Plano Completo de Leitura
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No dia 311 do plano, acompanhamos as conquistas e desafios da Revolta dos Macabeus em 2 Macabeus 14, enquanto Sabedoria 17-18 oferece reflexões sobre justiça e fidelidade. Provérbios 25:18-20 fornece conselhos práticos sobre prudência e conduta, conectando a história com a sabedoria prática do dia a dia.
1. Três anos mais tarde, Judas e seus companheiros souberam que Demétrio, filho de Seleuco, tinha chegado pelo porto de Trípolis com um poderoso exército e uma grande esquadra.
2. Soube também que o país caíra em suas mãos e que havia causado a perda de Antíoco e de seu tutor Lísias.
3. Ora, certo Alcimo, outrora sumo sacerdote, mas voluntariamente comprometido por ocasião da introdução dos costumes pagãos, vendo que de nenhum lado lhe restava esperança de salvação, nem possibilidade de achegar-se ainda ao altar,
4. veio ter com o rei Demétrio. Isso foi pelo ano cento e cinquenta e um. Ofereceu-lhe uma coroa de ouro, uma palma e, além disso, alguns ramos de oliveira, dos que se oferecem no templo. Naquele dia, contudo, não disse nada.*
5. Encontrou, porém, ocasião oportuna para executar sua maldade, quando foi chamado ao conselho por Demétrio e interrogado sobre as disposições e os intentos dos judeus.
6. Respondeu ele: “Aqueles judeus, que se chamam assideus, em cuja frente se encontra Judas Macabeu, fomentam a guerra e as sedições e impedem que o reino goze de paz.
7. Eis por que, despojado de minha dignidade hereditária, quero dizer do sumo sacerdócio: vim aqui
8. primeiramente porque tenho realmente cuidado dos interesses do rei; depois, em consideração aos meus compatriotas, porque a irreflexão dos que citei mergulha toda a nossa raça num grande mal.
9. Reconhecido isso, ó rei, pela benevolência que testemunhas a todos, toma as medidas necessárias para a salvação de nosso país e de nossa raça ameaçada,
10. porque, enquanto Judas estiver vivo, é impossível que haja paz”.
11. Mal acabara ele de falar, os demais amigos do rei, hostis à causa de Judas, puseram-se a incitar Demétrio.
12. Este designou imediatamente Nicanor, ex-comandante do corpo de elefantes, e promoveu-o a general da Judeia, ordenando-lhe
13. que partisse a fim de matar Judas, dispersar suas tropas e restabelecer Alcimo como sacerdote do grande templo.
14. Aqueles que na Judeia tinham fugido de Judas colocaram-se ao lado dos gentios sob a chefia de Nicanor, como se os infortúnios e males dos judeus lhes devessem redundar em outros tantos êxitos.
15. Os judeus, ao ouvirem falar da expedição de Nicanor e do ataque dos gentios, cobriram a cabeça de pó e imploraram àquele que estabelecera seu povo para sempre e que continuamente, de modo visível, defendia sua herança.
16. Por ordem do chefe, partiu logo o exército e encontrou o inimigo perto da aldeia de Dessau.
17. Embora Simão, irmão de Judas, estivesse em presença de Nicanor, adiou o ataque em vista do súbito terror produzido aos seus pelo inimigo.
18. De seu lado, Nicanor, conhecendo a coragem dos homens de Judas e a grandeza de ânimo com que eles se atiravam ao combate pela pátria, temeu expor-se a uma decisão pelo sangue.
19. Enviou, pois, Posidônio, Teódoto e Matatias, para oferecer a mão aos judeus e receber a deles.
20. As propostas de paz foram por muito tempo examinadas. Cada chefe as comunicou às suas tropas e foram aceitas unanimemente.
21. Foi fixado um dia para uma conferência dos chefes sobre esse assunto. De um lado e de outro avançou um carro e colocaram cadeiras de honra.
22. Judas postou homens armados em lugares estratégicos, prontos para qualquer eventualidade, se os adversários os viessem trair. A conferência dos chefes foi satisfatória.
