Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 331 do plano, acompanhamos o chamado de Pedro para pregar aos gentios em Atos 10, marcando a expansão da Igreja. 1 Coríntios 1-2 nos apresenta os princípios fundamentais do ensino de Paulo e a sabedoria de Deus revelada aos humildes. Provérbios 27:21-22 nos lembra da importância da prova e disciplina para refinar o caráter.

1. Havia em Cesareia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica.

2. Era religioso; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente.*

3. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: “Cornélio!”.

4. Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: “Que há, Senhor?”. O anjo replicou: “As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança.*

5. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.

6. Ele se acha hospedado em casa de Simão, um curtidor, cuja casa fica junto ao mar”.

7. Quando se retirou, o anjo que lhe falara, chamou dois dos seus criados e um soldado temente ao Senhor, daqueles que estavam às suas ordens.

8. Contou-lhes tudo e enviou-os a Jope.

9. No dia seguinte, enquanto estavam em viagem e se aproximavam da cidade – pelo meio-dia –, Pedro subiu ao terraço da casa para fazer oração.

10. Então, como sentisse fome, quis comer. Mas, enquanto lho preparavam, caiu em êxtase.

11. Viu o céu aberto e descer uma coisa parecida com uma grande toalha que baixava do céu à terra, segura pelas quatro pontas.

12. Nela havia de todos os quadrúpedes, dos répteis da terra e das aves do céu.

13. Uma voz lhe falou: “Levanta-te, Pedro! Mata e come”.

14. Disse Pedro: “De modo algum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma profana e impura”.*

15. Esta voz lhe falou pela segunda vez: “O que Deus purificou não chames tu de impuro”.

16. Isto se repetiu três vezes e logo a toalha foi recolhida ao céu.

17. Desconcertado, Pedro refletia consigo mesmo sobre o que significava a visão que tivera, quando os homens, enviados por Cornélio, se apresentaram à porta, perguntando pela casa de Simão.

18. Eles chamaram e indagaram se ali estava hospedado Simão, com o sobrenome Pedro.

19. Enquanto Pedro refletia na visão, disse o Espírito: “Eis aí três homens que te procuram.

20. Levanta-te! Desce e vai com eles sem hesitar, porque sou eu quem os enviou”.

21. Pedro desceu ao encontro dos homens e disse-lhes: “Aqui me tendes, sou eu a quem buscais. Qual é o motivo por que viestes aqui?.

22. Responderam: “O centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, o qual goza de excelente reputação entre todos os judeus, recebeu de um santo anjo o aviso de te mandar chamar à sua casa e de ouvir as tuas palavras”.

23. Então, Pedro os mandou entrar e hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles, e alguns dos irmãos de Jope o acompanharam.

24. No outro, chegaram a Cesareia. Cornélio os estava esperando, tendo convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.

25. Quando Pedro estava para entrar, Corné­lio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo.

26. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: “Levanta-te! Também eu sou um homem!”.

27. E, falando com ele, entrou e achou ali muitas pessoas que se tinham reunido e disse:

28. “Vós sabeis que é proibido a um judeu aproximar-se de um estrangeiro ou ir à sua casa. Todavia, Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro.*

29. Por isso, vim sem hesitar, logo que fui chamado. Pergunto, pois, por que motivo me chamastes”.

30. Disse Cornélio: “Faz hoje quatro dias que estava eu a orar em minha casa, à hora nona, quando se pôs diante de mim um homem com vestes resplandecentes, que disse:

31. Cornélio, a tua oração foi atendida e Deus se lembrou de tuas esmolas.

32. Envia alguém a Jope e manda vir Simão, que tem por sobrenome Pedro. Está hospedado perto do mar, em casa do curtidor Simão.

33. Por isso, mandei chamar-te logo e felici­to-te por teres vindo. Agora, pois, eis-nos todos reunidos na presença de Deus para ouvir tudo o que Deus te ordenou de nos dizer”.*

34. Então, Pedro tomou a palavra e disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas,

35. mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.

36. Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.

37. Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judeia, depois de ter começado na Galileia, após o batismo que João pregou.

38. Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele.

39. E nós somos testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, suspendendo-o em um madeiro.

40. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse,

41. não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia predestinado, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou.

42. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.

43. Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele creem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome”.

44. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra.

45. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos;

46. pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus.

47. Então, Pedro tomou a palavra: “Porven­tura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”.

48. E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.

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Capítulo 1

1. Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por chamado e vontade de Deus, e o irmão Sóstenes,

2. à igreja de Deus que está em Corinto, aos fiéis santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade, juntamente com todos os que, em qualquer lugar que estejam, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Se­nhor deles e nosso;

3. a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!

4. Não cesso de agradecer a Deus por vós, pela graça divina que vos foi dada em Jesus Cristo.

5. Nele fostes ricamente contemplados com todos os dons, com os da palavra e os da ciência,

6. tão solidamente foi confirmado em vós o testemunho de Cristo.

7. Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum.

8. Ele há de vos confirmar até o fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.*

9. Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

10. Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.

11. Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós.

12. Refiro-me ao fato de entre vós se usar esta linguagem: “Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo; eu, de Cefas; eu, de Cristo”.*

13. Então, estaria Cristo dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?

14. Graças a Deus, não batizei nenhum de vós, à exceção de Crispo e Gaio.

15. Assim ninguém poderá dizer que fostes batizados em meu nome.

16. (Aliás, batizei também a família de Estéfanas. Além destes, não me cons­ta ter batizado ninguém mais.)

17. Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho; e isso sem recorrer à habilidade da arte oratória, para que não se desvirtue a cruz de Cristo.

18. A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina.

19. Está escrito: Destrui­rei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes (Is 29,14).

20. Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo?

21. Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura de sua mensagem.*

22. Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria;

23. mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos;

24. mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus.

25. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.*

26. Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.*

27. O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes;

28. e o que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são.

29. Assim, nenhuma criatura se vangloriará diante de Deus.

30. É por sua graça que estais em Jesus Cristo, que, da parte de Deus, se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção,

31. para que, como está escrito: quem se gloria, glorie-se no Senhor (Jr 9,23).*

Capítulo 2

1. Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus.

2. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.

3. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor.

4. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloquência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino,

5. para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

6. Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedo­ria, porém não a sabedoria des­te mundo nem a dos grandes des­te mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados.*

7. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória.

8. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória).*

9. É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.*

10. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.

11. Pois quem conhe­ce as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

12. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou

13. e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais.*

14. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.*

15. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém.

16. Por que quem co­nheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

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21. Há um crisol para a prata, um forno para o ouro; assim o homem é provado pela sua reputação.

22. Ainda que pisasses o insensato num triturador, entre os grãos, com um pilão, sua loucura não se separaria dele.

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"Que Maria seja toda a razão da sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação." São Padre Pio de Pietrelcina