Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 147, 1 Reis 5 detalha os preparativos e planejamento da construção do templo de Salomão. 2 Crônicas 7-8 descreve a conclusão das obras e a dedicação, destacando a glória de Deus. O Salmo 66 exorta todas as nações a louvarem a Deus por Seus feitos poderosos e Sua fidelidade eterna.

1. Salomão dominava sobre todos os reinos, desde o Eufrates até a terra dos filisteus e até a fronteira do Egito. Esses reinos pagavam tributo e ficaram-lhe sujeitos durante todo o tempo de sua vida.

2. A casa de Salomão consumia diariamente para o seu sustento trinta coros de flor de farinha e sessenta de farinha,*

3. dez bois cevados e vinte de pasto, cem cordeiros, além de veados, gaze­las, gamos e as aves cevadas.

4. Salomão dominava em toda a terra além do rio e sobre todos os reis dessas regiões, desde Tafsa até Gaza e estava em paz com todos os povos vizinhos.*

5. Judá e Israel, desde Dã até Bersabeia, viviam sem temor algum, cada qual debaixo de sua vinha e de sua figueira, durante todo o tempo que reinou Salomão.

6. Salomão tinha quatro mil manjedouras para os cavalos de seus carros e doze mil cavalos de sela.

7. Os inten­dentes, cada um no seu mês, proviam às necessidades de Salomão e de todos os que se sentavam com ele à mesa real, de modo que nada lhes faltava.

8. Por seu turno, levavam também ao lugar onde fosse preciso cevada e palha para os cavalos de carga e de montaria.

9. Deus deu a Salomão a sabedoria, uma inteligência penetrante e um espírito de uma visão tão vasta como as areias que estão à beira do mar.

10. Sua sabedoria excedia a de todos os orientais e a de todo o Egito.

11. Ele era o mais sábio de todos os homens, mais sábio do que Etã, o ezraíta, do que Emã, Chacol e Dorda, filhos de Maol; e sua fama espalhou-se por todos os povos vizinhos.

12. Pronunciou três mil sentenças e compôs mil e cinco poemas.

13. Falou das árvores, desde o cedro do Líbano até o hissopo que brota dos muros; falou dos animais, das aves, dos répteis e dos peixes.

14. De todos os povos vinham pessoas ouvir a sabedoria de Salomão, da parte de todos os reis da terra que tinham ouvido falar de sua sabedoria.*

15. Quando Hiram, rei de Tiro, soube que Salomão fora ungido rei em lugar de seu pai, enviou-lhe os seus servos, pois Hiram fora sempre amigo de Davi.

16. Salomão, de seu lado, mandou a Hiram a seguinte mensagem:

17. “Sabes que Davi, meu pai, não pôde edificar um templo em nome do Senhor, seu Deus, por causa das guerras que teve de sustentar até o dia em que o Senhor pôs os seus inimigos sob a planta de seus pés.

18. Agora, porém, o Senhor deu-me paz de todos os lados: não há mais inimigos nem calamidades.

19. Por isso, penso em edificar um templo em nome do Senhor, meu Deus. O Senhor, com efeito, falara disso a Davi, meu pai, nestes termos: ‘Teu filho que farei sentar em teu lugar no trono, ele é que edificará um templo para o meu nome’.

20. Dá ordem, pois, aos teus servos, que me cortem cedros do Líbano. Meus operários trabalharão com os teus e pagarei a estes o salário que pedires, pois sabes que não há ninguém entre nós que saiba cortar árvores como os sidônios”.

21. Hiram, ouvindo a mensagem de Salo­mão, encheu-se de grande alegria e disse: “Bendito seja o Senhor, que deu a Davi um filho cheio de sabedoria para governar esse grande povo!”.

22. Em seguida, mandou responder a Salomão: “Recebi tua mensagem. Farei tudo o que desejas acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

23. Meus servos as descerão do Líbano até o mar e dali as farei conduzir em jangadas até o lugar que me designares. Ali as desatarão e tu as mandarás receber. De teu lado, corresponderás aos meus desejos, fornecendo víveres à minha casa”.

24. Hiram deu, pois, a Salomão, tanta madeira de cedro e de ciprestes quantas ele quis.

25. E Salomão deu-lhe vinte mil coros de trigo para o sustento de sua casa, bem como vinte coros de óleo bruto. Isso fornecia Salomão a Hiram cada ano.

26. O Senhor tinha dado sabedoria a Salomão, conforme prometera. Houve paz entre Hiram e Salomão e fizeram aliança entre si.

27. O rei Salomão escolheu trinta mil operários em todo o Israel.

28. Ele os mandava por seu turno ao Líbano, dez mil cada mês; passavam assim um mês no Líbano e dois meses em sua casa. Adoniram dirigia os trabalhos.

