Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 243, Jeremias 28-29 apresenta o confronto entre falsos profetas e a verdadeira palavra de Deus, destacando a esperança no exílio. Daniel 10-11 traz visões detalhadas sobre conflitos futuros e a soberania divina sobre os reinos. Provérbios 16:13-16 nos exorta a viver com justiça e discernimento, lembrando que a sabedoria protege e guia os que a buscam.

Capítulo 28

1. Nesse mesmo ano, no começo do reinado de Sedecias, rei de Judá, ou seja, no quinto mês do quarto ano, Hananias, filho de Azur, profeta de Gabaon, veio ao templo e, perante os sacerdotes e a multidão, proferiu as seguintes palavras:

2. “Assim fala o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Vou romper o jugo do rei da Babilônia.

3. Ainda exatamente mais dois anos, e farei voltar a este lugar todos os objetos do templo que Nabucodonosor, rei da Babilônia, dele retirou, levando-os para a Babilônia.

4. Para aqui trarei Jeconias, filho de Joaquin, rei de Judá, e todos os deportados de Judá que foram para a Babilônia – oráculo do Senhor –, porquanto vou romper o jugo do rei da Babilônia”.

5. O profeta Jeremias, porém, na pre­sença dos sacerdotes e do povo que se aglomerava no templo, respondeu ao profeta Hananias:

6. “Assim seja” – disse ele – “e que Deus o permita! Realize o Senhor tua profecia e traga de volta o mobiliário do templo e os deportados da Babilônia.

7. Escuta, contudo, o que vou dizer-te, assim como a todo o povo:

8. Os profetas que nos precederam a mim e a ti anunciaram, contra numerosos países e reinos poderosos, guerra, fome e peste.

9. Quanto ao profeta que predisse a felicidade, somente quando seu oráculo se realizar, se poderá saber se ele é realmente um enviado do Senhor”.*

10. Arrancou, então, o profeta Hananias o jugo do pescoço do profeta Jeremias e, partindo-o,

11. exclamou perante a multidão: “Oráculo do Senhor! Assim é que, dois anos decorridos, quebrarei do pescoço de todas as nações o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia!”. Retirou-se, então, o profeta Jeremias.

12. Mas depois que o profeta Hananias assim arrancou e destruiu o jugo do pescoço de Jeremias, a palavra do Senhor foi dirigida a este nestes termos:

13. “Vai dizer a Hananias: eis o que disse o Senhor: Quebraste um jugo de madeira, mas o subs­tituíste por outro de ferro.

14. Porquanto, eis o que disse o Senhor dos exércitos: é de ferro o jugo que imponho ao pescoço de todas estas nações, a fim de que se submetam a Nabucodonosor, rei da Babilônia. Elas lhe ficarão submissas, e a ele dou também todo o poder sobre os animais selvagens”.

15. E Jeremias acrescentou, ao dirigir-se ao profeta Hananias: “Ouve bem, Hananias! Não te outorgou missão o Senhor. És tu que arrastas o povo a crer na mentira.

16. Por isso, eis o que disse o Senhor: Vou afastar-te da face da terra. Ainda neste ano morrerás, pois que insuflaste a revolta contra o Senhor!”.

17. Nesse mesmo ano, no sétimo mês, pereceu o profeta Hananias.

Capítulo 29

1. Eis o teor da carta que o profeta Jeremias endereçou de Jerusalém aos demais anciãos cativos, aos sacerdotes e profetas, e a todo o povo deportado por Nabucodonosor para a Babilônia,

2. depois que deixaram Jerusalém, o rei Jeconias, a rainha-mãe, os eunucos, os chefes de Judá e Jerusalém e os carpinteiros e serralheiros.

3. Foi esta carta levada por Elasa, filho de Safã, e Gemarias, filho de Helcias, os quais Sedecias, rei de Judá, enviara para a Babilônia, junto ao rei Nabucodonosor, e assim dizia:

4. “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel, a todos os cativos que deportei de Jerusalém para a Babilônia:

5. Construí casas e nelas morai, plantai pomares e comei seus frutos.

6. Procurai mulher e gerai filhos e filhas, procurai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos para que deem ao mundo rapazes e moças. Multiplicai-vos em lugar de diminuir.

