I Macabeus, 10
1. No ano cento e sessenta, Alexandre Epífanes, filho de Antíoco, embarcou e veio ocupar Ptolemaida, onde foi acolhido e proclamado rei.*
1. No ano cento e sessenta, Alexandre, filho de Antíoco, cognominado Epífanes, marchou e ocupou a Ptolemaida; foi bem recebido e reinou ali.
2. Soube-o o rei Demétrio, que reuniu um numerosíssimo exército e o atacou.
2. O rei Demétrio, ao saber disto, levantou um exército muito numeroso e avançou a encontrar-se com ele para lhe dar batalha.
3. Enviou a Jônatas uma carta, em termos pacíficos, para lisonjeá-lo,
3. Então Demétrio enviou a Jónatas uma carta cheia de expressões de paz, prometendo elevá-lo em dignidade.
4. dizendo consigo mesmo: “Apressemo-nos em fazer a paz com ele, antes que a faça com Alexandre contra nós.
4. Antecipemo-nos a fazer a paz com ele, — dizia (Demétrio) consigo — antes que a faça com Alexandre com prejuízo nosso,
5. Porque certamente ele se lembra do mal que lhe causamos, assim como a seus irmãos e à sua raça”.
5. porque ele (Jónatas) se lembrará de todos os males que lhe fizemos, a ele, a seu irmão e ao seu povo.
6. Concedeu-lhe autorização para recrutar tropas, fabricar armas e ser seu aliado. Mandou-lhe entregar os reféns aprisionados na fortaleza.
6. (Demétrio) deu-lhe, pois poder de levantar um exército, de fazer armas e de se dizer seu aliado, e mandou que lhe entregassem os reféns detidos na cidadela (de Jerusalém).
7. Jônatas veio então a Jerusalém e leu a carta diante de todo o povo e das tropas que ocupavam a fortaleza.
7. Foi Jónatas a Jerusalém e leu as cartas, ouvindo-o todo o povo, assim como as tropas que ocupavam a cidadela.
8. Estes ficaram tomados de um grande medo, quando souberam que o rei lhe havia permitido levantar um exército.
8. Estas ficaram tomadas dum grande medo, depois de ouvirem que o rei lhe tinha dado poder de juntar um exército.
9. Os guardas lhe entregaram os reféns e ele os entregou a seus pais.
9. Foram, pois, entregues os reféns a Jónatas, o qual os restituiu aos seus parentes.
10. Ficou habitando em Jerusalém e começou a edificar e restaurar a cidade.
10. Jónatas estabeleceu-se em Jerusalém e começou a edificar e a renovar a cidade.
11. Ordenou aos que executavam os trabalhos, que construíssem ao redor do monte Sião um muro de pedras de cantaria para sua fortificação. E assim foi feito.
11. Mandou aos operários que levantassem uma muralha de cintura, em pedras de silharia, em volta do monte Sião, para sua fortaleza, e eles assim o fizeram.
12. Os estrangeiros que se achavam nas fortalezas edificadas por Báquides fugiram.
12. Então os estrangeiros, que estavam nas fortalezas que Báquides tinha edificado, fugiram;
13. Cada qual deixou seu posto para se refugiar no seu país.
13. cada um deixou o seu lugar e foi para a sua terra.
14. Sobraram somente em Betsur alguns dos desertores da Lei e dos preceitos. Era ali seu lugar de refúgio.
14. Ficaram somente em Betsur alguns daqueles que tinham abandonado a lei e os preceitos de Deus, porque esta cidade lhes servia de refúgio.
15. Entretanto, soube o rei Alexandre da carta que Demétrio havia feito a Jônatas, e contaram-lhe as batalhas e feitos deste e de seus irmãos, como também os trabalhos que tinham suportado.
15. Entretanto o rei Alexandre soube das promessas que Demétrio tinha feito a Jónatas; contaram-lhe também as batalhas e provas de valor, que ele e seus irmãos tinham dado, e os trabalhos suportados.
16. “Poderíamos acaso encontrar – disse ele – um homem semelhante a este? Procuremos imediatamente fazê-lo nosso amigo e aliado.”
16. Disse: Porventura poderemos encontrar um homem como este? Procuremos, pois, fazê-lo nosso amigo e aliado.
17. Escreveu-lhe então e mandou-lhe uma carta lavrada nestes termos:
17. Escreveu e enviou-lhe uma carta, concebida nestes termos:
18. “O rei Alexandre a seu irmão Jônatas, saudações!