29. Salomão tinha ainda setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores de pedras na montanha,

30. sem contar três mil e trezentos contramestres que presidiam os vários trabalhos, os quais davam ordens ao povo e aos operários.

31. O rei ordenou que extraíssem grandes e belas pedras, que deviam ser talhadas para os alicerces do templo.

32. Os operários de Salomão e os de Hiram talharam as pedras, enquanto os giblieus preparavam as madeiras e as pedras para a construção da casa.

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Capítulo 7

1. Quando Salomão terminou essa prece, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto com os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo.

2. Os sacerdotes não podiam entrar no Templo do Senhor, tanta era a glória que enchia o edifício.

3. À vista do fogo que descia e da glória do Senhor que enchia o templo, toda a multidão de israelitas se proster­nou com o rosto em terra sobre o pavimento e, prosternados, puseram-se a cantar: “Louvai o Senhor porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna”.

4. O rei e todo o povo ofereceram então um sacrifício em presença do Senhor.

5. Salomão imolou vinte e dois mil touros e cento e vinte mil ovelhas. Foi desse modo que o rei e o povo fizeram a dedicação do Templo de Deus.

6. Os sacerdotes mantinham-se em seus postos; igualmente os levitas com os instrumentos de música do Senhor, que Davi tinha mandado fazer para celebrar os louvores do Senhor, quando confiou-lhes essa função de cantar os louvores do Senhor: “Porque sua misericórdia é eterna”. Os sacerdotes diante deles tocavam trombetas, enquanto toda a multidão dos israelitas mantinha-se de pé.

7. Salomão consagrou a parte central do átrio, que está em frente da fachada do Templo do Senhor; ofereceu ali holocaustos e a gordura dos sacrifícios pacíficos, porque o altar de bronze que tinha feito não era suficiente para os holocaustos, oferendas e a gordura das vítimas.

8. A celebração dessa festa, presidida então por Salomão, para todo o povo de Israel durou sete dias. A multidão congregada, desde a entrada de Emat até a torrente do Egito, era enorme.

9. No oitavo dia, realizou-se a assembleia solene, pois tinham celebrado a dedicação do altar, assim como a festa, durante sete dias.

10. No vigésimo terceiro dia do sétimo mês, Salomão mandou o povo de volta para suas tendas; estavam todos alegres e contentes por causa dos benefícios que o Senhor tinha feito a Davi, a Salomão e a seu povo de Israel.

11. Acabara, pois, o rei, o templo e o palácio real. Tinha levado a bom termo tudo o que tencionava fazer no Templo do Senhor e em sua própria residência.

12. Durante a noite, o Senhor lhe apareceu: “Ouvi – disse ele – tua oração e escolhi este lugar para que seja o templo no qual me oferecerão sacrifícios.

13. Quando eu cerrar o céu e não houver mais chuva, quando ordenar aos gafanhotos que devorem a terra, ou quando enviar a peste contra meu povo,

14. se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto do céu e sanarei sua terra.

15. Dora­vante, meus olhos estarão abertos e meus ouvidos atentos às preces feitas neste lugar,

16. pois, para o futuro, escolho e consagro este templo para que meu nome nele resida para sempre; meus olhos e meu coração estarão nele para sempre.

17. Quanto a ti, se andares na minha presença como fez teu pai Davi, se puseres em prática tudo o que prescrevi, se observares minhas leis e meus preceitos,

18. elevarei o trono de tua realeza, como prometi a teu pai, dizendo-lhe que jamais lhe faltaria descendente que ocupasse o trono de Israel.

19. Mas se vos desviardes de mim e negligenciardes os preceitos e mandamentos que vos prescrevi, para servirdes a outros deuses e render-lhes culto,

20. então vos exterminarei da terra que vos dei e arrojarei para longe de mim este templo que consagrei a meu nome e dele farei para todas as nações pagãs objeto de fábula e de riso.

21. Este templo, tão excelso, será para todos os transeuntes um objeto de espanto. Eles dirão: ‘Como tratou o Senhor dessa maneira esta terra e este templo?’.

22. E responderão: ‘É porque abandonaram o Senhor, o Deus de seus pais, que os tinha tirado do Egito e se apegaram a outros deuses, prostrando-se diante deles e rendendo-lhes culto. Eis por que fez sobrevir a eles todas essas calamidades’.”

Capítulo 8

1. Ao cabo de vinte anos, Salomão tinha construído o Templo do Senhor e sua própria residência.

2. Reconstruiu também as cidades que Hiram lhe tinha dado e nelas estabeleceu os israelitas.

3. Em seguida, atacou Emat de Soba e se apoderou dela.

4. Construiu Tadmor no deserto e todas as localidades que serviam de entreposto na terra de Emat. 5 Construiu Bet-Horon superior e Bet-Horon inferior, cidades fortificadas providas de muralhas, portas e ferrolhos.

