Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 253, Jeremias 45-46 apresenta profecias sobre o julgamento e o destino das nações. Lamentações 1 expressa tristeza e dor diante da destruição, convidando à reflexão sobre fidelidade e arrependimento. Provérbios 17:21-24 oferece instruções práticas para discernir entre sabedoria e tolice, guiando-nos em tempos difíceis.

Capítulo 45

1. Eis a mensagem que o profeta Jeremias enviou a Baruc, filho de Neerias, quando este escreveu todos estes oráculos, ditados pelo profeta, no quarto ano do reinado de Joaquin, filho de Josias, rei de Judá:

2. “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel, a teu respeito, Baruc:

3. Tu exclamas: Desgraçado de mim, porque o Senhor acumula sobre mim tristezas e dores! Desfaço-me em gemidos e não encontro repouso.

4. Eis o que lhe dirás: Oráculo do Senhor: Vou destruir o que havia cons­truído; arrancar o que havia plantado e isso em toda esta terra.

5. E tu reclamarias para ti grandes favores? Não os peças, porque sobre todas as criaturas vou fazer recair o flagelo – oráculo do Senhor. Mas, eu te conservarei a vida, como espólio, em todos os lugares para aonde fores”.

Capítulo 46

1. Palavra do Senhor dirigida ao profeta Jeremias, contra as nações pagãs.*

2. Sobre o Egito. – Contra o exército do faraó Necao, rei do Egito, que se encontrava nas margens do rio Eufrates, em Carquemis, e que foi batido por Nabucodonosor, rei da Babilônia, no quarto ano do reinado de Joaquin, filho de Josias, rei de Judá.

3. Preparai o escudo e o pavês! Ao combate!

4. Atrelai os cavalos! Cavaleiros, montai! Ponde os capacetes! Em forma! Empunhai as lanças! Revesti vossas couraças!

5. Mas, que vejo? Estão aterrados, e em plena derrota. São batidos seus guerreiros, e fogem, desvairados, sem olhar para trás. De todos os lados o terror – oráculo do Senhor.

6. O mais ágil não se pode salvar, e não escapará o mais forte. Ao norte, às margens do Eufrates, cambaleantes, enlouquecem!

7. Quem surge ao longe, semelhante ao Nilo, qual rio de águas encapeladas?

8. É o Egito que sobe, semelhante ao Nilo, qual rio de águas encapeladas. E ele clama: “Dilato-me e inundarei a terra, tragando cidades e habitantes”.

9. Avante, cavalos! Carros, precipitai-vos! Em marcha, guerreiros! Homens da Etiópia e da Lídia que empunhais o escudo, e vós, lídios, que retesais o arco!

10. Chegou o dia do Senhor Javé dos exércitos, dia da vingança em que arruinará seus inimigos. Devorará a espada até fartar-se, abeberando-se de sangue. É a imolação ao Senhor Javé dos exércitos, ao norte, às margens do Eufrates.

11. Sobe a Galaad, em busca de bálsamo, virgem, filha do Egito. É em vão que aplicas remédios, pois que para teu mal não há cura.

12. Conhecem as nações tua vergonha, e se espalham pela terra teus clamores. Chocam-se guerreiro contra guerreiro, e ambos se arruínam.

13. Eis a palavra do Senhor que foi dirigida ao profeta Jeremias, referente à vinda de Nabucodonosor, rei da Babilônia, ao Egito para atacá-lo:

14. Anunciai no Egito, clamai em Magdol, em Mênfis e em Táfnis: Erguei-vos! Estai prontos! Pois que a espada faz devastações em torno de vós.

15. Por que foram derribados os teus valentes? Não puderam eles resistir, pois era o Senhor quem os precipitava.

16. Multiplicou os que oscilavam, fazendo-os cair uns sobre os outros, a exclamar: “Vamos reunir nosso povo, nossa terra natal, a fim de fugir da espada devastadora”.

17. E bradam: “O faraó, rei do Egito, está perdido! Deixou passar o tempo favorável!”.

18. Pela minha vida – oráculo do rei cujo nome é Senhor dos exércitos: como o Tabor se realça entre as montanhas, qual o Carmelo dominando o mar, aproxima-se (o inimigo).

19. Prepara tua bagagem para o exílio, filha do Egito, que moras nesses lugares, porque Mênfis vai tornar-se deserto, lugar devastado e ermo.

20. A uma novilha formosa assemelha-se o Egito. Mas eis que do norte a mosca sugadora precipita-se sobre ela.

21. Os mercenários que aí viviam como bezerros cevados fogem também em massa, impotentes, porque o dia da desgraça veio sobre eles. É a hora do castigo.

22. Sua voz assemelha-se à da serpente que sibila, quando chegam em tropel abatendo-se sobre ela com machados, quais lenhadores.

23. E abaterão suas florestas – oráculo do Senhor – de árvores sem conta. São, porém, mais numerosos que gafanhotos, e ninguém pode contá-los.

24. Confundida encontra-se a filha do Egito, entregue assim nas mãos de um povo do Norte.

25. Disse o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: “Vou lançar-me contra Amon de Tebas, e contra o faraó, o Egito, seus deuses e reis; contra o faraó e os que nele confiam.*

26. Eu os entregarei nas mãos daqueles que lhes querem roubar a vida: Nabucodonosor, rei da Babilônia, e sua gente. E depois disso, como outrora, será ainda habitado o Egito – oráculo do Senhor.

