Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 215, Deus nos lembra de Sua promessa de restauração e da importância da fé. Isaías 51-52 traz palavras de conforto e esperança para o povo exilado. Ezequiel 12-13 adverte sobre falsos profetas e o perigo da desobediência. Provérbios 12:21-24 destaca a força da retidão, a recompensa da diligência e a confiança em Deus, oferecendo sabedoria prática para o cotidiano.

Capítulo 51

1. Ouvi-me, vós que seguis a justiça, e que buscais o Senhor! Olhai a rocha de que fostes talhados, a pedreira de onde vos tiraram:

2. considerai Abraão, vosso pai, e Sara, que vos pôs no mundo. Ele estava só, quando o chamei, mas eu o abençoei e o multipliquei,

3. porque o Senhor vai ter piedade de Sião, e reparar todas as suas ruínas. Do deserto em que ela se tornou ele fará um Éden, e da sua estepe um jardim do Senhor. Aí se encontrarão o prazer e a alegria, os cânticos de louvor e as melodias da música.*

4. Povos, escutai bem! Nações, prestai-me atenção! Pois é de mim que emanará a doutrina e a verdadeira religião que será a luz dos povos.*

5. De repente, minha justiça chegará, minha salvação vai aparecer, meu braço fará justiça aos povos, as ilhas em mim terão esperança e contarão com meu braço.*

6. Levantai os olhos para o céu, volvei vosso olhar à terra: os céus vão desvanecer-se como fumaça, como um vestido em farrapos ficará a terra, e seus habitantes morrerão como moscas. Mas minha salvação subsistirá sempre, e minha vitória não terá fim.

7. Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo meu, em cujo coração está a minha doutrina: não temais os insultos dos homens, não vos deixeis abater pelos seus ultrajes,*

8. porque a traça os comerá como uma vestimenta, e os vermes das traças os roerão como lã. Mas minha vitória subsistirá sempre e meu triunfo persistirá de geração em geração.

9. Desperta, braço do Senhor, desperta, recobra teu vigor! Levanta-te como nos dias do passado, como nos tempos de outrora. Não foste tu que esmagaste Raab e fendeste de alto a baixo o Dragão?*

10. Não foste tu que secaste o mar e estancaste as águas do grande abismo? Tu que abriste no fundo do mar um caminho, para por aí passarem os resgatados?*

11. Por aí voltarão aqueles que o Senhor tiver libertado. Chegarão a Sião com cânticos de triunfo, uma eterna alegria lhes cingirá a cabeça; o júbilo e a alegria os invadirão, a tristeza e os lamentos fugirão.*

12. Sou eu, sou eu quem vos consola! Como podes temer um mortal, um filho do homem, que acabará como a erva?

13. Como esquecer o Senhor, teu Criador, que estendeu os céus e fundou a terra, para não cessares de tremer todo o tempo diante da cólera do opressor que procura fazer-te perecer? Mas de que vale a cólera do opressor?

14. Em breve o prisioneiro vai ser solto, não perecerá no cárcere, e o pão não lhe faltará.

15. Eu sou o Senhor, teu Deus, que revolvo o mar e faço rugir as ondas; eu me chamo o Senhor dos exércitos.

16. Na tua boca coloquei minhas palavras, com a sombra de minha mão eu te cobri, para estender os céus e fundar a terra, e dizer a Sião: “Tu és meu povo”.*

17. Desperta! Desperta! Levanta-te, Jerusalém, tu que bebeste da mão do Senhor a taça de sua cólera, que esgotaste até os resíduos o cálice que dá vertigem.

18. (De todos os filhos que ela pôs no mundo, nenhum a orientou; entre os filhos que ela criou, nenhum a segurou pela mão.)*

19. Esses dois males te sobrevieram –, quem te lastimaria? Saque e ruína, fome e espada – quem te consolaria?

20. Teus filhos jazem desfalecidos (pelos cantos da rua), como um antílope apanhado no laço, tontos com a cólera do Senhor e com as ameaças de teu Deus.

21. Ouve então isto, infeliz, tu que estás embriagada, mas não pelo vinho.

22. Eis o que diz o Senhor, teu Deus, que toma a defesa de seu povo: “Vou retirar de tua mão a taça que dá a vertigem, não mais terás para beber o cálice de minha cólera,

23. e eu vou pô-lo na mão dos tiranos, na mão de teus opressores que te diziam: ‘Curva-te para passarmos’, quando apresentavas teu dorso como o chão que se calca, como uma rua para os viandantes”.*

Capítulo 52

1. Desperta, desperta, põe teus adornos, Sião, veste teus trajes de gala, Jerusalém, cidade santa, porque não mais verás penetrar em tua casa nem incircuncisos nem impuros!

2. Sacode a poeira que te cobre, levanta-te, Jerusalém, e reina, desvencilha-te das cadeias que te prendem o pescoço, filha cativa de Sião.*

3. Porque eis o que diz o Senhor: “Vós fostes vendidos gratuitamente e sereis resgatados sem pagamento”.

4. Porque eis o que diz o Senhor Deus: “Meu povo desceu outrora do Egito para aí habitar, depois a Assíria o oprimiu sem motivo.

