Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 228, Jeremias 5 denuncia a injustiça e a corrupção do povo, enquanto Ezequiel 33 fala sobre a responsabilidade do profeta e da nação diante do Senhor. Provérbios 14:21-24 ensina sobre compaixão, ação correta e a importância de ajudar os necessitados, reforçando o papel da sabedoria prática em nossas vidas.

1. Percorrei as ruas de Jerusalém, olhai, perguntai; procurai nas praças, vede se nelas encontrais um homem, um só homem que pratique a justiça e que seja leal; então, eu perdoarei a cidade.

2. Mesmo quando juram: “Pela vida de Deus!”, é para prestar falso juramento.

3. Senhor, não se compraz o vosso olhar em contemplar a lealdade? Vós os feris, e eles não sentem a dor; vós os abateis, e recusam aceitar a correção. Mais duro que o rochedo apresentam o semblante, recusando converter-se.

4. E a mim mesmo eu dizia: são apenas vulgares e insensatos, porque não conhecem os caminhos do Senhor, a Lei do seu Deus.

5. Irei procurar os grandes para falar-lhes, pois que eles conhecem as sendas do Senhor, a Lei do seu Deus. Mas todos esses também quebraram o jugo, e romperam os laços.

6. Eis por que o leão da floresta os ferirá e o lobo da estepe os dizimará; a pantera os espreitará em suas cidades; e aquele que dela sair será despedaçado, porquanto numerosos são os seus delitos, e sem conta suas revoltas.

7. Por que perdoar-te? Teus filhos abandonaram-me; juram por deuses que não o são. Cumulei-os de dons; e eles cometem o adultério, acercando-se das casas de devassidão.

8. Garanhões bem nutridos, no calor do cio, cada qual relincha ante a mulher do próximo.

9. E não os punirei por esses crimes? – oráculo do Senhor. Não se vingaria minha alma de semelhante nação?

10. Escalai muros (de minha videira), destruí-a, mas não a aniquileis completamente. Arrancai-lhe os sarmentos, porquanto não pertencem ao Senhor.*

11. A casa de Israel e a casa de Judá foram-me infiéis – oráculo do Senhor.

12. Renegaram o Senhor, e exclamaram: “Não há Deus! Nenhum mal nos advirá, não veremos a espada e a fome.

13. São apenas vento os profetas, de ninguém são arautos; assim lhes aconteça a eles mesmos”.

14. Por isso, o Senhor, Deus dos exércitos, vos diz: “Já que tendes essa linguagem, vou introduzir minhas palavras como fogo em tua boca, e desse povo fazer lenha que a chama devorará.

15. Ó casa de Israel, vou lançar contra vós uma nação que vem de longe – oráculo do Senhor –, nação antiga e poderosa, da qual não compreendes a linguagem, e ignoras a fala.

16. Sua aljava é qual sepulcro escancarado, e seus homens todos são valentes;

17. ela devorará tuas searas e teu pão, devorará teus filhos e tuas filhas, devorará teus rebanhos e teu gado, devorará tuas vinhas e tuas figueiras, à ponta da espada conquistará as praças fortes nas quais depositas tua confiança”.

18. “Mesmo, porém, naqueles dias” – disse o Senhor –, “não vos exterminarei de todo.”

19. E, quando disserdes: “Por que assim nos tratou o Senhor Deus?” – responderás –: “Assim como me abandonastes para servir em vossa terra a deuses estrangeiros, assim também servireis a es- trangeiros em terra que não é a vossa”.*

20. Anunciai isto à casa de Jacó, proclamai o que segue à terra de Judá:

21. “Escutai bem, povo insensato e sem inteligência: vós que tendes olhos para não ver e ouvidos para não ouvir:

22. Não temeis a minha face? – oráculo do Senhor. Não tremeis diante de mim, eu que fixei a areia como limite ao mar, barreira eterna que não será ultrapassada? Por mais que se lhe agitem as ondas, são impotentes, murmuram, mas não vão além;

23. enquanto tiver esse povo um coração indócil e rebelde, recuará e irá embora”.

24. E em seu coração não dirá: “Temamos ao Senhor, nosso Deus, que no tempo devido nos manda a chuva do outono e a chuva da primavera, e nos garante as semanas destinadas à colheita”.

25. Foram vossas iniquidades que alteraram essa ordem, vossos pecados que vos privaram desses bens.

26. Porquanto perversos se encontram no seio de meu povo, que espreitam, de tocaia, como caçadores de pássaros, armando laços para apanhar os homens.

27. À semelhança de uma gaiola cheia de pássaros, assim estão suas casas repletas de fruto de suas presas. Por esta forma tornam-se ricos e poderosos,

28. e se apresentam nutridos e reluzentes; ultrapassam, porém, os limites do mal. Não procedem com justiça para com o órfão, mas prosperam! E não fazem justiça aos infelizes!

29. Como não repreender tamanhos excessos – oráculo do Senhor –, e não vingar-me de semelhante nação?

30. Coisas horríveis, espantosas, ocorreram nesta terra:

31. mentem os profetas em seus oráculos, os sacerdotes dominam pela força. E meu povo mostra-se satisfeito! Que fareis vós, quando chegar o fim?

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1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, dirige-te a teus compatriotas e dize-lhes: quando eu erguer a espada contra uma terra, e seus habitantes esco­lherem um dentre eles para ser sentinela,

3. suposto que esse homem, vendo chegar a espada, faça soar a trombeta para dar alarme à população,

4. todo aquele que escutar o seu som sem lhe dar atenção, e então venha a espada fazer com que ele pereça, esse homem é responsável por aquilo que lhe suceder:

5. ouviu o soar da trombeta e todavia não tomou precaução – é ele responsável pelo que lhe advier. Mas aquele que levou em consideração o alarme, esse terá salva a sua vida.

