Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 148, 1 Reis 6 descreve a meticulosa construção do templo de Salomão, enfatizando santidade e dedicação. 2 Crônicas 9 relata a visita de reis estrangeiros, reconhecendo a sabedoria e prosperidade do reino. O Salmo 4 nos lembra de confiar em Deus e buscar Sua orientação em meio às preocupações.

1. No ano quatrocentos e oitenta de-pois da saída dos filhos de Israel do Egito, Salomão, no quarto ano do seu reinado, no mês de Ziv, que é o segundo mês, empreendeu a construção do Templo do Senhor.

2. O templo que o rei Salomão edificou ao Senhor tinha sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e trinta de altura.

3. O pórtico, à entrada do templo, tinha vinte côvados de comprimento, o que igualava a largura do templo e dez côvados de largura na frente do edifício.

4. O rei fez no templo janelas com grades de madeira.

5. Construiu, encostados às paredes do edifício, andares que rodeavam o templo e o santuário. Cercou assim o edifício de quartos laterais.

6. O andar inferior tinha cinco côvados de largura, o do meio seis e o terceiro sete, porque se tinham posto encostas nos muros exteriores do templo para evitar que as vigas entrassem nas paredes do edifício.

7. Na construção do templo só se empregaram pedras lavradas na pedreira, de sorte que não se ouvia, durante os trabalhos da construção, barulho algum de martelo, de cinzel ou de qualquer outro instrumento de ferro.

8. A entrada do andar inferior encontrava-se do lado direito do edifício. Subia-se por uma escada em espiral ao andar do meio e deste ao terceiro.

9. Terminado o edifício, Salomão recobriu-o de tábuas e de forros de cedro.

10. Os andares que construiu encostados em todo o edifício eram de cinco côvados de altura cada um e foram ligados ao templo por traves de cedro.

11. A palavra do Senhor foi então dirigida a Salomão nestes termos:

12. “Esta casa que tu edificas... se obedeceres às minhas leis, praticares os meus mandamentos e observares todos os meus preceitos, seguindo-os cuidadosamente, eu cumprirei em ti as promessas que fiz ao teu pai Davi:

13. permanecerei no meio dos israelitas e não abandonarei Israel, meu povo”.

14. Salomão terminou a construção do templo.

15. Forrou o interior das paredes do edifício com placas de cedro, desde o pavimento até o teto; revestiu assim de madeira todo o interior e cobriu o pavimento com tábuas de cipreste.

16. Revestiu de tábuas de cedro, a partir do fundo do templo, desde o pavimento até o teto, um espaço de vinte côvados, que destinou ao santuário, ou Santo dos Santos.

17. Os quarenta côvados restantes constituíam a parte anterior do templo.

18. Dentro do edifício o cedro era esculpido de coloquíntidas e flores abertas; tudo era de cedro; de modo que não se podia ver pedra alguma.

19. Salomão dispôs o santuário no interior do templo, bem ao fundo, para ali colocar a arca da aliança do Senhor.

20. O santuário tinha por dentro vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura. Salomão revestiu-o de ouro fino e cobriu o altar de cedro.

21. Revestiu de ouro fino o interior do edifício e fechou com cadeias de ouro a frente do santuário, que era também revestido de ouro.

22. A casa ficou assim inteiramente coberta de ouro, como também toda a superfície do altar que estava diante do santuário.

23. Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura.

24. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra.

25. O segundo querubim tinha também dez côvados; os dois tinham a mesma forma e as mesmas dimensões.

26. Um e outro tinham dez côvados de altura.

27. Salomão os colocou no fundo do templo, no santuário. Tinham as asas estendidas, de sorte que uma asa do primeiro tocava uma das paredes e uma asa do segundo tocava a outra parede, en­quanto as outras duas asas se encontravam no meio do santuário.

28. Revestiu também de ouro os querubins.

29. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas.

30. Cobriu de ouro o pavimento do edifício, tanto o do santuário como o do templo.

31. Pôs à porta do santuário vigas de pau de oliveira; o seu enquadramento com as ombreiras ocupava a quinta parte da parede.*

32. Nos dois batentes de pau de oliveira mandou esculpir querubins, palmas e flores desabrochadas e cobriu-as de ouro; cobriu de ouro tanto os querubins como as palmas.

33. Para a porta do templo fez vigas de pau de oliveira que ocupavam a quarta parte da parede,

34. bem como dois batentes de madeira de cipreste, sendo cada batente formado de duas folhas móveis.

35. Mandou esculpir nelas querubins, palmas e flores desabrochadas e cobriu tudo de ouro, ajustado às esculturas.

36. Construiu, ao redor do átrio interior, um muro de três ordens de pedras talhadas e uma fileira de traves de cedro.

37. No mês de Ziv do quarto ano de reinado, foram lançados os fundamentos do templo do Senhor

38. e no ano undécimo, no mês de Bul, que é o oitavo mês, foi o templo acabado em todas as suas partes e em todos os seus pormenores. O templo foi construído em sete anos.

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1. A rainha de Sabá, ouvindo falar da fama de Salomão, veio a Jerusalém para prová-lo por meio de enigmas. Ela tinha um séquito considerável, camelos carregados de aromas, grande quantidade de ouro e de pedras preciosas. Quando da sua visita a Salomão, expôs-lhe tudo o que tinha no coração.

