Plano Completo de Leitura
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No quadragésimo primeiro dia da leitura, somos convidados a meditar sobre a justiça e a santidade divinas. Em Êxodo 23, Deus estabelece leis de retidão, misericórdia e celebração das festas sagradas. Levítico 16 descreve o solene Dia da Expiação, em que o sumo sacerdote intercede pelo povo, apontando para o perdão de Deus. O Salmo 77 expressa o clamor angustiado de quem busca compreender os caminhos do Senhor, encontrando consolo ao lembrar Suas obras poderosas de libertação.
1. “Não levantarás um boato falso; não darás tua mão ao perverso para levantar um falso testemunho.
2. Não seguirás o mau exemplo da multidão. Não deporás num processo, metendo-te do lado da maioria de maneira a perverter a justiça.
3. Não favorecerás tampouco o pobre em seu processo.*
4. Se encontrares o boi de teu inimigo ou o seu jumento desgarrado, faze-os retornar a ele.
5. Se vires o jumento de teu inimigo caindo sob a carga, guarda-te de passar adiante: ajuda-o a descarregar.
6. Não atentarás contra o direito do pobre em sua causa.
7. Abstém-te de toda palavra mentirosa. Não matarás o inocente e o justo, porque não absolverei o culpado.
8. Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam aqueles que veem claro, e perdem as causas justas.
9. Não oprimirás o estrangeiro, pois conheceis o que sente o estrangeiro, vós que o fostes no Egito.
10. Durante seis anos, semearás a terra e recolherás o produto.
11. Mas, no sétimo ano, a deixarás repousar; os pobres de teu povo comerão o seu produto, e os animais selvagens comerão o resto. Farás o mesmo com a tua vinha e o teu olival.
12. Durante seis dias, farás o teu trabalho, mas no sétimo descansarás, para que descansem o teu boi e o teu jumento, e respirem o filho de tua escrava e o estrangeiro.
13. Observareis tudo o que vos disse: Não pronunciareis o nome de outros deuses; que o seu nome não se ouça em tua boca.”
14. “Três vezes por ano celebrarás uma festa em minha honra.
15. Observarás a festa dos Ázimos: durante sete dias, no mês das espigas, como o fixei, comerás pães sem fermento, foi nesse mês que saíste do Egito. Não se apresentará ninguém diante de mim com as mãos vazias.
16. Depois haverá a festa da Ceifa, das primícias do teu trabalho, do que semeaste nos campos; e a festa da Colheita, no fim do ano, quando recolheres nos campos os frutos do teu trabalho.*
17. Três vezes por ano, todo indivíduo do sexo masculino se apresentará diante do Senhor.
18. Quando me sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado; e a gordura de minha festa não será guardada a noite toda até a manhã do dia seguinte.
19. Trarás à casa do Senhor, teu Deus, as primícias dos primeiros produtos de tua terra. Não cozerás um cabrito no leite de sua mãe.”
20. “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei.
21. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome está nele.*
22. Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários.
23. Porque meu anjo marchará adiante de ti e te conduzirá entre os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os cananeus, os heveus e os jebuseus, que exterminarei.
24. Não adorarás os seus deuses, não lhes prestarás culto, imitando as práticas (desses povos), mas derrubarás os seus deuses e farás em pedaços as suas estelas.
25. Prestarás culto ao Senhor, teu Deus, que abençoará teu pão e tua água, e te preservarei da enfermidade.
26. Não haverá em tua terra nem mulher que aborta nem mulher estéril. Completarei o número dos teus dias.
27. Enviarei diante de ti o meu terror, e semearei o pânico em todos os povos entre os quais chegares e porei todos os teus inimigos em fuga diante de ti.
28. Mandarei vespas diante de ti que expulsarão para longe de tua face os heveus, os cananeus, os hiteus.
29. Não os expulsarei em um só ano, para que a terra não se torne um deserto e se multipliquem contra ti as feras do campo.
