Plano Completo de Leitura
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No dia 185, refletimos sobre a fé inabalável de Ezequias em 2 Reis 19, enfrentando a ameaça assíria com oração e confiança no Senhor. 2 Crônicas 30 relata a celebração da Páscoa restaurada, unindo o povo em adoração. O Salmo 143 é um clamor profundo por direção e auxílio, lembrando que Deus é nosso refúgio e guia em tempos de aflição.
1. Ouvindo isso, o rei Ezequias rasgou as vestes, cobriu-se de um saco e foi ao Templo do Senhor.
2. Mandou o prefeito do palácio, Eliacim, o escriba Sobna e os deões dos sacerdotes, revestidos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amós,
3. para dizer-lhe: “Eis o que diz Ezequias: ‘Hoje é um dia de angústia, de castigo e de opróbrio. Os filhos estão a ponto de nascer e não há força para dá-los à luz.
4. O Senhor, teu Deus, talvez tenha ouvido as palavras do copeiro-mor, enviado pelo rei da Assíria, seu soberano, para insultar o Deus vivo e talvez o castigue pelas palavras que ele ouviu. Roga, pois, por esse resto que ainda subsiste!”.
5. Os servos do rei Ezequias foram ter com Isaías e este lhes respondeu: “Eis o que diz o Senhor:
6. ‘Não te assustes com as palavras que ouviste e com os ultrajes que proferiram contra mim os servos do rei da Assíria.
7. Vou enviar ao rei um espírito que, ao receber uma certa notícia, o fará voltar à sua terra, onde o farei perecer pela espada’.”
8. O copeiro-mor, sabendo que o rei da Assíria tinha deixado Laquis, voltou para junto do seu soberano e o encontrou sitiando Lebna.
9. O rei ouviu dizer de Taraca, rei da Etiópia: “Ele acaba de sair para combater contra ti”. Senaquerib mandou novamente mensageiros a Ezequias para dizer-lhe:
10. “Isto direis a Ezequias, rei de Judá: ‘Não te deixes enganar pelo Deus, no qual puseste a tua confiança, pensando que Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
11. Ouviste contar como os reis da Assíria trataram todos os países e como os devastaram: só tu, pois, haverias de escapar?
12. As nações que meus antepassados aniquilaram, Gozã, Harã, Resef e os filhos de Eden, que estavam em Telasar, foram, porventura, libertados pelos seus deuses?
13. Onde estão o rei de Emat, o rei de Arfad, os reis de Sefarvaim, de Ana e de Ava?’.”
14. Ezequias tomou a carta das mãos dos mensageiros e a leu. Depois subiu ao templo e abriu-a diante do Senhor, 15 rogando-lhe: “Senhor, Deus de Israel, que estais sentado sobre querubins, só vós sois o Deus de todos os reinos da terra. Vós fizestes o céu e a terra. 16 Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos e ouvi! Abri, Senhor, os vossos olhos e vede! Ouvi a mensagem de Senaquerib, que mandou blasfemar o Deus vivo! 17 É verdade, Senhor, que os reis da Assíria destruíram as nações e devastaram os seus territórios, 18 atirando ao fogo os seus deuses, mas isso porque não eram deuses e sim objetos feitos pelas mãos do homem, objetos de madeira e de pedra; por isso, foram destruídos.
19. Mas vós, Senhor, nosso Deus, salvai-nos agora das mãos de Senaquerib, a fim de que todos os povos da terra saibam que vós, o Senhor, sois o único Deus”.
20. Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a oração que me fizeste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria.
21. Eis o oráculo do Senhor contra ele: A virgem, filha de Sião, despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça por trás de ti.
22. A quem insultaste e ultrajaste? Contra quem elevaste a voz e olhaste por cima dos ombros? Contra o Santo de Israel!*
23. Por meio de teus mensageiros insultaste o Senhor e disseste: ‘Com a multidão dos meus carros subirei ao cimo dos montes, aos cumes longínquos do Líbano. Abaterei os seus cedros mais altos, seus ciprestes mais belos. Penetrarei até os últimos limites do seu bosque mais espesso.
