Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 231, Jeremias 8 expressa a tristeza e a denúncia do povo diante da desobediência e do exílio iminente. Ezequiel 37-38 nos traz a visão da restauração de Israel, com a promessa de renovação e fortalecimento do povo de Deus. Provérbios 14:33-35 oferece conselhos sobre sabedoria, honra e justiça, lembrando-nos que o temor do Senhor guia o coração e a vida do fiel.

1. “Naquele tempo – oráculo do Senhor –, serão retirados de seus sepulcros os ossos dos reis de Judá, dos seus chefes e sacerdotes, dos seus profetas e habitantes de Jerusalém.

2. E serão expostos ao sol, à lua e à multidão das estrelas que tanto amaram e serviram, e que seguiram, consultaram e adoraram. Esses ossos não serão mais recolhidos, nem enterrados, permanecendo como adubo na superfície do solo.

3. Preferível à vida será a morte para os sobreviventes dessa raça perversa, em todos os lugares pelos quais eu os houver dispersado – oráculo do Senhor dos exércitos.”

4. Tu lhe dirás, então: Eis o que diz o Senhor: não se deverá levantar aquele que tomba? Não voltará aquele que se desviou?

5. Por que persiste esse povo de Jerusalém em perpétua loucura? Obstinam-se na má-fé, recusando converter-se.

6. Atentamente os escutei: não falam, porém, com sinceridade. Nem um deles se arrepende da maldade e não clama: “Que fiz eu?”. Retomam todos a caminhada, à semelhança do cavalo que se arremessa à batalha.

7. Até a cegonha pelo ar reconhece a estação, e as rolas e as andorinhas são fiéis à migração. O meu povo, porém, não conhece a Lei do Senhor.

8. Como podeis dizer: “Somos sábios, e temos conosco a Lei do Senhor?”. Na verdade, foi a mentira que fez desta Lei o estilete enganador dos escribas.*

9. Os sábios consternados e confundidos ficarão cobertos de vergonha, por haverem repelido a palavra do Senhor; qual seria então a sabedoria deles?

10. Eis por que a outros darei suas mulheres, e seus campos a novos donos, já que, do menor ao maior deles, todos se entregam aos lucros desonestos. Desde o profeta até o sacerdote, praticam todos a mentira.*

11. Tratam sem cuidado da ferida da filha do meu povo, e dizem: “Vai tudo bem! Vai tudo bem!” quando vai tudo mal.

12. Pelo seu proceder abominável serão confundidos, mas nem ao menos conhecem a vergonha, e nem o que seja enrubescer. Assim como os que caem, tombarão também e perecerão no dia do castigo – oráculo do Senhor.

13. Vou reuni-los todos e arrebatá-los – oráculo do Senhor. Mas não havia uma só uva na vinha, nem figo na figueira. A folhagem havia murchado. E assim lhes dei quem os haveria de conquistar.*

14. Para que ainda nos determos? Reuni-vos, e vamos para as praças fortes: lá havemos de perecer. Porquanto o Senhor, nosso Deus, decidiu que pereçamos, fazendo-nos beber água envenenada, já que pecamos contra ele.

15. Aguardávamos a felicidade e nenhum bem encontramos, nenhum tempo de exaltação, e só vemos o terror.

16. Ouve-se, desde Dã, o relinchar dos cavalos, e toda a terra estremece com o estrépito de seus corcéis, que ao chegarem destroem a terra e o quanto nela existe: a cidade e os habitantes.

17. Vou lançar serpentes contra vós, e víboras insensíveis aos encantamentos, que vos morderão – oráculo do Senhor.

18. Onde encontrar consolo para a minha dor? Dentro de mim sofre o coração. Chega-me de uma terra longínqua

19. a voz amargurada da filha do meu povo: “Não está mais o Senhor em Sião? E nela não mora mais o seu rei?”. Por que me irritaram com seus ídolos, com as vãs divindades de outros países?

20. “Passou a ceifa; terminou a colheita, e não nos chegou a libertação.”

21. Faz-me sofrer a chaga da filha de meu povo, cobre-me o luto; apossa-se de mim a desolação.

22. Não haverá mais bálsamo de Galaad? Nem se poderá encontrar um médico? Por que, então, a ferida da filha de um povo não se há de cicatrizar?

23. Oh! Tivesse eu em minha cabeça um manancial, e em meus olhos uma fonte de lágrimas! Dia e noite eu choraria os mortos da filha de meu povo.

