Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 169, 1 Reis 22 relata a batalha de Israel contra Aram e as providências de Deus para proteger seu povo. 2 Crônicas 23 destaca a ascensão de Joás e as reformas espirituais em Judá, enfatizando a fidelidade à lei de Deus. Cânticos 8 fecha este bloco com expressões poéticas de amor, lembrando a beleza das relações humanas como reflexo do amor divino.
1. Três anos se passaram sem lutas entre a Síria e Israel. 2 No terceiro ano, Josafá, rei de Judá, veio ter com o rei de Israel.
3. Este tinha dito aos seus servos: “Sabeis, porventura, que Ramot de Galaad é nossa e que nós temos descuidado de retomá-la do rei da Síria?”.
4. E disse a Josafá: “Queres vir comigo à guerra contra Ramot de Galaad?”. Josafá respondeu: “Farei o que fizeres, meu povo fará o que fizer o teu e minha cavalaria fará o que fizer a tua”.
5. E continuando a falar ao rei de Israel, Josafá ajuntou: “Consulta antes de tudo ou te peço, o oráculo do Senhor”.
6. O rei de Israel, tendo reunido os profetas, que eram em número de quatrocentos, perguntou-lhes: “Devo eu ir atacar Ramot de Galaad ou devo-me abster?”. Eles responderam: “Vai! O Senhor a entregará nas mãos do rei”.
7. Mas Josafá replicou: “Haverá, porventura, algum outro profeta do Senhor por aqui a quem possamos consultar?”.
8. “Sim – respondeu o rei de Israel –, há ainda outro por quem poderíamos consultar o Senhor. Mas eu o detesto, porque ele não profetiza jamais o bem e sim sempre o mal: é Miqueias, filho de Jemla.” Josafá disse: “Não fale o rei assim”.*
9. Chamou então o rei de Israel um eunuco e deu-lhe esta ordem: “Traze-me aqui depressa Miqueias, filho de Jemla”.
10. O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, sentaram cada um no seu trono, revestidos de suas insígnias reais, na praça que está à entrada da porta de Samaria e todos os profetas profetizavam diante deles.
11. Sedecias, filho de Canaana, fez para si uns chifres de ferro e disse: “Eis o que diz o Senhor: com estes chifres ferirás os sírios até que sejam exterminados”.
12. E todos os profetas profetizavam da mesma maneira, dizendo: “Sobe a Ramot de Galaad: serás vencedor, porque o Senhor entregará a cidade nas mãos do rei”.
13. Entretanto, o mensageiro que fora buscar Miqueias dizia-lhe: “Os profetas são unânimes em predizer a vitória do rei. Que o teu oráculo seja conforme o deles. Predize bom êxito”.
14. Miqueias, porém, respondeu: “Por Deus que eu só direi o que o Senhor me disser”.
15. Quando ele se apresentou ao rei, este disse-lhe: “Miqueias, devemos nós ir atacar Ramot de Galaad, ou não?”. “Vai – respondeu Miqueias –, serás vencedor. O Senhor a entregará nas mãos do rei.”
16. O rei disse-lhe: “Quantas vezes será preciso conjurar-te a que só digas a verdade em nome do Senhor?”.
17. Ao que Miqueias respondeu: “Vejo todo o Israel espalhado pelas montanhas como um rebanho sem pastor. O Senhor disse: ‘Essa gente não tem um guia; volte cada um em paz para a sua casa!’.”
18. O rei de Israel disse a Josafá: “Não te disse eu que ele nunca profetiza o bem, mas sempre o mal?”.
19. Miqueias replicou: “Ouve o oráculo do Senhor: Eu vi o Senhor sentado no seu trono e todo o exército dos céus ao redor dele, à direita e à esquerda.*
20. O Senhor disse: ‘Quem seduzirá Acab, para que ele suba e pereça em Ramot de Galaad?’. Um disse uma coisa, outro dizia outra.
21. Então, um espírito adiantou-se e apresentou-se diante do Senhor, dizendo: ‘Eu irei seduzi-lo!’. O Senhor perguntou: ‘De que modo?’.
22. Ele respondeu: ‘Irei e serei um espírito de mentira na boca de seus profetas’. Respondeu o Senhor: ‘É isto. Conseguirás seduzi-lo. Vai e faze como disseste’.
23. O Senhor pôs um espírito de mentira na boca de todos os profetas aqui presentes, mas é a tua perda que o Senhor decretou”.
24. Nesse momento, Sedecias, filho de Canaana, aproximou-se de Miqueias e deu-lhe uma bofetada, dizendo: “Por onde saiu de mim o espírito do Senhor para falar a ti?”.
25. “Tu o verás – respondeu Miqueias –, no dia em que fores de quarto em quarto para te esconder.”
26. Então, o rei de Israel ordenou: “Prende Miqueias e leva-o à casa de Amon, governador da cidade e de Joás, filho do rei.
