Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No octogésimo oitavo dia, Josué se despede do povo e reafirma a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas. Em Josué 24, ele desafia o povo com a famosa declaração: 'Eu e minha casa serviremos ao Senhor'. Esse momento de renovação da aliança é um ponto alto da história de Israel. O Salmo 132 celebra a aliança davídica e o desejo de Deus habitar entre Seu povo, unindo o tema da fidelidade à presença divina.

Capítulo 22

1. Josué convocou os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manas­sés:

2. “Observastes – disse-lhes ele – tudo o que vos ordenou Moisés, servo do Senhor, e obedecestes a todos os mandamentos que vos dei.

3. Durante todo esse tempo, até o dia de hoje, não abando­nastes vossos irmãos, observando fielmente o mandamento do Senhor, vosso Deus.

4. Agora que o Senhor, vosso Deus, deu aos vossos irmãos o descanso que ele havia prometido, retomai o caminho de vossas tendas na terra que vos pertence, e que Moisés, servo do Senhor, vos deu além do Jordão.

5. Tende muito cuidado, no entanto, de pôr em prática os mandamentos e as leis que vos prescreveu Moisés, servo do Senhor: amar o Senhor, vosso Deus, andar em todos os seus caminhos, guardar os seus mandamentos e unir-vos a ele, servindo de todo o vosso coração e de toda a vossa alma”.

6. Josué abençoou-os e os despediu, e eles voltaram para as suas tendas.

7. Ora, Moisés tinha dado a uma meia tribo de Manassés uma parte em Basã; por isso, Josué deu à outra meia tribo uma parte entre seus irmãos ao ocidente, aquém do Jordão. Despedindo-os para as suas tendas, Josué deu-lhes esta bênção:

8. “Voltais para vossas tendas com grandes riquezas – numerosos rebanhos, prata e ouro, bronze e ferro, e vestidos em grande quantidade – e reparti com vossos irmãos os despojos de vossos inimigos”.

9. Os filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés separaram-se dos israe­litas em Silo, na terra de Canaã, e retomaram o caminho da terra de Galaad, terra cuja propriedade tinha recebido por mandamento do Senhor, transmitido a Moisés.

10. E, tendo chegado aos distritos do Jordão, que pertencem à terra de Canaã, os filhos de Rúben, de Gad, da meia tribo de Manassés levantaram, ali junto ao Jordão, um enorme altar, que se podia ver de longe.

11. Os israelitas, tendo ouvido que os filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés tinham levantado um altar defronte da terra de Canaã, na região do Jordão do lado dos israelitas,

12. reuniram-se todos em Silo para irem combater contra eles.

13. Enviaram aos filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés, na terra de Galaad, o sacerdote Fineias, filho de Eleazar,

14. juntamente com dez príncipes, chefes de casas patriarcais, um chefe por tribo, sendo todos chefes de casas patriarcais entre os milhares de Israel.

15. Estes, chegando junto aos filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés, na terra de Galaad, disseram-lhes:

16. “Eis a mensagem da assembleia do Senhor: Que infidelidade é essa que cometeis contra o Deus de Israel, desviando-vos hoje do Senhor e levantando um altar, o que é presentemente um ato de revolta contra ele?

17. Porven­tura não nos basta o pecado de Fegor, do qual ainda hoje não estamos purificados, apesar do castigo que feriu a assembleia do Senhor? E vós vos desviais hoje do Senhor!

18. Se vos revoltais hoje contra o Senhor, amanhã sua cólera se inflamará contra toda a assembleia de Israel.

19. Se julgais que a terra de vossa herança é impura, passai para a terra que é a propriedade do Senhor, onde se acha sua morada, e instalai-vos no meio de nós; mas não vos revolteis contra o Senhor, nem contra nós, construindo outro altar além do altar do Senhor, nosso Deus.

20. Não houve uma explosão de cólera do Senhor contra toda a assembleia de Israel quando Acã, filho de Zaré, pecou contra o que estava votado ao interdito? E não foi só ele que pereceu por causa de seu crime”.

