Plano Completo de Leitura
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No nonagésimo quarto dia, acompanhamos Sansão em Juízes 16, testemunhando sua força e vulnerabilidade, e Juízes 17-18 mostrando desafios da fé e da liderança em Israel. O Salmo 147 nos convida a louvar a Deus por Sua força, cuidado e provisão, lembrando-nos que Ele reconstrói e sustenta Seu povo.
1. Sansão foi a Gaza, onde viu uma mulher meretriz e foi procurá-la.
2. E a notícia correu pela cidade: “Sansão está aqui”. Puseram-se de emboscada nos arredores durante toda a noite, junto às portas da cidade, e ficaram quietos toda a noite, dizendo: “Ao romper do dia, vamos matá-lo”.
3. Sansão dormiu até a meia-noite. E, levantando-se pela meia-noite, tomou os batentes da porta de Gaza, com os seus postes, arrancou-os juntamente com o ferrolho, pô-los sobre os ombros e levou-os até o alto da montanha, que está defronte de Hebron.
4. Depois disso, enamorou-se de uma mulher que habitava no vale de Sorec, chamada Dalila.
5. Os príncipes dos filisteus foram ter com ela e disseram-lhe: “Procura seduzi-lo e vê se descobres de onde lhe vem sua força e como o poderemos vencer, a fim de o amarrarmos para dominá-lo. Se fizeres isso, te daremos cada um de nós mil e cem moedas de prata”.
6. Dalila disse a Sansão: “Dize-me, de onde vem tua força? E de que modo se precisaria ligar-te para que fosses dominado?”.
7. Sansão respondeu-lhe: “Se me amarrassem com sete cordas de nervos ainda frescas e úmidas, eu me tornaria tão fraco como qualquer homem”.
8. Os príncipes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de nervos bem frescas e úmidas, com as quais ela o ligou.
9. Ora, estando eles de emboscada no quarto, ela gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. E ele rompeu as cordas como se rompe um cordão de estopa, chamuscada pelo fogo. Assim, permaneceu oculto o segredo de sua força.
10. Dalila disse-lhe: “Tu zombaste de mim, contando-me mentiras. Dize-me agora com que se precisaria ligar-te”.
11. “Se me amarrassem com cordas novas – disse ele – que ainda não tenham servido, eu me tornaria tão fraco como qualquer homem”.
12. Dalila tomou, pois, cordas novas, amarrou-o com elas e gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. Ora, estavam eles de emboscada no quarto, mas Sansão rompeu como se fossem um fio as cordas que lhe amarravam os braços.
13. “Até o presente – disse-lhe Dalila – só tens zombado de mim e só me tens dito mentiras. Dize-me com que será preciso amarrar-te.” “Bastará – respondeu Sansão – que teças as sete tranças de minha cabeça com a urdidura do teu tear.”
14. Ela fixou-as com o torno do tear e gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!” Ele, despertando do sono, arrancou o torno do tear com os liços.
15. Dalila disse-lhe: “Como podes dizer que me amas, se o teu coração não está comigo? Eis já três vezes que me enganas e não me queres dizer onde reside a tua força”.
16. Ela o importunava cada dia com suas perguntas, instando com ele e molestando-o de tal sorte, que ele sentiu com isso uma impaciência mortal.
17. E Sansão acabou por confiar-lhe o seu segredo: “Sobre minha cabeça – disse ele – nunca passou a navalha, porque sou nazareno de Deus desde o seio de minha mãe. Se me for rapada a cabeça, a minha força me abandonará e serei então fraco como qualquer homem”.
18. Dalila sentiu que ele lhe tinha aberto todo o seu coração e mandou dizer aos príncipes dos filisteus: “Subi agora, porque ele me abriu todo o seu coração”. E os príncipes dos filisteus foram ter com ela, levando o dinheiro em suas mãos.
