Plano Completo de Leitura
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No octogésimo terceiro dia, Josué lidera Israel à vitória em Ai e renova a aliança com Deus no monte Ebal, reafirmando o compromisso com a Lei. Em seguida, em Josué 9, o povo é enganado pelos gibeonitas, mostrando a importância da prudência e da consulta a Deus em cada decisão. O Salmo 126 celebra a restauração e o regozijo do povo de Deus após tempos difíceis, ecoando a alegria da fidelidade restaurada.
1. O Senhor disse em seguida a Josué: “Não temas, nem seja covarde. Toma contigo todos os guerreiros e sobe contra Hai. Eis que te entrego o rei de Hai, seu povo, sua cidade e sua terra.
2. Tratarás Hai e seu rei como fizeste com Jericó e seu rei; mas os despojos e os rebanhos os repartirei entre vós. Põe uma emboscada por detrás da cidade”.
3. Josué pôs-se a caminho com todos os guerreiros contra Hai. Escolheu trinta mil homens valentes e fê-los partir durante a noite.
4. Deu-lhes esta ordem: “Atenção! Ponde-vos em emboscada atrás da cidade, mas a pouca distância, e estai preparados.
5. Eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos de Hai, e quando saírem ao nosso encontro como da primeira vez, fugiremos.
6. Eles sairão atrás de nós, longe da cidade, pois dirão: ‘Ei-los que fogem diante de nós como da primeira vez’.
7. Durante essa retirada, saireis de vossa emboscada e tomareis a cidade, que vos entregará o Senhor, vosso Deus.
8. Depois que a tiverdes tomado, incendiai-a segundo a palavra do Senhor. Essas são as minhas ordens”.
9. Josué fê-los partir e eles se postaram em emboscada entre Betel e Hai, ao ocidente. Josué ficou aquela noite no meio do povo.
10. Josué levantou-se bem cedo e passou em revista a sua gente. À frente de sua tropa, subiu contra Hai com os anciãos de Israel.
11. Todos os guerreiros de que dispunha tinham também subido às proximidades. Chegados defronte da cidade, acamparam ao norte, tendo o vale entre eles e Hai.
12. Josué tomou cerca de cinco mil homens e os pôs de emboscada entre Betel e Hai, ao ocidente.
13. Tendo o povo instalado todo o seu acampamento ao norte da cidade, e a emboscada ao ocidente, Josué avançou durante a noite pelo meio do vale.
14. Logo que o rei de Hai viu aquilo, saiu apressadamente da cidade com a sua gente, ao amanhecer, e veio ao encontro de Israel. O rei, seguido de todo o seu povo, saiu para um lugar combinado do lado da planície, ignorando que uma emboscada estava armada contra ele atrás da cidade.
15. Josué e todo o Israel, fingindo bater em retirada, fugiram para os lados do deserto.
16. Então, com grandes clamores, toda a população da cidade, precipitando-se ao encalço de Josué, juntou-se para persegui-los, afastando-se da cidade.
17. Não ficou um homem sequer em Hai que não saísse em perseguição de Israel. Até deixaram escancarada a cidade.
18. O Senhor disse então a Josué: “Levanta a lança que tens na mão contra Hai, porque eu entrego a ti”. E Josué levantou a sua lança contra a cidade.
19. Apenas tinha ele erguido a mão, levantaram-se subitamente os que estavam de emboscada e precipitaram-se sobre a cidade, ocupando-a e ateando-lhe fogo.
20. Os habitantes de Hai, voltando-se, viram que se elevava da cidade uma grande fumaça para o céu, e não puderam fugir para lado algum, porque o povo que dava mostras de fugir para o deserto voltou-se contra eles.
21. Josué e todo o Israel, vendo que os da emboscada tinham tomado a cidade e que dela subia fumaça, voltaram e feriram os habitantes de Hai.
22. E, tendo os outros saído da cidade ao seu encontro, viram-se os inimigos cercados de um lado e de outro pelos israelitas, e foram feridos, de modo que não ficou sobrevivente algum, e não houve sequer um fugitivo.
23. O rei de Hai foi capturado vivo e conduzido a Josué.
24. Terminado o massacre dos habitantes de Hai, tanto no campo como no deserto, aonde tinham vindo em perseguição dos israelitas, depois que todos foram passados a fio da espada, os vencedores voltaram à cidade e mataram toda a população.
25. O total dos que morreram naquele dia, entre homens e mulheres, foi de doze mil, todos da cidade de Hai.
26. Josué não retirou a mão que ele tinha levantado com a sua lança, até que foram mortos todos os habitantes de Hai.
27. Os israelitas só tomaram os rebanhos e o espólio da cidade, conforme o Senhor tinha ordenado a Josué.
28. Josué pôs fogo à cidade de Hai e fez dela para sempre um montão de cinzas, que subsiste ainda hoje.
29. Mandou enforcar o rei de Hai em uma árvore, e deixou-o ali até à tarde. Ao pôr do sol, ordenou que se retirasse da árvore o cadáver e fosse lançado à entrada da cidade, pondo sobre ele um grande monte de pedras, que ali permanece até o dia de hoje.
30. Então Josué construiu um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal,
31. segundo a ordem que Moisés, servo do Senhor, tinha dado aos filhos de Israel, como está escrito no livro da Lei de Moisés. Construiu-o de pedras brutas ainda não tocadas pelo ferro. Ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor e sacrifícios de ação de graças.