27. Dize-lhes: Esta é a ordem do rei: Lançai este homem na prisão e alimentai-o com um pão de miséria, até que eu volte são e salvo”.
28. Ao que respondeu Miqueias: “Se voltares são e salvo, será um sinal de que o Senhor não falou por mim”. E ajuntou: “Ouvi, povo, tudo isso!”.
29. O rei de Israel subiu com Josafá, rei de Judá, a Ramot de Galaad.
30. Disse-lhe: “Vou disfarçar-me para ir ao combate; tu, porém, conserva as tuas vestes”. E o rei de Israel disfarçou-se antes de entrar em combate.
31. Ora, o rei da Síria tinha dado aos seus trinta e dois chefes de carros a seguinte ordem: “Não atacareis ninguém, pequeno ou grande, mas unicamente o rei de Israel”.
32. Os chefes de carros, tendo visto Josafá, disseram entre si: “Aquele é seguramente o rei de Israel”. E o atacaram. Josafá soltou o seu grito de guerra.*
33. Os chefes de carros, vendo que não era o rei de Israel, afastaram-se dele.
34. Nesse momento, estirando um homem o seu arco ao acaso, feriu o rei de Israel entre as junturas da couraça. O rei disse ao condutor de seu carro: “Volta a rédea, leva-me para fora do campo de batalha, porque estou ferido”.
35. Mas o combate foi naquele dia tão violento, que o rei teve que ficar de pé em seu carro diante dos sírios. Morreu ao cair da tarde. O sangue corria de sua ferida e inundava o seu carro.
36. Ao pôr do sol, ouviu-se um clamor que corria por todo o exército: “Volte cada um para a sua cidade e para a sua casa!
37. Morreu o rei!”. Levaram-no para Samaria e enterraram-no ali.
38. Quando lavaram o carro na piscina de Samaria, os cães lamberam o sangue do rei e as prostitutas banhavam-se ali, conforme o oráculo do Senhor.
39. O restante da história de Acab, suas ações, o palácio de marfim que construiu, as cidades que edificou, tudo isso se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Israel.
40. Acab adormeceu com os seus pais e seu filho Ocozias sucedeu-lhe no trono.
41. No quarto ano de Acab, rei de Israel, Josafá, filho de Asa, tornou-se rei de Judá.
42. Tinha trinta e cinco anos quando começou a reinar e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Azuba, filha de Salai.
43. Andou em todos os caminhos de Asa, seu pai, e não se desviou deles. Fez o que é bom aos olhos do Senhor.
44. Todavia, não desapareceram os lugares altos, onde o povo continuava sacrificando e queimando incenso.
45. Josafá viveu em paz com o rei de Israel.
46. O restante da história de Josafá, seus grandes feitos e suas campanhas, tudo se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Judá.
47. Expulsou da terra as prostitutas sagradas que ainda restavam do tempo de seu pai.
48. Não havia então rei em Edom, mas um governador que exercia as funções de rei.
49. Josafá construiu um navio de Társis para ir buscar ouro em Ofir. Mas não pôde ir, porque o seu navio naufragou em Asiongaber.
50. Ocozias, filho de Acab, disse a Josafá: “Deixa os meus servos embarcar com os teus”. Mas Josafá não quis.
51. Josafá adormeceu com os seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi. Seu filho Jorão sucedeu-lhe no trono.
52. No décimo sétimo ano de Josafá, rei de Judá, Ocozias, filho de Acab, tornou-se rei de Israel em Samaria e reinou dois anos sobre Israel.
53. Fez o mal aos olhos do Senhor e seguiu os caminhos de seu pai e de sua mãe e de Jeroboão, filho de Nabat, que tinha arrastado Israel ao pecado.
54. Prestou culto a Baal e prostrou-se diante dele, provocando desse modo a cólera do Senhor, Deus de Israel, como o fizera seu pai.
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1. No sétimo ano, Joiada, cheio de coragem, conquistou a fidelidade dos centuriões Azarias, filho de Jeroam, Ismael, filho de Joanã, Azarias, filho de Obed, Maasias, filho de Adaías e Elisafat, filho de Zecri.
2. Percorreram Judá e reuniram os levitas de todas as cidades de Judá, assim como os chefes de família de Israel; em seguida, retornaram a Jerusalém.
3. Todo esse grupo fez uma aliança com o rei no templo. “Eis – disse-lhes Joiada – o filho do rei que deve reinar, segundo a declaração do Senhor referente aos filhos de Davi.
4. Eis o que deveis fazer: um terço dentre vós, sacerdotes e levitas, que fazem o serviço do sábado, estará de guarda às portas do templo;
5. outra terça parte vigiará o palácio real e a outra terça parte guardará a porta de Jesod, enquanto que todo o resto do povo ocupará os átrios do templo.
