Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No sexagésimo quinto dia, presenciamos a rebelião de Corá contra Moisés e Arão em Números 16, resultando em um juízo dramático que reafirma a autoridade divina. Deuteronômio 15-16 aborda o perdão de dívidas, a libertação de servos e as festas sagradas, destacando a justiça e a alegria comunitária. O Salmo 97 proclama: “O Senhor reina!”, celebrando Sua glória, justiça e domínio sobre toda a terra.

1. Coré, filho de Isaar, filho de Caat, filho de Levi, Datã e Abiram, filhos de Eliab, e On, filho de Felet, todos filhos de Rúben,

2. levantaram-se contra Moisés, juntamente com outros duzentos e cinquenta israelitas, príncipes da assembleia, membros do conselho e homens notáveis.

3. Dirigiram-se, pois, em grupo a Moisés e a Aarão, dizendo-lhes: “Basta! Toda a assembleia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembleia do Senhor?”.*

4. Ouvindo isso, Moisés lançou-se com o rosto por terra,

5. e disse a Coré e aos seus cúmplices: “Amanhã cedo o Senhor fará conhecer quem é dele e quem é santo, e o fará aproximar de si; fará aproximar de si aquele que ele escolher.

6. Eis o que tendes a fazer: cada um tome o seu turíbulo, tu, Coré, e todos os teus sequazes.

7. Amanhã poreis fogo em vossos turíbulos e queimareis neles o incenso diante do Senhor. O homem que o Senhor escolher, esse é santo. Isso já é demais, ó filhos de Levi!”.

8. Disse mais a Coré: “Ouvi, agora, ó filhos de Levi.

9. Não vos basta que o Deus de Israel vos tenha separado da assembleia de Israel, e vos tenha trazido para junto de si, para o serviço do tabernáculo do Senhor e para estardes a serviço da assembleia?

10. Fez-te aproximar dele, tu e todos os teus irmãos, os levitas, e ainda disputais o sacerdócio!

11. E é por isso que vos amotinais contra o Senhor, tu e todo o teu grupo! E quem é Aarão para murmurardes contra ele?”.

12. Moisés convocou Datã e Abiram, filhos de Eliab. Mas eles responderam: “Não iremos.

13. Porventura não te basta ter-nos tirado de uma terra onde corria leite e mel, para nos fazeres morrer no deserto, e ainda queres tornar-te nosso senhor?

14. Na verdade, não nos conduziste a uma terra onde corre leite e mel; não nos deste em herança nem campos nem vinhas. Pensas que taparás os olhos de toda essa gente? Nós não iremos”.

15. Moisés, muito irado, disse ao Senhor: “Não olheis para a sua oblação. Vós sabeis que nunca recebi deles nem mesmo um asno, e a nenhum deles fiz o menor mal”.

16. Moisés disse a Coré: “Tu e todos os teus sequazes, apresentai-vos amanhã diante do Senhor, com Aarão.

17. Tomai cada qual vosso turíbulo, ponde incenso nele e apresentai cada qual vosso turíbulo diante do Senhor: isto é, duzentos e cinquenta turíbulos. Tu e Aarão tomareis também o vosso turíbulo”.

18. Tomaram, pois, cada um o seu turíbulo, puseram-lhe fogo e deitaram por cima o incenso; e conservaram-se de pé com Moisés e Aarão à entrada da tenda de reunião.

19. Coré tinha reunido perto de si toda a assembleia à entrada da tenda de reunião. E eis que a glória do Senhor apareceu a toda a assembleia,

20. e o Senhor falou a Moisés e a Aarão:

21. “Retirai-vos do meio dessa assembleia, e eu os consumirei neste instante”.

22. Eles prostraram-se com o rosto por terra, e disseram: “Ó Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, um só homem pecou, e tu te iras contra toda a assembleia?”.

23. O Senhor respondeu a Moisés:

24. “Manda ao povo: apartai-vos de junto das tendas de Coré, de Datã e de Abiram”.

25. Moisés levantou-se e, seguido dos anciãos, dirigiu-se aonde estavam Datã e Abiram.

26. “Afastai-vos – disse ele à assembleia – das tendas desses homens perversos, e não toqueis em coisa alguma que lhes pertença, para que não morrais, envolvidos em todos os seus pecados”.

27. Afastando-se o povo de junto das tendas de Coré, Datã e Abiram, saíram estes últimos com suas mulheres, seus filhos e seus filhinhos e pararam à entrada de suas tendas.

28. Moisés disse então: “Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a fazer todas estas obras e que nada faço por mim mesmo.

29. Se estes morrerem com a morte ordinária dos homens e se a sua sorte for como a de todos, o Senhor não me enviou;

30. mas se o Senhor fizer um novo prodígio e o solo abrindo a sua boca, os engolir com tudo o que lhes pertence, de sorte que desçam vivos à habitação dos mortos, então sabereis que estes homens desprezaram o Senhor”.

