Mosaico decorativo

1. Meu espírito vai-se consumindo, os meus dias se apagam, só me resta o sepulcro!

1. O sopro da minha vida vai-se consumindo, os meus dias se extinguem e só me resta o sepulcro

2. Estou de fato cercado de zombadores e meus olhos velam por causa de seus ultrajes.*

2. Cercam-me escarnecedores, os meus olhos têm de ver os seus escárnios.

3. Sê tu mesmo a minha caução, junto a ti, pois quem ousará bater em minha mão?*

3. Livra-me, Senhor, e põe-me junto de ti, e (então) combata contra mim a mão de quem quer que for.

4. Pois fechaste o seu coração à inteligência; por isso, não os deixarás triunfar.

4. Tu afastaste da inteligência o seu coração, por isso não serão exaltados. (ver nota)

5. Há quem convide seus amigos à partilha, enquanto desfalecem os olhos de seus filhos.

5. Há quem prometa a presa aos companheiros, quando os olhos de seus filhos desfalecem. (ver nota)

6. Ele me reduziu a zombaria do povo, como aquele em cujo rosto se cospe.

6. Ele me reduziu a ser objecto de riso do povo, sou um (homem) a quem se cospe no rosto.

7. Meus olhos se escurecem de tristeza e todo o meu corpo não é mais que uma sombra.

7. Os meus olhos escureceram-se de amargura, todos os meus membros são como uma sombra.

8. As pessoas retas estão espantadas e o inocente se irrita contra o ímpio.

8. Os justos pasmam disto (que me acontece), e o inocente se levanta contra o ímpio. (ver nota)

9. O justo, entretanto, persiste no seu caminho, e o homem de mãos puras redobra de coragem.

9. Mas o justo persistirá no seu caminho, e aquele que tem as mãos puras crescerá em fortaleza.

10. Mas vós todos voltai e vinde; pois não acharei entre vós nenhum sábio.

10. Voltai, enfim, vós todos, vinde; não acharei entre vós nenhum sapiente? (ver nota)

11. Meus dias se esgotam, meus projetos estão aniquilados, frustraram-se os projetos do meu coração.

11. Os meus dias passaram, os meus projetos ruíram, os projetos queridos do meu coração.

12. Fazem da noite, dia. A luz da manhã é para mim como trevas.

12. Tornam a noite em dia; em face das trevas (dizem que) a luz está próxima.

13. Deverei esperar? A região dos mortos é a minha morada! Preparo meu leito no local tenebroso.

13. Ainda que eu espere com paciência, o sepulcro será a minha casa, e tenho preparado o meu leito nas trevas.

14. Disse ao sepulcro: ‘Tu és meu pai’, e aos vermes: ‘Vós sois minha mãe e minha irmã!’.

14. Eu disse à podridão: Tu és meu pai! E aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã.

15. Onde está, pois, minha esperança? E a minha felicidade, quem a entrevê?

15. Onde está, pois, agora a minha esperança? E a minha felicidade, quem a pode ver?

16. Descerão elas comigo à região dos mortos? Afundaremos juntos no pó?”.

16. Todas as minhas coisas descerão ao mais profundo do sepulcro; e julgas tu que eu, ao menos neste lugar, terei descanso?


Bíblia Ave Maria - Sva prava pridržana.


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