Plano Completo de Leitura
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No dia 184, acompanhamos a liderança de Ezequias em 2 Reis 18, que promove reformas espirituais e confiança em Deus diante de ameaças. 2 Crônicas 29 complementa essa narrativa, mostrando a restauração do templo e da verdadeira adoração. O Salmo 141 nos inspira a buscar integridade e proteção divina, mantendo o coração voltado à oração e santidade.
1. No terceiro ano do reinado de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, começou a reinar.
2. Tinha vinte e cinco anos quando subiu ao trono e reinou durante vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Abi, filha de Zacarias.
3. Fez o que é bom aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai.
4. Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. Chamavam-na Nehustã.
5. Ezequias pusera sua confiança no Senhor, Deus de Israel. Não houve outro como ele, entre todos os reis de Judá, tanto entre seus predecessores como entre seus sucessores.
6. Conservou-se unido ao Senhor e nunca se desviou dele e observou todos os mandamentos que o Senhor prescreveu a Moisés.
7. Por isso, o Senhor esteve com ele e ele teve sucesso em todos os seus empreendimentos. Ezequias rebelou-se contra o rei da Assíria e livrou-se de sua soberania.
8. Bateu os filisteus até Gaza, devastando o seu território desde as simples torres de guarda até as cidades fortificadas.
9. No quarto ano do reinado de Ezequias, que correspondia ao sétimo do reinado de Oseias, filho de Ela, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, veio e sitiou Samaria.
10. Ao final de três anos, apoderou-se dela. Samaria foi tomada no sexto ano de Ezequias, que correspondia ao nono ano do reinado de Oseias, rei de Israel.
11. O rei da Assíria deportou os israelitas para a Assíria e instalou-os em Hala, às margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média.
12. Assim aconteceu porque eles não tinham escutado a voz do Senhor, seu Deus, mas tinham quebrado a sua aliança, recusando-se a ouvir e executar o que ordenara Moisés, servo do Senhor.
13. No décimo quarto ano do reinado de Ezequias, Senaquerib, rei da Assíria, veio e atacou todas as cidades fortes de Judá, tomando-as de assalto.*
14. Então Ezequias, rei de Judá, mandou dizer ao rei da Assíria em Laquis: “Cometi uma falta. Deixa de me atacar. Eu me submeterei a tudo o que me impuseres”. O rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, uma contribuição de trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15. Ezequias entregou todo o dinheiro que se encontrava no Templo do Senhor e nas reservas do palácio real.
16. Tirou também o revestimento de ouro que ele mesmo havia posto nas portas do Templo do Senhor e entregou tudo ao rei da Assíria.
17. O rei da Assíria enviou de Laquis contra Ezequias, em Jerusalém, o general do exército, o chefe dos eunucos e o copeiro-mor com um poderoso exército. Chegando a Jerusalém, detiveram-se no alto da costa, junto ao aqueduto do reservatório superior, que se encontra no caminho do campo do Pisoeiro.
18. E mandaram chamar ali o rei. Eliacim, filho de Helcias, prefeito do palácio, foi ter com eles, levando o escriba Sobna e o cronista Joaé, filho de Asaf.
19. O copeiro-mor disse-lhe: “Isto direis a Ezequias: ‘Assim fala o grande rei, o rei da Assíria: De onde te vem tanta confiança?’.
20. Só dizes palavras vãs. O que se precisa na guerra é de prudência e bravura. Em que confias, para te revoltares contra mim?
21. Já sei: pões tua confiança no Egito, esse caniço rachado que fere e traspassa a mão de quem nele se apoia. Assim é o faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.
22. Talvez me digas que vossa confiança está no Senhor, vosso Deus. Mas não é ele mesmo aquele deus, cujos altares e lugares altos Ezequias destruiu, dizendo aos homens de Judá e de Jerusalém: ‘Só diante deste altar em Jerusalém vos prostrareis?
23. Faze, pois, um tratado com o meu soberano, o rei da Assíria, e eu te darei dois mil cavalos, se tiveres cavaleiros para os montar.
24. Como poderás resistir diante de um só dos menores oficiais do meu soberano? Esperas que o Egito te forneça carros e cavaleiros?
25. E mesmo porque foi, porventura, sem o consentimento do Senhor que eu ataquei esta cidade para destruí-la? Foi o Senhor quem me disse: Ataca e destrói esta terra’.”
26. Eliacim, filho de Helcias, o escriba Sobna e Jael disseram ao copeiro-mor: “Fala aos teus servos em aramaico, dialeto que compreendemos. Não nos fales em hebraico, pois nos pode ouvir a multidão que está sobre a muralha”.*
27. Mas o copeiro-mor replicou-lhe: “Foi por acaso unicamente ao teu soberano e a ti que meu soberano me mandou dizer estas coisas? Não foi antes a toda essa multidão que está sobre os muros e está reduzida, como vós, a comer seus excrementos e a beber sua urina?”.