6. Construiu Baalat e todas as localidades que lhe serviam de entrepostos de aprovisionamento, as cidades para os carros, as cidades para a cavalaria e tudo quanto achou bom construir em Jerusalém, no Líbano e em todo o território submetido ao seu poder.

7. Toda a população que tinha sobrevivido dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, tudo o que não era de Israel –

8. todos os descendentes desses povos que tinham ficado na terra sem que Israel tivesse podido exterminar –, Salomão submeteu-os como pessoal de trabalho pesado, o que são ainda hoje.

9. Nenhum israelita foi empregado nos trabalhos de Salomão como escravo: foram seus guerreiros, chefes de suas tropas de eleição, comandantes de seus carros e de sua cavalaria.

10. Os contramestres do rei, colocados à frente dos obreiros, eram em número de duzentos e cinquenta.

11. Salomão mandou buscar a filha do faraó da Cidade de Davi para a residência que tinha construído para ela. “Minha mulher – disse ele – não deve habitar na casa de Davi, rei de Israel. Essa habitação, na qual entrou a arca do Senhor, é um santuário.”

12. Então, Salomão ofereceu ao Senhor holocaustos no seu altar, que tinha cons­truído diante do pórtico.

13. Cada dia oferecia os sacrifícios prescritos por Moisés; igualmente, aos sábados, nas neomênias e nas três festas do ano: festa dos Ázimos, festa das Semanas e festa dos Taber­náculos.

14. Conforme as disposições tomadas por seu pai Davi, empos­sou as diversas classes de sacerdotes em suas funções, assim como os levitas, em seus ministérios de louvar o Senhor e no seu serviço cotidiano em presença dos sacerdotes; finalmente, os porteiros para cada porta, de acordo com sua categoria. Assim tinha mandado Davi, o homem de Deus.

15. Em nada se afastaram das disposições que tinha tomado com referência aos sacerdotes, aos levitas e ao que se relacionava com os tesouros.

16. Dessa forma, foi levada a efeito toda a obra de Salomão, desde a fundação do templo até seu acabamento. O Templo do Senhor estava, pois, terminado.

17. Então, Salomão dirigiu-se a Asiongaber e a Elat, nas praias do mar, na terra de Edom.

18. Hiram enviou-lhe, por meio de seus servos, navios e marinheiros experimentados. Eles foram a Ofir com os servos de Salomão e de lá trouxeram ao rei quatrocentos e cinquenta talentos de ouro.

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1. Ao mestre de canto. Cântico. Salmo. Aclamai a Deus, toda a terra,*

2. Cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glorioso louvor.

3. Dizei a Deus: “Vossas obras são estupendas! Tal é o vosso poder que os próprios inimigos vos glorificam.

4. Diante de vós se prosterne toda a terra, e cante em vossa honra a glória de vosso nome”.

5. Vinde contemplar as obras de Deus: ele fez maravilhas entre os filhos dos homens.

6. Mudou o mar em terra firme; atravessaram o rio a pé enxuto; eis o motivo de nossa alegria.

7. Domina pelo seu poder para sempre, seus olhos observam as nações pagãs; que os rebeldes não levantem a cabeça.

8. Bendizei, ó povos, o nosso Deus, publicai seus louvores.

9. Foi ele quem conservou a vida de nossa alma, e não permitiu resvalassem nossos pés.

10. Pois vós nos provastes, ó Deus, purificastes-nos como se faz com a prata.

11. Deixastes-nos cair no laço, carga pesada pusestes em nossas costas.

12. Submetestes-nos ao jugo dos homens, passamos pelo fogo e pela água; mas, por fim, nos destes alívio.

13. É, pois, com holocaustos que entrarei em vossa casa, pagarei os votos que fiz para convosco,

14. votos proferidos pelos meus lábios, quando me encontrava na tribulação.

15. Oferecerei em holocausto as mais belas ovelhas, com os mais gordos carneiros; imolarei touros e cabritos.

16. Vinde, ouvi vós todos que temeis ao Senhor. Eu vos narrarei quão grandes coisas Deus fez à minha alma.

17. Meus lábios o invocaram, com minha língua o louvei.

18. Se eu intentasse no coração o mal, não me teria ouvido o Senhor.

19. Mas Deus me ouviu; atendeu a voz da minha súplica.

20. Bendito seja Deus que não rejeitou a minha oração, nem retirou de mim a sua misericórdia.

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"Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso". São Padre Pio de Pietrelcina