5. E agora que faço eu aqui, diz o Senhor, já que meu povo foi levado gratuitamente? Seus opressores soltam brados de triunfo, diz o Senhor, e meu nome é ultrajado todo dia, sem cessar.*

6. Por isso, meu povo vai saber meu nome: naquele dia, compreenderá que sou eu quem diz: ‘Eis-me aqui!’.”

7. Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas-novas e anuncia a libertação, que diz a Sião: “Teu Deus reina!”.*

8. Ouve! Tuas sentinelas elevam a voz, e todas juntas soltam alegres gritos, porque veem com seus próprios olhos o Senhor voltar a Sião.

9. Prorrompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor se compadece de seu povo, e resgata Jerusalém!

10. O Senhor descobre seu braço santo aos olhares das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo de nosso Deus.

11. Parti, parti! Retirai-vos daí, não toqueis nada de impuro! Deixai estas paragens, purificai-vos, vós que levais os vasos do Senhor,*

12. porque não partireis com precipitação, não vos retirareis como fugitivos, porquanto diante de vós irá o Senhor, e o Deus de Israel seguirá à vossa retaguarda.

13. Eis que meu Servo prosperará, crescerá, ele se elevará, será exaltado.

14. Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana –,*

15. assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito.*

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Capítulo 12

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, habitas em meio de uma casta de recalcitrantes, de gente que tem olhos para ver e não vê nada, ouvidos para escutar e nada ouve; é uma raça de recalcitrantes.

3. Pois bem, filho do homem, prepara-te uma bagagem de emigrante, e parte, em pleno dia, sob os seus olhos. Parte sob os olhos deles, do lugar onde habitas para outro local. Talvez reconheçam que são eles um bando de recalcitrantes.

4. Prepararás a tua bagagem em pleno dia, sob os seus olhares, como um fardo de emigrante. E depois, à noite, sob os seus olhares, seguirás como um homem que parte para o exílio.

5. Ante as vistas deles, farás um buraco no muro, pelo qual farás passar o teu fardo.

6. À vista deles, o carregarás aos ombros e sairás, quando escurecer, a fronte velada, de modo que não vejas a pátria! Faço assim de ti um símbolo para a casa de Israel”.

7. Fiz como me ordenara. Em pleno dia deixei os meus afazeres e preparei uma espécie de bagagem de emigrante; em seguida, à noite, furei a muralha, com minha própria mão; após isso, quando se fez noite, pus minha bagagem nos ombros, e saí à vista deles.

8. Logo ao amanhecer, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

9. “Filho do homem, a casa de Israel, esse bando de recalcitrantes, não te perguntou o que fazias lá?

10. Dize-lhes: eis o que diz o Senhor Javé: isto é um oráculo relativo ao príncipe que se acha em Jerusalém e a toda a casa de Israel, que ali se encontra.*

11. Dirás: sou para vós um símbolo; assim como tenho feito, assim lhes há de suceder: irão para o exílio, deportados.

12. O príncipe, que está no meio deles, porá a bagagem às costas e sairá ao anoitecer; fará um buraco no muro para poder sair dele: cobrirá a face para não ver a pátria.

13. Mas eu lançarei sobre ele o meu laço e ele será apanhado em minhas redes. Eu o conduzirei à Babilônia, à terra dos caldeus; ele, porém, não a verá. É lá que terá de morrer.

14. Todo o seu séquito, sua guarda, suas tropas, eu os semearei aos (quatro) ventos e tirarei a espada contra eles.

15. Quando eu os tiver disseminado por entre as nações, e dispersado por todos os países, saberão que sou eu o Senhor.

16. Mas hei de poupar um resto deles; alguns hão de escapar ao gládio, à fome e à peste, para que venham a contar aos povos, entre os quais se estabelecerem, as abominações (de Israel). E conhecerão eles que sou eu o Senhor”.

17. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

18. “Filho do homem, come o teu pão com tremor, bebe a tua água com (sinais de) inquietação e receio.*

19. E dirás às gentes desta terra: eis o que diz o Senhor Javé para os habitantes de Jerusalém, e da terra de Israel. É na aflição que hão de comer o seu pão e no terror que beberão a sua água, porque a terra será despojada de tudo quanto nela se encontra, devido às violências dos seus habitantes.

20. As cidades habitadas serão despovoadas e a terra há de ser devastada. Sabereis assim que sou eu o Senhor”.

21. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

22. “Filho do homem, que ditado é esse que corre em Israel: passam os dias, mas as visões ficam sem efeito?*

23. Pois bem, dize-lhes: eis o que diz o Senhor: farei cessar esse provérbio, não se repetirá mais isso em Israel. Dize-lhes, pois: aproximam-se os dias em que todas essas visões se hão de cumprir.