28. Então, o copeiro-mor avançou e pôs-se a gritar em hebraico: “Ouvi o que diz o grande rei, o rei da Assíria!
29. Assim diz o rei: ‘Não vos deixeis seduzir por Ezequias; ele não vos poderá livrar de minhas mãos’.
30. Não vos leve Ezequias a confiar no Senhor, dizendo que o Senhor vos livrará e que esta cidade não cairá nas mãos do rei da Assíria!
31. Não deis ouvidos ao rei Ezequias! Eis o que vos diz o rei da Assíria: ‘Fazei a paz comigo. Rendei-vos e cada um de vós poderá comer os frutos de sua vinha e de sua figueira e beber a água do seu poço,
32. até que eu venha e vos leve para uma terra semelhante à vossa, terra fértil em trigo e em vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivais, de óleo e de mel. Assim salvareis a vossa vida, sem temor de morrer’. Não deis ouvidos a Ezequias, pois ele vos engana quando vos diz que o Senhor vos livrará!
33. Puderam, porventura, os deuses das outras nações livrá-las das mãos do rei da Assíria?
34. Onde estão os deuses de Emat e de Arfad? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Ana e de Ava? Livraram eles Samaria de minhas mãos?
35. Quais são, entre todos os deuses dessas terras, os que salvaram o seu próprio país de minhas mãos, para que o Senhor possa salvar Jerusalém?”.
36. O povo ouviu em silêncio. Não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara que não respondessem.
37. Eliacim, filho de Helcias, prefeito do palácio, o escriba Sobna e o cronista Joaé, filho de Asaf, voltaram a Ezequias com as vestes rasgadas e referiram-lhe as palavras do copeiro-mor.
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1. Ezequias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou em Jerusalém vinte e nove anos. Sua mãe chamava-se Abias, filha de Zacarias.
2. Fez o bem aos olhos do Senhor, assim como tinha feito Davi, seu pai.
3. Foi ele que, no primeiro ano de seu reinado, no primeiro mês, reabriu as portas do templo, depois de tê-las reparado.
4. Convocou os sacerdotes e os levitas para uma assembleia que se realizou na praça oriental.
5. Disse-lhes ele: “Escutai-me, levitas! Santificai-vos agora, santificai o Templo do Senhor, o Deus de nossos pais, e purificai-o de tudo o que o mancha,
6. porque nossos pais prevaricaram, fizeram o mal aos olhos do Senhor, nosso Deus, e o abandonaram. Desviaram seus olhos de sua morada e voltaram-lhe as costas;
7. cerraram as portas do pórtico, extinguiram as lâmpadas, não mais queimaram incenso, suprimiram os holocaustos no santuário do Deus de Israel.
8. Por isso, a ira do Senhor se desencadeou contra Judá e Jerusalém e os entregou à desolação, fazendo deles um objeto de espanto e zombaria, como vedes com os vossos próprios olhos.
9. Foi assim que nossos pais caíram sob a espada, que nossas mulheres e filhas estão no cativeiro.
10. Tenho agora a intenção de fazer um pacto com o Senhor, Deus de Israel, para que o ardor de sua ira nos poupe.
11. Ora, meus filhos, não sejais indolentes, porque é a vós que o Senhor escolheu para estardes diante dele, para fazer seu serviço e oferecer-lhe incenso”.
12. Então, se apresentaram os levitas: Maat, filho de Amasai, Joel, filho de Azarias, da linhagem dos filhos de Caat; da linhagem de Merari, Cis, filho de Abdi, Azarias, filho de Jalaleel; da linhagem dos gersonitas, Joá, filho de Zema, Eden, filho de Joá;
13. da linhagem de Elisafã, Samri e Jeiel; da linhagem de Asaf, Zacarias e Matanias;
14. da linhagem de Emã, Jaiel e Semei; da linhagem de Iditun, Semeías e Oziel.
15. Puseram-se a reunir seus irmãos e depois de se terem santificado, vieram, por ordem do rei e conforme as palavras do Senhor, purificar o templo.
16. Entraram no Templo do Senhor para purificá-lo. Varreram do átrio do templo toda imundície que encontraram e os levitas a levaram de lá para o vale do Cedron.
17. Foi no primeiro dia do primeiro mês que começaram essa purificação; no oitavo dia desse mês, tinham chegado ao pórtico. Em oito dias, o templo foi purificado. No décimo sexto dia do mês estava tudo acabado.