27. Tu, porém, Jacó, servo meu, não temas Israel, não te enchas de pavor! Vou trazer-te da terra longínqua, e livrarei tua raça da terra do exílio. Jacó tornará a viver em segurança, sem que ninguém mais o inquiete.

28. E tu, Jacó, meu servo, não te aflijas, pois estou contigo – oráculo do Senhor. Aniquilarei todas as nações para onde te desterrei. A ti, porém, não te aniquilarei, mas eu te castigarei com equidade, e não te inocentarei.”

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1. Álef: Como está abandonada a cidade tão povoada! Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações. Rainha entre as províncias, ficou sujeita ao tributo.*

2. Bet: Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos.*

3. Guímel: Judá partiu para o exílio em miséria e dura servidão. Habita entre as nações sem achar repouso. Atingiram-no seus perseguidores entre as suas fronteiras.

4. Dálet: Estão de luto os caminhos de Sião, e ninguém mais vem às suas festas. Suas portas todas estão desertas, gemem seus sacerdotes, afligem-se as virgens, e ela mesma vive na amargura.

5. Hê: Apossaram-se dela seus opressores, e tranquilos vivem seus inimigos, pois o Senhor a aflige por causa do número de seus crimes. Partiram cativos os seus filhos diante do opressor.

6. Vaw: Desapareceu da filha de Sião toda a sua glória. Seus príncipes se tornaram como cervos que não encontraram pastagens e que fogem, esgotados, diante dos que os perseguem.

7. Záin: Nestes dias de males e vida errante, recorda-se Jerusalém das delícias dos tempos idos. Agora que seu povo sucumbiu sob os golpes do inimigo e ninguém vem socorrê-la! Olham-na seus inimigos, e zombam de sua devastação.

8. Het: Graves foram os pecados de Jerusalém: ela ficou uma imundície. Quem a honrava, agora a despreza porque lhe viram a nudez. E ela geme e esconde o rosto.

9. Tet: Vê-se sua mancha sobre suas vestes. Ela não previra esse fim. É imensa a sua decadência, e ninguém vem consolá-la. “Olhai, Senhor, para a minha miséria, porque o inimigo se ensoberbece.”

10. Yod: O adversário lançou a mão sobre todos os seus tesouros. E ela viu os pagãos penetrarem em seu santuário, aqueles dos quais dissestes que não entrariam em vossa assembleia.

11. Kaf: Geme todo o seu povo à procura de pão. Por víveres troca suas joias, a fim de recuperar as forças. “Vede, Senhor, e considerai o aviltamento a que cheguei!”

12. Lámed: Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera.*

13. Mem: Até aos meus ossos lançou ele do alto um fogo que os devora. Sob meus passos estendeu redes e me fez cair violentamente, enchendo-me de pavor. Eu ando amargurado o dia inteiro!

14. Nun: O jugo dos meus crimes está ligado pelas suas mãos. Pesa-me ao pescoço um feixe que faz vacilar minha força. O Senhor me entregou em mãos das quais não posso libertar-me.*

15. Sámec: Rejeitou o Senhor todos os bravos que viviam em meus muros. Enviou contra mim um exército, a fim de abater minha jovem elite. O Senhor esmagou no lagar a virgem, filha de Judá.

16. Áin: Eis o motivo por que choro; fundem-se em lágrimas os meus olhos, porque ninguém a meu lado me consola, nem me alenta. Vivem consternados os meus filhos, porque triunfa o inimigo.

17. Pê: Sião estende as suas mãos sem que ninguém a console. Mandou o Senhor contra Jacó inimigos sem conta. Jerusalém se tornou entre eles objeto de aversão.

18. Tsade: O Senhor é justo, porque fui rebelde à sua voz. Escutai todos vós, ó povos, e vede a minha dor. Minhas virgens e meus jovens foram conduzidos para o exílio.*

19. Qof: Implorei a meus amigos e eles me iludiram. Meus sacerdotes e os anciãos pereceram na cidade enquanto buscavam alimento para revigorar as forças.

20. Resh: Vede, Senhor, a minha angústia! Tremem minhas entranhas, e meu coração está perturbado por causa de minhas revoltas. De fora mata a espada, de dentro alastra a morte.

21. Shin: Meus suspiros são ouvidos sem que ninguém me console. Meus inimigos, vendo minha ruína, sentem-se felizes com a vossa intervenção. Fazei vir o dia por vós predito! Que a mesma sorte lhes advenha!

22. Taw: Que todos os seus crimes vos estejam presentes! Tratai-os como a mim me tratastes por todos os meus crimes! Porque não cessam meus gemidos, e está doente meu coração.

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21. Quem gera um tolo terá desventura; nem alegria terá o pai de um imbecil.

22. Coração alegre, bom remédio; um espírito abatido seca os ossos.

23. O ímpio aceita um presente ocultamente para desviar a língua da justiça.

24. Ante o homem prudente está a sabedoria; os olhos do insensato vagueiam até o fim do mundo.*

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"Deus quer que as suas misérias sejam o trono da Sua misericórdia." São Padre Pio de Pietrelcina