19. Dalila fez que seu marido adormecesse nos seus joelhos, e chamando um homem, mandou-lhe que rapasse as sete tranças de sua cabeça. Ela começou a dominá-lo, pois sua força o deixou.
20. E disse: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. Despertando ele do sono, disse consigo mesmo: “Sairei deles como das outras vezes e me livrarei”. Ignorava Sansão que o Senhor se tinha retirado dele.
21. E os filisteus, tomando-o, furaram-lhe os olhos e levaram-no a Gaza ligado com uma dupla cadeia de bronze e ali o colocaram na prisão, fazendo-o girar a mó.
22. Entretanto, os seus cabelos recomeçavam a crescer.
23. Ora, os príncipes dos filisteus reuniram-se para oferecer um grande sacrifício a Dagon, seu deus, e celebrar uma festa. “Nosso deus – diziam eles – entregou-nos Sansão nosso inimigo.”
24. Também o povo, vendo isso, louvava o seu deus, dizendo: “O nosso deus entregou-nos o nosso inimigo, aquele que devastava nossa terra e matava tantos dos nossos”.
25. E estando eles de coração alegre, exclamaram: “Mandai vir Sansão para nos divertir!”. Tiraram-no da prisão e Sansão teve que dançar diante deles. Tendo sido colocado entre as colunas,
26. Sansão disse ao jovem que o conduzia pela mão: “Deixa que eu toque as colunas que sustêm o templo e que me apóie nelas”.
27. Ora, o templo estava repleto de homens e mulheres. Estavam ali todos os príncipes dos filisteus. Havia cerca de três mil pessoas, homens e mulheres, que do teto olhavam o prisioneiro dançar.
28. Sansão, porém, invocando o Senhor, disse: “Senhor Javé, rogo-vos que vos lembreis de mim. Dai-me, ó Deus, ainda esta vez, força para vingar-me dos filisteus pela perda de meus olhos”.
29. Abraçando então as duas colunas centrais sobre as quais repousava todo o edifício, pegou numa com a mão direita e noutra com a mão esquerda e gritou:
30. “Morra eu com os filisteus!”. Dizendo isso, sacudiu com todas as suas forças o edifício, que ruiu sobre os príncipes e sobre todo o povo reunido. Desse modo, matou pela sua própria morte muito mais homens do que os que matara em toda a sua vida.
31. Então, desceram a Gaza os seus irmãos e toda a sua família paterna, tomaram-no e tendo voltado, sepultaram-no no túmulo de seu pai, entre Saraá e Estaol. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos.
1. Havia na montanha de Efraim um homem chamado Micas.
2. Ele disse um dia à sua mãe: “Os mil e cem siclos de prata que te roubaram e pelos quais lançaste uma maldição aos meus ouvidos, esse dinheiro está em meu poder; fui eu que os roubei”. Sua mãe respondeu: “Abençoado seja o meu filho pelo Senhor!”.
3. Devolveu, pois, os mil e cem siclos de prata à sua mãe, que lhe disse: “Da minha mão eu os consagro ao Senhor a favor de meu filho, para que se faça deles um ídolo fundido. Toma: ei-los aqui”.
4. Micas entregou o dinheiro à sua mãe e ela tomou duzentos siclos de prata que mandou entregar ao fundidor. Fez o ourives com essa prata um ídolo fundido, que foi colocado na casa de Micas.
5. E Micas teve, assim, uma capela. Mandou fazer um efod e um terafim e consagrou um de seus filhos para servir-lhe de sacerdote.
6. Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor.
7. Ora, aconteceu que um adolescente de Belém de Judá, da tribo de Judá o qual era levita e morava ali,
8. partiu da cidade de Belém de Judá para procurar uma morada. Seguindo o seu caminho, chegou à montanha de Efraim, à casa de Micas.
9. “De onde vens?” – perguntou-lhe este –. “De Belém de Judá – respondeu o levita – e viajo em busca de um lugar onde me fixar.”
