Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 277, Neemias 9 relata a confissão coletiva do pecado e o reconhecimento da fidelidade de Deus. Ester 5,6-7 mostra sua ousadia ao aproximar-se do rei, exemplificando coragem e prudência. Provérbios 21:9-12 oferece conselhos sobre harmonia no lar, retidão e proteção dos justos, fortalecendo a vida prática com sabedoria divina.
1. No vigésimo quarto dia do mesmo mês, vestidos de sacos e com a cabeça coberta de pó, os israelitas reuniram-se para um jejum.
2. Evitavam o contato com os estrangeiros e se apresentaram para confessar seus pecados e as iniquidades de seus pais.
3. De pé em seus lugares, escutaram a leitura da Lei do Senhor, seu Deus, durante um quarto do dia; durante o outro quarto do dia confessaram seus pecados e prostraram-se diante do Senhor, seu Deus.
4. Josué, Benui, Cadmiel, Sebanias, Buni, Sarebias, Bani e Canani, que haviam tomado lugar no estrado dos levitas, invocaram em alta voz o Senhor, seu Deus.
5. E os levitas Josué, Cadmiel, Bani, Hasabneias, Serebias, Hodias, Sebanias e Fetaías disseram: “Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus, de eternidade em eternidade! Seja bendito o vosso nome glorioso, com toda a sorte de louvores e bênçãos.
6. Sois vós, Senhor,* vós somente, que fizestes o céu do céu e todo o seu exército, a terra e tudo o que ela contém, o mar e tudo o que nele se encerra; sois vós quem dais a vida a todos os seres e o exército do céu vos adora.
7. Vós, Senhor Deus, fostes quem escolheu Abrão, quem o fez deixar a terra de Ur, na Caldeia, e quem lhe deu o nome de Abraão.
8. Encontrastes nele um coração fiel e com ele firmastes uma aliança, prometendo dar à sua posteridade a terra dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos jebuseus e dos gergeseus e cumpristes a vossa palavra, porque sois justo.
9. Vistes a aflição de nossos pais no Egito e ouvistes os seus clamores junto do mar Vermelho.
10. Operastes milagres e prodígios contra o faraó, contra todos os seus servos e todo o povo de sua terra, porque sabíeis que haviam tratado com arrogância os nossos pais; e adquiristes um renome que perdura até os nossos dias.
11. Fendestes o mar diante deles, que passaram a pé enxuto; mas precipitastes nos abismos todos os que os perseguiam, como uma pedra é atirada às profundezas das águas.
12. Vós os guiastes durante o dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, para iluminar o caminho que deviam seguir.
13. Descestes ao monte Sinai, falastes-lhes do alto do céu e destes-lhes justas ordenações, leis verdadeiras, preceitos e mandamentos excelentes.
14. Fizestes-lhes conhecer o vosso santo sábado e prescrevestes-lhes, pela boca de Moisés, vosso servo, os mandamentos, preceitos e uma Lei.
15. Do alto do céu, destes-lhes pão para saciar a fome; e do rochedo fizestes jorrar água para matar-lhes a sede. E vós os mandastes tomar posse da terra que havíeis jurado dar-lhes.
16. Mas os nossos pais, em seu orgulho, endureceram a cerviz e não observaram os vossos mandamentos.
17. Recusaram-se a ouvir e não mais se incomodaram com as maravilhas que operastes em seu favor. Endureceram a cerviz e, em sua rebelião, elegeram um chefe para retornar à sua escravidão. Mas vós sois um Deus sempre pronto ao perdão, clemente e compassivo, vagaroso em encolerizar-se e rico em bondade e assim não os abandonastes.
18. Mesmo quando fabricaram para si um bezerro de metal fundido e vos ultrajaram grandemente dizendo ser aquilo o Deus que os tirara do Egito,
19. usastes de muita misericórdia e não os abandonastes no deserto; e a coluna de nuvem que os guiava durante o dia em sua viagem, bem como a coluna de fogo que lhes iluminava o caminho que deviam seguir durante a noite, não lhes foi arrebatada.
20. Destes-lhes do vosso bom espírito para torná-los prudentes; não lhes recusastes o vosso maná para seu alimento e destes-lhes água para estancar a sede.
21. Durante quarenta anos provestes as necessidades deles no deserto, sem que nada lhes faltasse. Suas vestes não se estragaram e nem seus pés incharam.*
22. Vós os livrastes dos reinos e dos povos, cujas terras repartistes entre eles. Tomaram posse da terra de Seon, da terra do rei de Hesebon e da terra de Og, rei de Basã.
23. Multiplicastes seus filhos como as estrelas do céu e os fizestes entrar na posse da terra. Havíeis prometido aos seus pais que entrariam e possuiriam essa terra,
24. mas foram seus filhos que a ocuparam. Diante deles humilhastes o orgulho dos habitantes da terra, os cananeus; entregastes em suas mãos tanto os reis como as populações, que ficaram à sua mercê.
25. Eles se apropriaram de cidades fortificadas e de terras férteis. Tomaram posse de casas repletas de bens de toda a sorte, de cisternas já feitas, de vinhas, olivais e muitas árvores frutíferas. Puderam comer até se saciar e engordaram, vivendo nas delícias que lhes outorgava a vossa grande bondade.