30. Eu os expulsarei progressivamente diante de ti até que te tenhas multiplicado bastante para ocupar o país.
31. Os limites que te fixei vão do mar Vermelho ao mar dos filisteus, e desde o deserto até o Eufrates. Porque entregarei em tuas mãos os habitantes dessa terra, e os expulsarei de diante de ti.
32. Não farás aliança nem com eles nem com seus deuses.
33. Eles não residirão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim, e para que, prestando um culto aos seus deuses, não sejas preso no laço.”
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1. O Senhor falou a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Aarão, que foram mortos por se terem aproximado do Senhor.
2. O Senhor disse-lhe: “Recomenda a teu irmão Aarão que nunca entre no santuário, além do véu, diante do propiciatório que recobre a arca, para que não morra, porque apareço na nuvem por cima do propiciatório.
3. Eis como Aarão entrará no santuário: tomará um novilho para o sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto.
4. Vestirá uma túnica sagrada de linho, levará sobre o corpo um calção de linho, cingirá um cinto de linho e porá na cabeça um turbante de linho. Essas são as vestes sagradas, que ele só vestirá depois de se ter lavado.
5. Receberá da assembleia dos israelitas dois bodes destinados ao sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto.
6. Aarão oferecerá por si mesmo o touro em sacrifício pelo pecado e fará a expiação por si mesmo e pela sua casa.
7. Tomará os dois bodes e os colocará diante do Senhor, à entrada da tenda de reunião.
8. Lançará sorte sobre os dois bodes, uma para o Senhor, e outra para Azazel.*
9. Oferecerá o bode sobre o qual caiu a sorte para o Senhor e o oferecerá em sacrifício pelo pecado.
10. Quanto ao bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel, será apresentado vivo ao Senhor, para que se faça a expiação sobre ele, a fim de enviá-lo a Azazel, no deserto.
11. Aarão oferecerá o touro pelo seu pecado, e fará a expiação por si mesmo e pela sua casa. Degolará o touro destinado ao sacrifício pelo pecado e,
12. tomando o turíbulo, que ele terá enchido de brasas do altar diante do Senhor, bem como dois punhados de perfume aromático em pó, entrará com tudo para dentro do véu.
13. Porá o incenso no fogo diante do Senhor, para que a nuvem do perfume cubra o propiciatório da arca, e Aarão não morra.
14. Tomará o sangue do touro e o aspergirá com dedo sobre o propiciatório, pela frente, e depois aspergirá com o dedo sete vezes defronte do propiciatório.
15. Imolará, enfim, o bode do sacrifício pelo pecado do povo e levará seu sangue para outro lado do véu. Fará com esse sangue como fez com o sangue do touro, aspergindo o propiciatório e a frente dele.
16. É assim que fará a expiação pelo santuário, por causa das impurezas dos israelitas e de suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma forma fará pela tenda de reunião, que está com eles no meio de suas imundícies.
17. Ninguém esteja na tenda de reunião quando Aarão entrar para fazer a expiação no santuário até sair. Fará assim a expiação por si mesmo, pela sua família e por toda a assembleia de Israel.
18. Quando tiver saído, irá para o altar que está diante do Senhor e fará a expiação por esse altar: tomará o sangue do touro e do bode e o porá nos chifres do altar em toda a volta.
19. Aspergirá com o dedo sete vezes o altar, para purificá-lo e santificá-lo por causa das imundícies dos israelitas.
20. Concluída a expiação do santuário, da tenda de reunião e do altar, Aarão trará o bode vivo.
21. Imporá as duas mãos sobre a sua cabeça e confessará sobre ele todas as iniquidades dos israelitas, todas as suas desobediências, todos os seus pecados e os porá sobre a cabeça do bode e o envia-rá ao deserto pelas mãos de um homem encarregado disso.
22. O bode levará, pois, sobre si, todas as iniquidades deles para uma terra selvagem. Quando o bode tiver sido mandado para o deserto,
23. Aarão voltará para a tenda de reunião, tirará as vestes de linho que ele pôs à sua entrada no santuário, e as deporá ali.
