Plano Completo de Leitura
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No dia 183, refletimos sobre a queda do Reino de Israel em 2 Reis 17, consequência da desobediência e idolatria. Miquéias 5-7 traz consolo e promessa de redenção, incluindo a vinda do Messias de Belém. O Salmo 140 é um clamor de proteção contra o mal, reforçando a confiança em Deus como refúgio e defensor da justiça.
1. No décimo segundo ano do reinado de Acaz, rei de Judá, Oseias, filho de Ela, tornou-se rei de Israel em Samaria. Seu reinado durou nove anos.
2. Fez o mal aos olhos do Senhor, mas não tanto como seus predecessores no trono de Israel.
3. Salmanasar, rei da Assíria, atacou-o e Oseias ficou-lhe submisso, pagando-lhe tributo.
4. Mas tendo o rei da Assíria descoberto uma conspiração tramada por Oseias, o qual enviara mensageiros a Sais, rei do Egito, e cessara de pagar o tributo anual ao rei da Assíria, tomou-o e o pôs em grilhões numa prisão.
5. Depois atacou Samaria e assediou-a por três anos.
6. No ano nono do reinado de Oseias, o rei da Assíria apoderou-se de Samaria e deportou os israelitas para a Assíria, estabelecendo-os em Hala, às margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média.
7. Assim aconteceu porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito e libertado da opressão do faraó, rei dos egípcios. Eles adoraram outros deuses,
8. adotaram os costumes das nações que o Senhor tinha expulsado diante dos israelitas e seguiram os costumes estabelecidos pelos reis de Israel.
9. Os israelitas ofenderam o Senhor, seu Deus, com ações más e estabeleceram lugares altos em todas as suas localidades, desde a simples torre de guarda até a cidade fortificada.
10. Erigiram estelas e ídolos asserás em todos os outeiros e debaixo de toda árvore frondosa.
11. Queimaram incenso nesses lugares altos, como as nações que o Senhor tinha despojado diante deles e irritaram o Senhor com suas práticas abomináveis,
12. adorando ídolos, embora o Senhor lhes tivesse dito: “Não fareis tal coisa”.
13. O Senhor tinha advertido Israel e Judá pela boca de seus profetas e videntes: “Renunciai às vossas más ações; guardai meus mandamentos e minhas leis; observai toda a lei que prescrevi a vossos pais e que vos transmiti pelos meus servos, os profetas”.
14. Mas eles não o quiseram ouvir e endureceram o seu coração, como o tinham feito seus pais, que se tornaram infiéis ao Senhor, seu Deus.
15. Desprezaram os seus preceitos e a aliança estabelecida com seus pais, não atenderam às advertências que lhes tinha feito e seguiram as vaidades, tornando-se eles mesmos vaidades; apesar de ter-lhes o Senhor proibido seguir as pisadas dos povos que os cercavam,
16. abandonaram todos os mandamentos do Senhor, seu Deus, fabricaram para si dois bezerros de metal fundido e ídolos asserás, prostraram-se diante de todo o exército dos céus, prestaram culto a Baal,
17. fizeram passar pelo fogo seus filhos e filhas, entregaram-se à adivinhação, à bruxaria; enfim, abandonaram-se inteiramente a tudo o que desagradava ao Senhor, irritando-o.
18. Por isso, o Senhor ficou profundamente indignado contra os israelitas e lançou-os para longe de sua face. Só a tribo de Judá subsistiu.
19. Mas nem mesmo Judá observou os mandamentos do Senhor, seu Deus, e seguiu os costumes de Israel.
20. O Senhor rejeitou, pois, toda a linhagem de Israel, humilhou-a e a entregou nas mãos dos saqueadores até que fosse completamente banida de sua presença.
21. Israel tinha se separado da casa de Davi e tinha proclamado como seu rei a Jeroboão, filho de Nabat, que desviara o seu povo do culto do Senhor e o fizera cair num grande pecado.
