Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 166, 1 Reis 17-18 narra as atividades do profeta Elias, seus milagres e confrontos com a idolatria em Israel, reforçando a supremacia de Deus sobre falsos deuses. 2 Crônicas 18-19 mostra os conflitos entre Judá e Israel, revelando desafios políticos e espirituais. Cânticos 5 complementa a narrativa com poesia amorosa, lembrando que a beleza e a paixão também fazem parte da vida concedida por Deus.

Capítulo 17

1. Elias, o tesbita, um habitante de Galaad, veio dizer a Acab: “Pela vida do Senhor, Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá nestes anos orvalho nem chuva, senão quando eu o disser”.

2. Em seguida, a palavra do Senhor foi-lhe diri­gida nestes termos:

3. “Vai-te daqui; retira-te para as bandas do oriente e vai esconder-te na torrente de Carit, que está defronte do Jordão.

4. Beberás da torrente; dei ordens aos corvos que te alimentem”.

5. Elias partiu, pois, segundo a palavra do Senhor e estabeleceu-se junto à torrente de Carit, defronte do Jordão.

6. Os corvos traziam-lhe pão e carne, pela manhã e pela tarde e ele bebia a água da torrente.

7. Passado algum tempo, secou-se a torrente, porque não chovia mais na terra.

8. Então o Senhor disse-lhe:

9. “Vai para Sarepta de Sidon e fixa-te ali. Eu ordenei a uma viúva desse lugar que te sustente”.

10. Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: “Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba”.

11. E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: “Traze-me também um pedaço de pão”.

12. “Pela vida de Deus – respondeu a mulher –, não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos e depois morrermos.”

13. Elias replicou: “Não temas! Volta e faze como disseste. Mas prepara-me antes com isso um pãozinho e traze-o para mim; depois prepararás o resto para ti e teu filho.

14. Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra”.

15. A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo, ela e seu filho, além de Elias, tiveram o que comer.

16. A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.

17. Algum tempo depois, o filho desta mulher, dona da casa, adoeceu e seu mal foi tão grave que morreu.

18. A mulher disse a Elias: “Que há entre nós dois, homem de Deus? Vieste, pois, à minha casa para lembrar-me os meus pecados e matar o meu filho?”.

19. “Dá-me o teu filho”. – respondeu-lhe Elias. Ele tomou-o dos braços de sua mãe e levou-o ao quarto de cima onde dormia e deitou-o em seu leito.

20. Em seguida, orou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a uma viúva, que me hospeda, quereis afligir, matando-lhe o filho?”.

21. Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes, invocando de novo o Senhor: “Senhor, meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele”.

22. O Senhor ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou e ele reviveu.

23. Elias tomou o menino, desceu do quarto superior ao interior da casa e entregou-o à mãe, dizendo: “Vê: teu filho vive”.

24. A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios”.

Capítulo 18

1. Passado muito tempo, foi a palavra de Deus dirigida a Elias no terceiro ano, nestes termos: “Vai apresentar-te diante de Acab, eu vou fazer chover sobre a terra”.

2. Elias partiu e foi apresentar-se a Acab. A fome devastava violentamente a Samaria.

3. Acab mandou chamar Abdias, seu intendente. Abdias era um homem que temia o Senhor.

4. Quando Jezabel massacrou os profetas do Senhor, Abdias tomou cem profetas e escondeu-os em duas cavernas, cinquenta numa e cinquenta noutra, onde lhes tinha providenciado o que comer e beber.

5. Acab disse-lhe: “Percorre a terra; vai a todas as fontes e a todas as torrentes; talvez encontremos erva para conservar a vida aos cavalos e aos burros, evitando assim abater uma parte de nossos animais”.

6. E repartiram entre si a terra para percorrê-la. Acab foi por um lado, sozinho e Abdias tomou uma direção contrária.

7. Enquanto Abdias caminhava, eis que veio Elias ao seu encontro. Abdias reconheceu-o e prostrou-se com o rosto por terra, dizendo: “És tu, meu senhor Elias?”.

8. “Sim, sou eu. Vai dizer ao teu amo: ‘Elias está aí’.”

