Plano Completo de Leitura
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No dia 227, Jeremias 4 alerta sobre a destruição iminente de Jerusalém devido à desobediência do povo. Ezequiel 31-32 retrata a queda de nações poderosas, mostrando que todos estão sob o julgamento de Deus. Provérbios 14:17-20 oferece ensinamentos sobre a paciência, o autocontrole e o discernimento, incentivando o leitor a viver com prudência e sabedoria.
1. “Se tu, Israel, voltares – oráculo do Senhor, se voltares para mim, se ante meu olhar te despojares de tuas práticas abomináveis; se não andares a vaguear de um lado para outro,
2. se pela vida do Senhor jurares, lealmente, com retidão e justiça, então as nações te incluirão em suas bênçãos, e almejarão partilhar de tua glória.
3. Assim fala o Senhor aos homens de Judá e Jerusalém: ‘Desbravai um novo campo, evitai semear entre espinhos, ó homens de Judá e Jerusalém.
4. Circuncidai-vos em honra do Senhor, tirai os prepúcios de vossos corações, para que meu furor se não converta em fogo, e não vos consuma, sem que ninguém possa extingui-lo, por causa da perversidade de vossos atos’.”*
5. Dai o alarme ao povo de Judá, avisai Jerusalém; mandai soar a trombeta pela terra inteira; gritai em altas vozes! Proclamai: “Reuni-vos! Retiremo-nos para as cidades fortificadas!”.
6. Erguei um estandarte dos lados de Sião! Abrigai-vos, não vos detenhais! Pois que vou desencadear do norte uma desgraça, catástrofe imensa.
7. Do seu covil parte um leão, e qual demolidor de nações se põe a caminho, saindo de seu refúgio para transformar em deserto a tua terra, e as cidades em desolação, onde ninguém mais habitará.
8. Revesti-vos, pois, de saco, chorai e gemei, pois que a tremenda cólera do Senhor não se afastou de nós.
9. Naquele dia – oráculo do Senhor –, faltará a coragem tanto ao rei como aos chefes; os sacerdotes serão tomados de terror; e os profetas, de espanto.
10. Alguém dirá: “Ah! Senhor JAVÉ! Na verdade, enganastes este povo e Jerusalém, quando lhe dissestes: Tereis a paz, no momento em que a espada ia feri-los de morte”.*
11. Naquele tempo, se dirá a esse povo e a Jerusalém: “Qual vento abrasador desencadeado das colinas do deserto; incapaz de joeirar e purificar, assim é o proceder da filha do meu povo;
12. vento impetuoso chega de lá até mim, mas, por minha vez, vou agora pronunciar minha sentença”.
13. Eis que alguém se levanta, como nuvens tempestuosas. São seus carros semelhantes ao furacão, seus cavalos, mais ligeiros que águias. Ai de nós! Estamos perdidos!
14. Jerusalém, limpa o coração da maldade, a fim de que consigas a salvação. Até quando abrigarás no coração pensamentos que te são funestos?
15. Eis que uma voz, vinda de Dã, dá o alarme, e desde os montes de Efraim anuncia a calamidade.
16. Proclamai-a às nações, ei-la! Levai a notícia até Jerusalém: assaltantes chegam de terra longínqua, lançando clamores contra as cidades de Judá.*
17. Quais guardiães de campo, circundam a cidade, por se haver ela revoltado contra mim – oráculo do Senhor.
18. É o teu proceder, são os teus atos que te acarretam essas desgraças. Eis o fruto de tua malícia, uma amargura que te fere o coração.
19. Minhas entranhas! Minhas entranhas! Sofro! Oh! As fibras de meu coração! O coração me bate, não me posso calar! Ouço o som das trombetas e o fragor da batalha.
20. Anunciam-se desastres sobre desastres, todo o país foi devastado. Foram de repente destruídas minhas tendas; num instante, meus pavilhões.
21. Até quando verei o estandarte, e ouvirei o som da trombeta?
22. Está louco o meu povo; nem mais me conhece. São filhos insensatos, desprovidos de inteligência, hábeis em praticar o mal, incapazes do bem.
23. Olho para a terra: tudo é caótico e deserto; para o céu: dele desapareceu toda a luz.
24. Olho para as montanhas e as vejo vacilar; e as colinas todas estremecem.
25. Olho: já não há nenhum ser humano; todas as aves do céu fugiram.
26. Olho: tornaram-se desertos os campos; todas as cidades foram destruídas diante do Senhor, ante a fúria de sua cólera.
27. Porque toda a terra será devastada – oráculo do Senhor –, mas não a exterminarei completamente.*
28. Eis a razão pela qual a terra cobriu-se de luto, e o céu, lá no alto, revestiu-se de negror. Pois que eu disse, e assim decretei: não voltarei atrás e não me retratarei.
29. Ao grito de: “Cavaleiros! Arqueiros!’’, toda a terra desandou em fuga. Lançaram-se nos esconderijos e galgaram rochedos, as cidades foram abandonadas e os habitantes desapareceram.