18. O rei Alexandre, ao seu irmão Jónatas, saúde.
19. Ouvimos dizer de ti, que tu és um homem poderoso e forte, e que mereces a nossa amizade.
19. Temos ouvido dizer de ti que és um homem poderoso e apto para seres nosso amigo;
20. Por isso, te constituímos desde agora sumo sacerdote de teu povo e te outorgamos o título de amigo do rei – mandou-lhe uma toga de púrpura e uma coroa de ouro – e pedimos-te escolher nosso partido e conservar-nos tua amizade”.
20. portanto constituímos-te hoje sumo pontífice da tua nação e damos-te o título de amigo do rei— nessa ocasião mandou-lhe uma veste de púrpura e uma coroa de ouro — para que cuides dos nossos interesses e nos conserves amizade.
21. No sétimo mês do ano cento e sessenta, pela festa dos Tabernáculos, revestiu-se Jônatas da túnica sagrada. Organizou um exército e ajuntou armas em quantidade.
21. No ano cento e sessenta, no sétimo mês, vestiu-se Jónatas da túnica sagrada, no dia da solene festa dos Tabernáculos; e levantou um exército e mandou fazer grande quantidade de armas.
22. Demétrio foi informado de tudo isso e inquietou-se:
22. Quando Demétrio teve conhecimento destas coisas contristou-se muito e disse:
23. “Como fomos deixar que Alexandre nos precedesse, travando com os judeus uma amizade que o fortifica?
23. Que proceder foi o nosso, a ponto que Alexandre nos haja precedido em conciliar a amizade dos Judeus para fortificar o seu partido?
24. Eu também vou escrever-lhe belas palavras, títulos e presentes, para que eles passem ao meu lado e venham em meu auxílio”.
24. Escrever-lhes-ei também palavras persuasivas, oferecendo-lhes dignidades e dávidas, para que sejam comigo em minha ajuda.
25. E ele mandou-lhes levar uma mensagem nestes termos: “O rei Demétrio ao povo dos judeus, saudações!
25. Escreveu-lhes, pois, nestes termos; o rei Demétrio, à nação dos Judeus, saúde.
26. Vós observastes nossos acordos, permanecestes fiéis à nossa amizade e não fizestes convenções com nossos inimigos. Nós o sabemos e regozijamo-nos com isso.
26. Ouvimos dizer que tendes guardado a aliança que fizestes conosco, que perseverastes firmes na nossa amizade, não vos coligando com os nossos inimigos, e disto nos alegramos.
27. Ainda agora continuai a nos conservar a mesma fidelidade e vos recompensaremos do que fareis por nós.
27. Perseverai, agora, como até aqui, em nos conservar a mesma fidelidade; pagar-vos-emos avantajadamente o que fizerdes por nós:
28. Nós vos isentaremos dos muitos impostos e vos cumularemos de presentes.
28. libertar-vos-emos de muitos encargos e cumular-vos-emos de obséquios.
29. Desde agora concedemo-vos a todos os judeus dispensa dos impostos, da taxa do sal e das coroas.*
29. Desde agora vos isento, a vós e a todos os Judeus, dos tributos que costumáveis pagar, do imposto do sal e das coroas. À terça parte dos produtos do chão (ver nota)
30. Ao terço dos produtos do solo e à metade dos frutos das árvores, que me pertencem, eu renuncio, a partir deste dia, a cobrar na terra de Judá e nos três distritos da Samaria e da Galileia, que lhe estão anexos. Isso desde agora e para sempre.
30. e à metade dos frutos das árvores, a que tinha direito, a tudo isso desde o dia de hoje em diante renuncio, não querendo que se receba mais do país de Judá, nem das três regiões que lhe foram anexas, tiradas da Samaria e da Galileia. Isto, desde hoje e para sempre.
31. Que Jerusalém seja sagrada e isenta, com seu território, dos dízimos e dos impostos.
31. (Quero) também que Jerusalém seja santa e livre com todo o seu território, e que os dízimos e os tributos sejam para ela.
32. Renuncio também a todo poder sobre a fortaleza de Jerusalém e a entrego ao sumo sacerdote, para que ele coloque ali como guardas os homens que ele quiser.
32. Igualmente renuncio à posse da fortaleza, que está em Jerusalém, e dou-a ao sumo sacerdote, a fim de que ponha nela os homens que ele mesmo escolher, para que a guardem.
