Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 204, Isaías 28-29 adverte contra o orgulho e a autossuficiência, chamando à humildade diante de Deus. Sofonias 1-2 anuncia o juízo sobre Judá e as nações ímpias, enfatizando a justiça divina. Provérbios 11:9-12 nos ensina sobre integridade, a importância do bom conselho e a força da comunidade piedosa, reforçando princípios para a vida diária.
1. Ai da coroa pretensiosa dos embriagados de Efraim e da flor murcha que faz ostentação de seu ornato, dominando o vale fértil de homens vencidos pelo vinho.*
2. Eis que vem, por ordem do Senhor, um homem forte e poderoso como chuva de pedras, um furacão destruidor. Como trombas de água que se abatem com violência, precipita tudo por terra.
3. Será pisada aos pés a coroa pretensiosa dos embriagados de Efraim,
4. e a flor murcha que faz ostentação de seu ornato, dominando o vale fértil. Será como o figo prematuro, antes do verão, que a gente vê, logo colhe, e apenas o tem na mão, já o devora.*
5. Naquele dia, o Senhor dos exércitos será uma coroa resplandecente, um diadema esplêndido para o resto do seu povo,
6. um espírito de justiça para o juiz que faz parte do tribunal, e de valentia, para aqueles que rechaçam às portas o inimigo.
7. Mas também estes titubeiam sob o efeito do vinho, alucinados pela bebida; sacerdotes e profetas cambaleiam na bebedeira. Estão afogados no vinho, desnorteados pela bebida, perturbados em sua visão, vacilando em seus juízos.*
8. Todas as mesas estão cobertas de asqueroso vômito, não há sequer um lugar limpo.
9. “A quem pretende ele ensinar a sabedoria? A quem quer fazer compreender as revelações? A meninos apenas desmamados que acabam de deixar o seio?*
10. É ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, norma sobre norma, norma sobre norma, ora para cá, ora para lá!”
11. Pois bem, será por gente que balbucia, será numa língua bárbara que o Senhor falará a esse povo!
12. Por mais que se lhes dissesse: “Eis o repouso, deixai repousar aquele que está fatigado, é o momento de estarem calmos”, eles nada quiseram ouvir.*
13. Por isso, a palavra de Deus lhes vai dizer: “Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, norma sobre norma, norma sobre norma, ora para cá, ora para lá!”. A fim de que caiam de costas e se despedacem, e sejam apanhados no laço e presos.
14. Escutai, pois, gracejadores, a palavra do Senhor, vós que governais esse povo que está em Jerusalém.
15. “Fizemos um pacto com a morte” – dizeis vós –, “uma convenção com a morada dos mortos; a inundação passará sem atingir-nos porque fizemos da mentira um abrigo, e da perfídia um refúgio.”
16. Por isso, o Senhor Deus lhes diz: “Eu coloquei em Sião uma pedra, um bloco escolhido, uma pedra angular preciosa, de base: quem confiar nela não tropeçará.*
17. Tomarei o direito por fio de prumo e, por nível, a justiça”. O granizo derrubará o abrigo da mentira, e as águas inundarão o refúgio ilusório.
18. Vosso pacto com a morte será quebrado, vosso entendimento com a morada dos mortos não subsistirá; quando a onda transbordante passar, sereis por ela esmagados.
19. Cada vez que ela passar, vos arrebatará, porque ela passará cada manhã de dia e de noite. E aí só haverá terror na interpretação de oráculos.
20. Porque o leito será muito curto para que alguém se deite nele, e o cobertor muito estreito para que alguém se cubra com ele.
21. Porque o Senhor se levantará como no monte Farasim e fremirá como no vale de Gabaon para concluir sua obra, sua obra singular, para executar seu trabalho, seu trabalho inaudito.*
22. Assim, pois, cessai de zombar para que vossos grilhões não se apertem, porque eu ouvi uma sentença de ruína, por ordem do Senhor dos exércitos contra toda a terra.
23. Aplicai os ouvidos para ouvir minha voz, sede atentos para escutar minha palavra!*
24. Porventura o trabalhador trabalha sempre para semear? Cava e amanha incessantemente o seu terreno?
25. Acaso, depois de ter aplainado a superfície, não espalhará aí a nigela e semeará o cominho? Ele lançará aí o trigo e a cevada, e a espelta a eito.*
26. É o seu Deus quem o instruiu, quem lhe ensinou o costume.
27. Pois não será necessário pisar a nigela com a grade, nem passar a roda do carro sobre o cominho; mas a nigela será batida com um pau e o cominho com a vara.
28. É preciso triturar o trigo?* Não, não se bate indefinidamente. Uma vez que sobre ele passe a roda do carro, joeira-se sem triturá-lo.