23. Nicanor passou a residir em Jerusalém, sem fazer ali mal algum. Despediu até mesmo a multidão das tropas que ele havia trazido consigo.
24. Estava constantemente em companhia de Judas, sentindo amizade para com ele.
25. Instou para que ele se casasse e que tivesse filhos. Judas casou-se, gozou de tranquilidade e desfrutou a vida.
26. Verificando Alcimo os sentimentos recíprocos de ambos os chefes, investigou as cláusulas do tratado e dirigiu-se a Demétrio, acusando Nicanor de conjurar contra o Estado, porque havia designado para seu lugar-tenente Judas, o próprio inimigo do reino.
27. Exasperado e excitado pelas calúnias desse bandido, escreveu o rei a Nicanor, dizendo-lhe que estava descontente com os tratados realizados e ordenava-lhe que lhe enviasse preso Macabeu o mais depressa possível, para Antioquia.
28. Ao receber a carta, Nicanor ficou consternado e triste por ter de romper seus contratos, sem que Judas tivesse agido mal.
29. Mas, como ele não podia contrariar as ordens do rei, procurava uma ocasião para executar essa ordem por algum ardil.
30. Reparando Macabeu que Nicanor se mostrava mais rude para com sua pessoa e com uma atitude mais indiferente, achou que esse procedimento nada indicava de bom. Reunindo, pois, um grupo dos seus partidários, ocultou-se de Nicanor.
31. Quando o outro reconheceu que havia sido logrado, dirigiu-se ao grande e sublime templo, no momento em que os sacerdotes ofereciam o sacrifício e deu-lhes ordem de entregarem esse homem.
32. Os sacerdotes, porém, juraram-lhe que não sabiam onde se achava o que ele procurava.
33. Então, estendendo a mão para o templo, jurou: “Se não me entregardes Judas preso, arrasarei até o solo este santuário de Deus, derribarei o altar e no mesmo lugar edificarei um magnífico templo a Dioniso”.
34. Ditas essas palavras, ele se retirou. Os sacerdotes, então, ergueram as mãos para o céu e invocaram aquele que sempre pelejou pelo nosso povo:
35. “Senhor do universo – exclamaram eles –, vós, que bastais a vós mesmo, quisestes possuir entre nós um templo por habitação.
36. Ó fonte santa de toda santidade, conservai, pois, sempre livre de toda profanação esta casa que há pouco foi purificada”.
37. Aconteceu também que Razias, um dos anciãos de Jerusalém, foi denunciado a Nicanor. Era um homem dedicado aos seus concidadãos, de grande reputação e cognominado “pai dos judeus”, por causa de sua benevolência.
38. Anteriormente, por ocasião da resistência ao paganismo, havia sido acusado de judaísmo e pelo judaísmo ele se havia exposto de corpo e alma com extremo zelo.
39. Nicanor, que pretendia dar uma prova de sua hostilidade para com os judeus, enviou mais de quinhentos homens para apoderar-se dele,
40. supondo que, prendendo-o, causaria aos judeus um golpe penoso.
41. Como essa tropa foi apoderar-se da torre e forçar a entrada, uma vez que havia sido dada a ordem de atear fogo e incendiar as portas, Razias, quando ia ser preso, transpassou-se com a própria espada,
42. preferindo morrer honradamente antes que cair nas mãos dos ímpios e padecer ultrajes indignos de seu nobre nascimento.
43. Na precipitação, porém, dirigiu mal o golpe e, enquanto os soldados forçavam do lado de fora contra as portas, ele correu animosamente para cima do muro e, com coragem, atirou-se sobre a multidão.
44. As pessoas afastaram-se com rapidez e Razias tombou no espaço deixado vazio.
45. Todavia, ainda respirando, cheio de ardor, ergueu-se e, embora o sangue lhe jorrasse como uma fonte de suas horríveis feridas, atravessou a multidão numa carreira. Em seguida, de pé sobre uma rocha escarpada
46. e já inteiramente exangue, arrancou com as próprias mãos as entranhas que saíam, e lançou-as sobre os inimigos. Foi assim seu fim, pedindo ao Senhor da vida e do espírito que lhos restituísse um dia.