2. Salomão respondeu a todas as suas perguntas e nada houve por demais obscuro que não pudesse solucionar.

3. Diante dessa sabedoria do rei, à vista da residência que tinha construído para si,

4. dos manjares de sua mesa, dos aposentos de seus servos, da habitação e vestes de seus domésticos, de seus copeiros e seus trajes, dos holocaustos que oferecia no Templo do Senhor, a rainha de Sabá ficou enlevada de admiração.*

5. “É, pois, verdade – disse ela ao rei – o que tinha ouvido dizer, em minha terra, a respeito de tuas obras e de tua sabedoria.

6. Não queria dar fé a isso antes de vir e ver com meus próprios olhos. Pois bem, o que me tinham descrito não era sequer a metade de tua imensa sabedoria; ultrapassas tudo o que soube de ti pela tua fama!

7. Felizes os teus servos! Felizes esses servos que sempre estão diante de ti e ouvem tua sabedoria!

8. Bendito seja o Senhor, teu Deus, que te tomou como objeto de afeição e te colocou no seu trono, como rei em nome do Senhor, teu Deus! É por causa de seu amor a Israel e porque quer fazê-lo subsistir para sempre que te fez rei, para que faças reinar o direito e a justiça!”

9. Em seguida, deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, grande quantidade de aromas e pedras preciosas. Jamais se viram tantos aromas quantos os que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

10. Os servos de Hiram e os servos de Salomão, que traziam o ouro de Ofir, trouxeram também madeira de sândalo e pedras preciosas.

11. Com essa madeira de sândalo o rei fez degraus para o Templo do Senhor e para o palácio real, harpas e liras para os cantores. Nunca ainda se tinha visto semelhante madeira na terra de Judá.

12. O rei Salomão presenteou a rainha de Sabá com tudo o que ela sonhava ganhar, com muito mais do que ela havia trazido. Depois ela retomou com seus servos o caminho de sua terra.*

13. O peso de ouro que Salomão recebia cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos,

14. além do que lhe traziam os mercadores e “comerciantes”. Todos os reis da Arábia, como os governadores locais, traziam a Salomão um tributo de ouro e prata.

15. O rei Salomão mandou fabricar duzentos escudos de ouro batido, para cada um dos quais utilizou seiscentos siclos de ouro batido;

16. e trezentos pequenos escudos de ouro batido, para cada um dos quais empregou trezentos siclos de ouro. O rei colocou-os no palácio do Bosque do Líbano.

17. O rei mandou construir um grande trono de marfim, revestido de ouro puro.

18. Esse trono tinha seis degraus, com um escabelo de ouro fixado no trono. Nos dois lados do assento havia encostos flanquea­dos por leões.

19. Doze leões estavam colocados à direita e à esquerda, nos seis degraus. E não se fez um trono assim em nenhum reino.

20. Todas as taças do rei Salomão eram feitas de ouro e todo o vasilhame do palácio do Bosque do Líbano era de ouro puro. Isso porque no tempo de Salomão a prata não tinha valor.

21. Pois o rei tinha navios que iam a Társis com os servos de Hiram. Cada três anos a frota voltava de Társis, carregada de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

22. Dessa maneira, por sua riqueza e sabedoria, o rei Salomão avantajava-se a todos os reis da terra,

23. e todos procuravam sua presença, a fim de poderem ouvir a sabedoria que Deus lhe tinha infundido no coração.

24. Cada um lhe trazia anualmente seu presente: objetos de prata, objetos de ouro, vestimentas, armas, aromas, cavalos e mulas.

25. Salomão possuía cavalariças para quatro mil cavalos de carros e doze mil (cavalgaduras) para cavaleiros, que ele colocou nas cidades onde estavam abrigados seus carros assim como em Jerusalém, perto de si.

26. Ele dominava sobre todos os reis, desde o Eufrates até a terra dos filisteus e a fronteira do Egito.

27. Graças a ele, a prata tornou-se, em Jerusalém, tão comum como as pedras e os cedros tão numerosos como os sicômoros da planície.

28. Era do Egito e de todas as terras que se importavam cavalos para Salomão.

29. O restante dos feitos de Salomão, dos primeiros aos últimos, está relatado no livro do profeta Natã, na profecia de Aías de Silo e nas visões do vidente Ado a respeito de Jeroboão, filho de Nabat.*

30. O reinado de Salomão sobre todo o Israel durou quarenta anos, em Jerusalém.

31. Depois disso, Salomão adormeceu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai. Seu filho Roboão sucedeu-lhe no trono.

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1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo de Davi.*

2. Quando vos invoco, respondei-me, ó Deus de minha justiça, vós que na hora da angústia me reconfortastes. Tende piedade de mim e ouvi minha oração.

3. Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira?

4. O Senhor escolheu como eleito uma pessoa admirável, o Senhor me ouviu quando o invoquei.

5. Tremei, mas sem pecar; refleti em vossos corações, quando estiverdes em vossos leitos, e calai.*

6. Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor.

7. Dizem muitos: “Quem nos fará ver a felicidade?”. Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face.

8. Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho.

9. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor.

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"De que vale perder-se em vãos temores?". São Padre Pio de Pietrelcina