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Capítulo 37

1. A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos.

2. Ele fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos.

3. Disse-me o Senhor: “Filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida?”. “Senhor Javé” – respondi –, “só vós o sabeis.”

4. Ele disse-me então: “Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, lhes dirás, escutai a palavra do Senhor:

5. eis o que vos declara o Senhor Javé: vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver.

6. Porei em vós músculos, farei vir carne sobre vós, vos cobrirei de pele; depois farei entrar em vós o sopro da vida, a fim de que revivais. E sabereis assim que eu sou o Senhor.

7. Profetizei, pois, assim como tinha recebido ordem. No momento em que comecei, um barulho se fez ouvir, em seguida um ruído ensurde­cedor, enquanto os ossos se vinham unir aos outros.

8. Prestando atenção, vi que se formavam sobre eles músculos, que nascia neles carne e que uma pele os recobria. Todavia, não tinham espírito.*

9. Profetiza ao espírito, disse-me o Senhor, profetiza, filho do homem, e dirige-te ao espírito: eis o que diz o Senhor Javé: vem, espírito, dos quatro cantos do céu, sopra sobre esses mortos para que reviva”.

10. Proferi o oráculo que ele me havia ditado, e daí a pouco o espírito penetrou neles. Retornando à vida, eles se levantaram sobre seus pés: um grande, um imenso exército.

11. Então, o Senhor me disse: “Filho do homem, esses ossos são toda a raça dos israelitas. Eles dizem: nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta; estamos perdidos!

12. Por isso, dirige-lhes o seguinte oráculo: eis o que diz o Senhor Javé: Ó meu povo, vou abrir os vossos túmulos; eu vos farei sair deles para vos transportar à terra de Israel.

13. Sabereis, então, que eu é que sou o Senhor, ó meu povo, quando eu abrir os vossos túmulos e vos fizer sair deles,

14. quando eu colocar em vós o meu espírito para vos fazer voltar à vida e quando vos hei de restabelecer em vossa terra. Sabereis então que sou eu o Senhor, que o disse e o executei – oráculo do Senhor”.

15. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

16. “Filho do homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Judá e os israelitas que estão com ele. Em seguida, tomarás outro no qual escreverás: José, madeira de Efraim, e todos os israe­litas que estão com ele.

17. Em seguida, os ajuntarás um ao outro, de modo que só formem um pedaço em tua mão.

18. Quando teus compatriotas te perguntarem o que queres dizer com isso,

19. responderás: eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar o lenho de José, que está na mão de Efraim, assim como as tribos de Israel que estão com ele, para juntá-lo ao lenho de Judá, de modo que, unidos na mão, não sejam senão um.*

20. Guardarás ostensivamente na mão os pedaços de madeira em que houveres feito essas inscrições,

21. e tu dirás: eis o que diz o Senhor Javé: vou recolher os israelitas de entre as nações onde se acham dispersos; vou congregá-los de toda parte e trazê-los para a sua terra.

22. Farei com que, em sua terra, sobre as montanhas de Israel, não formem mais do que uma só nação, que não possuam mais do que um rei. Não mais existirá a divisão em dois povos e em dois reinos.

23. Não mais se mancharão com seus ídolos nem cometerão infames abominações: eu os libertarei de todas as transgressões de que se tornaram culpados e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.

24. Meu servo Davi será o seu rei; não terão todos senão um só pastor; obedecerão aos meus mandamentos, observarão as minhas leis e as porão em prática.*

25. Habitarão a terra que concedi a meu servidor Jacó, aquela em que vossos pais residiram; eles aí permanecerão; eles, seus filhos e os filhos de seus filhos para sempre. Davi, meu servo, será para sempre o seu rei.

26. Concluirei com eles uma aliança de paz, um tratado eterno. Eu os plantarei e os multiplicarei. Estabelecerei para sempre o meu santuário entre eles.

27. Minha residência será no meio deles. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

28. E as nações saberão que sou eu, o Senhor, quem santifica Israel, quando o meu santuário se achar constituído para sempre no meio do meu povo”.

