Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 167, 1 Reis 19-20 mostra Elias enfrentando desânimo e renovação espiritual, e os conflitos militares envolvendo Israel e seus vizinhos. 2 Crônicas 20 relata a vitória de Judá através da confiança em Deus, destacando a importância da fé em tempos de perigo. Cânticos 6 oferece poesia amorosa que reflete a beleza das relações humanas como expressão do divino.

Capítulo 19

1. Quando Acab contou a Jezabel tudo o que fizera Elias e como ele passara a fio de espada todos os profetas de Baal,

2. a rainha mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: “Que os deuses me tratem com o último rigor, se amanhã, a esta mesma hora, eu não fizer de tua vida o que fizeste da deles”.

3. Elias teve medo e partiu, a fim de salvar a sua vida. Chegando a Bersabeia, em Judá, deixou ali o seu servo,

4. e caminhou pelo deserto, durante um dia. Sentou-se debaixo de um junípero e desejou a morte: “Basta, Senhor – disse ele –, tirai-me a vida, porque não sou melhor do que meus pais”.

5. Deitou-se por terra e adormeceu debaixo do junípero. Mas eis que um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come”.

6. Elias olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza e um vaso de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.

7. O anjo do Senhor o tocou uma segunda vez, dizendo: “Levanta-te e come, porque tens um longo caminho a percorrer”.

8. Elias levantou-se, comeu e bebeu; e com o vigor daquela comida andou quarenta dias e quarenta noites, até Horeb, a montanha de Deus.

9. Chegando lá, passou a noite numa caverna. Então, a palavra do Senhor foi-lhe dirigida: “Que fazes aqui, Elias?”.

10. Ele respondeu: “Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas a fio de espada. Só eu fiquei e querem tirar-me a vida”.

11. O Senhor disse-lhe: “Sai e conserva-te em cima do monte, na presença do Senhor! Ele vai passar”. Nesse momento, passou diante do Senhor um furacão, tão violento que fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu, mas o Senhor não estava no tremor de terra.

12. Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira.

13. Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna. Uma voz disse-lhe: “Que fazes aqui, Elias?”.

14. Ele respondeu: “Consumo-me de zelo pelo Senhor, Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas a fio de espada. Só eu fiquei e agora querem tirar-me a vida”.

15. O Senhor disse-lhe: “Retoma o caminho do deserto, na direção de Damasco. Ali chegando, ungirás Hazael como rei da Síria,

16. Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel e Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meúla, como profeta em teu lugar.

17. Todo o que escapar à espada de Hazael será morto por Jeú e o que escapar à de Jeú será morto por Eliseu.

18. Mas reservarei em Israel sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal e cujos lábios não o beijaram”.*

19. Elias, partindo dali, encontrou Eli­seu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois diante dele; ele mesmo conduzia a duodécima junta. Elias aproximou-se e jogou o seu manto sobre ele.

20. Eliseu, deixando imediatamente os seus bois, correu atrás de Elias e disse: “Deixa-me ir beijar meu pai e minha mãe depois te seguirei”. “Vai – disse-lhe Elias –, mas volta, porque sabes o que te fiz”.

21. Eliseu, deixando Elias, tomou uma junta de bois e imolou-os. Com a lenha do arado cozeu as carnes e deu-as a comer à sua gente. Em seguida, partiu e seguiu Elias, pondo-se a seu serviço.

Capítulo 20

1. Ben-Adad, rei da Síria, mobilizou todo o seu exército. Tinha com ele trinta e dois reis, cavalos e carros. Subiu, pôs o cerco diante de Samaria e atacou-a.*

2. Mandou mensageiros a Acab, rei de Israel, na cidade, com esta mensagem:

3. “Eis o que diz Ben-Adad: A tua prata e teu ouro são meus. São minhas as tuas mulheres e os mais belos de teus filhos”.

4. “Como tu dizes, meu senhor e rei –, respondeu Acab – eu sou teu com tudo o que me pertence.”

5. Mas os mensageiros voltaram e disseram: “Isto diz Ben-Adad: Mandou-te dizer: Dá-me tua prata e teu ouro, tuas mulheres e teus filhos.

6. Amanhã, pois, a esta mesma hora, mandarei os meus servos à tua casa. Eles a revistarão, assim como as casas de teus servos; tomarão com as suas mãos tudo o que lhes aprou­ver”.

7. Então, o rei de Israel convocou todos os anciãos da terra e disse-lhes: “Con­siderai e vede que esse homem quer a nossa perda. Quando me mandou pedir minhas mulheres, meus filhos, minha prata e meu ouro, nada lhe recusei”.