29. Isso também vem do Senhor: admirável é seu conselho e alta a sua sabedoria.
1. Ai de Ariel, ai de Ariel, a cidade em que Davi acampou! Ajuntai um ano a outro; que se complete um ciclo de festas,*
2. e cercarei Ariel, e haverá prantos e gemidos; e tu te tornarás para mim como um ariel.*
3. Acamparei contra ti como Davi, eu te cercarei de acampamentos e levantarei trincheiras contra ti.
4. Falarás baixinho, da terra; tua voz sufocada subirá da poeira tua voz sairá da terra como a de um espectro, tua palavra se elevará da poeira como um ganido.*
5. A multidão de teus inimigos será como a poeira fina; a multidão de teus soldados será como a palha, que voa, pois, de repente,
6. serás visitada pelo Senhor dos exércitos com forte trovão, tremor de terra e estrondos, tempestade, furacão e chamas de fogo devorador.
7. Como se dissipa um sonho, uma visão noturna, assim se desvanecerá a multidão das nações que atacam Ariel, os acampamentos e as trincheiras daqueles que a sitiam.
8. Isso acontecerá tal como acontece com o esfomeado que sonha estar comendo e desperta com o estômago vazio, tal como o sequioso que sonha estar bebendo e acorda fatigado pela sede; assim será feito da multidão das nações que atacam a montanha de Sião.
9. Pasmai-vos e maravilhai-vos, obstinai-vos, feridos de cegueira, embriagai-vos, mas não de vinho, cambaleai, mas não por causa da bebida.
10. Porque o Senhor espalhou sobre vós um espírito de torpor, fechou vossos olhos e cobriu vossas cabeças.*
11. A revelação de todos esses acontecimentos permanece para vós como o texto de um livro selado. Quando o oferecem a um letrado, pedindo-lhe que o leia, ele responde: “Não posso, o livro está selado”;
12. se o oferecem a um iletrado, pedindo-lhe que o leia, ele responde: “Não sei ler”.
13. O Senhor disse: “Esse povo vem a mim apenas com palavras e me honra só com os lábios, enquanto seu coração está longe de mim e o temor que ele me testemunha é convencional e rotineiro,
14. por isso, continuarei a tratar esse povo de modo tão estranho que a sabedoria dos espertalhões se perderá e a inteligência dos astutos desaparecerá”.
15. Ai daqueles que querem esconder do Senhor seus desígnios, que fazem intrigas nas trevas e dizem: “Quem nos vê e quem nos conhece?”.*
16. Que perversidade a vossa! Pode-se tratar como barro o oleiro? Pode a obra dizer do artífice: “Ele nada me fez?” Pode o pote dizer do oleiro: “Ele nada entende disso?”.
17. Acaso, dentro de muito pouco tempo, não será o Líbano convertido em vergel, e o vergel não passará por floresta?*
18. Naquele tempo, os surdos ouvirão as palavras de um livro; e, livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão.*
19. Os humildes encontrarão cada vez mais ventura no Senhor e os homens mais pobres, graças ao Santo de Israel, estarão jubilosos.
20. Pois não haverá mais tiranos, já terá desaparecido o cético, e todos os que planejavam o mal serão exterminados;
21. os que, por uma palavra, acusam os outros; os que, à porta, procuram enganar o juiz e por um nada fazem o inocente perder sua causa.*
22. Por isso, eis o que disse o Senhor, o Deus da casa de Jacó, que resgatou Abraão: “Daqui em diante Jacó não será mais confundido, e seu rosto não mais empalidecerá,
23. porque, quando virem nele minha obra, bendirão o meu nome”. Glorificarão o Santo de Jacó e temerão o Deus de Israel.*
24. Os espíritos desencaminhados aprenderão sabedoria, e os que murmuravam receberão instrução.
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1. Oráculos do Senhor dirigidos a Sofonias, filho de Cusi, filho de Godolias, filho de Amarias, filho de Ezequias, no tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá.
2. Destruirei tudo sobre a face da terra – oráculo do Senhor;
3. farei perecer homens e animais, aves do céu e peixes do mar; exterminarei os ímpios com seus escândalos, farei desaparecer os homens da superfície do mundo – oráculo do Senhor.
4. Estenderei a mão contra Judá, e contra os habitantes de Jerusalém, e exterminarei desse lugar tudo o que resta de Baal, até o nome de seus servos e de seus sacerdotes:*
5. os que se prostram nos terraços para adorar a imensidão dos astros; os que se prostram e fazem juramentos; ora em nome do Senhor, ora em nome de seu deus;*
6. e também os que se desviam do Senhor, que não o buscam nem se preocupam com ele.
7. Silêncio diante do Senhor Javé! Porque o dia do Senhor está próximo, o Senhor preparou um sacrifício, santificou os seus convidados.*
8. No dia do sacrifício do Senhor, castigarei os chefes e os príncipes reais, e todos os que se vestem como os estrangeiros.