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1. Em verdade, grandes e impenetráveis são vossos juízos, Senhor; por isso, as almas grosseiras caíram no erro.
2. Por terem acreditado que podiam oprimir a santa nação, os ímpios, prisioneiros das trevas e encarcerados por uma longa noite, jaziam encerrados nas suas casas, tentando escapar à vossa incessante vigilância.*
3. Depois de terem imaginado que, com seus secretos pecados, ficariam escondidos sob o sombrio véu do esquecimento, eles se viram dispersados, como presa de um terrível espanto, e amedrontados por alucinações.*
4. Mesmo o canto mais afastado em que se abrigavam não os punha ao abrigo do terror: ruídos aterradores ressoavam em torno deles, e taciturnos espectros de lúgubre aspecto lhes apareciam.
5. Nenhuma chama, por intensa que fosse, chegava a iluminar. E a luz brilhante dos astros era impotente para alumiar esta noite sombria.
6. Mas aparecia-lhes de súbito nada mais que uma chama aterradora, e, tomados de terror por esta visão fugitiva, julgavam essas aparições mais terríveis ainda.
7. A arte dos mágicos se mostrou ilusória, e esta sabedoria, a que eles pretendiam, evidenciou-se vergonhosamente como falsidade.*
8. Aqueles que se jactavam de banir das almas doentes o terror e a perturbação, eram eles mesmos atormentados por um ridículo temor.
9. Mesmo quando nada de mais grave os aterrorizava, a passagem dos animais e o silvo das serpentes punham-nos fora de si, e eles morriam de medo. Recusavam até mesmo contemplar essa atmosfera à qual nada podia escapar;
10. porque a maldade, condenada por seu próprio testemunho, é medrosa, e, sob o peso da consciência, supõe sempre o pior,
11. pois o temor não é outra coisa que a privação dos socorros trazidos pela reflexão,*
12. porque, quanto menor for em sua alma a esperança de auxílio, tanto mais penosa é a ignorância daquilo de que se tem medo.
13. Eles, durante essa noite de impotência, saída dos recantos do Hades impotente, dormiam num mesmo sono,
14. agitados, de um lado, pelo terror dos espectros, e paralisados, de outro, pelo desfalecimento da alma; pois era um pavor repentino e inesperado o que se abatera sobre eles.
15. E todo aquele que caía sem força ficava como que preso e encerrado num cárcere sem ferros.*
16. Fosse ele camponês ou pastor, ou o operário que se afadiga sozinho no seu trabalho, uma vez surpreendido, tinha de suportar a inevitável necessidade, porque todos estavam ligados por uma mesma cadeia de trevas.
17. O silvo do vento, o canto harmonioso dos passarinhos nos ramos espessos, o murmúrio da água correndo precipitadamente, o estrondo das rochas que se despenhavam,
18. a carreira invisível dos animais que saltavam, os urros dos animais selvagens, o eco que repercutia nas cavidades dos montes: tudo os paralisava de terror.
19. Enquanto o mundo inteiro era alumiado de uma brilhante luz, e sem obstáculo se entregava às suas ocupações,
20. somente sobre eles se estendia uma pesada noite, imagem das trevas que mais tarde os deviam acolher; e eram para si mesmos um peso mais insuportável que esta escuridão.*
1. Contudo, para vossos santos havia uma luz brilhantíssima. Sem verem seus semblantes, os outros ouviam-lhes a voz, e julgavam-nos felizes por não sofrerem os mesmos tormentos.