22. Os israelitas andaram em todos os pecados que Jeroboão tinha cometido e não se afastaram deles,
23. até o dia em que o Senhor os baniu de sua presença, como tinha anunciado pela boca dos profetas, seus servos. Os israelitas foram, pois, deportados para longe de sua terra, para a Assíria, onde ainda estão atualmente.
24. O rei da Assíria mandou vir gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Emat, de Sefarvaim e os estabeleceu nas cidades de Samaria no lugar dos israelitas. Estes colonos tomaram posse da Samaria e instalaram-se em suas cidades.
25. Mas como eles não prestavam culto ao Senhor, quando começaram a habitar ali, o Senhor mandou leões contra eles que os devoravam.
26. Foram então avisar o rei da Assíria: “Os povos que transferiste para as cidades da Samaria não sabem como honrar o deus daquela terra. Por isso, esse deus mandou contra eles leões que os devoram, porque ignoram o culto do deus da terra”.
27. O rei da Assíria ordenou o seguinte: “Mandai para lá um dos sacerdotes que deportastes, a fim de que ele se estabeleça ali e ensine ao povo a maneira de servir o deus da região”.
28. Foi, pois, um dos sacerdotes deportados da Samaria e instalou-se em Betel, onde ensinava ao povo como devia adorar o Senhor.
29. Apesar disso cada nação conservou o seu próprio deus, que colocou nos santuários dos lugares altos estabelecidos pelos samaritanos. Cada povo colocou os seus deuses no lugar em que habitava.
30. Os babilônios fizeram uma estátua de Sucot-Benot; os de Cuta, uma de Nergel; os de Emat, uma de Asima;
31. os de Ava, uma de Nebaaz e uma de Tartac; os de Sefarvaim queimavam seus filhos em honra de Adramelec e de Anamelec, seus deuses.
32. Adoravam também o Senhor, mas constituíram sacerdotes para os lugares altos, tirados dentre o povo, os quais oficiavam por eles nos santuários dos lugares altos.
33. Desse modo, adoravam o Senhor e ao mesmo tempo prestavam culto aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações de onde tinham sido transportados.
34. Ainda hoje seguem os seus antigos costumes. Não temem o Senhor, não observam suas leis, nem suas ordenações, nem a lei e os mandamentos que o Senhor deu aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel.
35. O Senhor tinha feito com eles uma aliança e lhes tinha dado a seguinte ordem: “Não adorareis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles. Não lhes prestareis culto e não lhes oferecereis sacrifícios.
36. Mas temei ao Senhor que vos tirou do Egito com o poder de seu braço. A ele temereis, diante dele vos prostrareis e a ele oferecereis os vossos sacrifícios.
37. Obedecereis sempre e cuidadosamente os preceitos, os estatutos, a lei e os mandamentos que ele vos deu por escrito. Não adorareis outros deuses.
38. Não vos esquecereis do tratado que fiz convosco: não adorareis outros deuses.
39. Ao Senhor, vosso Deus, temereis e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos”.
40. Eles, porém, não obedeceram e seguiram os seus antigos costumes.
41. Adoraram o Senhor, mas honravam ao mesmo tempo os seus ídolos. Ainda hoje fazem seus filhos e seus netos como fizeram seus pais.
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1. Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado.*
2. Por isso, Deus os deixará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz. Então, o resto de seus irmãos voltará para junto dos filhos de Israel.*
3. Ele se levantará para os apascentar, com o poder do Senhor, com a majestade do nome do Senhor, seu Deus. Os seus viverão em segurança, porque ele será exaltado até os confins da terra.
4. E assim será a paz. Quando o assírio invadir nossa terra e pisar nossos terrenos, nós lhe resistiremos com sete pastores e oito príncipes do povo.*
5. Devastarão a terra da Assíria com o gládio, e com a espada a terra de Nemrod. Assim nos salvará ele do assírio, quando este invadir nossa terra e atacar nosso solo.