33. Concedo gratuitamente a liberdade a todo cidadão judeu, em cativeiro no meu reino e todos serão isentos de impostos, mesmo sobre seu gado.
33. Dou mais, sem resgate algum, a liberdade a todos os Judeus, que vieram cativos do país de Judá e se encontrarem em todo o meu reino, isentando-os a todos de pagarem tributos por si e também pelos seus gados.
34. Todos os dias solenes, os sábados, as neomênias, as festas prescritas, os três dias anteriores às solenidades e os três dias posteriores, sejam dias de imunidade e de isenção para todos os judeus que habitam em meu reino.
34. (Quero da mesma sorte) que todas as festas solenes, os dias de sábado, as neoménias, as festas decretadas, assim como os três dias antes de cada festa solene e os três depois dela, sejam todos dias de imunidade e de isenção para todos os Judeus que estão no meu reino;
35. Ninguém poderá perseguir ou molestar quem quer que seja dentre eles, por motivo algum.
35. (nesses dias) ninguém terá direito de exigir deles coisa alguma, nem de os molestar, seja por que assunto for.
36. Que se alistem no exército do rei até trinta mil judeus e que lhes sejam dados os mesmos direitos que às tropas reais.
36. Também (ordeno) que dos Judeus se alistem nas tropas do rei até trinta mil homens, aos quais se dará o mesmo soido que às demais tropas do rei. Deles se escolherão alguns para serem postos nas grandes fortalezas do rei,
37. Alguns deles serão colocados nas grandes fortalezas do rei, outros serão designados para postos de confiança no reino. Seus chefes e seus oficiais serão escolhidos entre eles, seguirão suas próprias leis, como o exige o rei para a Judeia.
37. e outros serão colocados em lugares de confiança do reino; sejam deles mesmos tirados os seus chefes, e viram conforme as suas leis, como o rei ordenou para o país de Judá
38. Os três distritos da Samaria que foram anexados à Judeia lhe serão incorporados de maneira que sejam considerados como sendo um só com ela, e não obedeçam a nenhuma outra autoridade a não ser à do sumo sacerdote.
38. Que as três regiões da Samaria, anexas à Judeia, sejam consideradas como a própria Judeia, de forma que não estejam sujeitas a nenhum outro poder, que não seja o do sumo pontífice.
39. Faço de Ptolemaida e de seu território doação ao templo de Jerusalém, para prover seu sustento.
39. Quanto à Ptolemaida e a todo o seu território, faço doação dela ao santuário de Jerusalém, para as despesas necessárias ao culto.
40. Darei também cada ano quinze mil siclos de prata das rendas do rei, provenientes dos seus domínios.
40. Afora isto, darei todos os anos quinze mil siclos de prata, que se tomarão dos direitos reais, nos domínios que me pertencem.
41. Todo o dinheiro que os administradores dos negócios não tiverem despendido, e que lhes sobrar, como nos anos passados, será destinado à construção do templo.
41. Tudo aquilo que ultrapasse as despesas feitas nos anos anteriores, será entregue desde hoje para o serviço do templo.
42. Além disso, será feita a entrega dos cinco mil siclos de prata cobrados cada ano das rendas do templo, porque essa soma pertence aos sacerdotes que prestam o serviço litúrgico.
42. Além disto, os cinco mil siclos de prata, cobrados todos os anos das rendas do santuário, ser-lhe-ão deixados, porque pertencem aos sacerdotes, que exercem as funções do seu ministério.
43. Todo aquele que se refugiar no Templo de Jerusalém ou no seu recinto, por motivo de dívida ao fisco, ou por qualquer coisa que seja, será poupado, bem como tudo o que ele possui no meu reino.
43. Também (quero) que todos aqueles que se refugiarem no templo de Jerusalém, ou dentro da sua cerca, por causa de dívida ao fisco ou por qualquer outro motivo, fiquem imunes, assim como todos os bens que possuem no meu reino!
44. As despesas para os trabalhos da construção e restauração do templo serão postas na conta do rei.
44. As despesas para edificar ou reparar as obras do santuário serão feitas por conta do rei,
45. Do mesmo modo, as despesas para a construção dos muros e do recinto da cidade ficarão a cargo das rendas do rei, bem como os gastos da construção das outras fortificações na Judeia”.
