6. Minhas ovelhas vagueiam em toda parte sobre a montanha e sobre as colinas, elas se acham espalhadas sobre toda a superfície da terra, sem que ninguém cuide delas ou se ponha a procurá-las.

7. Pois bem, pastores, escutai a palavra do Senhor:

8. por minha vida – oráculo do Senhor Javé –, já que por falta de pastor foram minhas ovelhas entregues à pilhagem, e serviram de pasto às feras, pois os meus pastores não têm o mínimo cuidado com elas, e que, em vez de pastoreá-las, só têm procurado se fartar eles próprios,

9. por isso, escutai, pastores, o que diz o Senhor.

10. Eis o que diz o Senhor Javé: vou castigar esses pastores, vou reclamar deles as minhas ovelhas, vou tirar deles a guarda do rebanho, de modo que não mais possam fartar a si mesmos; arrancarei minhas ovelhas da sua goela, de modo que não mais poderão devorá-las.

11. Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas.*

12. Como o pastor se inquieta por causa de seu rebanho, quando se acha no meio de suas ovelhas tresmalhadas, assim me inquietarei por causa do meu; eu o reconduzirei de todos os lugares por onde tinha sido disperso em um dia de nuvens e de trevas.

13. Eu as recolherei dentre os povos e as reunirei de diversos países, para reconduzi-las ao seu próprio solo e fazê-las pastar nos montes de Israel, nos vales e nos lugares habitados da região.

14. Eu as apascentarei em boas pastagens, elas serão levadas a gordos campos sobre as montanhas de Israel; elas repousarão sobre as verdes relvas, terão sobre os montes de Israel abundantes pastagens.

15. Sou eu que apascentarei minhas ove­lhas, sou eu que as farei repousar – oráculo do Senhor Javé.

16. A ovelha perdida eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa. Irei apascentá-las todas com justiça.*

17. Quanto a vós, minhas ovelhas, eis o que diz o Senhor Javé: vou julgar entre ovelha e ovelha, vou julgar os carneiros e os bodes.

18. Não vos bastava pastorear em uma excelente pastagem, para que calqueis ainda aos pés o resto do prado? Não vos bastava beber as águas límpidas, para que calqueis ainda o resto com os pés?

19. E minhas ovelhas devem comer o que pisastes e beber o que sujastes?

20. Pois bem, eis o que diz o Senhor Javé: vou julgar entre ovelha gorda e magra.

21. Porque tendes batido o flanco ou a espádua, e ferido com vossos chifres todas as ovelhas fracas, até lançá-las fora,

22. eu irei em socorro de minhas ovelhas para poupá-las de serem atiradas à pilhagem; e julgarei entre ovelha e ovelha.

23. Para pastoreá-las suscitarei um só pastor, meu servo Davi. Será ele quem as conduzirá à pastagem e lhes servirá de pastor.*

24. Eu, o Senhor, serei seu Deus, enquanto o meu servo Davi será um príncipe no meio delas. Sou eu, o Senhor, que o declaro.

25. Eu concluirei com elas um tratado de paz; suprimirei as feras de sua terra, de sorte que possam habitar o deserto com segurança e dormir nos bosques.

26. Farei deles e das imediações de minha colina uma bênção; farei cair chuva em tempo oportuno: serão chuvas de bênção.

27. As árvores dos bosques darão seus frutos e a terra dará o seu produto. Viverão com segurança na terra. Quando eu tiver rompido as cadeias de seu jugo, e os houver livrado das mãos de seus tiranos, eles saberão que sou eu o Senhor.

28. Não mais serão pilhados pelas nações nem devorados pelas feras; habitarão a terra com segurança, sem serem incomodados mais por ninguém.

29. Farei crescer para eles uma vegetação luxuriante, que constituirá o seu orgulho. Não haverá mais fome devoradora na terra; não mais sofrerão os insultos das nações.

30. Saberão que sou eu o Senhor, que sou o seu Deus, e que eles, os israelitas, são o meu povo – oráculo do Senhor Javé.

31. E vós, minhas ovelhas, vós sois homens, o rebanho que apascento. E eu, eu sou o vosso Deus – oráculo do Senhor Javé’’.

Capítulo 35

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, volta-te para o lado da montanha de Seir, e profetiza contra ela;*

3. Dize-lhe: eis o que diz o Senhor Javé: é contra ti que venho, monte de Seir; eu vou levantar a mão contra ti. Farei de ti um deserto e uma solidão;

4. reduzirei as tuas cidades a ruínas, a fim de que saibas que sou eu o Senhor.

5. Já que tens nutrido ódio eterno pelos israelitas, e os entregaste a fio de espada no dia de sua aflição, e ao termo da sua iniquidade,

6. pois bem: por minha vida – oráculo do Senhor Javé –, eu te entregarei ao sangue, e o sangue há de perseguir-te; porquanto não te horrori­zes em derramar sangue, o sangue há de perseguir-te.

7. Farei da montanha de Seir um deserto e uma solidão, e suprimirei da terra todos os transeuntes.

8. Cobrirei tuas montanhas de cadáveres: sobre teus outeiros, teus vales e tuas torrentes tombarão aqueles a quem corta o gládio.

9. Eu te reduzirei a solidões eternas; tuas cidades serão despovoadas. Assim saberás tu que eu é que sou o Senhor.

10. Já que disseste: as duas nações, os dois países serão meus, e tomarei posse deles, ainda que o Senhor aí resida,*

11. pois bem: por minha vida – oráculo do Se­nhor Javé –, eu te tratarei com a mesma furiosa cólera com que os trataste, e me farei conhecer no modo por que hei de exercer o meu julgamento contra ti.

12. Saberás que eu, o Senhor, ouvi todas as blasfêmias que proferiste contra as montanhas de Israel quando dizias: ei-las devastadas! Elas nos são dadas como pasto.

13. Haveis-me afrontado com uma multidão de palavras insolentes contra mim. Eu as ouvi.

14. Eis o que diz o Senhor Javé:

15. enquanto toda a terra estiver em alegria, farei de ti uma solidão. Porque te tens alegrado com a devastação da herança da casa de Israel, eu te tratarei do mesmo modo: serás devas­tada, montanha de Seir, assim como todo o território de Edom. Assim reco­nhecerás que sou eu o Senhor”.

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25. A testemunha fiel salva vidas; o que profere mentiras é falso.

26. No temor do Senhor o justo encontra apoio sólido; seus filhos nele encontrarão abrigo.*

27. O temor do Senhor é uma fonte de vida para escapar aos laços da morte.

28. A multidão do povo é a glória de um rei; a falta de população é a ruína de um príncipe.

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"Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo." São Padre Pio de Pietrelcina