Plano Completo de Leitura
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No octogésimo dia, encerramos a fase das peregrinações no deserto. Números 35-36 trata das cidades de refúgio e da preservação das heranças tribais, revelando a justiça e ordem divina. Deuteronômio 34 relata a morte de Moisés, o servo do Senhor, que contempla a Terra Prometida antes de partir. O Salmo 121 encerra com uma mensagem de confiança: “O Senhor é quem te guarda”. Assim termina uma etapa e se inicia a preparação para a conquista.
1. O Senhor disse a Moisés nas planícies de Moab, perto do Jordão, defronte de Jericó:
2. “Ordena aos filhos de Israel que de suas possessões deem aos levitas cidades para habitarem, bem como os subúrbios em volta dessas.*
3. Terão as cidades para nelas habitarem, e os territórios circunvizinhos para a criação de seus gados, seus bens e seus outros animais.
4. O território circunvizinho das cidades que dareis aos levitas terá mil côvados de extensão em todos os sentidos, a partir do muro da cidade.
5. Medireis, pois, fora da cidade, dois mil côvados para o oriente, dois mil côvados para o sul, dois mil côvados para o ocidente e dois mil côvados para o norte, ficando a cidade no centro. Tais serão os territórios das cidades.
6. Quanto às cidades que dareis aos levitas, seis serão cidades de refúgio destinadas ao asilo dos homicidas, e mais quarenta e duas cidades.
7. O total das cidades que dareis aos levitas será, pois, de quarenta e oito, com as terras circunjacentes.
8. As cidades que se hão de dar das partes dos filhos de Israel, vós as tomareis em maior número dos que têm mais, em menor número dos que têm menos; cada uma das tribos cederá de seus territórios aos levitas na proporção da parte que lhe tocar”.
9. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas:
10. Quando tiverdes passado o Jordão e entrado na terra de Canaã,
11. escolhereis cidades de refúgio onde se possam retirar os homicidas que tiverem involuntariamente matado.
12. Elas vos servirão de asilo contra o vingador de sangue, de sorte que o homicida não seja morto antes de haver comparecido em juízo diante da assembleia.*
13. Serão em número de seis as cidades que destinareis a esse fim.
14. Dareis três além do Jordão e três cidades na terra de Canaã.
15. Serão cidades de refúgio, e servirão aos israelitas, aos peregrinos e a qualquer outro que habite no meio de vós, para ali encontrar asilo quando houver matado alguém por descuido.
16. Se o homicida feriu com ferro, e o ferido morrer, é réu de homicídio, e morrerá também ele.
17. Se foi com uma pedra atirada com a mão que o feriu, capaz de causar a morte, e realmente morrer o ferido, é réu de homicídio, e morrerá também ele.
18. Se foi com um pau na mão, capaz de causar a morte, e esta venha de fato, é réu de homicídio; será punido de morte.
19. O vingador de sangue o matará; logo que o encontrar, o matará.
20. Se um homem derrubar outro por ódio, ou lhe atirar qualquer coisa premeditadamente, causando-lhe a morte,
21. ou se feri-lo com a mão por inimizade, e ele morrer, o que o feriu será punido de morte, porque é um assassino: o vingador de sangue o matará logo que o encontrar.
22. Mas se foi acidentalmente e sem ódio que o derrubou, ou lhe atirou qualquer objeto sem premeditação,
23. ou se, sem ser seu inimigo nem procurar fazer-lhe mal, atingiu-o com uma pedra por descuido, podendo com isso causar-lhe a morte, e de fato ele morrer,
24. então a assembleia julgará entre o homicida e o vingador de sangue de acordo com essas leis.
25. A assembleia livrará o homicida da mão do vingador de sangue e o reconduzirá à cidade de refúgio onde se tinha abrigado. Permanecerá ali até a morte do sumo sacerdote que foi ungido com o santo óleo.
26. Mas, se o homicida se encontra fora dos limites da cidade de refúgio, para onde se tinha retirado,
27. e for morto pelo vingador de sangue ao encontrá-lo fora, este não será culpado de homicídio,
28. porque o criminoso deveria permanecer na cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote. Somente depois que este morresse, poderia o homicida voltar para a terra onde ele tivesse a sua propriedade.
29. Isso vos servirá como prescrição de direito para vós e vossos descendentes, onde quer que habiteis.
30. Todo homem que matar outro será morto, ouvidas as testemunhas; mas uma só testemunha não bastará para condenar um homem à morte.