45. como também o que se gastar para reedificar os muros de Jerusalém, para fortificar a sua cerca e para fazer muralhas nas cidades da Judeia.
46. Quando Jônatas e o povo ouviram essas propostas, não acreditaram e não quiseram aceitá-las, lembrando-se de todo o mal que Demétrio havia causado a Israel e do quanto ele os havia oprimido.
46. Mas Jónatas e o povo, quando ouviram estas propostas (de Demétrio), não as tiveram por sinceras e não as aceitaram, poi-que se lembravam dos grandes males que ele tinha feito a Israel e de quanto os tinha atribulado.
47. Escolheram então o partido de Alexandre, porque ele tinha sido o primeiro a lhes falar de paz, e foram sempre seus auxiliares.
47. Declararam-se, pois, a favor de Alexandre, visto ter sido o primeiro que lhes falara de paz e auxiliaram-no sempre dali por diante.
48. Alexandre reuniu um grande exército e veio ao encontro de Demétrio.
48. (Negociado isto) levantou o rei Alexandre um grande exército e marchou com suas tropas contra Demétrio.
49. Os dois reis travaram combate, mas o exército de Demétrio fugiu. Perseguiu-o Alexandre, obtendo pleno êxito.
49. Os dois reis deram batalha, mas o exército de Demétrio fugiu. Alexandre foi em seu alcance e deu sobre ele.
50. Combateu com ardor até o pôr do sol e Demétrio morreu nesse mesmo dia.
50. A peleja foi renhida, até que se pôs o sol, e Demétrio foi morto naquele dia.
51. Então, Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egito, com a missão de lhe dizer:
51. Depois destas coisas, Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egipto, encarregados de lhe dizer o seguinte;
52. “Eis-me de volta ao solo do meu reino e assentado no trono de meus pais. Recobrei o poder, derrotei Demétrio e tomei posse de meu país.
52. Eis que voltei ao meu reino e me assentei no trono de meus pais, tomei conta do poder, derrotei Demétrio e entrei na posse de meus domínios.
53. Travei batalha com ele, venci-o com seu exército e subi ao trono onde ele reinava.
53. Vim com ele às mãos, derrotei-o, a ele e às suas tropas, e assentei-me no trono do seu reino.
54. Façamos agora laços de amizade. Dá-me tua filha como esposa e serei teu genro, e vos cumularei, a ti e a ela, com presentes dignos de vós”.
54. Façamos agora amizade um com o outro; (por isso) dá-me a tua filha por mulher, e eu serei teu genro, e, assim a ti como a ela, darei presentes condignos.
55. O rei Ptolomeu respondeu: “Venturoso o dia em que entraste na terra de teus pais e te assentaste no trono de seu reino!
55. O rei Ptolomeu respondeu-lhe: Venturoso o dia em que tornaste a ocupar a terra de teus pais e te assentaste no trono do seu reino!
56. Por isso, te darei o que me pedes. Mas vem ter comigo em Ptolemaida, para que nos vejamos, e farei de ti o meu genro como desejas”.
56. Agora te farei o que me pediste por escrito; mas vem ter comigo a Ptolemaida, para que ali nos vejamos, e far-te-ei meu genro, como disseste.
57. Partiu Ptolomeu do Egito com sua filha Cleópatra e dirigiu-se a Ptolemaida no ano cento e sessenta e dois.
57. Saiu, pois, Ptolomeu do Egipto, com sua filha Cleópatra, e foi a Ptolemaida, no ano cento e sessenta e dois.
58. Deu-a em casamento a Alexandre que veio-lhe ao encontro e celebrou as bodas com real magnificência.
58. Ali compareceu em sua presença o rei Alexandre, a quem Ptolomeu deu sua filha Cleópatra, e celebrou as núpcias em Ptolemaida com grande magnificência, segundo o costume dos reis.
59. O rei Alexandre escreveu também a Jônatas para que viesse procurá-lo.
59. O rei Alexandre escreveu também a Jónatas, para que viesse avistar-se com ele.
60. Este se dirigiu a Ptolemaida, onde, com pompa, encontrou os dois reis. Ofereceu-lhes, como também a seus amigos, prata, ouro e numerosos presentes e conquistou sua total confiança.
60. Jónatas foi com grande, pompa a Ptolemaida, onde visitou os dois reis, e deu-lhes, assim como aos seus amigos, prata, ouro e muitos presentes, conquistando o seu favor.