21. Os filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés responderam aos chefes dos milhares de Israel:

22. “Deus Todo-poderoso, o Senhor Deus Todo-poderoso, o Senhor sabe, e Israel o saiba: se foi por espírito de revolta e por infidelidade para com o Senhor, que ele não nos poupe neste dia!...

23. Se foi para desviar-nos do Senhor que levantamos um altar, e se foi para oferecermos sobre ele holo­caustos, oblações e sacrifícios de ações de graças, o Senhor mesmo nos peça conta disso!

24. Se o fizemos, foi antes por temor de que vossos filhos digam um dia aos nossos: “Que tendes vós em comum com o Senhor, Deus de Israel?

25. O Senhor pôs o rio Jordão como fronteira entre nós e vós, ó filhos de Rúben e de Gad: não tendes parte com o Senhor. E, desse modo, vossos filhos poderiam afastar os nossos do culto do Senhor.

26. Por isso, combinamos entre nós: construamos um altar, não para holocaustos e sacrifícios,

27. mas para que seja um testemunho entre nós e vós, entre os nossos filhos e os vossos, de que prestamos culto ao Senhor em sua presença, oferecendo-lhe nossos holocaustos, nossos sacrifícios e nossas ações de graças, e para que os vossos filhos não digam amanhã aos nossos: vós não tendes parte com o Senhor.

28. Se, pois, amanhã eles nos falassem assim, a nós ou aos nossos descendentes, poderíamos responder-lhes: vede a forma do altar do Senhor que nossos pais construíram, não para holocaustos e sacrifícios, mas para servir de testemunho entre nós e vós.

29. Longe de nós o pensamento de querer revoltar-nos contra o Senhor, desviando-nos hoje dele por termos construído um altar para holocaustos, oblações e sacrifícios, fora do altar que está diante da morada do Senhor, nosso Deus!”.

30. Tendo ouvido as palavras dos filhos de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés, o sacerdote Fineias e os príncipes da assembleia, chefes dos milhares de Israel que o acompanhavam, deram-se por satisfeitos.

31. Então o sacerdote Fineias, filho de Eleazar, disse aos filhos de Rúben, de Gad e de Manassés: “Reconhecemos hoje que o Senhor está no meio de nós, visto que não cometestes esse pecado contra ele, e salvastes assim os israelitas da mão do Senhor!”.

32. O sacerdote Fineias, filho de Eleazar, deixando os filhos de Rúben e de Gad, voltou com os príncipes da terra de Galaad para a terra de Canaã, para junto dos israelitas, e fez-lhes um relatório de tudo.

33. Alegraram-se com isso, bendisseram a Deus e não pensaram mais em sair contra eles para devastar a terra habitada pelos filhos de Rúben e de Gad.

34. Por isso, os filhos de Rúben e de Gad chamaram ao altar que tinham construído Ed, porque, disseram eles, “ele é testemunho entre nós de que o Senhor é o verdadeiro Deus”.

Capítulo 23

1. O Senhor tinha dado, desde há muito tempo, tranquilidade a Israel e o livrara de todos os inimigos dos arredores. Josué, sendo já velho e avançado em idade,

2. convocou todo o Israel, seus anciãos, seus chefes, seus juízes e seus oficiais, e disse-lhes: “Eis que estou velho, de idade muito avançada,

3. e vistes tudo o que o Senhor, vosso Deus, fez a todas essas nações dian­te de vós; porque é o Senhor, vosso Deus, quem combateu por vós.

4. Vede: reparti entre vós, por sorte, todos esses povos que restam a combater; é a herança de vossas tribos, assim como aqueles que exterminei desde o Jordão até o mar Grande, do ocidente.

5. O Senhor os expulsará e os despojará em vosso proveito, e sua terra se tornará vossa propriedade, como vos prometeu o Senhor, vosso Deus.

6. Esfor­çai-vos, pois, em pôr em prática tudo o que está escrito no livro da Lei de Moisés, e não vos desvieis dela nem para a direita nem para a esquerda.

7. Não vos mistureis com esses povos que ficaram habitando entre vós. Não invoqueis o nome de seus deuses, e não jureis por eles; guardai-vos de prestar-lhes culto e adorá-los,

8. mas permanecei unidos ao Senhor, vosso Deus, como o fizestes até hoje.

