Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 173, 2 Reis 4 apresenta milagres poderosos realizados por Eliseu, evidenciando o cuidado e a provisão divina. 2 Crônicas 28 relata a decadência de Judá, mostrando as consequências da desobediência. O Salmo 127 nos lembra que todo esforço humano é inútil sem a bênção do Senhor, ensinando a depender totalmente de Deus.

1. A mulher de um dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: “Meu marido, teu servo, morreu e sabes que ele temia o Senhor. Ora, eis que veio o credor tomar os meus dois filhos para fazê-los seus escravos”.

2. Eliseu disse-lhe: “Que posso eu fazer por ti? Dize-me: ‘O que tens em tua casa?’.” Ela respondeu: “Tua serva só tem em sua casa uma garrafa de óleo”.

3. “Vai – replicou Eliseu –, pede emprestadas às tuas vizinhas ânforas vazias em grande quantidade.

4. Depois entra, fecha a porta atrás de ti e de teus filhos e enche com o óleo estas ânforas, pondo-as de lado à medida que estiverem cheias!”

5. Partiu a mulher e fechou a porta atrás de si e de seus filhos. Estes traziam-lhe as ânforas e ela as enchia.

6. Tendo enchido as ânforas, disse ela ao seu filho: “Dá-me mais uma ânfora”. “Não há mais” – respondeu ele. E o óleo cessou de correr.

7. A mulher foi e contou tudo ao homem de Deus. Este disse-lhe: “Vai e vende esse óleo para pagar a tua dívida. Depois disso, tu e teus filhos vivereis do resto”.

8. Certo dia em que Eliseu atravessava Sunão, veio uma mulher rica do lugar e insistiu com ele para comer em sua casa. Depois disso, cada vez que ele passava por aquele lugar, dirigia-se à casa daquela mulher para tomar ali a sua refeição.

9. Ela disse ao seu marido: “Escuta, eu sei que esse homem que passa sempre por nossa casa é um santo homem de Deus.

10. Preparemos-lhe em cima um quarto, obra de pedreiro, onde poremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada; assim poderá acomodar-se ali quando vier à nossa casa”.

11. Ora, aconteceu que um dia, passando Eliseu por Sunão, retirou-se ao quarto de cima para dormir.

12. E disse a Giezi, seu servo: “Chama essa sunamita”. Giezi chamou-a e ela apresentou-se diante dele.

13. “Pergunta-lhe – disse Eliseu – o que posso fazer por ela em reconhecimento do desvelo com que nos tem tratado. Talvez ela queira que se fale ao rei ou ao general do exército sobre algum negócio seu.” “Eu habito no meio de meu povo” – respondeu ela.

14. Eliseu então disse: “Que se pode fazer por ela?”. “Ela não tem filhos – respondeu Giezi – e seu marido é idoso.”

15. “Chama-a’’ – disse Eliseu. Giezi chamou-a e ela apareceu à porta.

16. Eliseu disse-lhe: “Por esse tempo, daqui a um ano, acariciarás um filho”. “Não, meu senhor – respondeu ela –, não zombes de tua escrava, ó homem de Deus!”

17. E a mulher, no ano seguinte, à mesma época, como tinha predito Eliseu, deu à luz um filho.

18. O menino cresceu. Um dia em que ele fora ter com seu pai junto dos ceifadores,

19. disse-lhe: “Ai, minha cabeça, minha cabeça!”. “Leva-o à sua mãe” – disse o pai a um escravo.

20. Este levou-o e entregou-o à sua mãe. O menino ficou nos joelhos da mãe até meio-dia e morreu.

21. Ela subiu, colocou o menino na cama do homem de Deus, fechou a porta e saiu.

22. Chamou o marido e disse-lhe: “Manda comigo um escravo e uma jumenta para que eu vá à casa do homem de Deus e volte”.

23. Ele disse-lhe: “Por que vais ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado”. “Fica tranquilo” – respondeu ela.

24. Mandou selar a jumenta e disse ao escravo: “Conduze-me, apressa-te, não me detenhas em caminho sem que eu te diga”.

25. Ela partiu e chegou aonde estava o homem de Deus, no monte Carmelo. O homem de Deus, vendo-a de longe, disse ao seu servo Giezi: “Aí vem a suna­mita;

26. corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe se ela vai bem, como vai o seu marido e o seu filho”. Ela respondeu: “Tudo vai bem”.

