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(Desta vez) Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Heli estava sentado numa cadeira à entrada do Templo do Senhor. (I Samuel 1, 9)
Ana, profundamente amargurada, orou ao Senhor e chorou copiosamente. (I Samuel 1, 10)
E fez um voto, dizendo: “Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida e a navalha não passará pela sua cabeça”. (I Samuel 1, 11)
Prolongando ela sua oração diante do Senhor, Heli observava o movimento dos seus lábios. (I Samuel 1, 12)
“Não é assim, meu Senhor – respondeu ela –, eu sou uma mulher aflita: não bebi nem vinho, nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor. (I Samuel 1, 15)
No dia seguinte, pela manhã, prostraram-se diante do Senhor e voltaram para a sua casa em Ramá. (I Samuel 1, 19)
Elcana conheceu Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. Ana concebeu, e, passado o seu tempo, deu à luz um filho. Chamou-o Samuel, dizendo: “Porque – dizia – eu o pedi ao Senhor”.* (I Samuel 1, 20)
Elcana, seu marido, foi com toda a sua casa para oferecer ao Senhor o sacrifício anual. (I Samuel 1, 21)
Ana, porém, não foi e disse ao seu marido: “Quando o menino for desmamado, eu o levarei para apresentá-lo ao Senhor e lá ficará para sempre”. (I Samuel 1, 22)
“Faze como achares melhor – respondeu-lhe Elcana –, fica até que o tenhas desmamado e que o Senhor se digne confirmar a sua promessa.” Ela ficou e amamentou o seu filho até o desmamar. (I Samuel 1, 23)
Após tê-lo desmamado, tomou-o consigo e levando também três novilhos de três anos, um efá de farinha e um odre de vinho, conduziu-o à casa do Senhor, em Silo. O menino era ainda muito criança. (I Samuel 1, 24)
Ana disse-lhe: “Ouve, meu Senhor, por tua vida, eu sou aquela mulher que esteve aqui em tua presença orando ao Senhor. (I Samuel 1, 26)