18. Dirigiram-se, então, à casa do rei Ezequias, a quem disseram: “Purificamos todo o Templo do Senhor, o altar dos holocaustos com todos os seus utensílios, a mesa dos pães de proposição com todos os seus utensílios.
19. Pusemos em condição e purificamos todos os objetos que Acaz, durante seu reinado, tinha manchado. E estão diante do altar do Senhor”.
20. No dia seguinte, de manhã, o rei Ezequias reuniu os dignitários da cidade e subiu ao templo.
21. Levaram sete touros, sete carneiros, sete cordeiros, sete bodes em sacrifício pelo pecado, na intenção da realeza, do santuário e de Judá. Disse o rei aos sacerdotes da linhagem de Aarão que os oferecessem no altar do Senhor.
22. Os sacerdotes imolaram os touros, dos quais recolheram o sangue para, em seguida, o derramarem sobre o altar. Depois, imolaram os carneiros e espalharam seu sangue sobre o altar e fizeram o mesmo com os cordeiros.
23. Trouxeram então os bodes pelo pecado, diante do rei e da multidão e todos puseram a mão sobre eles.
24. Os sacerdotes os imolaram e derramaram seu sangue sobre o altar em expiação dos pecados de todo o Israel, porque era para todo o Israel que o rei tinha ordenado o holocausto e o sacrifício expiatório.
25. Ele tinha colocado no templo levitas, com címbalos, cítaras e harpas, segundo o rito de Davi, de Gad, o vidente do rei e do profeta Natã. Mas era o Senhor quem tinha instituído isso, pela boca de seus profetas.
26. Os levitas tinham tomado posição com os instrumentos de Davi e os sacerdotes com as trombetas.
27. Quando Ezequias deu ordem de oferecer o holocausto sobre o altar, no momento em que começou esse sacrifício, o cântico se fez ouvir, assim como as trombetas, acompanhadas pelos instrumentos de Davi, rei de Israel.
28. Toda a assembleia estava prostrada. Entoaram o cântico e tocaram as trombetas até findar-se o holocausto.
29. Terminado o sacrifício, o rei e todos os que o cercavam curvaram os joelhos e se prosternaram.
30. Em seguida, o rei e os chefes ordenaram aos levitas que cantassem um cântico ao Senhor, com as palavras de Davi e de Asaf, o vidente. Cantaram esse hino com júbilo. Depois, inclinaram-se em adoração.
31. Ezequias então tomou a palavra: “Agora – disse ele – que estais consagrados ao Senhor, aproximai-vos e oferecei sacrifícios e ações de graças no Templo do Senhor”. E a multidão levou vítimas para oferecê-las em ações de graças, como também holocaustos, tanto quanto cada um queria oferecer voluntariamente.
32. Eis o número de holocaustos oferecidos pela multidão: setenta touros, cem carneiros, duzentos cordeiros, tudo em holocausto ao Senhor.
33. Consagraram, além disso, seiscentos bois e três mil ovelhas.
34. Mas como os sacerdotes, em razão de seu pequeno número, não podiam esfolar todos os holocaustos, seus irmãos, os levitas, ajudaram até que não houvesse mais necessidade e até que os outros sacerdotes se tivessem santificado. Porque os levitas tinham mostrado mais solicitude que os sacerdotes para se purificarem.
35. Houve ainda holocaustos em abundância, além da queima da gordura dos sacrifícios pacíficos e das libações para os holocaustos. Foi assim restabelecido o culto no Templo do Senhor.
36. Ezequias e o povo regozijaram-se de que o Senhor tivesse bem disposto todo o povo, porque a coisa se tinha feito de improviso.
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1. Salmo de Davi. Senhor, eu vos chamo, vinde logo em meu socorro; escutai a minha voz quando vos invoco.*
2. Que minha oração suba até vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para vós sejam como a oferenda da tarde.
3. Ponde, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela à porta de meus lábios.
4. Não deixeis meu coração inclinar-se ao mal, para impiamente cometer alguma ação criminosa. Não permitais que eu tome parte nos festins dos homens que praticam o mal.
5. Se o justo me bate é um favor, se me repreende é como perfume em minha fronte. Minha cabeça não o rejeitará; porém, sob seus golpes, apenas rezarei.
6. Seus chefes foram precipitados pelas encostas do rochedo, e ouviram quão brandas eram as minhas palavras.
7. Como a terra fendida e sulcada pelo arado, assim seus ossos se dispersam à beira da região dos mortos.
8. Pois é para vós, Senhor, que se voltam os meus olhos; eu me refugio junto de vós, não me deixeis perecer.
9. Guardai-me do laço que me armaram, e das ciladas dos que praticam o mal.
10. Caiam os ímpios, de uma vez, nas próprias malhas; quanto a mim, que eu escape são e salvo.
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"Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso". São Padre Pio de Pietrelcina