7. Tomai a peito o bem da cidade para onde vos exilei e rogai por ela ao Senhor, porque só tereis que lucrar com a sua prosperidade.

8. Pois assim disse o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Não vos deixeis engodar pelos profetas que se acham entre vós, nem pelos adivinhos. Não escuteis os sonhos que anunciam.

9. Porquanto esses homens mentem, pretendendo pronunciar oráculos em meu nome. Não lhes outorguei tal encargo – oráculo do Senhor.*

10. Eis o que diz o Senhor: Quando setenta anos tiverem decorrido para a Babilônia, eu vos visitarei a fim de realizar a promessa que vos fiz de aqui vos reconduzir.

11. Bem conheço os desígnios que mantenho para convosco – oráculo do Senhor –, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança.

12. Vós me invocareis e vireis suplicar-me, e eu vos atenderei.

13. Vós me procurareis e me haveis de encontrar, porque de todo o coração me fostes buscar.

14. Permitirei que me encontreis – oráculo do Senhor; e vos trarei do cativeiro e vos irei buscar em todas as nações e em todos os lugares por onde vos dispersei – oráculo do Senhor – para reintegrar-vos no lugar de onde vos exilei.

15. Objetareis, porém, que o Senhor vos suscitou profetas na Babilônia.

16. Eis o que diz o Senhor a propósito do rei que ocupa o trono de Davi, do povo que permaneceu na cidade, e de todos os vossos irmãos que não partiram convosco para o exílio:

17. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: Vou enviar contra eles a espada, a fome e a peste, e os tratarei como figos deteriorados, tão maus que não se podem mais comer.

18. Eu os perseguirei com a espada, a fome e a peste, e deles farei objeto de horror ante todos os reinos da terra, exemplo a ser citado entre as maldições, assunto de espanto que fará pasmar, e vergonha aos olhos das nações para onde eu os dispersar;

19. porque não escutaram minhas palavras – oráculo do Senhor – quando, sem cessar, lhes enviava os profetas, meus servos, aos quais também não ouviram – oráculo do Senhor.

20. Mas vós todos, exilados que deportei de Jerusalém para a Babilônia, escutai a palavra do Senhor:

21. Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel, a respeito de Acab, filho de Colias, e de Sedecias, filho de Maasias, que vos transmitem em meu nome falsos oráculos: Vou entregá-los nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que os mandará matar ante vossos olhos.

22. Servirão eles de maldição entre os judeus cativos que se acham na Babilônia. E se dirá: ‘Que Deus faça contigo como a Sedecias e Acab, os quais o rei da Babilônia mandou frigir no fogo!’.

23. E isso porque cometeram uma infâmia em Israel; por consumarem o adultério com as mulheres de seus vizinhos, e ainda por haverem proferido falsos oráculos em meu nome e contra minha vontade. Tudo isso eu sei por havê-lo testemunhado – oráculo do Senhor.

24. E a Semeías de Naalam dirás:*

25. Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Já que enviaste uma carta em teu nome a todo o povo de Jerusalém, ao sacerdote Sofonias, filho de Maasias, e a todos os sacerdotes, na qual lhes dizes:*

26. Fez-te o Senhor sacerdote em lugar do sacerdote Joiada, a fim de que vigies no templo todo fanático que se intitular profeta e o metas no cepo ou no cárcere;

27. por que, então, não fizeste voltar à razão Jeremias de Anatot que profetiza entre vós?

28. Eis que nos escreve para a Babilônia, a fim de nos dizer: isso durará longo tempo. Construí casas e habitai-as; plantai pomares e deles comei os frutos”.

