Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 172, 2 Reis 3 narra a guerra de Israel contra Moabe e a intervenção divina em favor do povo. Em 2 Crônicas 26-27, vemos o reinado de Uzias e Jotão, refletindo fidelidade e desafios no governo de Judá. O Salmo 72 exalta a justiça e a retidão do rei, lembrando-nos do ideal de liderança conforme a vontade de Deus.

1. No décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, Jorão, filho de Acab, tornou-se rei de Israel em Samaria e reinou durante doze anos.

2. Fez o mal aos olhos do Senhor, mas não tanto como seu pai e sua mãe, porque tirou a estela que seu pai tinha erigido a Baal.

3. Perseverou todavia nos pecados de Jeroboão, filho de Nabat, que fez pecar Israel e não se apartou deles.

4. Mesa, rei de Moab, possuidor de muitos rebanhos, pagava ao rei de Israel, à guisa de tributo, cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros.

5. Morrendo, porém, Acab, ele libertou-se do rei de Israel.

6. O rei Jorão saiu de Samaria e passou em revista todo o Israel.

7. Em seguida, mandou dizer a Josafá, rei de Judá: “O rei de Moab rebelou-se contra mim; queres vir comigo para atacá-lo?”. “Sim – respondeu Josafá –, farei o que fizeres, meu povo fará o que fizer o teu, minha cavalaria fará o que fizer a tua.”

8. E ajuntou: “Por onde iremos?”. “Pelo caminho do deserto de Edom.”

10. O rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom puseram-se em marcha, mas depois de darem uma volta de sete dias de marcha, veio a faltar água, tanto para o exército como para os animais que o seguiam.

10. O rei de Israel exclamou: “Ai! O Senhor juntou aqui os três reis para entregá-los ao rei de Moab!”.

11. Josafá disse: “Não há por aqui algum profeta do Senhor, para por meio dele consultarmos o Senhor?”. “Sim – respondeu um dos servos do rei de Israel –, está aqui Eliseu, filho de Safat, que derramava água nas mãos de Elias.”

12. Josafá disse: “A palavra do Senhor está com ele”. E desceram a ele Josafá, o rei de Israel, e o rei de Edom.

13. Eliseu disse ao rei de Israel: “Que queres de mim, ó rei? Vai procurar os profetas de teu pai e de tua mãe”. “Não – disse-lhe o rei de Israel –, porque o Senhor reuniu aqui estes três reis para entregá-los ao rei de Moab.”

14. Eliseu exclamou: “Pela vida do Senhor dos exércitos a quem sirvo, se não fosse em atenção a Josafá, rei de Judá, eu não faria caso algum de ti, nem mesmo poria em ti os meus olhos.

15. Mas agora trazei-me um tocador de harpa”. Apenas fez o tocador vibrar as cordas, veio a mão do Senhor sobre Eli­seu*

16. e este disse: “Eis o que diz o Senhor: ‘Cavai neste vale fossas e fossas!’.

17. Eis o que diz o Senhor: ‘Não sentireis vento nem vereis chuva e contudo este vale se encherá de água e bebereis vós, vossos rebanhos e vossos animais de carga’.

18. Porém, isto é pouco aos olhos do Senhor; ele vai entregar também Moab nas vossas mãos.

19. Destruireis todas as cidades fortes, as cidades mais importantes, derrubareis todas as árvores frutíferas, tapareis todas as fontes e cobrireis de pedras todos os campos férteis”.

20. No dia seguinte pela manhã, à hora da oblação, desceram as águas do lado de Edom e a terra encheu-se de água.

21. Ouvindo os moabitas que aqueles reis vinham atacá-los, mobilizaram todos os que estavam na idade de pegar em armas e foram para a fronteira.

22. Na manhã seguinte, quando o sol se levantava sobre as águas, os moabitas viram diante de si as águas vermelhas como sangue.