24. Cavarei e beberei água estrangeira. Com a planta de meus pés ressecarei todos os canais do Egito’.
25. Ignoras que desde o princípio preparei o que acontecerá? Desde tempos remotos decidi o que agora realizarei: Reduzirei cidades fortificadas a ruínas e escombros.
26. Seus habitantes ficarão sem forças; serão tomados de pavor e confusão, ficarão semelhantes à erva das pastagens, ao capim dos telhados, aos frutos atingidos pela longa estiagem.
27. Eu sei quando te sentas, quando sais e quando entras; e conheço teus furores contra mim.
28. Porque ficaste furioso contra mim, e subiram aos meus ouvidos as tuas insolências, porei argola em teu nariz e freio em tua boca, e te forçarei a voltar pelo caminho por onde vieste.
29. E eis o que te servirá de sinal: Neste ano se come restolhos; no ano que vem, aquilo que nascer sozinho; no terceiro ano, porém, semeareis e colhereis, plantareis vinhas e comereis os seus frutos.
30. O resto, que subsistir da casa de Judá, lançará novas raízes no solo e produzirá frutos no alto.
31. Pois de Jerusalém surgirá um resto e do monte Sião sobreviventes. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos.
32. Por isso, eis o oráculo do Senhor ao rei da Assíria: Não entrará nesta cidade nem atirará flechas contra ela, não lhe oporá escudo nem a cercará de trincheiras.
33. Mas voltará pelo caminho por onde veio, sem entrar na cidade – oráculo do Senhor.
34. Protegerei esta cidade para salvá-la, por minha causa e de Davi, meu servo”.
35. Ora, nessa mesma noite o anjo do Senhor apareceu no campo dos assírios e feriu cento e oitenta e cinco mil homens. No dia seguinte, pela manhã, só havia cadáveres.*
36. Senaquerib, rei da Assíria, retirou-se, tomou o caminho de sua terra e deteve-se em Nínive.
37. Certo dia, estando ele prostrado no templo de Nesroc, seu deus, seus filhos Adramelec e Sarasar o assassinaram a golpes de espada e fugiram para a terra de Ararat. Seu filho Asaradon sucedeu-lhe no trono.
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1. Ezequias enviou mensageiros a todo o Israel e a todo o Judá e também escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para convidá-los a vir ao templo de Jerusalém, a fim de celebrarem a Páscoa em honra do Senhor, Deus de Israel.*
2. O rei, seus chefes e toda a multidão de Jerusalém tinham resolvido celebrar a Páscoa no segundo mês;
3. não puderam fazê-lo em tempo, porque não estavam santificados sacerdotes em número suficiente e o povo não se tinha ainda reunido em Jerusalém.
4. Tendo isso agradado ao rei e à assembleia,
5. decidiram publicar em todo o Israel, desde Bersabeia até Dã, a ordem de vir a Jerusalém para celebrar a Páscoa em honra do Senhor, Deus de Israel, pois desde muito tempo não mais fora celebrada como estava prescrito.
6. Partiram, então, os correios com as cartas do rei e dos chefes, para todo o Israel e Judá. Por ordem do rei, eles diziam: “Israelitas, voltai ao Senhor, o Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, a fim de que ele se volte àqueles dentre vós que conseguiram escapar das mãos do rei da Assíria.*
7. Não sejais como vossos pais e vossos irmãos que prevaricaram contra o Senhor, o Deus de seus pais, o qual os entregou à desolação, como vedes.
8. Não endureçais vossa cerviz como fizeram vossos pais. Dai a mão ao Senhor, vinde a seu santuário que ele consagrou para sempre e servi ao Senhor, vosso Deus, a fim de que ele afaste de vós o ardor de sua cólera.
9. Se voltardes para o Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia diante daqueles que os levaram para o cativeiro e voltarão à sua terra, pois o Senhor Deus é generoso e misericordioso e não desviará os olhos de vós, se voltardes para ele”.