26. Entretanto, foram rebeldes e se revoltaram contra vós. Desprezaram vossa Lei; mataram vossos profetas que os conjuravam a retornar a vós. Como cometessem grandes ultrajes para convosco,
27. vós os abandonastes às mãos de seus inimigos, que os oprimiram. Mas quando, no tempo de sua miséria, clamaram a vós, vós os ouvistes do alto do céu, e, em vossa grande misericórdia, enviastes-lhes salvadores que os livraram das mãos de seus inimigos.
28. Mas, assim que voltou a segurança, recomeçaram a fazer o mal diante de vós e os abandonastes às mãos de seus inimigos, que os tiranizaram. Mas clamaram de novo a vós e vós, do alto do céu, os atendestes; assim é que a vossa grande misericórdia operou inúmeras vezes a sua libertação.
29. Vós os conjurastes a voltar à vossa Lei, mas eles, em sua arrogância, desobedeciam aos teus mandamentos, transgrediam vossas ordens, que dão a vida ao homem que as observa. Nada mais mostraram que ombros rebeldes, cerviz altiva e ouvidos surdos.
30. Vossa paciência para com eles durou muitos anos; vós lhes fazíeis admoestações pela inspiração de vosso espírito, que animava os vossos profetas. Então, finalmente, como não vos escutassem, vós os entregastes às mãos dos povos de outras terras.
31. Mas, mesmo assim, vossa grande misericórdia vos impediu de aniquilá-los e não os abandonastes porque sois um Deus clemente e compassivo.
32. E agora, Senhor, o Deus grande, poderoso e temível, vós que mantendes fielmente vossa aliança misericordiosa, não sejais indiferente a todos os sofrimentos que nos atingem, a nós, nossos reis, nossos chefes, nossos sacerdotes e a todo o vosso povo, desde o tempo dos reis da Assíria até o presente.
33. Em tudo aquilo que nos aconteceu, nada mais houve que justiça de vossa parte, porque procedestes com lealdade, enquanto que nós retribuíamos com o mal.
34. Nossos reis, nossos chefes, nossos sacerdotes e nossos pais negligenciaram a prática da vossa Lei, não mais obedeceram aos vossos mandamentos, nem às advertências que lhes fizestes.
35. Malgrado seu reino, apesar dos bens que lhes havíeis dado em abundância e a despeito desta terra vasta e fértil que lhes entregastes, eles não vos serviram, não renunciaram às suas más obras.
36. E eis que hoje somos escravos! Escravos na própria terra que destes aos nossos pais, para usufruir de seus frutos e dos seus produtos.
37. Essa terra multiplica suas messes para reis estrangeiros, que no momento nos tiranizam por causa de nossos pecados e dispõem a seu arbítrio de nossas pessoas e de nossos animais. Sim, estamos numa grande aflição”.
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
1. Naquela noite, o rei não conseguiu dormir. Mandou que lhe trouxessem o livro dos Anais, as Crônicas, que lhe foram lidas.
2. Achava-se aí consignada a narração da denúncia que tinha feito Mardoqueu (da conjuração) de Gabata e Tares, os dois eunucos do rei que tinham querido levantar sua mão contra o rei.
3. “Que honras – disse então o rei – e que distinções recebeu Mardoqueu por isso?” “Nenhuma” – responderam os servos do rei.
4. E o rei perguntou: “Quem está no pátio?”. Ora, nesse mesmo instante, entrava Amã no pátio exterior do palácio para pedir ao rei que mandasse suspender Mardoqueu na forca que tinha feito levantar.
5. Os servos do rei responderam: “É Amã que está no pátio”. “Que entre!” – retornou o rei.
6. Entrou, pois, Amã e o rei lhe disse: “Que se deveria fazer para um homem que o rei quer honrar?”. “A quem, senão a mim, quererá o rei honrar?” – pensou Amã.
7. Por isso, respondeu ao rei: “Para um homem a quem o rei deseja honrar
8. convém que lhe tragam as vestes com que se adorna o rei, o cavalo que o rei monta e sobre sua cabeça se coloque a coroa real.
9. As vestes e o cavalo se darão a um dos senhores da corte e este revestirá o homem a quem o rei quer honrar e o passeará a cavalo pela praça da cidade, dizendo em altas vozes diante dele: É assim que é tratado o homem a quem o rei quer honrar”.*
10. O rei replicou: “Toma, pois, depressa as vestes e o cavalo, como disseste e faze tudo isso para Mardoqueu, o judeu que está assentado em minha antecâmara. E que nada se omita de tudo o que disseste”.
11. Amã tomou as vestes e o cavalo, revestiu Mardoqueu e o conduziu a cavalo pela praça da cidade, clamando diante dele: “É assim que é tratado o homem a quem o rei quer honrar”.
12. Depois Mardoqueu voltou à porta do palácio enquanto Amã se retirava precipitadamente para casa, consternado e de cabeça coberta,*
13. para contar a Zares, sua mulher, e a todos os seus amigos o que lhe tinha acontecido. Seus conselheiros e sua mulher, Zares, lhe responderam: “Se Mardoqueu, diante do qual começou tua queda, pertence ao povo judeu, não o vencerás, mas sucumbirás diante dele”.