61. Todavia, alguns perversos de Israel reuniram-se contra ele e esses ímpios quiseram acusá-lo, mas o rei não lhes deu atenção.
61. Então concertaram-se certos homens perversos de Israel, homens iniquos, para apresentarem uma acusação contra ele, mas o rei não os quis atender.
62. Ordenou até mesmo que se tirassem as vestes de Jônatas, para revesti-lo de púrpura. E assim fizeram. E o rei fê-lo assentar-se junto de si.
62. Antes mandou que se tirassem a Jónatas as suas vestes e que o vestissem de púrpura, o que se fez. Depois o rei mandou-o sentar a seu lado
63. Disse também aos grandes de sua corte: “Saí com ele para o centro da cidade e proclamai que ninguém o acuse, sob qualquer pretexto, e que ninguém o moleste de maneira alguma”.
63. e disse aos grandes da sua corte: Ide com ele pelo meio da cidade e fazei publicar em voz alta que ninguém se atreva a formar contra ele queixa, por título algum, e que ninguém lhe seja molesto por qualquer coisa que for.
64. Quando seus acusadores o viram assim exaltado publicamente e revestido de púrpura, fugiram.
64. Aqueles que tinham vindo com tenção de o acusar quando o viram públicamente exaltado e vestido de púrpura, fugiram todos.
65. Honrou-o o rei, inscreveu-o entre seus primeiros amigos e deu-lhe o título de chefe do exército e de governador.
65. O rei honorificou-o, pô-lo no número dos seus primeiros amigos e constituiu-o general e governador.
66. Após isso, regressou Jônatas a Jerusalém, tranquilo e alegre.
66. Jónatas voltou para Jerusalém, em paz e com alegria.
67. No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, filho de Demétrio, voltou de Creta à terra de seus pais.*
67. No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, filho de Demétrio, voltou de Creta à terra de seus pais.
68. Com essa notícia, Alexandre, muito contristado, partiu para Antioquia.
68. Logo que o rei Alexandre teve conhecimento disto, incomodou-se muito e partiu para Antioquia.
69. Demétrio constituiu Apolônio como governador da Celessíria. Este levantou um poderoso exército, que ele reuniu em Jâmnia, e mandou avisar ao sumo sacerdote Jônatas:*
69. O rei Demétrio fez general das suas tropas a Apolónio, que era governador da Celesiria. Este levantou um grande exército e chegou a Jâmnia, donde enviou um mensageiro a Jónatas, sumo sacerdote,
70. “Só tu nos resistes e, por causa de ti, eu me tornei objeto de zombarias e de opróbrio. Por que te fazes de arrogante diante de nós, em tuas montanhas?*
70. a dizer: Tu és o único que nos resistes, e, por isso, estou feito um objecto de riso e de opróbrio. Como poderás aguentar-te contra nós nas montanhas?
71. Se tens ainda confiança em tuas tropas, desce agora das montanhas a nós na planície, onde nos poderemos medir, porque tenho comigo a força das cidades.
71. Se, pois, agora confias nas tuas tropas, desce a nós ao campo, e façamos lá prova das nossas forças, porque o poder das batalhas me acompanha.
72. Informa-te e saberás quem sou eu e quem são os meus aliados. Estes também dizem que não podereis manter-vos de pé diante de nós, porque já duas vezes teus pais foram afugentados em sua própria terra.
72. Pergunta e saberás quem eu sou e quais os meus aliados. Eles dizem que os vossos pés se não podem manter firmes diante da nossa face, porque teus pais foram postos duas vezes em fuga na sua própria terra.
73. Hoje não poderás mais resistir à nossa cavalaria e a um tal exército, nesta planície, onde não há nem pedra nem rochedo nem esconderijo algum para se refugiar”.
73. Como poderás tu, pois, agora resistir ao ímpeto da cavalaria e dum tão grande exército, num campo, onde não há nem pedra, nem penedo, nem lugar para fugir?
74. Ao ouvir as palavras de Apolônio, indignou-se Jônatas. Tomando consigo dez mil homens, saiu de Jerusalém. Seu irmão Simão trouxe-lhe reforço.
74. Jónatas, quando ouviu estas palavras de Apolónio, ficou muito indignado. Escolheu dez mil homens, partiu de Jerusalém, e Simão, seu irmão, se foi encorporar com ele para o socorrer.