10. Micas disse-lhe: “Fica comigo. Serás para mim um pai e um sacerdote; te darei dez siclos de prata por ano, vestes suficientes e alimento”.
11. O jovem levita condescendeu em habitar na casa daquele homem, que o tratou como um de seus filhos.
12. Micas pô-lo em suas funções e o jovem serviu-lhe de sacerdote, residindo em sua própria casa.
13. “Agora – disse Micas – estou seguro de que o Senhor me abençoará, tendo eu esse levita por sacerdote.”
1. Naquele tempo, não havia rei em Israel. Por essa mesma época, a tribo de Dã buscava uma possessão para habitar nela, porque até então nada tinha recebido entre as tribos de Israel.*
2. Os danitas enviaram cinco dos seus, cinco homens valorosos escolhidos dentre as suas famílias de Saraá e de Estaol, para explorarem cuidadosamente a terra: “Ide – disseram-lhes – e examinai bem a terra”. Foram e chegaram à montanha de Efraim e entraram na casa de Micas, onde passaram a noite.
3. Perto da casa de Micas, ouviram a voz do jovem levita e, aproximando-se dele, disseram-lhe: “Quem te trouxe aqui? Que fazes aqui? Por que te encontras neste lugar?”.
4. Respondeu-lhes o jovem: “Micas fez-me isso e isso; deu-me um salário e eu sirvo-lhe de sacerdote”.
5. “Consulta então – replicaram-lhe – o teu deus, a fim de saber se nossa viagem será bem sucedida.”
6. O sacerdote respondeu: “Ide em paz. A vossa viagem está sob o olhar de Deus”.
7. Os cinco homens puseram-se a caminho e foram até Lais. Viram ali um povo que habitava seguro, pacífico e tranquilo, segundo o costume dos sidônios. Não havia naquela terra nenhum rei que dominasse sobre os seus habitantes ou que os molestasse em coisa alguma. Viviam longe dos sidônios e não tinham relações com ninguém.
8. Voltando para seus irmãos em Saraá e Estaol, estes disseram: “Que pudestes fazer?”.
9. Eles responderam: “Vamos, subamos contra eles. Vimos a sua terra que é excelente. Por que ficais aí sem nada dizer? Não demoreis a pôr-vos em marcha para tomar posse dessa terra.
10. Quando ali entrardes, encontrareis um povo que vive em segurança e uma terra espaçosa que Deus vos entregará nas mãos, uma região onde nada falta daquilo que a terra produz”.
11. Seiscentos homens da família de Dã partiram, pois, de Saraá e de Estaol, munidos com armas de guerra
12. e acamparam em Cariatarim, em Judá. Por isso, deu-se àquele lugar o nome de Maané-Dã, o qual assim se chama ainda hoje e está situado ao ocidente de Cariatarim.*
13. Dali passaram às montanhas de Efraim e chegaram à casa de Micas.
14. E os cinco homens que tinham sido enviados a explorar a terra de Lais disseram aos seus irmãos: “Sabeis que há nessa casa um efod, um terafim e um ídolo fundido? Considerai agora o que tendes a fazer”.
15. Dirigiram-se para lá e entraram na casa do jovem levita, em casa de Micas, para saudá-lo e informar-se de como ia passando.
16. Entretanto, os seiscentos danitas, armados como estavam, ficaram à porta.
17. Os cinco exploradores penetraram (sozinhos) na capela e tomaram o ídolo com o efod e o terafim, enquanto o sacerdote se achava com os seiscentos homens armados à entrada da porta.
18. Tiraram, pois, da casa de Micas, o ídolo, o efod e os terafim. O sacerdote disse-lhes: “Que fazeis vós?”.
19. “Cala-te – responderam-lhe –: “Põe a mão na boca, vem conosco e tu nos servirás de pai e de sacerdote. O que é melhor para ti: ser sacerdote na casa de um particular, ou numa tribo e numa família de Israel?”.