27. Mas chegando junto do homem de Deus na montanha, pegou-lhe os pés. Giezi aproximou-se para afastá-la, mas o homem de Deus disse-lhe: “Deixa-a; sua alma está cheia de amargura e o Senhor me oculta o motivo, nada me revelou”.*

28. A mulher disse: “Pedi eu, porventura, um filho ao meu senhor? Não te disse que não zombasses de mim?”.

29. Eliseu disse a Giezi: “Põe o teu cinto, toma na mão o meu bastão e parte. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas. Porás o meu bastão no rosto do menino”.*

30. A mãe do menino exclamou: “Por Deus e pela tua vida, não te deixarei!”. Então, Eliseu seguiu-a.

31. Entretanto, Giezi, que os tinha precedido, pôs o bastão no rosto do menino; mas não houve voz, nem sinal de vida. Ele voltou a Eliseu e disse-lhe: “O menino não despertou”.

32. Eliseu entrou na casa, onde estava o menino morto em cima da cama.

33. Entrou, fechou a porta atrás de si e do morto e orou ao Senhor.

34. Depois, subiu à cama, deitou-se em cima do menino, colocou seus olhos sobre os olhos dele, suas mãos sobre as mãos dele e enquanto estava assim estendido, o corpo do menino aqueceu-se.

35. Eliseu levantou-se, deu algumas voltas pelo quarto, tornou a subir e estendeu-se sobre o menino. Este espirrou sete vezes e abriu os olhos.

36. Eliseu chamou Giezi e disse-lhe: “Chama a sunamita”. Ele a chamou. Ela entrou e Eliseu disse-lhe: “Toma o teu filho”.

37. Então, ela veio e lançou-se aos pés de Eliseu, prostrando-se por terra. Em seguida, tomou o filho e saiu.

38. Quando Eliseu voltou a Gálgala, a fome devastava a terra. Estando os filhos dos profetas sentados diante dele, disse ao seu servo: “Toma uma panela grande e prepara uma sopa para os filhos dos profetas”.

39. Foi um deles ao campo para colher legumes e encontrou uma planta silvestre. Colheu dela coloquíntidas selvagens, encheu o manto, voltou para casa e cortou-as em pedaços dentro da panela da sopa, sem saber o que era.

40. Serviu-se a refeição aos homens. Logo, porém, que provaram da sopa, puseram-se a gritar: “Homem de Deus, a morte está na panela!”. E não puderam comer.

41. Eliseu disse-lhes: “Trazei-me farinha”. Jogou farinha na panela e disse: “Serve agora, para que todos comam”. E não havia mais nada ruim na panela.

42. Veio um homem de Baal-Salisa, que trazia ao homem de Deus, à guisa de primícias, vinte pães de cevada e trigo novo no seu saco. “Dá-os a esses homens – disse Eliseu –, para que comam.”

43. Seu servo respondeu: “Como poderei servir com isso a cem pessoas?”. “Dá-os a esses homens – repetiu Eliseu –, para que comam. Eis o que diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’.”

44. E deu-os ao povo. Comeram e ainda sobrou, como o Senhor tinha dito.*

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

1. Acaz tinha a idade de vinte anos quando começou a reinar. Reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o bem aos olhos do Senhor, como havia feito Davi, seu pai,

2. mas seguiu o exemplo dos reis de Israel. Fez até imagens de metal fundido aos Baal.

3. Queimou perfumes no vale de Beninon e fez passar seus filhos pelo fogo, segundo o abominável costume das nações que o Senhor tinha afastado de diante dos israelitas.

4. Oferecia sacrifícios e perfumes nos lugares altos, nas colinas e debaixo de toda árvore verdejante.

5. O Senhor, seu Deus, o entregou às mãos do rei da Síria. Os sírios o derrotaram e fizeram um grande número de prisioneiros que foram deportados para Damasco. Ele também foi entregue às mãos do rei de Israel, que lhe infligiu grande derrota.

6. Faceia, filho de Romelias, matou, num só dia, cento e vinte mil homens de Judá, todos aguerridos, porque tinham abandonado o Senhor, o Deus de seus pais.