6. Suposto, ao contrário, que a sentinela veja vir a espada e não faça soar a trombeta, de sorte que o alarme não seja dado às gentes e que a espada venha a tirar a vida de alguém, este, é certo, perecerá devido à sua iniquidade, mas eu pedirei conta do seu sangue à sentinela.

7. Filho do homem, eu te constituí sentinela na casa de Israel. Logo que escutares um oráculo meu, tu lhe transmitirás esse oráculo de minha parte.*

8. Se eu disser ao pecador que ele deve morrer, e tu não o avisares para pô-lo de guarda contra seu proceder nefasto, ele perecerá por causa de seu pecado, mas a ti pedirei conta do seu sangue.

9. Todavia, se depois de receber tua advertência para mudar de proceder, nada fizer, ele perecerá devido ao seu pecado, enquanto tu salvarás a tua vida”.

10. “Filho do homem, dize aos israelitas: não cessais de repetir: são os nossos delitos e os nossos pecados que pesam sobre nós; eis por que perecemos. Como poderemos nós subsistir?

11. Dize-lhes isto: por minha vida – oráculo do Senhor Javé –, não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida. Convertei-vos! Afastai-vos do mau caminho que seguis; por que haveis de perecer, ó casa de Israel?

12. Filho do homem, dize a teus compatriotas: no dia em que o justo vier a pecar, a sua justiça não o salvará; do mesmo modo, a malícia do pecador não há de fazê-lo sucumbir, se ele, um dia, renunciar à sua perversidade. Não, o justo, desde que haja cometido delito, não poderá viver em virtude de sua justiça.

13. Ainda mesmo que eu lhe tenha declarado que ele viveria, se ele praticar o mal confiando em sua justiça, nem uma de suas boas ações será computada: ele morrerá por causa de suas faltas.

14. E ainda mesmo que houvesse eu afirmado ao pecador que ele haveria de morrer, se, renunciando ao mal, ele praticar a justiça e a honestidade,

15. se ele devolver o penhor que exigiu, se restituir o que roubou, se observar as leis que dão vida e se se abstiver de todo o mal, ele viverá e será preservado da morte.

16. Nenhum delito que tenha ele cometido será computado. Ele viverá porque terá observado a justiça e a honestidade.

17. Teus compatriotas dizem que o proceder do Senhor não é justo. É o deles que não o é.

18. Se um justo abandonar sua retidão para cometer o mal, ele morrerá.

19. Se o mau renunciar à sua malícia para praticar o bem e ser honesto, ele viverá por essa razão.

20. E vós ousais dizer que o modo de proceder do Senhor é injusto! Será segundo os atos de cada um que vos julgarei, ó israelitas!”

21. No décimo segundo ano, no quinto dia do décimo mês de nosso cativeiro, um fugitivo de Jerusalém veio a mim, dizendo: “A cidade está tomada!”.*

22. Ora, a mão do Senhor se achava posta sobre mim na noite precedente à chegada desse fugitivo e, pela manhã, no momento em que ele chegava, o Senhor me abriu a boca. Tendo-me sido aberta a boca, meu mutismo cessou.*

23. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

24. “Filho do homem, os habitantes das ruínas de que se acha coberto o solo de Israel dizem: Abraão estava sozi­nho, quando ele se apossou desta terra; a nós, que somos numerosos, ele a deixou em partilha.

25. Responde-lhes, pois: eis o que diz o Senhor Javé: comeis a carne com sangue, ergueis os olhos para os ídolos, derramais o sangue: e tereis a posse da terra?*

26. Vós vos fiais em vossa espada, cometeis abominações, manchais cada um de vós a mulher do próximo: e haveis de ter a posse da terra?

27. Eis, lhes dirás, o que diz o Senhor Javé: por minha vida, aqueles que habitam as ruínas tombarão sob o gládio; aquele que vive no campo, eu o lançarei como pasto às feras, e aqueles que estão nos fortes e nas cavernas morrerão de peste.

28. Assim farei da terra uma desolação e uma solidão, o que porá termo ao orgulho que ela concebia de sua força. As montanhas de Israel ficarão desoladas de tal modo que ninguém mais passará por elas.

29. Então, se saberá que sou eu o Senhor, quando eu houver feito da terra uma triste solidão, por causa de todas as abominações que cometeram.

30. Quanto a ti, filho do homem, teus compatriotas falam de ti ao longo dos muros e nas portas das casas: vinde, dizei um ao outro entre vizinhos, vinde escutar o derradeiro oráculo do Senhor.

31. Depois, eles acorrem em multidão até ti, sentam-se diante de ti, ouvem o que dizes, mas não o põem em prática. Eles só fazem o que lhes agrada e só procuram o próprio proveito.

32. Tu és para eles como um cantor romântico, dotado de bela voz, que toca bem o seu instrumento; escutam o que dizes, porém não o põem em prática.

33. Entretanto, quando tudo isso se realizar – e eis que está em vésperas de acontecer –, saberão que houve um profeta no meio deles”.

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21. Quem despreza seu próximo comete um pecado; feliz aquele que tem compaixão dos desgraçados.

22. Porventura não erram os que maquinam o mal? Os que planejam o bem adquirem favor e verdade.

23. Para todo esforço há fruto, muito palavrório só produz penúria.

24. Para o sábio a riqueza é uma coroa. A loucura dos insensatos permanece loucura.*

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"A mulher forte é a que tem temor de Deus e faz a vontade de Deus." São Padre Pio de Pietrelcina