20. Alegrou-se o coração do sacerdote, e ele, tomando o efod, o terafim e o ídolo, foi com a tropa.
21. Puseram-se de novo a caminho, precedidos das crianças, do gado e das bagagens.
22. Estando eles já longe da casa de Micas, os vizinhos deste ajuntaram-se e perseguiram os danitas.
23. Interrogados, os filhos de Dã voltaram-se e disseram a Micas: “Que queres tu e por que trazes toda essa gente?”.
24. Ele respondeu: “Tirastes os meus deuses que fiz para mim, tomastes o sacerdote e partistes. Que me resta agora? E como podeis perguntar o que quero?”.
25. Os danitas replicaram: “Nem mais uma palavra diante de nós! Não suceda que alguns se impacientem contra vós e percais a vida, tu e tua família!”.
26. E os danitas continuaram o seu caminho. Micas, vendo que aqueles homens eram mais fortes que ele, voltou para a sua casa.
27. Desse modo, tomaram os danitas a obra que Micas tinha feito, juntamente com o seu sacerdote. Atacaram então Lais, um povo pacífico e seguro, passaram-no a fio de espada e queimaram a cidade.
28. Não houve quem a salvasse, porque estava longe de Sidon e não tinham relações com ninguém. Essa cidade estava situada no vale pertencente a Bet-Roob. Os danitas reedificaram a cidade e habitaram nele,
29. chamando-a de Dã, nome de seu pai, filho de Israel. Anteriormente, a cidade chamava-se Lais.
30. E erigiram em seguida o ídolo. Jônatas, filho de Gérson, filho de Moisés, e seus descendentes foram sacerdotes na tribo de Dã até o dia de sua deportação.
31. O ídolo de Micas foi conservado entre eles durante todo o tempo que o santuário de Deus ficou em Silo.
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1. Salmo. Louvai o Senhor porque ele é bom; cantai ao nosso Deus porque ele é amável, e o louvor lhe convém.*
2. O Senhor reconstrói Jerusalém, e congrega os dispersos de Israel.
3. Ele cura os que têm o coração ferido, e cuida-lhes das chagas.
4. É ele que fixa o número das estrelas, e designa cada uma por seu nome.
5. Grande é o Senhor nosso e poderosa a sua força; sua sabedoria não tem limites.
6. O Senhor eleva os humildes, mas abate os ímpios até a terra.
7. Cantai ao Senhor um cântico de gratidão, cantai ao nosso Deus com a harpa.
8. A ele que cobre os céus de nuvens, que faz cair a chuva à terra; a ele que faz crescer a relva nas montanhas, e germinar plantas úteis para o homem.
9. Que dá sustento aos rebanhos, aos filhotes dos corvos que por ele clamam.
10. Não é o vigor do cavalo que lhe agrada, nem ele se compraz nos jarretes do corredor.
11. Agradam ao Senhor somente os que o temem, e confiam em sua misericórdia.
1. (12) Salmo. Louva, ó Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, ó Sião,
2. (13) porque ele reforçou os ferrolhos de tuas portas, e abençoou teus filhos em teu seio.
3. (14) Estabeleceu a paz em tuas fronteiras, e te nutre com a flor do trigo.
4. (15) Ele envia a sua palavra sobre a terra, e aí ela corre velozmente.
5. (16) Ele faz cair a neve como lã, espalha a geada como cinza.
6. (17) Atira o seu granizo como migalhas de pão, diante de seu frio as águas se congelam.
7. (18) À sua ordem, porém, elas se derretem; faz soprar o vento e as águas correm de novo.
8. (19) Ele revelou sua palavra a Jacó, sua Lei e seus preceitos a Israel.
9. (20) Com nenhum outro povo agiu assim, a nenhum deles manifestou seus mandamentos.
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"Lembre-se de que você tem no Céu não somente um pai, mas também uma Mãe". São Padre Pio de Pietrelcina