7. Zecri, um guerreiro de Efraim, matou Maasias, de estirpe real e Ezricam, chefe do palácio, assim como Elcana, o segundo depois do rei.

8. Os israelitas fizeram dentre seus irmãos duzentos mil prisioneiros, mulheres, jovens e donzelas; fizeram também um imenso despojo, que levaram para Samaria.

9. Ora, havia ali um profeta do Senhor, chamado Oded, o qual saiu ao encontro do exército que entrava em Samaria e lhes disse: “Vede! Na sua ira contra Judá, o Senhor, o Deus de vossos pais, vo-los entregou e vós os matastes com uma fúria tal, que subiu até o céu.

10. E agora que­reis oprimir os homens de Judá e de Jerusalém até fazer deles vossos escravos e escravas. Mas, entre vós não há também prevaricações contra o Senhor, vosso Deus?

11. Escutai-me! Mandai de volta os cativos que fizestes entre vossos irmãos, pois a ira do Senhor vos ameaça”.

12. Levantaram-se então alguns dos chefes dos efraimitas. Eram eles Azarias, filho de Joanã, Baraquias, filho de Mesolamot, Ezequias, filho de Selum e Amasa, filho de Hadali. Eles se opuseram aos que voltavam do exército.

13. “Não introduzireis aqui esses cativos” – disseram-lhes eles. “Quereis que nos tornemos culpados contra o Senhor e que aumentemos assim as nossas faltas que já são suficientemente numerosas? A ira do Senhor já ameaça Israel.”

14. Então, na presença dos chefes e da multidão, os soldados soltaram os presos e abandonaram os despojos.

15. Em seguida, os homens, cujos nomes acabam de ser citados, acolheram os cativos. Revestiram, com vestes tiradas dos despojos, aqueles que estavam nus e os calçaram; deram-lhes comida e bebida, ungiram-nos e mandaram-nos a Jericó, a cidade das palmeiras, junto de seus irmãos, tendo colocado sobre jumentos todos os que se achavam extenuados. Depois disso, voltaram para Samaria.

16. Naquele tempo, o rei Acaz mandou pedir socorro aos reis da Assíria,

17. pois os edomitas tinham voltado para combater os judeus e levá-los prisioneiros.

18. Os filisteus tinham também invadido as cidades da planície e do Negueb, de Judá; tinham tomado Bet-Sames, Aialon, Gederot, Soco e as cidades que delas dependiam, Tamna e seus arrabaldes, Gamzo e seus arrabaldes e nelas se estabeleceram.

19. O Senhor humilhava Judá por causa de Acaz, rei de Israel, que tinha soltado os freios em Judá e cometido graves delitos contra o Senhor.*

20. Teglat-Falasar, rei da Assíria, em vez de dar-lhe apoio, atacou-o e oprimiu-o.

21. Em vão Acaz tinha despojado o Templo do Senhor, o palácio real e os príncipes para fazer presentes ao rei da Assíria. Tudo isso de nada lhe valeu.

22. Embora estivesse angustiado, o rei Acaz continuou seus crimes contra o Senhor.

23. Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado: “São – dizia ele – os deuses dos reis da Síria que lhes vêm em auxílio. Portanto, vou lhes oferecer sacrifícios para que me ajudem igualmente”. Mas foram a causa de sua queda e de todo o Israel.

24. Acaz juntou todos os utensílios do templo e os fez em pedaços. Cerrou as portas do Templo do Senhor, fabricou altares em todos os cantos de Jerusalém,

25. assim como lugares altos em cada uma das cidades de Judá para neles oferecer incenso aos deuses falsos. Assim ele exasperava o Senhor, o Deus de seus pais.

26. Seus outros atos, seus feitos e façanhas, dos primeiros aos últimos, tudo isso está relatado no Livro dos Reis de Judá e de Israel.

27. Adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade, em Jerusalém, pois não o colocaram nos sepulcros dos reis de Israel. Seu filho Ezequias sucedeu-lhe no trono.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

1. Cântico das peregrinações. De Salomão. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas.*

2. Inútil levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono.

3. Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.

4. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.

5. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.






"Nas tentações, combata com coragem! Nas quedas, humilhe-se mas não desanime!" São Padre Pio de Pietrelcina