8. Os anciãos e todo o povo disseram-lhe: “Não lhe dês ouvidos, nem o atendas em nada”.

9. Acab respondeu aos mensageiros de Ben-Adad: “Dizei ao rei, meu senhor: Estou pronto a fazer o que pediste ao teu servo da primeira vez; mas o que agora exiges, não o posso consentir”. Os mensageiros foram-se e deram tal resposta ao rei.

10. Ben-Adad mandou dizer a Acab: “Que os deuses me tratem com o mais extremo rigor, se o pó de Samaria bastar para encher as mãos dos guerreiros que me seguem!”.

11. O rei de Israel, respondendo, disse: “Dizei-lhe que aquele que põe o seu cinturão não deve gloriar-se como aquele que o tira”.

12. Recebendo essa resposta, Ben-Adad, que estava bebendo nas suas tendas com os reis, disse à sua gente: “Aos vossos postos!”. E eles ordenaram as tropas para o ataque à cidade.

13. Nesse momento, um profeta aproximou-se de Acab, rei de Israel, e disse-lhe: “Eis o que diz o Senhor: Vês esta imensa multidão? Pois declaro-te que hoje te entrego nas mãos, para que saibas que eu sou o Senhor.”

14. Acab perguntou: “Por quem será ela entregue?”. O profeta respondeu: “Assim fala o Senhor: Por meio dos servos dos chefes de províncias”. “Quem começará o combate?” “Tu mesmo.”

15. Acab passou em revista os servos dos chefes de províncias e encontrou duzentos e trinta e dois. Depois contou todo o povo dos israelitas e viu que eram sete mil.

16. Saíram ao meio-dia, quando Ben-Adad bebia e se embriagava nas tendas com os trinta e dois reis, seus auxiliares.

17. Os servos dos chefes de províncias saíram na frente. Ben-Adad mandou ver o que se passava. Disseram-lhe: “São alguns homens que saem de Samaria”.

18. O rei disse: “Venham eles para tratar de paz ou venham para combater, capturai-os vivos”.

19. Os servos dos chefes de províncias saíram, pois, da cidade, seguidos do exército.

20. Cada um deles feriu o seu homem. Os sírios fugiram, perseguidos por Israel; Ben-Adad, rei da Síria, fugiu a cavalo com alguns cavaleiros.

21. Então, o rei de Israel saiu e feriu cavalos e carros, causando uma grande ruína aos sírios.

22. O profeta foi ter com o rei de Israel e disse-lhe: “Vai, cobra ânimo e examina o que te é preciso fazer, porque no próximo ano voltará o rei da Síria para atacar-te”.

23. Os servos do rei da Síria disseram ao seu soberano: “O seu deus é um deus dos montes; por isso, foram mais fortes do que nós. Se os atacarmos na planície, veremos se não somos os mais fortes.

24. Eis o que tens de fazer: Destitui todos os reis e substitui-os por governadores.

25. Levanta um exército semelhante ao que perdeste, uma cavalaria equivalente e outro tanto de carros. Combateremos na planície e com toda a certeza seremos mais fortes do que eles”. O rei ouviu e seguiu o seu conselho.

26. No ano seguinte, Ben-Adad, depois de ter passado em revista os sírios, avançou até Afec para combater Israel.

27. Os israelitas recenseados e providos de víveres foram contra os sírios e acamparam diante deles. Eram como dois pequenos rebanhos de cabras, enquanto os sírios cobriam toda a terra.

28. Então, o homem de Deus aproximou-se do rei de Israel e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Porque os sírios disseram: O Senhor é um deus dos montes e não das planícies – vou entregar-te nas mãos essa imensa multidão, a fim de que saibas que eu sou o Senhor”.

29. Durante sete dias, ficaram acampados um em face do outro. No sétimo dia, deu-se a batalha; os israelitas mataram num só dia cem mil sírios.

30. O resto fugiu para a cidade de Afec, mas as muralhas caíram sobre os vinte e sete mil sobreviventes. Ben-Adad, que se refugiara na cidade, escondia-se de quarto em quarto.

31. Seus servos disseram-lhe: “Nós ouvimos dizer que os reis de Israel são clementes. Ponhamos sacos sobre nossos rins e cordas ao nosso pescoço e vamos ter com o rei de Israel. Talvez ele te poupe a vida”.

32. Cingiram-se, pois, com sacos pelos rins, puseram cordas em volta do pescoço e apresentaram-se ao rei de Israel, dizendo: “Teu servo Ben-Adad roga-te: Concede-me a vida!”. “Ele ainda está vivo?. – perguntou Acab –; mas ele é meu irmão!”.

33. Tomando bom augúrio dessas palavras, os sírios tomaram logo a palavra de sua boca e disseram-lhe: “Ben-Adad é teu irmão!”. “traga-o a mim” – disse o rei. Veio Ben-Adad à presença de Acab e este mandou-o subir ao seu carro.