23. “É sangue!” – exclamaram eles. “Os reis pelejaram entre si e destruíram-se mutuamente. Vamos, Moab, à presa!”

24. Logo, porém, que chegaram para atacar o acampamento dos israelitas, estes levantaram-se e feriram os moabitas, que fugiram diante deles. E, enquanto os feriam, iam penetrando mais adentro na sua terra.

25. Destruíram as cidades, encheram toda a terra fértil de pedras, que cada um lançou, entupiram todas as fontes, derrubaram todas as árvores frutíferas, de modo que só ficaram as pedras da cidade de Quir-Hares, que tinha sido cercada e atacada pelos atiradores de funda.

26. Vendo o rei de Moab que perdia o combate, tomou consigo setecentos homens armados de espada para abrir caminho até o rei de Edom, mas não conseguiu.

27. Tomando então o seu filho primogênito, que deveria reinar depois dele, ofereceu-o em holocausto sobre a muralha. Isso provocou uma tal indignação entre os israelitas, que estes se retiraram e voltaram para a sua terra.

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Capítulo 26

1. Todo o povo de Judá tomou por rei Ozias, então com a idade de dezesseis anos e o entronizou em lugar de seu pai Amasias.*

2. Foi ele quem reedificou Elat e fez voltar essa cidade ao domínio de Judá, depois que o rei adormeceu com seus pais.

3. Tinha Ozias a idade de dezesseis anos quando começou a reinar e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jequelias e era de Jerusalém.

4. Fez o bem aos olhos do Senhor, como tinha feito seu pai Amasias.

5. Aplicou-se a honrar a Deus durante a vida de Zacarias, que o instruiu no temor de Deus. Enquanto honrou ao Senhor Deus o fez prosperar.

6. Fez uma expedição contra os filisteus. Derrubou a muralha de Gat, de Jabne e de Azoto. Construiu cidades no território de Azoto e na terra dos filisteus.

7. Deus o ajudou contra os filisteus, contra os árabes de Gur-Baal, e contra os maonitas.

8. Os amonitas lhe pagaram tributo e sua fama se fortificou de tal modo que se estendeu até os confins do Egito.

9. Levantou torres fortificadas em Jerusalém, na porta do ângulo, na porta do vale e no ângulo.

10. Construiu também torres no deserto, onde cavou numerosos poços, pois possuía ali numerosos rebanhos, tanto na planície como no planalto. Tinha lavradores e vinhateiros nas montanhas e nos pomares, porque se interessava pela agricultura.

11. Ozias tinha um exército de guerreiros que saíam por turmas ao combate, contados segundo o recenseamento deles, feito pelo escriba Jeiel e o comissário Maasias, sob a direção de Hananias, um dos generais do rei.

12. O número total dos chefes de família, guerreiros valentes, era de dois mil e seiscentos.

13. O exército que comandavam era de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com valor suficiente para ajudar o rei contra o inimigo.

14. A todo esse exército Ozias fornecia escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e pedras de funda.

15. Mandou construir em Jerusalém, pelos cuidados de um engenheiro, máquinas para serem colocadas nas torres e nos ângulos das muralhas, que atiravam flechas e grandes pedras. Sua fama se estendeu ao longe, pois Deus fez maravilhas para ajudá-lo a adquirir um grande poder.

16. Mas, apenas sentiu-se ele poderoso, seu coração encheu-se de orgulho, para sua desgraça. Cometeu uma falta contra o Senhor, seu Deus, entrando no Templo do Senhor para queimar incenso no altar dos perfumes.

17. O sacerdote Azarias com oitenta corajosos sacerdotes do Senhor, foram atrás.

18. Resistiram ao rei Ozias e lhe disseram: “Não compete a ti, Ozias, queimar incenso ao Senhor, mas aos sacerdotes da estirpe de Aarão, que foram consagrados para esse fim. Sai do santuário, porque prevaricaste e isso não será para ti honra diante do Senhor Deus”.