9. Abdias replicou: “Que pecado cometi eu para que entregues assim o teu servo nas mãos de Acab, para ele me matar?

10. Pela vida de Deus, não há nação nem reino onde meu amo não te tenha mandado buscar. E diziam: Elias não está aqui; e ele fazia jurar reino e povo que não te haviam achado.

11. E agora tu me dizes: Vai dizer ao teu amo: Elias está aí.

12. Mas quando eu me apartar de ti, o Espírito do Senhor te levará para não sei onde e Acab, informado por mim, não te encontrando, me matará. Ora, o teu servo teme o Senhor desde a sua juventude.

13. Porventura não foi dito ao meu senhor o que eu fiz quando Jezabel massacrava os profetas do Senhor? Escondi cem deles, cinquenta numa caverna e cinquenta noutra e os sustentei ali.

14. E agora tu me dizes: Vai dizer ao teu amo: Elias está aí! Ele me matará!”.

15. Elias respondeu-lhe: “Pela vida do Senhor dos exércitos a quem sirvo, hoje mesmo me apresentarei diante de Acab”.

16. Abdias correu para junto de Acab e deu-lhe a nova. Acab saiu ao encontro de Elias.

17. Ao vê-lo, Acab lhe disse: “Eis-te aqui, o perturbador de Israel!”.

18. “Não sou eu o perturbador de Israel”, respondeu Elias, “mas tu, sim e a casa de teu pai, porque abandonastes os preceitos do Senhor e tu seguiste aos Baal.

19. Convoca, pois, à montanha do Carmelo, junto de mim, todo o Israel com os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jezabel”.

20. Mandou Acab avisar a todos os israe­litas e reuniu os profetas no monte Carmelo.

21. Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: “Até quando claudi­careis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal!”. O povo nada respondeu.*

22. Elias continuou: “Eu sou o único dos profetas do Senhor que fiquei, enquanto os de Baal são quatrocentos e cinquenta.

23. Deem-nos, portanto, um par de novilhos; eles escolherão um, o farão em pedaços e o colocarão sobre a lenha, mas sem acender o fogo por baixo. Eu tomarei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, sem acender fogo por baixo.

24. Depois disso, invoca­reis o nome de vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor. Aquele que responder pelo fogo, esse será reconhecido como o verdadeiro Deus”. Todo o povo respondeu: “É boa a proposta”.

25. Então disse Elias aos profetas de Baal: “Escolhei vós primeiro um novilho e preparai-o, porque sois mais numerosos e invocai o vosso deus, mas não ponhais fogo”.

26. Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e fizeram-no em pedaços. Em seguida, puseram-se a invocar o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, gritando: “Baal, responde-nos!”. Mas não houve voz, nem resposta. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado.

27. Sendo já meio-dia, Elias escarnecia-os, dizendo: “Gritai com mais força, pois (seguramente!) ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo... e isso o acordará”.

28. Eles gritavam, com efeito, em alta voz e retalhavam-se segundo o seu costume, com espadas e lanças, até se cobrirem de sangue.

29. Passado o meio-dia, enquanto continuavam em seus transes proféticos, chegou a hora da oblação. Mas não houve voz, nem resposta, nem sinal algum de atenção.

30. Então, Elias disse ao povo: “Aproximai-vos de mim!”. E todos se aproximaram. Elias reparou o altar demolido do Senhor.

31. Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos saídas dos filhos de Jacó, a quem o Senhor dissera: “Tu te chamarás Israel”.

32. E erigiu com essas pedras um altar ao Senhor. Fez em volta do altar uma valeta, com a capacidade de duas medidas de semente.

33. Dispôs a lenha e colocou sobre ela o boi feito em pedaços.

34. E disse: “Enchei quatro talhas de água e derramai-a em cima do holocausto e da lenha”. Depois disse: “Fazei isso pela segunda vez”. Tendo-o eles feito, disse: “Ainda uma terceira vez”. Eles obedeceram.

35. A água correu em volta do altar e a valeta ficou cheia.

36. Chegou a hora da oblação. O profeta Elias adiantou-se e disse: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saibam todos hoje que sois o Deus de Israel, que eu sou vosso servo e que por vossa ordem fiz todas estas coisas.

