Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 254, Jeremias 47-48 anuncia juízo sobre as nações vizinhas, demonstrando a soberania de Deus. Lamentações 2 reflete a devastação de Jerusalém e a necessidade de confiar na misericórdia divina. Provérbios 18:1-4 nos ensina sobre a importância de palavras ponderadas e do autocontrole, essenciais para manter a sabedoria em meio ao caos.

Capítulo 47

1. Eis a palavra do Senhor, dirigida ao profeta Jeremias acerca dos filisteus, antes que o faraó se apoderasse de Gaza.

2. Assim fala o Senhor: “Vede as águas que se levantam do Norte, semelhantes a uma torrente que transborda, submergindo a terra e o quanto ela contém, a cidade e seus habitantes. Lançam gritos os homens e clama a população inteira,

3. ao estrépito das patas dos corcéis, do estrondo dos carros e do ranger das rodas. Os próprios pais nem olham mais para os filhos e, alquebrados, deixam pender os braços.

4. É que surgiu o dia da destruição dos filisteus, e de Tiro e Sidônia será tirado o que lhes resta de aliados, porque o Senhor vai arruinar os filisteus, e os restos da ilha de Caftor.*

5. Gaza raspou a cabeça, Ascalon está aniquilada como o vale que a cerca. Até quando farás em ti incisões?

6. Quando repousarás, espada do Senhor? Entra na tua bainha, acalma-te, não te agites mais!

7. Como descansará, porém, se o Senhor lhe deu ordens? É contra Ascalon e as costas do mar que a dirigiu”.

Capítulo 48

1. Contra Moab. – Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: “Ai de Nebo, porque chegou a sua ruína! Cariatarim, tomada de assalto, cobriu-se de vergonha; a praça forte ficou em tumulto e desvairada.*

2. Findou-se a glória de Moab! Em Hesebon conspira-se contra ela: ‘Vamos riscar esse povo do número das nações!’. E tu também, Madmena, serás reduzida ao silêncio, porque a espada te persegue.

3. Gritos elevam-se de Horonaim: Devastação! Catástrofe!

4. Moab foi abatido; gritam seus filhinhos.

5. Pela encosta de Luit chora-se; sobe-se em prantos, e pela descida de Horonaim ouvem-se clamores de angústia.

6. Fugi! Salvai-vos! Sede qual zimbro no deserto!”.

7. Porque puseste a confiança nos teus ídolos e nos teus tesouros, tu também serás tomada. E será levado para o exílio Camos com seus sacerdotes e chefes!*

8. Em todas as cidades penetrará o devastador; nenhuma será poupada. Será destruído o vale, e o planalto devastado, como disse o Senhor.

9. Dai asas a Moab para que tome voo, porque suas cidades se transformarão em deserto.

10. Maldito aquele que faz com negligência a obra do Senhor! Maldito o que recusa o sangue à sua espada!

11. Desde a juventude, Moab vivia em paz, repousando sobre a borra, sem ser transvasada, nem exilada. Assim o sabor lhe ficou, e intato o aroma.

12. Dias, porém, virão – oráculo do Senhor –, em que lhe enviarei transvasadores que o trasfegarão, esvaziando os tonéis e quebrando os odres.

13. E Moab se envergonhará de Camos, como Israel envergonhou-se de Betel que constituía sua esperança.*

14. Como podeis dizer: “Somos bravos, valentes guerreiros?”.

15. Moab está devastado; escalaram suas cidades. A flor de sua mocidade desce para a matança – oráculo do rei, cujo nome é Senhor dos exércitos.

16. A ruína de Moab é iminente, deles se aproxima a largos passos a desgraça.

17. Chorai-a vós, seus vizinhos, e dizei vós, que lhe conheceis o nome: “Como se partiu esse cetro poderoso, esse cetro cheio de glórias?”.*

18. Desce de tua glória, assenta-te no solo ressecado, filha de Dibon, que moras neste lugar, porque o devastador de Moab sobe contra ti, para destruir tuas muralhas.

19. Detém-te no caminho e espreita, habitante de Aroer; interroga o que foge e o que escapa, perguntando-lhes: “O que aconteceu?”.

