Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No nonagésimo sétimo dia, 1 Samuel 3-5 nos mostra o chamado de Samuel ainda jovem, demonstrando obediência e discernimento. Ele também testemunha a vitória de Israel sobre os filisteus. O Salmo 150 conclama toda a criação a louvar a Deus com música e instrumentos, reforçando a alegria e gratidão pela presença divina.

Capítulo 3

1. O jovem Samuel servia ao Senhor sob os olhos de Heli. A palavra do Senhor era rara naqueles dias e as visões não eram frequentes.

2. Ora, aconteceu certo dia que Heli estava deitado (seus olhos tinham se enfraquecido e ele mal podia ver)

3. e a lâmpada de Deus ainda não se apagara. Samuel repousava no Templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus.

4. O Senhor chamou Samuel, o qual respondeu: “Eis-me aqui”.

5. Samuel correu para junto de Heli e disse: “Eis-me aqui: chamaste-me”. “Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te.” Ele foi e deitou-se.

6. O Senhor chamou de novo Samuel. Este levantou-se e veio dizer a Heli: “Eis-me aqui, tu me chamaste”. “Eu não te chamei, meu filho, torna a deitar-te.”

7. Samuel ainda não conhecia o Senhor; a palavra do Senhor não lhe tinha sido ainda manifestada.

8. Pela terceira vez, o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com Heli: “Eis-me aqui, tu me chamaste”. Compreen­deu então Heli que era o Senhor quem chamava o menino.

9. “Vai e torna a deitar-te – disse-lhe ele – e se ouvires que te chamam de novo, responde: ‘Falai, Senhor, que vosso servo escuta!’.” Voltou Samuel e deitou-se.

10. Veio o Senhor, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!”. “Falai – respondeu o menino –, que vosso servo escuta!”

11. O Senhor disse a Samuel: “Eis que vou fazer uma tal coisa em Israel, que a todo o que a ouvir ficará retinindo os ouvidos.

12. Naquele dia, cumprirei contra Heli todas as ameaças que pronunciei contra a sua casa. Começarei e irei até o fim.

13. Anunciei-lhe que eu condenaria para sempre a sua família, por causa dos crimes que ele sabia que os seus filhos cometiam e não os corrigiu.

14. Por isso, jurei à casa de Heli que a sua culpa jamais seria expiada, nem com sacrifícios nem com oblações”.

15. Samuel ficou deitado até pela manhã, quando abriu as portas da casa do Senhor. Ele temia contar a visão a Heli.

16. Heli, porém, chamou-o e disse: “Sa­muel, meu filho!”. “Eis-me aqui” – respondeu ele.

17. E Heli: “Que te disse ele? Não me ocultes nada. Deus te trate com toda a severidade, se me encobrires algo de tudo o que ele te disse”.

18. Então, Samuel contou-lhe tudo, sem nada ocultar. Heli exclamou: “O Senhor fará o que lhe parecer melhor”.

19. Samuel crescia e o Senhor estava com ele e não negligenciava nenhuma de suas palavras.

20. Todo o Israel, desde Dã até Bersabeia, reconheceu que Samuel era um profeta do Senhor digno de fé.

21. E o Senhor continuou a se manifestar em Silo. É ali que o Senhor aparecia a Samuel, descobrindo-lhe sua palavra.

Capítulo 4

1. A palavra de Samuel foi dirigida a todo o Israel. Naqueles dias, Israel saiu ao encontro dos filisteus para combatê-los. Acamparam junto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus acampavam em Afec.

2. Os inimigos puseram-se em linha de batalha diante de Israel e começou o combate. Israel voltou as costas aos filisteus e foram mortos naquele combate cerca de quatro mil homens.

3. O povo voltou ao acampamento e os anciãos de Israel disseram: “Por que nos deixou o Senhor sermos batidos hoje pelos filisteus? Vamos a Silo e tomemos a arca da aliança do Senhor, para que ela esteja no meio de nós e nos livre da mão de nossos inimigos”.

4. O povo mandou, pois, buscar em Silo a arca da aliança do Senhor dos exércitos, que se senta sobre querubins. Os dois filhos de Heli, Hofni e Fineias, acompanhavam a arca da aliança de Deus.

5. Quando a arca do Senhor entrou no acampamento, todo o Israel rompeu num grande clamor, que fez tremer a terra.

6. Os filisteus, ouvindo-o, disseram: “Que significa esse grande clamor no acampamento dos hebreus?”. E souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento.

7. Então, tiveram medo e disseram: “Deus chegou ao acampamento. Ai de nós! Até agora nunca se viu coisa semelhante!

8. Ai de nós! Quem nos salvará da mão destes deuses poderosos? São eles que feriram os egípcios com toda a sorte de pragas no deserto.