24. Lavará o seu corpo no lugar santo, retomará depois suas vestes e sairá para imolar o seu holocausto e o povo, fazendo a expiação por ele e pelo povo.
25. Queimará no altar a gordura do sacrifício pelo pecado.
26. O homem que tiver conduzido o bode a Azazel no deserto, lavará suas vestes e tomará banho. Depois disso, poderá voltar ao acampamento.
27. Serão levados para fora do acampamento o touro e o bode oferecidos em sacrifício pelo pecado, cujo sangue terá sido levado ao santuário para fazer a expiação. As peles, carnes e excrementos serão queimados.
28. Aquele que os tiver queimado lavará as suas vestes, tomará banho e depois disso poderá voltar ao acampamento.
29. Essa será para vós uma lei perpétua: No sétimo mês, no décimo dia do mês, jejuareis e não fareis trabalho algum, tanto o nativo como o estrangeiro que habita no meio de vós,*
30. porque nesse dia se fará a expiação por vós, para que vos purifiqueis e sejais livres de todos os vossos pecados diante do Senhor.
31. Será um sábado, um dia de descanso para vós, durante o qual jejuareis. Essa é uma instituição perpétua.
32. A expiação será feita pelo sacerdote que foi ungido e empossado para exercer o sacerdócio em lugar de seu pai. Revestirá as vestes de linho, as vestes sagradas,
33. e fará a expiação pelo santuário sagrado, pela tenda de reunião, pelo altar, pelos sacerdotes e por toda a assembleia.
34. Essa será para vós uma instituição perpétua: uma vez por ano se fará a expiação de todos os pecados dos israelitas”. Aarão fez como o Senhor o tinha ordenado a Moisés.
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1. Ao mestre de canto, segundo Iditun. Salmo de Asaf.*
2. Minha voz se eleva para Deus e clamo. Elevo minha voz a Deus para que ele me atenda;
3. No dia de angústia procuro o Senhor. De noite minhas mãos se levantam para ele sem descanso; e, contudo, minha alma recusa toda consolação.
4. Faz-me gemer a lembrança de Deus; na minha meditação, sinto o espírito desfalecer.
5. Vós me conservais os olhos abertos, estou perturbado, falta-me a palavra.
6. Penso nos dias passados,
7. lembro-me dos anos idos. De noite reflito no fundo do coração e, meditando, indaga meu espírito:
8. “Porventura Deus nos rejeitará para sempre? Não mais há de nos ser propício?
9. Estancou-se sua misericórdia para o bom? Estará sua promessa desfeita para sempre?
10. Deus se terá esquecido de ter piedade? Ou sua cólera anulou sua clemência?”.
11. E concluo, então: “O que me faz sofrer é que a destra do Altíssimo não é mais a mesma...”.*
12. Das ações do Senhor eu me recordo, lembro-me de suas maravilhas de outrora.
13. Reflito em todas vossas obras, e em vossos prodígios eu medito.
14. Ó Deus, santo é o vosso proceder. Que deus há tão grande quanto o nosso Deus?
15. Vós sois o Deus dos prodígios, vosso poder manifestastes entre os povos.
16. Com o poder de vosso braço resgatastes vosso povo, os filhos de Jacó e de José.
17. As águas vos viram, Senhor, as águas vos viram; elas tremeram e as vagas se puseram em movimento.
18. Em torrentes de água as nuvens se tornaram, elas fizeram ouvir a sua voz, de todos os lados fuzilaram vossas flechas.
19. Na procela ressoaram os vossos trovões, os relâmpagos iluminaram o globo; abalou-se com o choque e tremeu a terra toda.
20. Vós vos abristes um caminho pelo mar, uma senda no meio das muitas águas, permanecendo invisíveis vossos passos.
21. Como um rebanho conduzistes vosso povo, pelas mãos de Moisés e de Aarão.
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"Que Jesus reine sempre soberano no seu coração." São Padre Pio de Pietrelcina