29. Leu esta carta o sacerdote Sofonias ao profeta Jeremias,

30. ao qual falou o Senhor, nestes termos:

31. “Eis o que mandarás dizer a todos os deportados: oráculo do Senhor a respeito de Semeías de Naalam: porque Semeías vos proferiu oráculos, sem que eu lhos houvesse delegado, e vos levou a crer em mentiras,

32. eis o que diz o Senhor: Vou usar de severidade com Semeías de Naalam e sua descendência. Nenhum dos seus subsistirá entre vós para desfrutar a felicidade que concederei a meu povo – oráculo do Senhor –, pois que pregou a revolta contra o Senhor”.

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Capítulo 10

1. No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, um oráculo foi revelado a Daniel, cognominado Baltazar. Esse oráculo era verídico e anunciava grandes lutas. Daniel compreendeu o oráculo e teve conhecimento do sentido da visão.

2. Naquele tempo, eu, Daniel, fiz peni­tência durante três semanas.

3. Não provei alimento delicado algum: não passou em minha boca nem carne nem vinho; não me ungi de óleo absolutamente durante o transcurso dessas três semanas.

4. No vigésimo quarto dia do primeiro mês, encontrava-me à beira do grande rio, o Tigre.

5. Levantando os olhos, vi um homem vestido de linho. Cingia-lhe os rins um cinto de ouro de Ufaz.

6. Seu corpo era como o crisólito; seu rosto brilhava como o relâmpago, seus olhos, como tochas ardentes, seus braços e pés tinham o aspecto do bronze polido e sua voz ressoava como o rumor de uma multidão.*

7. Eu, Daniel, era o único a ver essa aparição; meus compa­nheiros não a viram, mas se apoderou deles um tão grande pavor que fugiram para esconder-se.

8. Fiquei, portanto, so­zinho a contemplar essa grandiosa aparição. As forças me abandonaram: a tez do meu rosto tornou-se lívida e eu desfaleci.

9. Ouvi, então, esse homem falar, e, ao som de suas palavras, caí desmaiado, com o rosto em terra.

10. Eis, porém, que uma mão me tocou, e fez com que me erguesse sobre os joelhos e as palmas das mãos.

11. “Daniel, homem de predileção” – disse-me ele –, “presta atenção às palavras que vou dirigir-te. Levanta-te, pois tenho uma mensagem a te confiar.” Como me falasse assim, levantei-me tremendo.

12. “Não temas, Daniel” – disse-me –, “porque desde o primeiro dia em que aplicaste teu espírito a compreender, e em que te humilhaste diante de teu Deus, tua oração foi ouvida, e é por isso que eu vim.

13. O chefe do reino persa resistiu-me durante vinte e um dias; porém, Miguel, um dos principais chefes, veio em meu socorro. Permaneci assim ao lado dos reis da Pérsia.*

14. Aqui estou para fazer-te compreender o que deve acontecer a teu povo nos últimos dias; pois essa visão diz respeito a tempos longínquos.”

15. Enquanto assim me falava, eu mantinha meus olhos fixos no chão e permanecia mudo.

16. De repente, um ser de forma humana tocou-me nos lábios. Abri a boca e falei; disse ao personagem que estava perto de mim: “Meu senhor, essa visão transtornou-me, e estou sem forças.

17. Como poderia o servo de meu senhor conversar com seu senhor, quando está sem forças e sem fôlego?”.

18. Então, o ser em forma humana tocou-me novamente e me reanimou.

19. “Não temas nada, homem de predileção! Que a paz esteja contigo! Coragem, coragem!” Enquanto ele me falava, senti-me reanimado. “Fala, meu senhor” – disse –, “pois tu me restituíste as minhas forças.”

20. “Sabes bem” – prosseguiu ele – “por que vim a ti? Vou voltar agora para lutar contra o chefe da Pérsia, e no momento em que eu partir virá o chefe de Javã.*

21. Mas (antes), te farei conhecer o que está escrito no livro da verdade.

22. Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser Miguel, vosso chefe.