Capítulo 38

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, volta os teus olhos contra Gog, na terra de Magog, príncipe soberano de Mosoc e de Tubal, e profere contra ele o seguinte oráculo:*

3. Eis o que diz o Senhor Javé: é contra ti que venho, Gog, príncipe soberano de Mosoc e de Tubal.

4. Vou te fazer ir e vir. Vou armar tua goela de ganchos, vou preparar-te uma expedição com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos perfeitamente equipados, horda imensa, munida de escudos, de broquéis e de espadas.

5. Ela terá por aliados a Pérsia, a Etiópia e a Líbia, equipados de escudos e capacetes.

6. Marcharão contigo Gomer e todas as suas tropas, o povo armado de Bet-Togorma, dos confins do Norte, povos numerosos.*

7. Estai atentos, preparai-vos bem, tu e todas as hordas que se agrupam em derredor de ti. Fica à minha disposição.*

8. Ao fim de conside­rável lapso de tempo, receberás ordem de marcha. Com o correr dos anos, irás contra uma terra, cujos habitantes, subtraídos ao massacre, se acham reunidos de países diversos, nas montanhas de Israel, por tão longo tempo desertas, mas onde vive agora tranquilamente a nação segregada do meio dos povos.

9. Tu te levantarás como uma tempestade, tu e a multidão das tropas de povos diversos que te acompanham, como uma nuvem de tempestade para cobrir a terra.

10. Eis o que diz o Senhor Javé: naquele dia, projetos nascerão em teu coração, e conceberás desígnios perversos.

11. Vou atacar, dirás tu, uma terra indefesa, gente pacífica, que vive tranquilamente em cidades sem mura­lhas, sem portas, sem ferrolhos.

12. Irás, pois, ali pilhar, para fazer despojo, para pôr a mão sobre essas ruínas agora repovoadas, sobre uma população recolhida dentre pagãos, que, residindo no umbigo da terra, se ocupa agora com a criação e o comércio.*

13. Sabá, Dadã, mercadores de Társis e todos os seus jovens leões te hão de dizer: é para pilhar que vens tu? É para fazer espólio que reuniste as tuas hordas, para levar prata e ouro, para tomar rebanhos e bens, para fazer imensa pilhagem?

14. Eis por que, ó filho do homem, proferirás contra Gog o oráculo seguinte: eis o que diz o Senhor Javé: não é acaso naquele dia, quando o meu povo de Israel habitar sua terra com toda a segurança, que tu te meterás em agitação?

15. Virás de tua terra, dos confins do Norte, seguido de teu poderoso exército, tua horda imensa de cavaleiros.

16. Atacarás o meu povo de Israel como uma nuvem de tempestade que vem cobrir a terra. Isso acontecerá no decorrer dos tempos: eu te farei vir contra a minha terra, a fim de que as nações aprendam a conhecer-me, quando sob meus olhares, ó Gog, eu tiver manifestado a minha santidade pela maneira como eu te tratar.

17. Eis o que diz o Senhor Javé: tu és aquele de quem falei outrora por intermédio dos meus servidores, os profetas de Israel, que, naquele tempo, durante anos, predisseram que eu te enviaria contra eles.

18. Naquele dia futuro, o dia em que Gog penetrar no solo de Israel – oráculo do Senhor Javé –, o furor me subirá ao nariz.

19. Na explosão de meu ciúme e na exasperação de minha raiva, eu o afirmo, naquele dia, eu o juro, haverá terrível abalo na terra de Israel.

20. À minha vista, tremerão de pavor os peixes do mar e os pássaros do céu, os animais dos campos e os répteis que se movem pela terra, assim como todos os homens que vivem na crosta terrestre. As montanhas desmoronarão, os rochedos cairão e todas as muralhas serão derrubadas por terra.

21. Chamarei contra Gog toda espécie de terríveis flagelos – oráculo do Senhor Javé. Cada qual voltará a espada contra seu companheiro.

22. Farei sua condenação com a peste mortífera, farei chover sobre ele, suas tropas e sobre as hordas que o acompanham um aguaceiro, saraiva, fogo e enxofre.

23. É assim que manifestarei a minha glória e a minha santidade, revelando-me aos olhos de inúmeras nações, a fim de que saibam que eu sou o Senhor”.

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33. No coração do prudente repousa a sabedoria. Entre os tolos ela se fará conhecer?*

34. A justiça enaltece uma nação; o pecado é a vergonha dos povos.

35. O servidor inteligente goza do favor do rei, mas a sua ira fere o desonrado.

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"Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus". São Padre Pio de Pietrelcina