31. Não aceitareis resgate pela vida de um homicida que merece a morte: deve morrer.
32. Tampouco aceitareis resgate pelo refugiado em uma cidade de refúgio, de maneira que ele volte a habitar na sua terra antes da morte do sumo sacerdote.
33. Não manchareis a terra de vossa habitação, porque o sangue mancha a terra. O sangue derramado não poderá ser expiado pela terra senão com o sangue daquele que o tiver derramado.
34. Não manchareis a terra em que ides habitar, onde também eu habito, porque eu sou o Senhor, que habito no meio dos filhos de Israel”.
1. Os chefes de família dos filhos de Galaad, filho de Maquir, filho de Manassés, da raça de José, apresentaram-se diante de Moisés e dos principais chefes das famílias israelitas:
2. “O Senhor – disseram eles – ordenou ao meu senhor que desse, por sorte, a terra em herança aos israelitas; e o Senhor ordenou ao meu senhor que desse às filhas de Salafaad, nosso irmão, a herança devida ao seu pai.
3. Mas se homens de outra tribo as receberem por mulheres, a sua herança será retirada do patrimônio de nossos pais e acrescentada ao da tribo na qual elas se casarem; e assim será diminuída a nossa herança.
4. Quando chegar o jubileu dos filhos de Israel, a sua herança será unida à da tribo a que pertencerem, e separada da de nossos pais”.
5. Moisés, então, respondeu aos filhos de Israel, por ordem do Senhor: “Tem razão a tribo dos filhos de José.
6. Eis a ordem do Senhor para as filhas de Salafaad: Casem com quem quiserem, contanto que seja com alguém de uma família da tribo paterna;
7. desse modo, as possessões dos israelitas não passarão de uma tribo à outra, e cada israelita ficará na herança da tribo de seus pais.
8. Todas as mulheres que possuírem um patrimônio em uma tribo israelita, tomarão marido na tribo paterna, a fim de que cada israelita conserve o patrimônio de família.
9. Herança alguma poderá passar de uma tribo à outra: deve cada tribo israelita permanecer no que é seu”.
10. As filhas de Salafaad comportaram-se segundo a ordem do Senhor.
11. Maala, Tersa, Hegla, Melca e Noa, filhas de Salafaad, casaram-se com filhos de seus tios;
12. casaram-se, pois, em famílias saídas de Manassés, filho de José, e a possessão que lhes tocava permaneceu na tribo de seu pai.
13. Tais são as leis e as ordenações que o Senhor transmitiu aos israelitas por intermédio de Moisés, nas planícies de Moab, perto do Jordão, a caminho de Jericó.
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1. Subiu Moisés das planícies de Moab ao monte Nebo, ao cimo do Fasga, defronte de Jericó. O Senhor mostrou-lhe toda a terra, desde Galaad até Dã,
2. todo o Neftali, a terra de Efraim e de Manassés, todo o território de Judá até o mar ocidental,
3. o Negueb, a planície do Jordão, o vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Segor.
4. O Senhor disse-lhe: “Eis a terra que jurei a Abraão, a Isaac e a Jacó dar à sua posteridade. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela”.
5. E Moisés, o servo do Senhor, morreu ali na terra de Moab, como o Senhor decidira.*
6. E ele o enterrou no vale da terra de Moab, defronte de Bet-Fegor, e ninguém jamais soube o lugar do seu sepulcro.
7. Moisés tinha cento e vinte anos no momento de sua morte: sua vista não se tinha enfraquecido, e o seu vigor não se tinha abalado.
8. Os israelitas choraram-no durante trinta dias, nas planícies de Moab; e, passado esse tempo, acabaram-se os dias de pranto consagrados ao luto por Moisés.
9. Josué, filho de Nun, ficou cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as suas mãos. Os israelitas obedeceram-lhe, assim como o Senhor tinha ordenado a Moisés.
10. Não se levantou mais em Israel profeta comparável a Moisés, com quem o Senhor conversava face a face.
11. (Ninguém o igualou) quanto a todos os sinais e prodígios que o Senhor o mandou fazer na terra do Egito, diante do faraó, de seus servos e de sua terra,
12. nem quanto a todos os feitos e às terríveis ações que ele operou sob os olhos de todo o Israel.
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1. Cântico das peregrinações. Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro?*
2. O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra.
3. Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda.
4. Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel.
5. O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado.
6. De dia, o sol não te fará mal; nem a lua durante a noite.
7. O Senhor te resguardará de todo o mal; ele velará sobre tua alma.
8. O Senhor guardará os teus passos, agora e para todo o sempre.*
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"Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso". São Padre Pio de Pietrelcina