9. Coragem, ó filisteus! Portai-vos como homens para que não suceda que sejais escravizados aos hebreus como eles o são a vós. Sede homens e combatei”.

10. Começaram a luta e Israel foi derrotado, fugindo cada um para a sua tenda. Houve um espantoso massacre, tendo caído de Israel trinta mil homens de pé.

11. A arca de Deus foi tomada e os dois filhos de Heli, Hofni e Fineias, pereceram.

12. Um homem da tribo de Benjamim, tendo escapado à batalha, fugiu naquele mesmo dia para Silo. Trazia a roupa toda rasgada e a cabeça coberta de pó.

13. Chegou no momento em que Heli se encontrava sentado numa cadeira, à beira do caminho, inquieto e temeroso pela arca de Deus. Entrando aquele homem na cidade, espalhou-se por toda a parte a notícia e de toda a cidade elevou-se um grande clamor.

14. Heli, ouvindo-o, perguntou: “Que clamor é este?”. Nesse momento chegava o homem para dar-lhe a notícia.

15. Heli tinha noventa e oito anos; seus olhos estavam parados e já não viam.

16. O homem disse-lhe: “Venho do campo de batalha, de onde escapei hoje mesmo”. “Que aconteceu, meu filho?”

17. “Israel – respondeu o mensageiro – fugiu diante dos filisteus; o povo sofreu uma grande derrota. Teus dois filhos, Hofni e Fineias, morreram e a arca de Deus foi tomada.”

18. Ao ouvi-lo mencionar a arca de Deus, Heli caiu de sua cadeira para trás, do lado da porta do templo, fraturou o crânio e morreu, pois era um homem velho e pesado. Tinha sido juiz em Israel durante quarenta anos.

19. Sua nora, mulher de Fineias, estava grávida e próxima do parto. Tendo ouvido que a arca de Deus fora capturada e que o seu sogro e seu marido tinham morrido, foi subitamente acometida pelas dores do parto e deu à luz.

20. E estando para expirar, disseram-lhe as mulheres que a cercavam: “Não temas, pois nasceu-te um filho”. Mas ela não respondeu, pois estava inconsciente.

21. Chamou o filho Icabod, “porque – disse ela – dissipou-se a glória de Israel, já que foi tomada a arca de Deus e morreram o meu sogro e o meu marido.*

22. Sim – disse ela –, desapareceu a glória de Israel, foi tomada a arca de Deus”.

Capítulo 5

1. Os filisteus apoderaram-se, pois, da arca de Deus e levaram-na de Eber-Ezer para Azoto.

2. Tomaram a arca de Deus e a introduziram no templo de Dagon, colocando-a junto do ídolo.

3. No dia seguinte, levantando-se pela manhã, os habitantes de Azoto viram Dagon estendido com o rosto por terra diante da arca do Senhor. Levantaram o ídolo e repuseram-no no seu lugar.

4. Na manhã seguinte, ao se levantarem, encontraram de novo Dagon estendido com o rosto por terra diante da arca do Senhor; a cabeça do deus e suas duas mãos estavam desprendidas e jaziam perto do limiar. Dele só restou o tronco.

5. É por isso que os sacerdotes de Dagon e todos os que entram no seu templo em Azoto, evitam ainda hoje pôr o pé no limiar da porta.

6. A mão do Senhor pesava sobre os habitantes de Azoto; ele os devastou e os feriu de hemorroidas, na cidade e no seu território.

7. Vendo isso, os habitantes de Azoto exclamaram: “A arca do Deus de Israel não ficará conosco, porque a sua mão pesou sobre nós e sobre Dagon, nosso Deus”.

8. Mandaram mensageiros que convocassem todos os príncipes dos filisteus e perguntaram-lhes: “Que faremos nós da arca do Deus de Israel?”. Eles responderam: “Transportem-na a Gat”. E a arca do Deus de Israel foi levada para lá.

9. Logo que o fizeram, a mão do Senhor foi contra a cidade, causando nela um grande terror. Feriu os habitantes desde o menor até o maior, com muitos tumores de hemorroidas.

10. Mandaram então a arca de Deus para Acaron. Quando a arca chegou até lá, os acaronitas clamaram, dizendo: “Trouxeram-nos a arca do Deus de Israel, para nos matar como todo o povo!”.

11. Convocaram todos os príncipes dos filisteus e disseram-lhes: “Devolvei a arca do Deus de Israel. Que ela volte para o seu lugar e não nos faça perecer com todo o povo”.

12. Reinava na cidade um pavor mortal e a mão de Deus fazia-se sentir rudemente. Aqueles que escapavam à morte eram feridos de hemorroidas. Da cidade subia até o céu um clamor angustiado.

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1. Aleluia. Louvai o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento.*

2. Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita.

3. Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara.

4. Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta.

5. Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes. Tudo o que respira louve o Senhor!

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"O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas." São Padre Pio de Pietrelcina