75. Veio acampar perto de Jope que, possuindo uma guarnição de Apolônio, fechou-lhe suas portas. Jônatas atacou-a.
75. Acamparam junto de Jope, mas os da cidade fecharam-lhes as portas, porque dentro de Jope havia uma guarnição de Apolónio. Jónatas combateu-a.
76. Os habitantes, espantados, abriram-lhe as portas e assim Jônatas conquistou Jope.
76. Aterrados, os que estavam dentro da cidade abriram as portas, e assim Jónatas apoderou-se de Jope.
77. Ao saber disso, Apolônio pôs a caminho três mil cavaleiros e um poderoso exército
77. Quando ouviu isto, Apolónio fez logo avançar consigo três mil cavaleiros e um exército numeroso.
78. e de lá dirigiu-se para Azoto, como se fosse atravessá-la. Ao mesmo tempo, ganhou a planície, porque possuía uma numerosa cavalaria, na qual depositava confiança. Jônatas perseguiu-o até Azoto, e os dois exércitos chocaram-se.
78. Marchando como quem ia pelo caminho de Azot, para passar adiante, logo de improviso se lançou na campina, porque tinha muita cavalaria e nela se fiava. Seguiu-o Jónatas para Azot, e ali deram batalha um ao outro.
79. Apolônio havia deixado escondidos mil cavaleiros, para pegar os judeus de emboscada.
79. Apolónio tinha deixado de emboscada mil cavaleiros atrás (para surpreender os Judeus).
80. Mas Jônatas foi informado dessa emboscada dirigida contra ele. Os inimigos cercavam sua formação e, desde a manhã até o pôr do sol, atacaram seus homens.
80. Jónatas teve notícia de que ficava por detrás dele uma emboscada. Os inimigos rodearam o seu arraial, e, desde manhã 'até à tarde, não cessaram de atirar dardos contra a sua gente.
81. O povo permanecia firme em suas fileiras como Jônatas havia ordenado, enquanto que os cavaleiros do inimigo se fatigavam.
81. O povo permaneceu firme, conforme a ordem que Jónatas lhe tinha dado, enquanto que os cavalos dos inimigos se fatigaram muito.
82. Em seguida, Simão avançou com sua tropa e travou uma batalha contra a falange, quando a cavalaria já estava enfraquecida. O inimigo, aniquilado, foi posto em fuga.
82. Então Simão fez avançar as suas tropas e atacou a falange, porque a cavalaria estava cansada, de sorte que foram derrotados e fugiram.
83. Os cavaleiros se dispersaram pela planície, e os fugitivos alcançaram Azoto, onde se refugiaram no templo de Dagon, seu ídolo, para ali se porem em segurança.
83. Os cavaleiros dispersaram-se pela planície, e os fugitivos acolheram-se em Azot, onde entraram no templo de Dagon, seu ídolo, para ali se porem em segurança.
84. Jônatas incendiou Azoto e todos os povoados das circunvizinhanças depois de tê-los pilhado. Queimou o templo de Dagon com todos os que estavam ali refugiados.
84. Porém Jónatas queimou Azot e as cidades que estavam nos seus contornos tomou os seus despojos e pôs fogo ao templo de Dagon, queimando-o com todos os que nele se tinham refugiado.
85. O número dos que pereceram pela espada ou pelo fogo foi cerca de oito mil.
85. Foram perto de oito mil homens os que morreram, entre os passados à espada e os consumidos pelo fogo.
86. Jônatas partiu dali e foi acampar diante de Ascalon, cujos habitantes saíram-lhe ao encontro, rendendo-lhe grandes honras.
86. Jónatas levantou dali o seu arraial e acampou junto de Ascalon, cujos cidadãos saíram a recebê-lo com grandes honras.
87. Em seguida, alcançou Jerusalém com seus companheiros, carregados de espólios.
87. Depois Jónatas regressou a Jerusalém com a sua gente carregada de muitos despojos.
88. Quando o rei Alexandre soube desses acontecimentos, quis honrar ainda mais Jônatas.
88. Quando o rei Alexandre soube destes sucessos, elevou ainda Jónatas a maior glória.
89. Mandou-lhe uma fivela de ouro, como se concedia aos pais dos reis, e deu-lhe como propriedade pessoal Acaron e seu território.
89. Mandou-lhe um alfinete de ouro, daqueles que se costumam dar aos parentes do rei, e deu-lhe o domínio de Acaron com todo o território.
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