10. Assim, os correios passaram de cidade em cidade, na terra de Efraim, de Manassés e até de Zabulon. Zombaram deles e os escarneceram.
11. Contudo, alguns homens de Aser, de Manassés e de Zabulon humilharam-se e dirigiram-se a Jerusalém.
12. Também em Judá, a mão de Deus operou sobre os habitantes para dar-lhes um mesmo desejo de executar o mandato do rei e de seus chefes, conforme a palavra do Senhor.
13. Grandes multidões afluíram a Jerusalém para celebrar a festa dos Ázimos, no segundo mês. Foi uma imensa afluência de povo.
14. Eles puseram-se a destruir os altares que se encontravam em Jerusalém, a destruir todos os altares dos perfumes e os atiraram na torrente do Cedron.
15. Imolaram a Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês. Os sacerdotes e os levitas, cheios de confusão, tinham se santificado e ofereceram holocaustos no templo.
16. Ocupavam seu lugar normal, como o prescreve a Lei de Moisés, homem de Deus. Os sacerdotes aspergiam o sangue que lhes davam os levitas.
17. Como houvesse na assistência muitos que não se tinham purificado, os levitas encarregaram-se de imolar a Páscoa, para todos os que não estavam puros, a fim de consagrá-los ao Senhor.
18. Grande parte do povo, com efeito, muitos de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zabulon, comeu a Páscoa, contrariamente à prescrição, sem ter-se purificado. Mas Ezequias fez por eles esta prece: “Digne-se o Senhor, na sua bondade,
19. perdoar todos os que aplicaram seu coração à procura do Senhor Deus, o Deus de seus pais, conquanto não tivessem a purificação exigida para o santuário!”.
20. O Senhor escutou Ezequias e perdoou o povo.
21. Os israelitas que se encontravam em Jerusalém celebraram alegremente a festa dos Ázimos durante uma semana. E cada dia os levitas e os sacerdotes louvaram o Senhor com instrumentos possantes, em honra do Senhor.
22. Ezequias dirigiu palavras de encorajamento a todos os levitas que se tinham mostrado compreensivos no serviço do Senhor. Durante sete dias comeram as vítimas da festa, ofereceram sacrifícios pacíficos e glorificaram o Senhor, o Deus de seus pais.
23. Mas a opinião de toda a multidão era de prolongar a festa por mais uma semana; e esses sete dias suplementares foram celebrados com alegria.
24. Ezequias tinha dado à multidão mil touros e sete mil ovelhas. Os chefes ajuntaram a isso mil touros e dez mil ovelhas. Os sacerdotes, em grande número, se tinham purificado.
25. A alegria reinava em toda a multidão dos homens de Judá, entre os sacerdotes e os levitas, a multidão vinda de Israel e os estrangeiros vindos de Israel ou estabelecidos em Judá.
26. Em Jerusalém houve grande júbilo, tanto que nada de semelhante se tinha visto na cidade desde o tempo de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.
27. Finalmente, os sacerdotes e os levitas levantaram-se para abençoar a multidão. A voz deles foi ouvida e a prece deles chegou até a morada santa do Senhor, no céu.
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1. Salmo de Davi. Senhor, ouvi a minha oração; pela vossa fidelidade, escutai a minha súplica, atendei-me em nome de vossa justiça.*
2. Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós.
3. O inimigo trama contra a minha vida, ele me prostrou por terra; relegou-me para as trevas com os mortos.
4. Desfalece-me o espírito dentro de mim, gela-me no peito o coração.
5. Lembro-me dos dias de outrora, penso em tudo aquilo que fizestes, reflito nas obras de vossas mãos.
6. Estendo para vós os braços: minha alma, como terra árida, tem sede de vós.
7. Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer. Não me oculteis a vossa face, para que não me torne como os que descem à sepultura.
8. Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma.
9. Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança.
10. Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto.
11. Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.
12. Pela vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos os que me oprimem, pois sou vosso servo.
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"Desapegue-se daquilo que não é de Deus e não leva a Deus". São Padre Pio de Pietrelcina