37. Ouvi-me, Senhor, ouvi-me, para que este povo reconheça que vós, Senhor, sois Deus e que sois vós que converteis os seus corações!”.

38. Então, subitamente, o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água da valeta.

39. Vendo isso, o povo prostrou-se com o rosto por terra e exclamou: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”.

40. Elias disse-lhes: “Tomai agora os profetas de Baal. Não deixeis escapar um só deles!”. E eles os agarraram. Elias levou-os ao vale de Quison e ali os matou.

41. Então, Elias disse a Acab: “Vai, come e bebe, porque já ouço o ruído de uma grande chuva”.

42. Voltou Acab para comer e beber, enquanto Elias subiu ao cimo do monte Carmelo, onde se encurvou por terra, pondo a cabeça entre os joelhos.

43. Disse ao seu servo: “Sobe um pouco e olha para as bandas do mar”. Ele subiu, olhou o horizonte e disse: “Nada”. Por sete vezes, Elias disse-lhe: “Volta e olha”.

44. Na sétima vez, o servo respondeu: “Eis que sobe do mar uma pequena nuvem, do tamanho da palma da mão”. Elias disse-lhe: “Vai dizer a Acab que prepare o seu carro e desça para que a chuva não o detenha”.

45. Num instante, o céu se cobriu de nuvens negras, soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente. Acab pulou na carruagem e partiu para Jezrael.

46. A mão do Senhor veio sobre Elias, o qual, tendo cingido os rins, passou adiante de Acab e chegou à entrada de Jezrael.

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Capítulo 18

1. Josafá, que possuía riqueza e glória em abundância, aliou-se por casamento a Acab.

2. Ao cabo de alguns anos, desceu à Samaria, à casa de Acab. Para recebê-lo com a comitiva, este mandou matar numerosas ovelhas e bois. Em seguida, persuadiu-o a fazer guerra contra Ramot de Galaad.

3. Acab, rei de Israel, disse a Josafá, rei de Judá: “Queres ir comigo para atacar Ramot de Galaad?”. Josafá respondeu-lhe: “Farei o que fizeres, assim como meu exército. Iremos à guerra contigo”.

4. Contudo, Josafá disse mais ao rei de Israel: “Consulta primeiro, eu te peço, o oráculo do Senhor”.

5. O rei de Israel reuniu os profetas, que eram em número de quatrocentos e lhes perguntou: “Devemos atacar Ramot de Galaad, ou devemos abster-nos disso?”. Eles responderam: “Vai. O Senhor a entregará às mãos do rei”.

6. Mas Josafá replicou: “Por acaso não existe aqui algum outro profeta do Senhor a quem possamos consultar?”.

7. “Sim – respondeu o rei de Israel –, há ainda um, por meio do qual se poderia consultar o Senhor, mas eu o detesto, porque nunca anuncia algo de bom, mas sempre a desgraça. É Miqueias, filho de Jemla.” Josafá disse: “Não fale o rei assim”.

8. Então, o rei de Israel fez sinal a um eunuco e lhe deu esta ordem: “Faze vir o mais depressa possível Miqueias, filho de Jemla”.

9. O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, tomaram lugar cada em seu trono, revestidos de suas insígnias reais, na praça que está à entrada da porta de Samaria e todos os profetas profetizavam em sua presença.

10. Sedecias, filho de Canaana, tinha feito para si chifres de ferro e disse: “Eis o que diz o Senhor: Com estes chifres ferirás os sírios até exter­miná-los”.

11. E todos os profetas profetizavam da mesma maneira, nestes termos: “Sobe a Ramot de Galaad: e serás vencedor, porque o Senhor entregará a cidade às mãos do rei”.

12. Todavia, o mensageiro que tinha ido chamar Miqueias disse-lhe: “Os profetas são unânimes em predizer a vitória do rei. Seja teu oráculo conforme o deles. Predize o bom êxito”.

13. Miqueias respondeu: “Por Deus, só anunciarei o que o Senhor me disser”.

14. Quando ele chegou perto do rei, este lhe perguntou: “Miqueias, devemos ir atacar Ramot de Galaad, ou devemos abster-nos disso?”. “Vai – respondeu Miqueias –, serás vencedor; ela será entregue às mãos do rei.”