34. “Vou restituir-te – disse Ben-Adad – as cidades que meu pai tomou do teu. Terás um quarteirão em Damasco, como meu pai o tinha em Samaria.” “Eu –, disse Acab –, feita essa aliança, te deixarei partir.” Acab fez um tratado com Ben-Adad e deixou-o ir livre.*

35. Então, um dos filhos dos profetas disse ao seu companheiro, por ordem do Senhor: “Fere-me”. Mas o outro recusou.*

36. “Porque não ouviste a voz do Senhor – disse-lhe o primeiro –, logo que me tiveres deixado, serás morto por um leão.” Mal se havia afastado, um leão o encontrou e o matou.

37. O profeta, encontrando depois outro homem, disse-lhe: “Fere-me”. Este homem lançou-se contra ele e o feriu.

38. Então, postou-se o profeta no caminho por onde devia passar o rei, pondo nos olhos uma faixa que o tornava irreconhecível.

39. Ao passar o rei, gritou-lhe: “Teu servo estava em pleno combate, quando alguém lhe trouxe um homem, dizendo: ‘Guarda este homem! Se ele escapar, a tua vida responderá pela sua ou então pagarás um talento de prata’.

40. Mas andando o teu servo ocupado daqui e dali, o prisioneiro desapareceu”. O rei de Israel disse-lhe: “Esta é a tua sentença; tu mesmo a pronunciaste”.

41. Então, o outro tirou subitamente a faixa que lhe cobria os olhos e o rei viu que ele era um dos profetas.

42. Ele disse ao rei: “Eis o que diz o Senhor: ‘Pois que deixaste escapar de tuas mãos o homem que eu tinha votado ao interdito, tua vida responderá pela sua e teu povo pelo seu povo’.”

43. O rei de Israel voltou para a sua casa, sombrio e irritado, e chegou a Samaria.

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1. Depois disso, os moabitas e os amonitas, acompanhados dos maonitas, fizeram guerra a Josafá.*

2. Vieram informar o rei: “Uma tropa enorme, vinda do outro lado do mar Morto, avança contra ti. Ei-los já em Asasontamar, isto é, Engadi”.

3. Perturbado, Josafá se dispôs a recorrer ao Senhor e promulgou um jejum para todo o Judá.

4. A população de Judá reuniu-se para invocar o Senhor. De todas as cidades de Judá o povo acorreu para invocar o Senhor.

5. Diante do novo átrio do Templo do Senhor, Josafá ergueu-se na presença da grande assembleia dos homens de Judá e de Jerusalém.

6. “Senhor – disse ele –, Deus de nossos pais, não sois vós o Deus do céu e o soberano de todos os povos? Tendes em vossa mão a força e o poder e ninguém vos pode resistir.

7. Não sois vós, Senhor nosso Deus, que desalojastes diante de vosso povo de Israel os habitantes desta terra e a destes para sempre à descendência de Abraão, vosso bem-amado?

8. Nela habitaram e construíram um santuário para a glória de vosso nome, dizendo:

9. Se nos sobrevier alguma desgraça, guerra, flagelo de vingança, peste ou fome, nos apresentaremos diante de vós neste templo, pois vosso nome é nele invocado e clamaremos para vós do fundo de nossa angústia, então havereis de nos ouvir e salvar.

10. Eis, portanto, agora, os amonitas, os moabitas e os habitantes da montanha de Seir pela terra dos quais não permitistes que os israelitas atravessassem, quando da sua saída do Egito e dos quais eles se desviaram sem destruí-los.

11. Eis que eles nos recompensam vindo expulsar-nos desta herança cuja possessão nos destes.

12. Ó nosso Deus, não exercereis sobre eles vossa justiça? Pois a força nos falta diante dessa multidão que avança contra nós. Não sabemos o que fazer e nossos olhos se voltam para vós”.

13. Toda a população de Judá lá estava, de pé, diante do Senhor, com suas crianças, suas mulheres e seus filhos.

14. Então, no meio dessa grande multidão, o espírito do Senhor apoderou-se de Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Banaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, um levita da linhagem de Asaf.

15. “Prestai atenção – disse ele –, homens de Judá e de Jerusalém e tu, rei Josafá! Eis o que vos diz o Senhor: Não temais, não vos deixeis atemorizar diante dessa multidão imensa, pois a guerra não compete a vós, mas a Deus.

16. Amanhã ireis descer para atacá-los. Vede: eles subirão pela colina de Cis e os encontrareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel.

17. Não tereis que combater nesse caso. Colocai-vos lá e permanecei lá, para contemplar a salvação que o Senhor vos concederá. Não temais Judá e Jerusalém, nem tenhais pavor. Saí-lhes amanhã ao encontro e o Senhor estará convosco.”