9. O Senhor despojou em vosso favor grandes e poderosas nações; até o presente ninguém vos pôde resistir.

10. Um só dentre vós punha em fuga mil inimigos, porque o Senhor, vosso Deus, combatia por vós, como ele vos tinha prometido.

11. Tende, pois, grande cuidado em amar o Senhor vosso Deus.

12. Se vos desviardes e vos unirdes aos restos dessas nações que habitam entre vós, misturando-vos a elas e contraindo com elas matrimônios,

13. sabei que o Senhor, vosso Deus, não continuará a despojá-las em vosso proveito. Elas se converterão para vós em laços e ciladas, azorrague sobre os vossos rins e espinhos nos vossos olhos, até que tenhais desaparecido desta terra fértil que vos deu o Senhor, vosso Deus.

14. Eis que me vou hoje pelo caminho de toda a terra. Reconhecei de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que de todas as boas palavras que pronunciou em vosso favor o Senhor, vosso Deus, nem uma só ficou sem efeito: todas se cumpriram, e não falhou uma sequer.

15. Ora, assim como se realizaram todas as boas promessas que o Senhor, vosso Deus, vos fez, assim também mandará sobre vós todos os males de que vos ameaçou, até que vos extermine de sobre esta terra fértil que ele vos deu;

16. se violardes a aliança que o Senhor, vosso Deus, fez convosco, indo servir outros deuses e prostrar-vos diante deles, o furor do Senhor se inflamará contra vós e sereis depressa tirados desta excelente terra que vos deu”.

Capítulo 24

1. Josué convocou a Siquém todas as tribos de Israel, seus anciãos, seus chefes, seus juízes e seus oficiais. Eles apresentaram-se diante de Deus,

2. e Josué disse a todo o povo: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: Outrora, vossos ancestrais, Taré, pai de Abraão e de Nacor, habitavam além do rio e serviam a deuses estrangeiros.*

3. Tomei vosso pai Abraão do outro lado do Jordão e conduzi-o à terra de Canaã. Multipliquei sua descendência e dei-lhe Isaac,

4. ao qual dei Jacó e Esaú, e dei a este último a montanha de Seir; Jacó, porém, e seus filhos desceram ao Egito.

5. Depois mandei Moisés e Aarão e feri o Egito com tudo o que fiz no meio dele; e, em seguida, vos tirei de lá.

6. Fiz sair vossos pais do Egito e, quando chegastes ao mar, os egípcios perseguiram vossos pais com carros e cavaleiros até o mar Vermelho.

7. Os israelitas clamaram ao Senhor, o qual pôs trevas entre vós e os egípcios, e fez vir o mar sobre eles, cobrindo-os. Vistes com os vossos olhos o que fiz aos egípcios, e depois disso habitastes muito tempo no deserto.

8. Conduzi-vos em seguida à terra dos amorreus, que habitavam além do Jordão. Eles combateram contra vós, mas eu os entreguei em vossas mãos; tomastes posse de sua terra e eu os exterminei diante de vós.

9. Balac, filho de Sefor, rei de Moab, combateu contra Israel. Mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar.

10. Mas eu não quis ouvir Balaão, e ele teve de vos abençoar; e tirei-vos da mão de Balac.

11. Passastes o Jordão e chegastes a Jericó. Combateram contra vós os homens dessa cidade, bem como os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hi­teus, os gergeseus, os heveus e os jebuseus, e eu os entreguei todos nas vossas mãos.

12. Mandei adiante de vós vespas que expulsaram os dois reis dos amorreus, não com a vossa espada, nem com o vosso arco.

13. Desse modo, dei-vos uma terra que não lavrastes, cidades que não construístes, onde agora habitais, vinhas e oliveiras que não plantastes, das quais comeis agora os frutos.

14. Agora, pois, temei o Senhor e servi-o com toda a retidão e fidelidade. Tirai os deuses que serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi o Senhor.

15. Porém, se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor”.

16. O povo respondeu: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir outros deuses.

17. O Senhor é o nosso Deus, ele que nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão; e que operou à nossa vista maravilhosos prodígios e guardou-nos ao longo de todo o caminho que percorremos, entre todos os povos pelos quais passamos.