19. Então, Ozias, tendo na mão o turíbulo, encolerizou-se; mas, durante esse acesso de cólera, apareceu a lepra em sua fronte, ali, no Templo do Senhor, na presença dos sacerdotes, diante do altar dos perfumes.

20. O sumo sacerdote Azarias e todos os outros sacerdotes, olhando-o, viram essa lepra que ele tinha na fronte. Precipitadamente fizeram-no sair; aliás, ele próprio se apressou em sair, sentindo-se ferido pelo Senhor.

21. O rei Ozias ficou leproso até a morte. Como tal, viveu numa casa isolada. Estava excluído do Templo do Senhor e seu filho Joatão governava o palácio e julgava o povo da terra.

22. O profeta Isaías relatou os outros atos de Ozias, desde os primeiros até os últimos.

23. Ozias adormeceu entre seus pais e foi sepultado perto deles, no campo da sepultura dos reis, porque diziam: “Ele era leproso”. Seu filho Joatão sucedeu-lhe no trono.

Capítulo 27

1. Joatão tinha a idade de vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou durante dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jerusa e era filha de Sadoc.

2. Fez o bem aos olhos do Senhor e seguiu as pegadas de seu pai Ozias, exceto que não entrou no Templo do Senhor. Mas o povo continuava a se corromper.

3. Foi Joatão quem construiu a porta superior do Templo do Senhor e trabalhou muito no muro de Ofel.*

4. Construiu cidades na montanha de Judá, fortes e torres nas matas.

5. Fez guerra ao rei dos amonitas e venceu-os. Nesse ano, os amonitas pagaram-lhe um tributo de cem talentos de prata, dez mil coros de trigo e dez mil de cevada. Fizeram o mesmo no segundo e no terceiro anos.

6. Joatão tornou-se assim muito poderoso porque ele andava com firmeza nos caminhos do Senhor, seu Deus.

7. Os outros atos de Joatão, suas ações e feitos, suas guerras, tudo isso está relatado no Livro dos Reis de Israel e de Judá.

8. Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém.

9. Joatão adormeceu entre seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Acaz sucedeu-lhe no trono.

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1. De Salomão. Ó Deus, confiai ao rei os vossos juízos. Entregai a justiça nas mãos do filho real,*

2. para que ele governe com justiça vosso povo, e reine sobre vossos humildes servos com equidade.

3. Produzirão as montanhas frutos de paz ao vosso povo; e as colinas, frutos de justiça.

4. Ele protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres e abaterá o opressor.

5. Ele viverá tão longamente como dura o sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações.

6. Descerá como a chuva sobre a relva, como os aguaceiros que embebem a terra.

7. Florescerá em seus dias a justiça, e a abundância da paz até que cesse a lua de brilhar.

8. Ele dominará de um ao outro mar, desde o grande rio até os confins da terra.*

9. Diante dele se prosternarão seus inimigos, e seus adversários lamberão o pó.

10. Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá lhe oferecerão seus dons.

11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações.

12. Porque ele livrará o infeliz que o invoca, e o miserável que não tem amparo.

13. Ele se apiedará do pobre e do indigente, e salvará a vida dos necessitados.

14. Ele o livrará da injustiça e da opressão, e preciosa será a sua vida ante seus olhos.

15. Assim ele viverá e o ouro da Arábia lhe será ofertado; por ele hão de rezar sempre e o bendirão perpetuamente.

16. Haverá na terra fartura de trigo, suas espigas ondularão no cume das colinas como as ramagens do Líbano; e o povo das cidades florescerá como as ervas dos campos.

17. Seu nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra, bem-aventurado o proclamarão todas as nações.

18. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que, só ele, faz maravilhas.

19. Bendito seja eternamente seu nome glorioso,* e que toda a terra se encha de sua glória. Amém! Amém!

20. Aqui terminam as preces de Davi, filho de Jessé.

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"Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo." São Padre Pio de Pietrelcina