18. Josafá prosternou-se com o rosto por terra e todo Judá e os habitantes de Jerusalém fizeram o mesmo em adoração diante do Senhor.

19. Os levitas da linhagem de Caat e de Coré levantaram-se para louvar o Senhor, Deus de Israel, em alta voz.

20. No dia seguinte, de manhã, puseram-se a caminho para o deserto de Tícua. Na partida, Josafá disse-lhes: “Escutai-me, homens de Judá e de Jerusalém! Ponde vossa confiança no Senhor e estareis seguros. Crede nos seus profetas e tudo vos correrá bem”.

21. Em seguida, depois de se ter entendido com o povo, ele designou os cantores que, revestidos de ornamentos sagrados, haveriam de marchar à frente do exército, cantando: “Louvai o Senhor, pois sua misericórdia é eterna!”.

22. No momento em que era entoado esse cântico de louvor, o Senhor fez cair numa emboscada os amonitas, os moabitas e os habitantes da montanha de Seir que tinham vindo atacar Judá. Foram destruídos.*

23. Os amonitas e os moabitas atiraram-se então sobre os povos das montanhas de Seir para um massacre de exterminação e, isso feito, puseram-se a matar uns aos outros.

24. Tendo chegado os homens de Judá à altura donde se vê o deserto, olharam para a multidão; e eis que lá não havia mais que cadáveres estendidos por terra, não tendo podido escapar ninguém.

25. Então, avançou Josafá com seu exército para despojá-los e encontraram riquezas, vestimentas e objetos preciosos em abundância. Agarraram em tal quantidade que não puderam levar tudo. A pilhagem durou três dias, pois o despojo era enorme.

26. No quarto dia, reuniram-se no vale de Beracá, onde louvaram o Senhor. Por isso, esse lugar ainda é chamado Beracá.*

27. Os homens de Judá e de Jerusalém, tendo à frente deles Josafá, retomaram alegres o caminho da cidade, pois o Senhor tinha levado ao máximo sua alegria, livrando-os de seus inimigos.

28. Entraram em Jerusalém, no Templo do Senhor, ao som de cítaras, harpas e trombetas.

29. O terror do Senhor apoderou-se de todos os reinos estrangeiros, ao ouvirem a notícia de que o Senhor combatia os inimigos de Israel.

30. Depois, o reino de Josafá gozou de tranquilidade, porque o Senhor lhe deu paz com todas as nações vizinhas.

31. Josafá reinou, pois, sobre Judá. Tinha trinta e cinco anos quando começou a reinar. Reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Azuba, filha de Selaqui.

32. Tomou por regra o proceder de seu pai Asa, sem dele se afastar. Fez o bem aos olhos do Senhor.

33. Todavia, os lugares altos não desapareceram e o povo não tinha ainda o coração firmemente unido ao Deus de seus pais.

34. O restante dos atos de Josafá, desde os primeiros até os últimos, encontra-se relatado nas memórias de Jeú, filho de Hanani, os quais estão inseridos no Livro dos Reis de Israel.

35. Depois disso, Josafá, rei de Judá, fez aliança com Ocozias, rei de Israel, cujo procedimento era ímpio.

36. Eles se associaram para construir navios destinados a ir a Társis, construção essa feita em Asiongaber.

37. Então, Eliezer, filho de Dodias, de Maresa, fez contra Josafá o seguinte oráculo: “Porque fizeste aliança com Ocozias, destruiu o Senhor tua obra!”. Com efeito, os navios se despedaçaram sem ter podido ir a Társis.

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1. – Para onde foi o teu amado, ó tu, a mais bela das mulheres? Para onde se retirou o teu amado? Nós o buscaremos contigo.*

2. – O meu bem-amado desceu ao seu jardim, aos canteiros perfumados; para apascentar em meu jardim, e colher lírios.

3. Eu sou do meu amado e meu amado é meu. Ele apascenta entre os lírios.

4. – És formosa, amada minha, como Tirsa, graciosa como Jerusalém, temível como um exército em ordem de batalha.*

5. Desvia de mim os teus olhos, porque eles me fascinam. Teus cabelos são como um rebanho de cabras descendo impetuosamente pelas encostas de Galaad.*

6. Teus dentes são como um rebanho de ovelhas que sobem do banho; cada uma leva dois (cordeirinhos) gêmeos, e nenhuma delas é estéril.

7. Tua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu.

8. Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e inumeráveis jovens mulheres;*

9. uma, porém, é a minha pomba, uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam.

10. Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?

11. Eu desci ao jardim das nogueiras para ver a nova vegetação dos vales, e para ver se a vinha crescia e se as romãzeiras estavam em flor.

12. Eu não o sabia; minha alma colocou-me nos carros de Aminadab.*

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"É loucura fixar o olhar no que rapidamente passa". São Padre Pio de Pietrelcina