2. Davam-lhes graças, porque não se vingavam dos maus-tratos suportados, e pediam-lhes perdão de sua inimizade.*
3. Pelo contrário, vós destes uma coluna luminosa para guiá-los na sua marcha para o desconhecido, como um sol que sem incomodá-los alumiava seu glorioso êxodo.*
4. Mas eles bem mereciam ser privados da luz e aprisionados nas trevas, eles, que tinham encerrado em prisões os vossos filhos, através dos quais a incorruptível luz da Lei se devia comunicar ao mundo.*
5. Também tinham resolvido levar à morte os filhos dos santos, mas um deles foi exposto e salvo, e para puni-los fizestes perecer em multidão os seus filhos, e, todos juntos, vós os aniquilastes na profundeza das águas.*
6. Esta mesma noite tinha sido conhecida de antemão por nossos pais, para que, conhecendo bem em que juramentos confiavam, ficassem cheios de coragem.*
7. Assim vosso povo esperava tanto a salvação dos justos como a perdição dos ímpios,
8. e, pelo mesmo fato de terdes destruído nossos inimigos, vós nos convidastes a ser vossos e nos honrastes.*
9. Por isso, os santos filhos dos justos ofereciam secretamente um sacrifício; de comum acordo estabeleciam o pacto divino: que os santos participariam dos mesmos bens e correriam os mesmos perigos; e entoavam já os hinos de seus pais,*
10. quando se elevaram os gritos confusos dos inimigos e se espalharam as lamentações dos que choravam seus filhos.
11. Uma mesma sentença feria o escravo e o senhor, o homem do povo sofria o mesmo castigo que o rei.
12. Todos igualmente tinham um número incalculável de mortos abatidos da mesma maneira; os sobreviventes não eram suficientes para sepultá-los, porque, num instante, sua melhor geração era exterminada.
13. Depois de terem permanecido incrédulos por causa de seus sortilégios, reconheceram, vendo morrer seus primogênitos, que esse povo era verdadeiramente filho de Deus,*
14. porque, quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas, e a noite chegava ao meio de seu curso,
15. vossa palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, e, qual um implacável guerreiro, arremessou-se sobre a terra condenada à ruína.*
16. De pé, ela tudo encheu de morte, e, pisando a terra, tocava os céus.
17. No mesmo instante, visões e sonhos terríveis os perturbaram, e temores inesperados os assaltaram;*
18. tombando aqui e acolá, semimortos, revelavam a causa da morte que os atingia;
19. porque os sonhos que os tinham agitado tinham-nos informado antecipadamente, para que eles não perecessem sem conhecer a causa de sua desgraça.
20. Verdade é que a prova da morte feriu também os justos, e numerosos foram os que ela abateu no deserto, mas a ira de Deus não durou muito tempo,
21. porque um homem irrepreensível se apressou a tomar sua defesa, servindo-se das armas de seu ministério pessoal, a oração e o sacrifício expiatório do incenso. Opôs-se à ira, e pôs fim ao flagelo, mostrando que era vosso servo.*
22. Dominou a revolta, não pela força física, nem pela força das armas, mas pela sua palavra deteve aquele que castigava, relembrando-lhe os juramentos feitos aos antepassados e a aliança estabelecida.
23. Já os mortos se amontoavam uns sobre os outros, quando ele interveio, deteve a cólera e afastou-a dos vivos.
24. Na sua longa vestimenta estava representado o universo inteiro; nas quatro fileiras de pedras os nomes gloriosos dos patriarcas; e no diadema de sua cabeça vossa Majestade.*
25. Diante destas coisas cedeu o exterminador e foi diante destas coisas que retrocedeu: porque a simples demonstração de vossa ira era suficiente.
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18. Clava, espada, flecha penetrante: tal é o que usa de falso testemunho contra seu próximo.
19. Dente arruinado, pé que resvala: tal é a confiança de um pérfido no dia da desventura.
20. Tirar a capa num dia de frio, derramar vinagre numa ferida: isso faz aquele que canta canções a um coração atribulado.*
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"O Santo Sacrifício da Missa é o sufrágio mais eficaz que ultrapassa todas as orações." São Padre Pio de Pietrelcina