32. Josué gravou em pedras uma cópia da lei que Moisés tinha escrito diante dos israelitas.
33. Todo o Israel, seus anciãos, seus oficiais e seus juízes conservaram-se de pé ao redor da arca, diante dos sacerdotes, dos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor. Ali estavam tanto os estrangeiros como os israelitas, metade deles do lado do monte Garizim, e metade do lado do monte Ebal, segundo a ordem antes dada por Moisés, servo do Senhor, para abençoar o povo de Israel.
34. Depois disso, Josué leu todo o texto da lei, a bênção e a maldição, assim como estão escritas no livro da Lei.
35. De tudo o que Moisés havia prescrito não se omitiu uma palavra sequer nessa leitura feita por Josué diante de toda a assembleia de Israel, incluindo as mulheres, as crianças e os estrangeiros que ali se achavam misturados.
1. À notícia de tais acontecimentos, todos os reis de além do Jordão, da montanha e da planície, do litoral do mar Grande defronte do Líbano, os hiteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus,
2. os heveus e os jebuseus coligaram-se para combater Josué e Israel.
3. Mas os habitantes de Gabaon, sabendo o que Josué tinha feito a Jericó e a Hai, usaram de astúcia.
4. Puseram-se a caminho, munidos de provisões, seus jumentos carregados de sacos velhos, e odres de vinho rotos e recosidos.
5. Levavam nos pés calçado muito velho e remendado, vestiam-se de roupas muito usadas, e o pão de suas provisões estava seco e estragado.
6. Foram assim ter com Josué no acampamento de Gálgala, e disseram-lhe, bem como a todo o Israel: “Viemos de uma terra longínqua; fazei aliança conosco”.
7. Os israelitas responderam: “Talvez habiteis perto de nós; como, pois, poderíamos fazer aliança convosco?”.
8. Mas eles disseram a Josué: “Somos teus servos”. Josué disse-lhes: “Quem sois vós? De onde vindes?”. Eles responderam-lhe:
9. “Teus servos vêm de uma terra muito distante por causa do nome do Senhor, teu Deus,; pois ouvimos falar dele e de tudo o que ele fez no Egito,
10. e de como tratou os dois reis dos amorreus além do Jordão, Seon, rei de Hesebon, e Og, rei de Basã, que moravam em Astarot.
11. Por isso, nossos anciãos e todos os habitantes de nossa terra nos disseram: ‘Tomai convosco provisões para o caminho, ide ao seu encontro e dizei-lhes: Somos vossos servos’. Portanto, fazei aliança conosco.
12. Vede o nosso pão. Nós o tínhamos tomado quente quando partimos de nossas casas para vir ter convosco: ei-lo como está agora seco e mofado.
13. Esses odres de vinho que tínhamos enchido novos, agora estão rotos e descosidos; nossas vestes e nossos calçados estão gastos por causa da longa viagem que fizemos”.
14. Os israelitas, sem ter consultado o Senhor, aceitaram as suas provisões.
15. Josué concedeu-lhes a paz e fez com eles uma aliança que lhes assegurava a vida, e os principais da assembleia confirmaram-na com juramento.
16. Três dias depois desse tratado, souberam que aquela gente era vizinha e habitava no meio deles.
17. Então, os israelitas puseram-se a caminho e ao terceiro dia chegaram às suas cidades, cujos nomes são estes: Gabaon, Cafira, Berot e Cariataim.
18. Eles não os feriram por causa do juramento que lhes tinham feito os principais da assembleia, em nome do Senhor, Deus de Israel. E toda a assembleia começou a murmurar contra eles.
19. Eles responderam: “Fizemos-lhes um juramento em nome do Senhor, Deus de Israel, e não podemos tocar neles.
20. Eis, porém, como havemos de tratá-los: respeitaremos suas vidas, para que não se excite contra nós a ira do Senhor, se faltarmos ao juramento”.
21. “Ficarão vivos, declararam os chefes, mas serão empregados em cortar lenha e carregar água para toda a assembleia.” Inteirado da decisão dos chefes,
22. Josué convocou-os e interpelou-os: “Por que nos enganastes dizendo que éreis de uma terra longínqua, quando habitáveis no meio de nós?
23. Agora malditos sejais: vossa servidão não cessará jamais e continuareis a cortar lenha e a carregar água para a casa do meu Deus”.
24. Eles responderam a Josué: “A nós, teus servos, chegou a notícia de que o Senhor, teu Deus, havia ordenado a Moisés, seu servo, que vos desse toda a terra e exterminasse todos os seus habitantes diante de vós. Tivemos, pois, muito medo à vossa aproximação e, temendo por nossas vidas, tomamos esse expediente.
25. Agora, eis-nos em tuas mãos; trata-nos como te parecer justo e bom”.
26. Fez Josué como tinha dito, e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, que não os mataram.
27. Determinou naquele dia que fossem empregados no serviço da comunidade e do altar, cortando lenha e carregando água para o lugar que o Senhor escolhesse, funções que exercem ainda hoje.
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1. Cântico das peregrinações. Quando o Senhor reconduzia os cativos de Sião, estávamos como sonhando.*
2. Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: “O Senhor fez por eles grandes coisas”.
3. Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria!
4. Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul.
5. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria.
6. Na ida, caminham chorando os que levam a semente a aspergir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes.
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"As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam". São Padre Pio de Pietrelcina