14. Eles falavam ainda, quando sobrevieram os eunucos do rei para levá-lo imediatamente ao banquete que Ester tinha preparado.
1. O rei e Amã foram, pois, ao banquete de Ester.
2. No segundo dia, bebendo vinho, disse ainda o rei a Ester: “Qual é teu pedido, rainha Ester? Será atendido. Que é que desejas? Ainda que me peças metade do reino, te será concedido!”.
3. A rainha respondeu: “Se achei graça a teus olhos, ó rei, e se ao rei lhe parecer bem, concede-me a vida – eis o meu pedido; salva meu povo – eis o meu desejo.
4. Fomos votados eu e meu povo, ao extermínio, à morte, ao aniquilamento. Se tivéssemos sido vendidos como escravos eu me calaria, mas eis que agora o opressor não poderia compensar o prejuízo que causa ao mesmo rei”.*
5. “Quem é – replicou o rei –, e onde está quem maquina tal projeto em seu coração?”
6. “O opressor, o inimigo – disse a rainha – é Amã – eis aí o infame!”
7. Amã ficou aterrorizado diante do rei e da rainha. O rei, aceso em cólera, levantou-se e deixou o banquete, dirigindo-se ao jardim do palácio, ao passo que Amã permanecia ali, para implorar a Ester o perdão de sua vida, porque via bem que no espírito do rei estava decretada sua perda.
8. Quando o rei voltou do jardim do palácio para a sala do banquete, viu Amã que se tinha deixado cair sobre o divã em que repousava Ester: “Como!” – exclamou. “Ei-lo que quer fazer violência à rainha em minha casa em meu palácio!” Mal tinha saído essa palavra da boca do rei, quando cobriram a face de Amã.*
9. Harbona, um dos eunucos, disse ao rei: “A forca preparada por Amã para Mardoqueu, cuja denúncia em favor do rei tinha sido tão salutar, acha-se levantada na casa de Amã, altura de cinquenta côvados”. “Que o suspendam nela!” – exclamou o rei.
10. E suspenderam Amã na forca que tinha preparado para Mardoqueu. Isso acalmou a cólera do rei.
1. Mardoqueu mandou pedir a Ester que fosse ter com o rei para lhe pedir graça e suplicar em favor de sua pátria.
2. Recorda-te – mandou-lhe dizer – do tempo de tua humilhação, como eras alimentada por minhas mãos. Amã, o primeiro dignitário após o rei, falou contra nós para nossa ruína.
3. Roga, pois, ao Senhor e fala ao rei por nós; livra-nos da morte!”
4. No terceiro dia, terminando sua prece, Ester despiu suas vestes de dor e revestiu suas vestiduras de cerimônia.*
5. Assim adornada, depois de ter invocado a Deus, árbitro e salvador universal, tomou consigo duas servas.
6. Apoiava-se sobre uma, como uma pessoa delicada,
7. ao passo que a outra a seguia, levando a cauda de seu vestido.
8. Estava rosada como uma flor de beleza, de rosto alegre e atraente, mas com o coração angustiado pelo temor.
9. Passou, pois, todas as portas e se apresentou diante do rei. Assuero estava assentado em seu trono, revestido de todos os ornamentos de sua majestade, coberto de ouro e de pedrarias e seu aspecto era imponente.
10. Logo que o rei levantou a cabeça radiante de esplendor e dirigiu seu olhar cheio de cólera, a rainha, mudando de cor, desfaleceu e se deixou cair sobre os ombros da criada que a acompanhava.*
11. Deus mudou então em doçura a cólera do rei. Todo perturbado, levantou-se precipitadamente de seu trono e a tomou nos braços até que ela voltou a si, procurando acalmar seu temor com doces palavras:
12. “Que tens, Ester?” – perguntou ele –. “Sou teu irmão. Não temas!
13. Não morrerás, porque nossa ordem não concerne senão ao comum do povo.
14. Vem!”
15. Levantou o cetro de ouro e o aproximou de seu pescoço e a beijou, dizendo: “Fala comigo!”.
16. “Meu Senhor, eu te vi como um anjo de Deus e o temor de tua majestade pôs no avesso meu coração.*
17. Porque és maravilhoso, Senhor, e teu rosto está cheio de graça.”
18. Dizendo essas palavras, desfaleceu de novo sem sentidos,
19. o que encheu o rei de consternação enquanto todos os seus servos procuravam reanimá-la.
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
9. Melhor é habitar num canto do terraço do que conviver com uma mulher impertinente.
10. A alma do ímpio deseja o mal; nem mesmo seu amigo encontrará graça a seus olhos.
11. Quando se pune o zombador, o simples torna-se sábio; quando se adverte o sábio, ele adquire a ciência.
12. O justo observa a casa do ímpio e precipita os maus na desventura.*
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
"Combata vigorosamente, se está interessado em obter o prêmio destinado às almas fortes." São Padre Pio de Pietrelcina