6. Ninguém entra no templo a não ser os sacerdotes e levitas em serviço, os quais podem entrar, pois estão consagrados. E todo o povo observará o que foi ordenado pelo Senhor.
7. Os levitas, com as armas na mão, rodearão o rei. E todo aquele que tentar entrar no templo será morto. Seguireis o rei em todas as suas idas e vindas.”
8. Os levitas e todo o Judá seguiram à risca todas as ordens do sacerdote Joiada. Cada um deles reuniu seus homens, tanto aqueles que começavam seu serviço do sábado como aqueles que terminavam, pois o sacerdote Joiada não tinha dispensado nenhuma categoria.
9. Ele próprio entregou aos centuriões lanças, como também os escudos pequenos e grandes do rei Davi, conservados no templo.
10. Em seguida, colocou toda a tropa, com as armas na mão, ao longo do altar e do edifício, desde o ângulo sul até o ângulo norte do templo, de tal modo que rodeava o rei.
11. Em seguida, trouxeram o filho do rei e o cingiram com o diadema e lhe entregaram a Lei. Ele foi proclamado rei. Joiada e seus filhos o ungiram e gritavam: “Viva o rei!”.
12. Atalia, contudo, ao ouvir os gritos do povo que acorria para aclamar o rei, dirigiu-se através da multidão ao Templo do Senhor.
13. Eis o que ela viu: o rei de pé, sobre um estrado, à entrada do templo; os chefes e os tocadores de trombeta ao lado dele; todo o povo alegre a seu lado, enquanto tocavam as trombetas; e os cantores, com instrumentos de música, dirigiam os cânticos de louvor. Então, ela rasgou seus vestidos e gritou: “Traição, traição!”.
14. Mas o sacerdote Joiada deu esta ordem aos centuriões que comandavam as tropas: “Arrastai-a para fora, por entre as vossas fileiras. Se alguém quiser segui-la, passai-o a fio de vossa espada”. Pois o sacerdote tinha impedido que a matassem dentro do Templo do Senhor.
15. Agarraram-na e ao chegarem ao palácio real pelo portão dos cavalos, foi ela morta nesse lugar.
16. Joiada fez uma aliança entre si mesmo, o rei e o povo, uma aliança segundo a qual o povo devia pertencer ao Senhor.
17. Então, toda a população dirigiu-se ao templo de Baal e o demoliu. Quebraram seus altares e suas imagens e assassinaram diante dos altares Matã, sacerdote de Baal.
18. Em seguida, Joiada postou sentinelas no Templo do Senhor, sob a direção de sacerdotes e levitas, que Davi tinha dividido em categorias no templo para o oferecimento dos holocaustos ao Senhor (assim como está escrito na Lei de Moisés), entre cantos de alegria, conforme as disposições de Davi.
19. Colocou também porteiros às portas do templo, para que ninguém, atingido por alguma mancha, nele pudesse entrar.
20. Tomou consigo os centuriões, as pessoas importantes, aqueles que exerciam alguma função entre o povo, assim como toda a população da terra. Fizeram todos um cortejo ao rei, quando este saiu do Templo do Senhor. Entraram no palácio real pela porta superior e estabeleceram o rei no trono.
21. Toda a população da terra regozijou-se; contudo, a calma reinava na cidade, enquanto Atalia era morta com um golpe de espada.
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1. Ah, se fosses meu irmão, amamentado ao seio de minha mãe! Então, encontrando-te fora, poderia beijar-te sem que ninguém me censurasse.*
2. Eu te levaria, te faria entrar na casa de minha mãe; te daria a beber vinho perfumado, licor de minhas romãs.
3. Sua mão esquerda está sob a minha cabeça, e sua direita abraça-me.
4. – Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.*
5. – Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu bem-amado? – Sob a macieira eu te despertei, onde em dores te deu à luz tua mãe, onde em dores te pôs no mundo tua mãe.*
6. – Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão é violenta como o Sheol.* Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina.
7. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.*
8. Temos uma irmã pequenina que não tem ainda os seus seios formados. Que faremos nós de nossa irmã no dia em que for pedida em casamento?*
9. Se ela é um muro, construiremos sobre ela ameias de prata. Se é uma porta, a fecharemos com batentes de cedro.*
10. – Ora, eu sou um muro, e meus seios são como torres; por isso, sou aos seus olhos uma fonte de alegria.
11. Salomão tinha uma videira em Baal-Hamon. Confiou-a aos guardas: cada um dos quais devia dar mil siclos de prata pelos frutos colhidos.
12. Eu disponho de minha videira: mil siclos para ti, Salomão! Duzentos para aqueles que velam pela colheita.*
13. – Os amigos estão atentos. Ó tu, que habitas nos jardins, faze-me ouvir a tua voz.*
14. – Foge, meu bem-amado, como a gazela, ou como o cervozinho sobre os montes perfumados!
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"Feliz a alma que atinge o nível de perfeição que Deus deseja!" São Padre Pio de Pietrelcina