15. Disse-lhe o rei: “Quantas vezes terei que conjurar-te a que só digas a verdade em nome do Senhor?”.

16. Respondeu então Miqueias: “Vejo todo o Israel disperso pelas montanhas, qual um rebanho sem pastor. O Senhor disse: Estes não têm chefe. Voltem eles tranquilamente, cada qual para sua casa!”.

17. Disse o rei de Israel a Josafá: “Bem que eu te dizia que a meu respeito ele não havia de anunciar jamais alguma coisa boa; sempre a desgraça”.

18. Replicou Miqueias: “Escutai o oráculo do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono e todo o exército do céu em volta dele, à sua direita e à sua esquerda.

19. Disse o Senhor: ‘Quem seduzirá Acab para que suba a Ramot de Galaad e lá pereça?’. Um respondia de um modo e outro de outro.

20. Então, um espírito avançou até a frente do Senhor e disse: ‘Eu irei seduzi-lo’. Perguntou o Senhor: ‘De que maneira?’.

21. ‘Vou – respondeu ele –, fazendo-me espírito de mentira na boca de seus profetas’. O Senhor disse: ‘Tu conseguirás enganá-lo. Vai, faze isso mesmo!’.

22. O Senhor infundiu, portanto, um espírito de mentira na boca de todos os profetas aqui presentes; mas foi a tua perda que decretou o Senhor”.

23. Nesse momento, Sedecias, filho de Canaana, aproximou-se de Miqueias e deu-lhe uma bofetada, dizendo: “Por onde saiu de mim o espírito do Senhor para falar-te?”.

24. “Tu o verás – respondeu Miqueias – no dia em que hás de ir de aposento em aposento, a fim de te esconderes.”

25. Então, o rei de Israel deu esta ordem: “Prendei Miqueias e conduzi-o a Amon, o governador da cidade, e a Joás, o filho do rei.

26. Dizei-lhes: ‘Ordem do rei: Lançai este homem na prisão. Dai-lhe uma alimentação de mísero até que eu retorne são e salvo’.”

27. Ao que Miqueias respondeu: “Se realmente voltares são e salvo, é sinal de que não falou o Senhor por mim”. E acrescentou: “Escutai bem, povos todos”.

28. O rei de Israel subiu, portanto, a Ramot de Galaad com o rei de Judá, Josafá.

29. Ele lhe disse: “Eu vou disfarçar-me para entrar no combate; tu, porém, veste tuas próprias roupas”. O rei de Israel disfarçou-se, por conseguinte, antes de entrar em combate.

30. Ora, o rei da Síria tinha dado a seus trinta e dois chefes de carros a seguinte ordem: “Não atacareis, nem pequeno nem grande, mas só o rei de Israel”.

31. Ao verem Josafá, os chefes dos carros disseram entre si: “É certamente o rei de Israel” e avançaram sobre ele. Mas Josafá soltou seu grito de guerra e o Senhor o socorreu; Deus afastou dele os sírios.

32. Então, os chefes dos carros, vendo que não era o rei de Israel, afastaram-se dele.

33. Nesse momento, um homem que tinha retesado o arco ao acaso, feriu o rei de Israel na parte fraca da couraça. O rei disse ao cocheiro de seu carro: “Volta a rédea e conduze-me para fora do campo, porque estou ferido”.

34. Mas, nesse dia, o combate foi tão violento que o rei teve que ficar em pé no carro diante dos sírios até a tarde. Ao pôr do sol ele morreu.

Capítulo 19

1. Josafá, rei de Judá, retornou são e salvo a Jerusalém.

2. Jeú, filho do vidente Hanani, saiu-lhe ao encontro e lhe disse: “Deve-se levar auxílio ao ímpio? Amas tu os que odeiam o Senhor? O Senhor está irritado contra ti.