6. O resto de Jacó será, no meio de muitos povos, como o orvalho provindo do Senhor, como gotas de chuva sobre a relva, que nada tem a desejar do homem nem a esperar dos filhos dos homens.*
7. O resto de Jacó será, entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais da floresta, como um leãozinho em um rebanho de ovelhas: por onde quer que passe, esmaga e despedaça, sem que ninguém lhe arranque a presa.
8. Levante-se vossa mão contra os vossos adversários e sejam aniquilados todos os vossos inimigos!
9. Naquele tempo – oráculo do Senhor –, farei desaparecer teus cavalos do meio de ti, destruirei teus carros,
10. arruinarei as cidades de tua terra, e demolirei todas as tuas fortalezas.
11. Arrancarei de tuas mãos os teus sortilégios, e não haverá mais adivinhos no meio de ti.
12. Tirarei do meio de ti os ídolos e as colunas, e cessarás de adorar a obra de tuas mãos.
13. Extirparei de tua terra os bosques sagrados e arrasarei tuas cidades.
14. Em minha cólera e furor, tomarei vingança das nações que não obedeceram.
1. Ouvi o que diz o Senhor: Vamos, advoga tua causa diante das montanhas, ouçam as colinas a tua voz!
2. Ouvi, montanhas, o processo do Senhor, e vós, fundamentos perenes da terra. Porque o Senhor entrou em juízo com seu povo, ele vai pleitear com Israel:
3. “Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me.
4. Fiz-te sair do Egito, livrei-te da escravidão, e mandei diante de ti Moisés, Aarão e Maria.
5. Povo meu, lembra-te dos desígnios de Balac, rei de Moab, e a resposta que lhe deu Balaão, filho de Beor; lembra-te da etapa entre Setim e Guilgal, para reconheceres os benefícios do Senhor”.*
6. “Com que me apresentarei diante do Senhor e me prostrarei diante do Deus soberano? Irei à sua presença com holocaustos e novilhos de um ano?*
7. Porventura, agradará ao Senhor com milhares de carneiros, ou com milhões de torrentes de óleo? Eu lhe sacrificarei pela minha maldade o meu primogênito, o fruto de minhas entranhas por meus próprios pecados?”
8. Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus.*
9. A voz do Senhor eleva-se contra a cidade – é sabedoria temer o vosso nome. Ouve, tribo: ouve, assembleia da cidade.*
10. Haverá ainda na casa do ímpio tesouros mal adquiridos e um efá diminuído e maldito?*
11. Pode-se ser inocente com balanças falsas e com um saco cheio de pesos enganosos?
12. Os ricos da cidade são homens violentos, os seus habitantes proferem mentiras, e em sua boca a língua só serve para enganar.
13. Por isso, vou começar a ferir-te por minha vez, a devastar-te por causa de teus pecados.
14. O que comeres não te saciará, haverá fome em tua casa; porás os teus bens em lugar seguro, mas não os salvarás, e o que tiveres salvo, eu o entregarei à espada...
15. Semearás e não colherás, espremerás a oliva mas não terás óleo com que te ungir; pisarás o mosto, mas não terás vinho para beber.
16. Observam-se as leis de Amri, seguem-se os exemplos da casa de Acab; procede como eles, para que eu te reduza à desolação, e teus habitantes às vaias e assobios; suporta os insultos de meu povo.
1. Ai de mim! Porque sou como quem restolha frutos no verão, como quem respiga depois da vindima: não há sequer um cacho para comer, nenhum desses figos temporões de que tanto gostaria!
2. Desapareceram os homens piedosos da terra, não há quem seja íntegro entre os homens. Todos andam à espreita para derramar sangue, cada um arma laços ao seu irmão.