20. Moab em ruínas cobre-se de vergonha: gritai, gemei! Anunciai ao norte de Arnon que Moab foi destruído.

21. Foi o julgamento executado sobre a terra da planície, sobre Helon, Jasa, Mefaat,

22. Dibon, Nebo e Bet-Deblataim;

23. sobre Cariatarim, Bet-Gamul, Bet-Maon,

24. Cariot e Bosra, e sobre todas as cidades, próximas ou distantes da terra de Moab.

25. Foi abatido o poderio de Moab, seu braço foi partido – oráculo do Senhor.

26. Embriagai Moab, porque desafiou o Senhor. Ele se debaterá no próprio vômito. E, por sua vez, se tornará objeto de zombaria.

27. Não era Israel alvo de teu escárnio? Foi ele surpreendido entre ladrões, para que, ao falar dele, sempre abanasses a cabeça?

28. Abandonai as cidades para habitar os rochedos, habitantes de Moab, assim como faz a pomba que coloca o ninho na borda dos precipícios.

29. Conhecemos o orgulho do soberbo Moab, sua altivez, sua jactância, seu orgulho e arrogância de coração.*

30. Conheço-lhe a presunção – oráculo do Senhor –, a jactância e a vaidade.

31. Eis por que gemerei sobre Moab inteiro, e sobre ele lançarei gritos; choro o povo de Quir-Hares.

32. Mais que sobre Jázer, choro sobre ti, vinha de Sabama; tuas vides se alongavam até o mar, atingindo o mar de Jázer; sobre tuas searas de vindimas lançou-se o devastador.

33. Afastaram-se a alegria e o regozijo dos vergéis da terra de Moab; fiz com que secasse o vinho nos lagares; já não se amassam as uvas entre gritos de alegria, nem a canção é a mesma canção.

34. O clamor de Hesebom sobe até Elale, e a voz se estende até Jasa, e de Segor até Horonaim e Eglat-Selisia, porque as próprias águas de Nemrim secaram.

35. Farei desaparecer de Moab – oráculo do Senhor –, aqueles que sobem aos lugares altos para incensar seus deuses.

36. Por isso, meu coração por Moab geme, como geme a flauta; meu coração pelo povo de Quir-Hares geme, como geme a flauta. Eis a razão pela qual todo o proveito obtido se perdeu.

37. Todas as cabeças foram rapadas, e cortadas as barbas. Foram golpeadas as mãos, e os rins cobertos de sacos.

38. Sobre os tetos de Moab e em suas praças, só lamentos se ouvirão, porque despedacei Moab, qual vaso inútil – oráculo do Senhor.

39. Tudo é ruína! Gemei! Quão vergonhoso é para Moab baixar assim a cerviz! Tornou-se Moab objeto de escarmento, e de pavor para todos os vizinhos!

40. Porquanto, assim diz o Senhor: o inimigo, como águia, toma voo, estendendo as asas sobre Moab;

41. são tomadas suas cidades e arrebatadas as fortificações, e o coração dos guerreiros de Moab será naquele dia semelhante ao coração da mulher em parto.

42. Moab foi riscado do número dos povos, porque desafiou o Senhor.

43. O terror, o fosso e o laço acercam-se de ti, ó moabita – oráculo do Senhor.

44. Quem fugir do terror cairá no fosso, e o que escapar do fosso será apanhado no laço! Porque trarei sobre ele, sobre Moab, o ano do seu castigo – oráculo do Senhor.

45. À sombra de Hesebon detiveram-se, extenuados, os fugitivos; de Hesebon, porém, jorrou um fogo, uma chama do meio do Seon, que devora os flancos de Moab e as cabeças dos filhos do tumulto.*

46. Desgraçado de ti, Moab! Chegou teu fim, povo de Camos! São arrastados teus filhos ao cativeiro, e tuas filhas, aprisionadas.

47. Com o andar do tempo, porém – oráculo do Senhor –, mudarei a sorte de Moab. Fim do julgamento acerca de Moab.

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1. Álef: Como cobriu irritado o Senhor com uma nuvem a filha de Sião? Precipitou do céu à terra a glória de Israel, e na sua cólera desinteressou-se do escabelo dos seus pés.*

2. Bet: O Senhor destruiu sem piedade todas as moradias de Jacó. E em seu furor arruinou as fortificações da filha de Judá. Lançou por terra e conspurcou o reino e seus príncipes.

3. Guímel: Na violência do seu furor, quebrou todo o poder de Israel. Ao aproximar-se o inimigo, retirou o apoio de sua mão, e provocou um incêndio em Jacó que devora tudo que o cerca.