24. Nenhuma visão daqui por diante será vã e nenhum oráculo, ineficaz em Israel,

25. porque sou eu, o Senhor, que falo: o que eu digo sucederá sem mais delongas. É em vosso tempo, raça de rebeldes, que proferirei o oráculo e o executarei – oráculo do Senhor Javé”.

26. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

27. “Filho do homem, dizem os israelitas: a visão do profeta não diz respeito senão a um longínquo futuro. Pois bem, dize-lhes: eis o que diz o Senhor Javé: não há mais delongas para meus oráculos. O que eu digo vai acontecer, – oráculo do Senhor Javé”.

Capítulo 13

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

2. “Filho do homem, profetiza contra os profetas israelitas que pretendem profetizar, dize àqueles que profetizam de sua própria cabeça: escutai a palavra do Senhor:

3. eis o que diz o Se­nhor Javé: ai dos profetas insensatos que seguem sua própria inspiração sem terem tido realmente visão alguma.

4. Assim como chacais nos esconderijos, tais são os teus profetas, ó Israel.

5. Não subistes por sobre as brechas para refazer um muro à casa de Israel, a fim de poder estar seguro no combate no dia do Senhor.*

6. Veem só visões disparatadas, só fazem predições enganosas, eles que dizem: oráculo do Senhor, quando o Senhor não os enviou; e, todavia, esperam a realização de sua palavra.

7. Não é verdade que não tendes senão visões ineptas e não fazeis senão predições enganadoras, quando dizeis: oráculo do Senhor, quando não falei coisa alguma?

8. E, por isso, eis o que diz o Senhor Javé: porque proferis oráculos enganadores e tendes visões mentirosas, vou castigar-vos – oráculo do Senhor Javé.

9. Estenderei minha mão contra esses profetas de visões ineptas e de oráculos enganadores. Não farão mais parte do conselho do meu povo, não serão inscritos no número da casa de Israel e não regressarão à terra de Israel. E saberão assim que sou eu o Senhor Javé.

10. Porquanto abusam do meu povo, dizendo: ‘Tudo vai bem’, quando tudo vai mal. Quando o meu povo constrói um muro, ei-los a cobrirem-no de gesso.*

11. Dize pois àqueles que põem esse gesso: este muro vai cair. Vai haver um aguaceiro, vai cair saraiva grossa, vai desencadear-se uma tempestade;

12. e o muro vai rachar. Então, se vos dirá: onde está o reboco de gesso que amassastes?

13. Pois bem! Eis o que diz o Senhor Javé: em minha indignação, desencadearei um furacão, em minha cólera, vou mandar uma tempestade, em meu furor de destruição, farei cair granizo.

14. Abaterei assim o muro que emboçastes, eu o porei abaixo, irei desnudá-lo até as suas fundações. Ele desmoronará e perecereis no meio dos escombros. Sabereis assim que sou o Senhor.

15. Quando houver saciado o meu furor contra o muro e contra aqueles que o tiverem rebocado de gesso, direi: nada de muro! Desapareceram aqueles que o rebocaram,

16. esses profetas israelitas que profetizavam sobre Jerusalém e tinham para ela visões de bem-estar quando tudo ia mal – oráculo do Senhor Javé”.

17. “Tu, filho do homem, volta-te agora para as filhas do teu povo que profetizam de sua própria cabeça, e pronuncia contra elas

18. o oráculo seguinte: eis o que diz o Senhor Javé: ai daquelas que cosem faixas para todos os punhos, que confeccionam véus para as cabeças de todos os tamanhos, com o fito de fazerem caça às almas. Como?! Capturais as almas do meu povo, enquanto vós conservais em vida vossas próprias almas!*

19. Vós me aviltais perante o meu povo por alguns punhados de cevada e uns pedaços de pão, fazendo perecer vidas que não deveriam morrer, e dando vida a quem não deveria viver. Assim, enganais o meu povo, que não quer senão ouvir fábulas.

20. Eis por que diz o Senhor: vou contra as ligaduras de que vos servis para dar caça às almas: eu as arrancarei de vossos braços e darei voo às almas que, como pássaros, apanhastes na armadilha.

21. Rasgarei do mesmo modo os vossos véus e livrarei o meu povo de vossas mãos, a fim de que deixem de ser presa em vossas mãos. E sabereis assim que eu sou o Senhor.

22. Porque vós abateis a coragem do justo com vossas mentiras, enquanto eu não o abato, porque encorajais o ímpio a não renunciar ao seu caminho perverso para não reencontrar a vida,

23. já não tereis essas visões tolas e não mais proferireis oráculos. Libertarei o meu povo de vossas mãos, e sabereis que eu sou o Senhor.”

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21. Ao justo nenhum mal pode abater, mas os maus enchem-se de tristezas.

22. Os lábios mentirosos são abominação para o Senhor, mas os que procedem com fidelidade agradam-lhe.

23. O homem prudente oculta sua sabedoria; o coração dos insensatos proclama sua própria loucura.

24. A mão diligente dominará; a mão preguiçosa torna-se tributária.

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"Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo." São Padre Pio de Pietrelcina