30. E tu, devastada, para que revestir-te de púrpura, engalanar-te com ornamentos de ouro, e alongar-te os olhos com pinturas? Em vão tentas ser bela; desprezam-te os amantes. É tua vida que odeiam.
31. Ouço gritos como os da mulher ao dar à luz, gritos de angústia quais os do primeiro parto. São os clamores da filha de Sião; geme e ergue as mãos: “Desgraçada de mim! Desfaleço ante os algozes”.
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1. No décimo primeiro ano, no primeiro dia do terceiro mês, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
2. “Filho do homem, dize ao faraó, rei do Egito, e a seu povo numeroso: a quem te assemelhas, em tua grandeza?
3. Eis a Assíria, é um cedro do Líbano, de magníficas ramagens, com espessa ramagem e elevada estatura, cujo cimo se alteia em meio às nuvens.
4. As águas fizeram-no crescer; o abismo fê-lo altear-se, dirigindo suas águas para onde ele estava plantado, e enviando seus regatos a todas as árvores da região.
5. Dessa forma dominava ele todas as árvores dos campos; seus galhos se alongavam, sua ramagem se desenvolvia, graças à abundância das águas que o tinham feito crescer.
6. Em seus galhos se aninhavam todas as aves do céu. Sob seus ramos davam cria todos os animais dos campos à sua sombra descansava toda espécie de gente!
7. Era belo por sua grandeza, pela extensão de seus galhos, porque suas raízes mergulhavam nas águas abundantes.
8. Nenhum cedro do jardim de Deus rivalizava com ele, os ciprestes não atingiam o talhe de seus ramos, e os plátanos não igualavam suas ramagens; nenhuma árvore do jardim de Deus se equiparava a ele em esplendor.
9. Eu o havia dotado de tão luxuriante ramagem, que todas as árvores do Éden, jardim de Deus, dele tinham inveja.
10. Por isso, eis o que diz o Senhor Javé: porque ele foi tão orgulhoso de seu porte, e ergueu o seu cimo até as nuvens, e o seu coração se ensoberbeceu devido à sua altitude,
11. entreguei-o nas mãos de um poderoso das nações, que o tratará como merece a sua malignidade, e o destruirá.*
12. Bárbaros, nação brutal entre todas, cortaram-no e o atiraram sobre as montanhas; seus ramos caíram em todos os vales, seus galhos quebrados juncam todas as torrentes da terra; todas as gentes da terra deixaram sua sombra e o abandonaram.
13. Sobre seu tronco mutilado se abatem todas as aves do céu, e em seus ramos se acolhem todos os animais dos campos.
14. Tudo isso a fim de que nenhuma árvore que cresce à borda das águas tenha orgulho de sua altura, e não eleve o cimo até as nuvens, e que nenhuma árvore bem regada pelas águas confie em sua estatura. Porque todas serão entregues à morte, às moradas subterrâneas, em companhia do comum dos mortais que desce à fossa.
15. Eis o que diz o Senhor Javé: no dia em que o cedro desceu à morada dos mortos, ordenei um luto; por causa dele fechei o abismo das águas, parei os regatos e as grandes águas foram imobilizadas. Por causa dele denegri o Líbano, por causa dele todas as árvores do campo murcharam e secaram.
16. Ao ruído de sua queda abalei as nações, quando o precipitei na região dos mortos, com aqueles que descem à fossa. Todas as árvores do Éden, as mais belas, as mais esplendorosas do Líbano, todas aquelas que estavam banhadas pelas águas foram consoladas nas moradas infernais.*
17. E, juntamente com ele, desceram à morada dos mortos, para junto das vítimas da espada, aqueles que eram seu braço e se mantinham debaixo de sua sombra entre as nações.*
18. A quem eras igual, em glória e grandeza, entre as árvores do Éden? Com elas te precipitaste nas moradas subterrâneas: jazes no meio dos incircuncisos, com os trespassados pelo gládio. Tal é o destino do faraó e do seu povo numeroso – oráculo do Senhor Javé”.
1. No décimo segundo ano, no primeiro dia do décimo segundo mês, foi-me a palavra do Senhor dirigida nestes termos:
2. “Filho do homem, entoa sobre o faraó, rei do Egito, a seguinte ode fúnebre: Jovem leão das nações, pereceste! Eras semelhante ao crocodilo no seio das águas; tu te lançavas nos rios, com tuas patas perturbavas a água, agitando a torrente.
3. Eis o que diz o Senhor Javé: estenderei sobre ti o meu laço perante grande concurso de povo; serás tirado para fora, na rede.
4. Lá te deixarei sobre o solo; eu te lançarei por terra, farei vir sobre ti todos os pássaros do céu, te darei por pasto a todos os animais da terra,
5. largarei teu cadáver sobre as montanhas, encherei os vales com os teus destroços.