3. Todavia, há em ti coisas boas, pois suprimiste da terra os ídolos asserás e aplicaste teu coração à busca de Deus”.

4. Depois de sua volta a Jerusalém, Josafá saiu de novo a visitar seu povo, desde Bersabeia até a montanha de Efraim, para conduzi-lo ao Senhor, o Deus de seus pais.

5. Estabeleceu juízes na terra, em cada uma das cidades fortes, sem exceção.

6. “Vede o que fareis” – disse ele aos juízes –. “Não é em nome de um homem que administrais a justiça, mas em nome do Senhor, que vos assistirá quando tiverdes de fazer os vossos julgamentos.

7. Que o temor a Deus esteja conosco. Vigiai o vosso procedimento, pois, junto do Senhor, nosso Deus, não há iniquidade, nem distinção de pessoa, nem admissão de presentes.”

8. Também em Jerusalém, Josafá tinha estabelecido levitas e sacerdotes voltados à cidade para administrar a justiça em nome do Senhor e para serem árbitros nos litígios.

9. Deu-lhes as seguintes instruções: “Eis como agireis, com temor ao Senhor, lealdade e integridade de coração.

10. Em todo litígio trazido à vossa presença por vossos irmãos, estabelecidos em vossas cidades, quer se trate de assassínio, de lei, de preceito ou ordenações esclarecei-os, para que não se tornem culpados diante do Senhor e que sua ira não se inflame contra vós e contra vossos irmãos. Agi dessa maneira para não vos tornardes culpados.

11. Tendes à vossa frente o sumo sacerdote Amarias, para todos os assuntos religiosos, e Zabadias, filho de Ismael, príncipe da casa de Judá, para todos os negócios civis. Tereis à vossa disposição levitas, na qualidade de escribas. Cobrai ânimo, portanto, e trabalhai! Esteja o Senhor com o homem de bem!”.*

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1. – Entro no meu jardim, minha irmã, minha noiva, colho a minha mirra e o meu bálsamo, como o meu favo com meu mel, bebo o meu vinho com o meu leite. Amigos, comei e bebei; inebriai-vos, ó caríssimos.*

2. Eu dormia, mas meu coração velava. Eis a voz do meu amado. Ele bate. Abre-me, minha irmã, minha amada, minha pomba, minha perfeita; minha cabeça está coberta de orvalho, e os cachos de meus cabelos cheios das gotas da noite.

3. Tirei minha túnica; como irei revesti-la? Lavei os meus pés; por que sujá-los de novo?

4. Meu bem-amado passou a mão pela abertura (da porta) e o meu coração estremeceu.

5. Levantei-me para abrir ao meu amado; a mirra escorria de minhas mãos, de meus dedos a mirra líquida sobre os trincos do ferrolho.

6. Abri ao meu bem-amado, mas ele já se tinha ido, já tinha desaparecido; ouvindo-o falar, eu ficava fora de mim. Procurei-o e não o encontrei; chamei-o, mas ele não respondeu.*

7. Os guardas encontraram-me, quando faziam sua ronda na cidade. Bateram-me, feriram-me, arrancaram-me o manto os guardas das muralhas.*

8. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, que lhe haveis de dizer? Dizei-lhe que estou enferma de amor.

9. – Que tem o teu bem-amado a mais que os outros, ó tu, a mais bela das mulheres? Que tem o teu bem-amado a mais que os outros, para que assim nos conjures?*

10. – Meu amado é forte e corado, distingue-se entre dez mil.

11. Sua cabeça é de ouro puro, seus cachos flexíveis são negros como o corvo.*

12. Seus olhos são como pombas à beira dos regatos, banhando-se em leite, pousadas nas praias.

13. Suas faces são um jardim perfumado onde crescem plantas perfumadas. Seus lábios são lírios que destilam mirra líquida.

14. Suas mãos são argolas de ouro incrustadas de pedrarias. Seu corpo é um bloco de marfim recoberto de safiras.

15. Suas pernas são colunas de alabastro erguidas sobre pedestais de ouro puro. Seu aspecto é como o do Líbano, imponente como os cedros.

16. Sua boca é cheia de doçura, tudo nele é encanto. Assim é o meu amigo, tal é o meu amado, ó filhas de Jerusalém!

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"Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo." São Padre Pio de Pietrelcina