Capítulo 11

1. Assim como eu, no primeiro ano do reinado de Dario, o medo, mantive-me junto a ele para auxiliá-lo e protegê-lo.”

2. “Agora vou manifestar-te a verdade. Haverá ainda três reis na Pérsia. O quarto ultrapassará todos os demais em riquezas. Quando suas riquezas o tiverem tornado poderoso, movimentará tudo contra o reino de Javã.*

3. Mas um rei forte se levantará e dominará sobre um vasto império e fará tudo quanto lhe aprouver.*

4. Quando ficar poderoso, seu reino será desmembrado e dividido aos quatro ventos do céu. Não passará à posteridade e não terá mais o mesmo poder; seu reino será desmem­brado e entregue a estranhos e não a seus descendentes.*

5. O rei do Sul se tornará poderoso, mas um dos chefes do seu exército ficará ainda mais forte e seu império será grande.*

6. Após alguns anos se aliarão: a filha do rei do Sul virá à casa do rei do Norte para fazer o acordo; mas ela não conservará o apoio de seu pai, cujo poder não se manterá, nem o do seu esposo. Ela será morta com aqueles que a tiverem trazido, aquele que a criou e aquele que a tinha feito poderosa.*

7. Um dos rebentos da mesma raiz se levantará em seu lugar; virá em direção do exército, entrará nas fortalezas do rei do Norte, irá atacá-lo e sairá vencedor.*

8. Levará para o Egito até mesmo seus deuses cativos, assim como seus ídolos e seus objetos preciosos de ouro e de prata. Depois, durante alguns anos, se absterá de atacar o rei do Norte.

9. Este virá contra o rei do Sul, mas voltará para a sua terra.

10. Mas seus filhos prepararão a guerra recrutando um exército numeroso, o qual, precipitando-se como uma torrente, invadirá e levará a batalha até a sua for­taleza.*

11. Irritado, o rei do Sul sairá pa­ra atacar o rei do Norte: como porá em campo um numeroso exército, as tropas inimigas lhe serão entregues.*

12. Após o aniquilamento desse exército, se encherá de orgulho. Mandará matar dezenas de milhares de homens, sem ficar mais forte por isso.

13. O rei do Norte organizará novamente um exército mais numeroso ainda que o primeiro, e alguns anos depois avançará em meio a enormes tropas e a um grandioso aparato.*

14. Nesse momento, muitos se levantarão contra o rei do Sul; homens violentos de teu povo se revoltarão para cumprir a visão, mas fracassarão.

15. O rei do Norte virá, então, destruirá trincheiras e tomará fortalezas. Os exércitos do rei do Sul, mesmo as suas tropas de elite, não se manterão; nada poderá resistir.*

16. O invasor agirá à sua vontade sem que ninguém possa enfrentá-lo e se deterá no país que é a joia da terra; e a destruição estará em suas mãos.

17. Empreenderá a conquista do reino do Sul; fará um pacto com seu rei e lhe dará sua filha como mulher, a fim de amenizar a ruína dessa terra; mas isso não dará resultado, e esse reino não lhe pertencerá.*

18. Depois se voltará contra as ilhas e tomará diversas. Porém, um chefe militar porá fim à sua soberba, e o fará pagar sua injúria.*

19. Então, ele se voltará contra as fortalezas de sua terra, mas tropeçará, cairá e acabará desaparecendo.

20. “No lugar deste último será colocado um príncipe, que enviará um fiscal ao país que é a joia da terra. Em poucos dias ele será aniquilado, e não será nem por efeito de cólera nem de batalha.”*

21. “Em seu lugar, um homem vil se elevará, sem nenhuma dignidade real, surgirá repentinamente e se apossará da realeza pelas suas intrigas.*

22. As tropas de invasão serão postas em fuga diante dele e aniquiladas, bem como o chefe da aliança.*

23. A despeito do pacto firmado com ele, agirá com perfídia: atacará e triun­fará com poucos homens.

24. Invadirá inesperadamente as regiões mais férteis da terra; fará o que nunca fizeram seus pais nem os antepassados deles: distribuirá com os seus os saques, despojos, riquezas; combinará ofensivas contra as fortalezas, mas apenas por um tempo.*