6. Com o líquido que de ti correr, regarei as montanhas, teu sangue encherá as torrentes.
7. Quando estiveres morto, velarei os céus, obscurecerei as estrelas, cobrirei o solo de sombras, e a lua cessará de clarear.
8. Eu cobrirei de sombras todos os astros do céu por tua causa; sobre a terra estenderei trevas – oráculo do Senhor Javé.
9. Mergulharei na dor o coração de inúmeras gentes, enviando teus cativos entre as nações a terras que não conheces;*
10. farei tremer por causa de ti numerosos povos, cujos reis serão enregelados de horror; quando eu brandir diante deles a minha espada, eles tremerão sem cessar, pela sua própria vida, no dia da tua queda.
11. Eis o que diz o Senhor Javé: a espada do rei da Babilônia virá sobre ti.
12. Farei tombar todo o teu povo sob o gládio dos guerreiros; os mais ferozes de todos os povos abaterão o orgulho do Egito. Sua população inteira será aniquilada.
13. Exterminarei todo o seu gado às margens de seus grandes rios, cujas águas não mais serão perturbadas por nenhum pé de homem nem de animal.
14. Então, deixarei repousar as suas águas, farei correr as águas como óleo – oráculo do Senhor Javé.
15. Quando eu houver reduzido o Egito a um deserto, quando ele estiver despojado de tudo o que contém, quando eu tiver ferido seus habitantes, se saberá que sou eu o Senhor.
16. Tal é a ode fúnebre que cantarão as filhas das nações; elas a cantarão sobre o Egito e seus habitantes, – oráculo do Senhor Javé”.
17. No décimo segundo ano, no décimo quinto dia do mês, foi-me a palavra do Senhor dirigida nestes termos:
18. “Filho do homem, entoa um cântico fúnebre sobre o povo do Egito: faze-os descer, ele e as filhas das nações, às moradas infernais, com aqueles que descem à fossa.
19. não vales mais do que os outros. Desce; deita-te aos pés dos incircuncisos, dos que pereceram pela espada.
20. Eles tombarão no meio dos que pereceram pela espada; toda a sua força desaparecerá.*
21. A elite dos heróis com seus aliados dirão ao faraó, do seio da região dos mortos:
22. É lá que se encontram a Assíria e todo o seu exército em torno do seu sepulcro, todos degolados, feridos pela espada;
23. foram postos seus túmulos no mais profundo da fossa; seu exército está ordenado em torno de seu sepulcro, todos degolados, feridos pela espada, eles, que haviam semeado o terror na terra dos vivos.
24. É lá que se encontram Elam e seu exército, em volta do seu sepulcro; todos degolados, feridos pela espada, lá desceram eles incircuncisos às moradas subterrâneas. Os que haviam semeado o terror sobre a terra dos vivos levam sua ignomínia com os que descem à fossa.
25. No meio desses mortos, foi-lhe dado seu lugar, com suas tropas que rodeiam o túmulo, todos incircuncisos, degolados, traspassados pela espada; os que haviam semeado o terror sobre a terra dos vivos levam sua ignomínia com os que desceram à fossa, e estão colocados entre os mortos.
26. É lá que se encontram Mosoc, Tubal e suas tropas em torno dos seus sepulcros, todos incircuncisos, degolados pela espada. Eles, que haviam semeado o terror na terra dos vivos.
27. Eles não jazem entre os heróis que outrora tombaram, que desceram à morada dos mortos com suas armas de guerra, sobre cuja cabeça foi colocada sua espada e seu escudo sobre seus ossos, porque sua valentia era temida na terra dos vivos.*
28. Mas tu estarás deitado entre os incircuncisos, entre os que morreram a fio de espada.*
29. É lá que se encontram Edom, seus reis e todos os seus príncipes, que foram postos, a despeito de sua valentia, com as vítimas da espada; ei-los jazendo com os incircuncisos, entre aqueles que desceram à fossa.
30. É lá que se encontram todos os príncipes do norte, assim como os sidônios que, apesar do terror inspirado pela sua valentia, lá desceram com os mortos. Eles jazem entre os incircuncisos, entre as vítimas da espada, e trazem sua ignomínia com aqueles que desceram à fossa”.
31. “Vendo-os todos, o faraó se consolará da sorte de seu povo; porque o faraó estará transpassado pela espada com todo o seu exército – oráculo do Senhor Javé.
32. A despeito do terror que ele tinha semeado sobre a terra dos vivos, ei-lo que jaz entre os incircuncisos, no meio dos que foram mortos pela espada, o faraó, com todo o seu exército – oráculo do Senhor Javé.”
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17. O homem violento comete loucura; o dissimulado atrai a si o ódio.*
18. Os ingênuos têm por herança a loucura; os prudentes, a ciência como coroa.
19. Diante dos bons humilham-se os maus e os ímpios ante as portas do justo.
20. Até mesmo ao seu companheiro o pobre é odioso; numerosos são os amigos do rico.
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"Que Maria seja toda a razão da sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação." São Padre Pio de Pietrelcina