1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.*

2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.

3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.

5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos.

6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

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1,1. Feliz: esta palavra abre o saltério. Desde o começo levanta o grande problema: o bem e o mal, que ecoará através de todo o saltério, nos lábios do justo, assim como na zombaria dos ímpios. A questão se sublimará lentamente até a palavra do Mestre: Bem-aventurados os pobres (Lc 6,20). O justo e o ímpio, a bondade e a maldade estão aqui como pórticos do saltério inteiro.




“O Senhor sempre orienta e chama; mas não se quer segui-lo e responder-lhe, pois só se vê os próprios interesses. Às vezes, pelo fato de se ouvir sempre a Sua voz, ninguém mais se apercebe dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se colocam na posição de não conseguir mais escutar.” São Padre Pio de Pietrelcina