25. Dará novo impulso a suas forças e a seu valor, atacando o rei do Sul com um exército considerável. Por seu lado, o rei do Sul entrará na luta com um exército importante e valoroso, mas não poderá resistir, devido às intrigas urdidas contra ele.*

26. Seus comensais o aniquilarão; seu exército se dispersará e muitos homens cairão feridos mortalmente.

27. Com o coração repleto de desejos malévolos, os dois reis se enganarão mutuamente à volta da mesma mesa. Mas seus projetos fracassarão, porque o fim só virá no tempo determinado.

28. Volverá à sua terra com grandes riquezas. Seu coração meditará o mal contra a santa aliança; o cometerá, depois entrará novamente em sua terra.”*

29. “No tempo previsto atacará de novo o Sul: mas esta expedição não será seme­lhante à precedente.

30. Navios de Cetim o atacarão e ele desanimará. Dirigirá novamente sua fúria contra a santa aliança, tomará medidas contra ela, fazendo um pacto com aqueles que a abandonarem.*

31. Tropas sob sua ordem virão profanar o santuário, a fortaleza; farão cessar o holocausto perpétuo e instalarão a abominação do devastador.*

32. Submeterá, com suas lisonjas, os violadores da aliança, mas a multidão daqueles que conhecem seu Deus se manterá firme e resistirá.*

33. Os homens doutos desse povo instruirão um grande número; mas, durante algum tempo, perecerão pela espada, fogo, cativeiro e pilhagem.

34. Enquanto forem caindo dessa maneira, serão um tanto amparados; e um bom número se unirá hipocritamente a eles.*

35. Muitos desses sábios sucumbirão, a fim de que sejam provados, purificados e branqueados até o termo final; ora, esse final só chegará no tempo marcado.

36. O rei fará então tudo o que desejar. Ele se ensoberbecerá, se elevará no seu orgulho acima de qualquer divindade; proferirá até coisas inauditas contra o Deus dos deuses; prosperará até que a cólera divina tenha chegado ao seu termo, porque o que está decretado deverá ser executado.

37. Não respeitará nem os deuses de seus antepassados, nem a deusa querida das mulheres, nem divindade alguma; ele se julgará superior a todos.*

38. Mas venerará o deus das fortalezas, no próprio local, um deus desconhecido de seus antepassados, com ouro, prata, pedras preciosas e joias.*

39. Com o auxílio de um deus estranho, atacará as muralhas das fortalezas; aos que o reconhecerem, multiplicará as honras, ele lhes conferirá autoridade sobre numerosos vassalos e lhes distribuirá terras em recompensa.

40. No final, o rei do Sul e ele entrarão em luta. O rei do Norte cairá sobre ele, como um furacão, com carros, cavaleiros e uma frota considerável. Entrará na terra como uma torrente que transborda.*

41. Invadirá o país que é a joia da terra, onde muitos homens cairão. Mas os edomitas, os moabitas e a maioria dos amonitas lhe escaparão.*

42. Ele se apoderará de diferentes países; o Egito não lhe escapará.

43. Pilhará os tesouros de ouro e de prata bem como tudo o que houver de precioso no Egito. Os líbios e os etíopes se juntarão a ele.

44. Mas, alarmado pelas notícias vindas do Oriente e do Norte, se retirará como uma fúria, para destruir e exterminar uma multidão de povos.*

45. Erguerá os pavilhões de seu palácio entre o mar e a nobre montanha do santuário. Então, alcançará o termo de sua vida e ninguém lhe prestará socorro.”*

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13. Os lábios justos são agradáveis ao rei; ele ama o que fala com retidão.

14. A indignação do rei é prenúncio de morte, só o sábio sabe aplacá-la.

15. Na serenidade do semblante do rei está a vida: sua clemência é como uma chuva de primavera.*

16. Adquirir a sabedoria vale mais que o ouro; antes adquirir a inteligência que a prata.

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"Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade." São Padre Pio de Pietrelcina