9. Castigarei naquele dia todos os que forçam as soleiras das portas, e enchem a casa de seu amo de bens fraudulentos ou extorquidos com violência.*
10. Naquele dia – oráculo do Senhor –, haverá muitos clamores à Porta dos Peixes, gemidos do lado da cidade nova, e um grande tumulto do lado das colinas.
11. Lamentai-vos, habitantes do bairro de Mactes, porque todo o povo dos mercadores foi aniquilado, todos os traficantes de prata foram exterminados.*
12. Naquele tempo, inspecionarei Jerusalém com lanternas, castigarei os homens que, sentados em sua borra, dizem consigo mesmos: “O Senhor não faz bem nem mal.”*
13. Seus bens serão entregues à pilhagem, suas moradas serão saqueadas. Edificarão casas, mas não as habitarão, plantarão vinhas, mas não beberão de seu vinho.
14. Eis que se aproxima o grande dia do Senhor! Ele se aproxima rapidamente. Terrível é o ruído que faz o dia do Senhor; o mais forte soltará gritos de amargura nesse dia.
15. Esse dia será um dia de ira, dia de angústia e de aflição, dia de ruína e de devastação; dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e de névoas espessas,
16. dia de trombeta e de alarme, contra as cidades fortes e as torres elevadas.
17. Mergulharei os homens na aflição, e eles andarão como cegos porque pecaram contra o Senhor. Seu sangue será derramado como o pó, e suas entranhas como o lixo.
18. Nem sua prata nem seu ouro poderão salvá-los no dia da cólera do Senhor. Toda a terra será devorada pelo fogo de seu zelo, porque ele aniquilará de repente toda a população da terra.
1. Curvai-vos, curvai-vos, gente sem pudor,
2. antes que nasça a sentença e o dia passe como a palha; antes que caia sobre vós o ardor da ira do Senhor; antes que caia sobre vós o dia da indignação do Senhor!*
3. Buscai o Senhor, vós todos, humildes da terra, que observais a sua Lei; buscai a justiça e a humildade: talvez assim estareis ao abrigo no dia da cólera do Senhor.
4. Com efeito, Gaza se tornará um deserto, e Ascalon uma solidão. Os habitantes de Azoto serão expulsos em pleno meio-dia, e os de Acaron serão exterminados.
5. Ai dos habitantes da costa do mar! Ai do povo dos cretenses! A palavra do Senhor foi pronunciada contra vós, Canaã, terra dos filisteus: “Irei te destruir de tal forma que ninguém te habitará mais”.*
6. A região do mar servirá de pasto para os pastores e de aprisco para os rebanhos.
7. Esta casa pertencerá ao resto da casa de Judá; eles apascentarão ali os seus rebanhos. À noite, descansarão nas casas de Ascalon, porque o Senhor, seu Deus, os visitará e os restabelecerá.
8. Ouvi os insultos de Moab e os ultrajes dos amonitas, que saciaram o meu povo de injúrias, e tomaram uma atitude insolente contra a sua terra.
9. Por isso, juro por minha vida – oráculo do Senhor dos exércitos, o Deus de Israel –, Moab será como Sodoma, e os amonitas como Gomorra: um campo de urtigas, uma região de sal, um deserto eterno. Os sobreviventes do meu povo os saquearão, os que restarem da minha gente serão seus herdeiros.
10. Tal será o preço do seu orgulho, por terem alardeado grandeza e insolência com o povo do Senhor dos exércitos.
11. O Senhor lhes será um objeto de terror, porque aniquilará todos os deuses da terra, e virão prostrar-se diante dele – cada um na sua terra – todos os habitantes das ilhas das nações.*
12. Também vós, ó etíopes, sereis traspassados com minha espada!
13. Estenderá também a sua mão contra o Norte, destruirá a Assíria, e reduzirá Nínive a um deserto árido como a estepe.
14. Rebanhos virão descansar ali, e animais dos vales; nos seus capitéis virão alojar-se o pelicano e o ouriço. Um murmúrio se ouvirá nas janelas, haverá desolação nos seus limiares, porque foi posto a descoberto o madeiramento de cedro.*
15. Ei-la, a cidade alegre e cheia de confiança em si mesma, que dizia em seu coração: “Eu, e só eu!”. Como se tornou ela um deserto, um covil de feras? Todo o que passar por ela assobiará e agitará a mão.
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9. Com os lábios, o hipócrita arruína o seu próximo, mas os justos serão salvos pela ciência.
10. Com a felicidade dos justos, exulta a cidade; com a perdição dos ímpios solta brados de alegria.
11. Uma cidade prospera pela bênção dos justos, mas é destruída pelas palavras dos maus.
12. Quem despreza seu próximo demonstra falta de senso; o homem sábio guarda silêncio.
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"Onde não há obediência, não há virtude. Onde não há virtude, não há bem, não há amor; e onde não há amor, não há Deus; e sem Deus não se chega ao Paraíso." São Padre Pio de Pietrelcina