3. Suas mãos estão prontas para o mal: o príncipe exige um presente, o juiz cobra as suas sentenças, o grande manifesta abertamente suas cobiças, todos tramam suas intrigas.
4. O melhor dentre eles é como um silvedo, o mais íntegro, como uma sebe de espinhos. No dia anunciado por teus vigias, vem o castigo: eles serão completamente destruídos.
5. Não confies em colega, não contes com amigos, nem mesmo com quem dorme contigo. Guarda-te de abrir a boca!
6. Porque o filho trata seu pai de louco, a filha levanta-se contra sua mãe, a nora contra sua sogra; e os inimigos são os da própria casa.
7. Eu, porém, volto meus olhos para o Senhor, ponho minha esperança no Deus de minha salvação; meu Deus me ouvirá.
8. Não te alegres a meu respeito, inimiga minha; se estou caída, eu me levantarei; se estou sentada nas trevas, o Senhor será minha luz.
9. Suportarei a cólera do Senhor, porque tenho pecado contra ele, até que ele tome em suas mãos a minha causa e deponha em meu favor; até que me conduza para a luz e que eu contemple a sua justiça.*
10. Minha inimiga verá isso e ficará coberta de vergonha, ela que me dizia: “Onde está o Senhor, teu Deus?”. Meus olhos a contemplarão, quando for pisada aos pés como a lama das ruas.*
11. Aproxima-se o dia em que se reconstruirão os teus muros, aquele dia em que se ampliarão tuas fronteiras.
12. Nesse dia virão a ti da Assíria e das cidades do Egito, desde o Egito até o rio, de um mar a outro, de uma montanha a outra.*
13. A terra se tornará um deserto, por causa de seus habitantes: tal será o fruto de suas obras.
14. Conduzi com o cajado o vosso povo, o rebanho de vossa herança que se encontra espalhado pelas brenhas, para o meio de vergéis; que ele paste como outrora em Basã e em Galaad.*
15. Como nos dias em que saístes do Egito, fazei-nos ver prodígios.
16. As nações os verão e sentirão vergonha de sua própria bravura; porão a mão na boca e seus ouvidos ficarão surdos;
17. lamberão o pó como as serpentes, como os répteis da terra. Tremendo, sairão de seus retiros, e virão amedrontadas para o Senhor, nosso Deus; e elas vos temerão.
18. Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniquidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia?
19. Uma vez mais, tende piedade de nós! Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar!
20. Mostrai a vossa fidelidade para com Jacó, e vossa piedade para com Abraão, como jurastes a nossos pais desde os tempos antigos!
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1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi.*
2. Livrai-me, Senhor, do homem mau; preservai-me do homem violento,
3. daqueles que tramam o mal no coração, que provocam discórdias diariamente,
4. que aguçam a língua qual serpente, que ocultam nos lábios veneno viperino.
5. Salvai-me, Senhor, das mãos do ímpio; preservai-me do homem violento, daqueles que tramam minha queda.
6. Orgulhosos, armam laços contra mim e estendem suas redes, e junto ao caminho me colocam ciladas.
7. Digo ao Senhor: vós sois o meu Deus. Escutai, Senhor, a voz de minha súplica.
8. Senhor Deus, meu poderoso apoio! Vós protegeis minha fronte no dia do combate.
9. Não atendais, Senhor, aos desejos do ímpio, não deixeis que se cumpram seus desígnios.
10. Que não levantem a cabeça os que me cercam; sobre eles recaia a malícia de seus lábios.
11. Carvões ardentes chovam sobre eles: sejam lançados numa fossa de onde não se ergam mais.
12. Não terá duração na terra a má língua; o infortúnio surpreenderá o homem violento.
13. Sei que o Senhor defende o desvalido, e faz justiça aos pobres.
14. Sim, os justos celebrarão o vosso nome, e os retos poderão viver em vossa presença.
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"A sua casa deve ser uma escada para o Céu". São Padre Pio de Pietrelcina