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Eu disponho de minha videira: mil siclos para ti, Salomão! Duzentos para aqueles que velam pela colheita.* (Cântico dos Cânticos 8, 12)
Dizem, com efeito, nos seus falsos raciocínios: “Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de alguém que tenha voltado da região dos mortos.* (Sabedoria 2, 1)
Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nossa vida passará como os traços de uma nuvem, ela desvanecerá como uma névoa que os raios do sol expulsam, e que seu calor dissipa.* (Sabedoria 2, 4)
A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim, porque o selo lhe é aposto e ninguém volta. (Sabedoria 2, 5)
Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. (Sabedoria 2, 12)
Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. (Sabedoria 3, 2)
Se aos olhos dos homens suportaram uma correção, a esperança deles era portadora de imortalidade, (Sabedoria 3, 4)
Ele os provou como ouro na fornalha, e os acolheu como holocausto. (Sabedoria 3, 6)
Mas para nada servirá, ainda que numerosa, a raça dos ímpios; procedendo de renovos bastardos, não estenderá raízes profundas, não se estabelecerá numa base sólida. (Sabedoria 4, 3)
Ainda que por algum tempo estenda seus ramos, estando instavelmente assentada, será abalada pelo vento e, pela violência da tempestade, será desarraigada. (Sabedoria 4, 4)
Os galhos serão quebrados antes do desenvolvimento, o fruto deles será inútil, verde demais para ser comido, e impróprio para qualquer uso, (Sabedoria 4, 5)
Depois disso serão cadáveres sem honra, desterrados entre os mortos, em uma eterna ignomínia, porque ele os ferirá, e os precipitará sem voz, ele os abaterá nas suas bases e os mergulhará na última desolação. Eles serão entregues à dor, e a memória deles perecerá.* (Sabedoria 4, 19)