4. Dálet: Retesou o arco, qual inimigo; firmou o braço, qual adversário; e tudo quanto encantava os olhos ele degolou. Na tenda da filha de Sião lançou o fogo do seu furor.

5. Hê: Semelhante a um inimigo o Senhor destruiu Israel. Demoliu seus edifícios, abateu suas fortalezas; sobre a filha de Sião acumulou dores sobre dores.

6. Vaw: Arrombou-lhe a tenda, como um jardim, e devastou seu santuário. O Senhor aboliu em Sião festas e sábados. E no ardor de sua cólera repeliu rei e sacerdote.

7. Záin: Desgostou-se do altar e rejeitou seu santuário. Entregou nas mãos dos inimigos as muralhas de seus fortes; elevaram-se gritos no templo, como nos dias de festas.*

8. Het: Resolveu o Senhor demolir os muros da filha de Sião. Estendeu o cordel, sem deter-se antes que tudo destruísse, e derrubou o muro e o antemuro que, juntos, desabaram.*

9. Tet: Jazem sob escombros as suas portas que ele quebrou, partindo as traves. Acham-se no estrangeiro seu rei e príncipes. Não há mais oráculos. Mesmo os profetas não mais recebem as visões do Senhor.*

10. Yod Sentados no chão, taciturnos, jazem os anciãos da filha de Sião. Jogaram poeira sobre os cabelos; vestiram-se com sacos; e as virgens de Jerusalém pendem a fronte para a terra.

11. Kaf: Ardiam-me os olhos, de tantas lágrimas; fremiam minhas entranhas. Minha bílis se espalhou por terra, ante a ruína da filha de meu povo, quando nas ruas da cidade desfaleciam os meninos e as crianças de peito.

12. Lámed: “Onde há pão e onde há vinho?!” – diziam eles às mães, desfalecendo, quais feridos, nas ruas da cidade, e entregando a alma no regaço materno.

13. Mem: Que dizer? A quem te comparar, filha de Jerusalém? Quem irá salvar-te e consolar-te, ó virgem, filha de Sião? É imensa como o mar tua ruína: quem poderá curar-te?*

14. Nun: Os teus profetas tinham visões apenas extravagantes e balofas. Não manifestaram tua malícia, o que teria poupado teu exílio. Os oráculos que te davam eram apenas mentiras e enganos.

15. Sámec: Todos os transeuntes, ao te verem, batem palmas, e assobiando meneiam a cabeça sobre a filha de Jerusalém. “Eis a cidade da qual diziam ser a beleza perfeita, a alegria do universo.”

16. Pê: Abrem a boca contra ti todos os teus inimigos. Escarnecem e rangem os dentes. “Nós destruímos” – dizem eles – “eis o dia esperado, estamos nele, estamos vendo!”

17. Áin: Realizou o Senhor o seu desígnio, executando as ameaças que outrora proferira. E destruiu sem piedade. À tua custa contentou o inimigo, exaltando o poder de teus adversários.

18. Tsade: Seu coração clama ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, transborda dia e noite a torrente de tuas lágrimas! Não te dês descanso, e teus olhos não cessem de chorar!

19. Qof: Levanta-te à noite; grita ao início de cada vigília; que se derrame teu coração ante a face do Senhor. Ergue para ele as mãos, pela vida de teus filhos que caem de inanição, em todos os cantos das ruas.

20. Resh: “Olhai, Senhor, e considerai! A quem jamais tratastes assim? Como! Mães a devorar os seus frutos, suas criancinhas de colo! Foram massacrados sacerdotes e profetas no santuário do Senhor!*

21. Shin: Jazem pelo chão nas ruas o menino e o velho. Virgens e jovens pereceram pelo gládio. Matastes, no dia de vossa cólera, imolastes sem piedade.

22. Taw: Convocastes como para uma festa a multidão de terrores. No dia do furor divino ninguém fugiu, nenhum escapou. E aqueles que criei e eduquei meu inimigo os exterminou!’’

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1. Quem se isola procura sua própria vontade e se irrita contra tudo o que é razoável.

2. O insensato não tem propensão para a inteligência, mas para a expansão dos próprios sentimentos.

3. O desprezo ombreia com a iniquidade; o opróbrio com a vergonha.

4. As palavras da boca de um homem são águas profundas; a fonte da sabedoria é uma torrente transbordante.

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"Que Maria seja toda a razão da sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação." São Padre Pio de Pietrelcina