18. O Senhor expulsou diante de nós todas essas nações, assim como os amorreus que habitam na terra. Nós também, nós serviremos o Senhor, porque ele é o nosso Deus”.

19. Josué disse ao povo: “Vós não po­dereis servir o Senhor, porque ele é um Deus santo, um Deus zeloso que não perdoará as vossas rebeliões e os vossos pecados.

20. Se abandonardes o Senhor para servir outros deuses, ele se voltará contra vós e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem”.

21. “Não – clamou o povo – porque é ao Senhor que nós queremos servir!”

22. Josué disse-lhes: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o Senhor para prestar-lhe culto”. “Somos testemunhas – responderam eles –.

23. “Agora, pois, tirai os deuses estranhos que estão no meio de vós e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel.”

24. “Nós serviremos o Senhor, nosso Deus –, respondeu o povo a Josué –, e obedeceremos à sua voz.”

25. Desse modo, Josué fez um pacto naquele dia com o povo e deu-lhe, em Siquém, leis e prescrições.

26. Josué escre­veu tudo isso no livro da Lei de Deus, tomou em seguida uma pedra muito grande e erigiu-a ali, debaixo do carvalho que estava no santuário do Senhor.

27. E disse a todo o povo: “Esta pedra servirá de testemunho contra nós, porque ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos disse; ela servirá de testemunho contra vós, para que não abandoneis o vosso Deus”.

28. Então, Josué despediu o povo, cada um para a sua propriedade.

29. E aconteceu depois disso que Josué, filho de Nun, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos.

30. Sepultaram-no na terra de sua possessão, em Tamnat-Saré, na montanha de Efraim, ao norte do monte Gaás.

31. Durante todo o tempo da vida de Josué, Israel serviu o Senhor, bem como enquanto viveram depois dele os anciãos que conheciam tudo o que o Senhor tinha feito em favor de Israel.

32. Sepultaram também em Siquém os ossos de José que os israelitas tinham trazido do Egito; depuseram-nos na porção da terra que Jacó havia comprado aos filhos de Hemor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornou propriedade dos filhos de José.

33. Eleazar, filho de Aarão, morreu também. Enterraram-no em Gabaá, cidade de Fineias, seu filho, que lhe tinha sido dada na montanha de Efraim.

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1. Cântico das peregrinações. Senhor, lembrai-vos de Davi e de sua grande piedade,*

2. como ele fez ao Senhor este juramento, e este voto ao Poderoso de Jacó:

3. “Não entrarei na tenda em que moro, não me deitarei no leito de meu repouso,

4. não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras,

5. até que encontre uma residência para o Senhor, uma morada ao Poderoso de Jacó”.

6. Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata, nós a encontramos nas campinas de Jaar.*

7. Entremos em sua morada, prostremo-nos diante do escabelo de seus pés.

8. Levantai-vos, Senhor, para vir ao vosso repouso, vós e a arca de vossa majestade.

9. Vistam-se de justiça os vossos sacerdotes, e jubilosos cantem de alegria vossos fiéis.

10. Pelo nome de Davi, vosso servo, não rejeiteis a face daquele que vos é consagrado.

11. O Senhor fez a Davi um juramento, de que não há de se retratar: “Colocarei em teu trono um descendente de tua raça.

12. Se teus filhos guardarem minha aliança e os preceitos que eu lhes hei de ensinar, também os descendentes deles, para sempre, se sentarão em teu trono”.

13. Porque o Senhor escolheu Sião, ele a preferiu para sua morada.

14. “É aqui para sempre o lugar de meu repouso, é aqui que habitarei porque o escolhi.

15. Abençoarei copiosamente sua subsistência, fartarei de pão os seus pobres.

16. Revestirei de salvação seus sacerdotes, e seus fiéis exultarão de alegria.*

17. Aí farei crescer o poder de Davi, aí prepararei uma lâmpada para o que me é consagrado.

18. Cobrirei de confusão seus inimigos; em sua fronte, porém, brilhará meu diadema.”

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"Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador." São Padre Pio de Pietrelcina