31. Apenas acabou ele de falar, fendeu-se a terra debaixo de seus pés

32. e, abrindo sua boca, os devorou com toda a sua família, todos os seus bens e todos os homens de Coré.

33. Desceram vivos à morada dos mortos, eles e tudo o que possuíam; cobriu-os a terra, e desapareceram da assembleia.

34. Todo o Israel que estava ao redor deles, ouvindo o grito que soltaram, fugiu, dizendo: “Cuidemos que a terra não nos engula também a nós!”.

35. Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso.

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Capítulo 15

1. “De sete em sete anos, farás a remissão das dívidas.*

2. Eis no que ela consistirá: todo credor remitirá o empréstimo que tiver feito ao seu próximo. Não exercerá contra o seu próximo ou contra o seu irmão opressão alguma quando for publicada a remissão em honra do Senhor.

3. Poderás obrigar ao estrangeiro; mas quanto às dívidas de teu irmão, farás remissão.*

4. Não deverá haver pobres no meio de ti, porque o Senhor, teu Deus, te abençoará certamente na terra que te dá como posse hereditária,

5. contanto que obedeças fielmente à voz do Senhor, teu Deus, pondo cuidadosamente em prática os mandamentos que hoje te imponho.

6. Sim, o Senhor, teu Deus, te abençoará como ele te disse: Emprestarás a numerosas nações e de nenhuma precisarás receber empréstimo. Dominarás sobre muitas nações, e elas não dominarão sobre ti.

7. Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, teu Deus, não endurecerás o teu coração e não fecharás a mão diante de teu irmão pobre;

8. mas abre a tua mão e empresta-lhe segundo as necessidades de sua indigência.

9. Cuida que não te venha ao coração este ímpio pensamento, eis que se aproxima o sétimo ano, o ano da remissão; guarda-te de olhar o teu irmão pobre com um mau olho, sem nada lhe dar, porque ele clamaria ao Senhor contra ti, e isso se te tornaria um pecado.

10. Deves dar-lhe, e dar-lhe de bom coração, pois, por causa disso, o Senhor, teu Deus, te abençoará em todas as empresas de tuas mãos.

11. Nunca faltarão pobres na terra, e por isso dou-te esta ordem: abre tua mão ao teu irmão necessitado ou pobre que vive em tua terra.*

12. Quando um teu irmão hebreu, homem ou mulher, se tiver vendido a ti, ele te servirá seis anos, mas no sétimo ano tu o despedirás livre de tua casa.

13. Não o deixarás partir com as mãos vazias quando o despedires,

14. mas lhe dá alguma coisa dos teus rebanhos, da tua eira e do teu lagar, uma parte dos bens com que o Senhor, teu Deus, te cumulou.

15. Lembra-te de que estiveste em servidão no Egito, de onde foste resgatado pelo Senhor, teu Deus. É é por isso que hoje te im­ponho esse mandamento.

16. Se, porém, teu escravo disser que não quer deixar-te, porque, sentindo-se feliz em tua casa, ele se apegou a ti e à tua família,

17. então, com uma sovela, fura-lhe a orelha contra a porta, e ele será para sempre teu escravo. Procederás do mesmo modo com tua escrava.

18. Não te seja penoso libertá-lo, porque o serviço que te prestou durante seis anos valeu bem o dobro do salário de um mercenário. Além do mais, o Senhor, teu Deus, te abençoará em todas as tuas empresas.”

19. “Consagrarás ao Senhor, teu Deus, todo primogênito macho que nascer de teu rebanho grande ou miúdo. Não trabalharás com o primogênito de tua vaca, e não tosquiarás o primogênito de tuas ovelhas,

20. mas o comerás cada ano, tu e tua família, em presença do Senhor, teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido.

21. Se ele tiver um defeito, se for coxo ou cego, e se tiver uma deformidade qualquer, tu não o oferecerás em sacrifício ao Senhor, teu Deus.

22. Poderá comê-lo em tua cidade: tanto o homem impuro como o puro poderão comer dele, como se come a gazela ou o veado. Somente não sorverás o sangue, que derramarás por terra como água.”

Capítulo 16

1. “No mês das espigas, cuida de celebrar a Páscoa em honra do Senhor, teu Deus, porque foi nesse mês que ele te fez sair do Egito, durante a noite.

2. Imolarás ao Senhor, teu Deus, em sacrifício pascal, gado grande e miúdo, no lugar que ele tiver escolhido para aí residir o seu nome.*

3. Não comerás pão fermentado com essas vítimas; durante sete dias comerás pão sem fermento, um pão de aflição, porque saíste às pressas do Egito, para te lembrares assim durante toda a tua vida do dia de tua partida.

4. Durante sete dias não se verá fermento em toda a extensão do teu território; e, da carne que tiveres imolado à tarde do primeiro dia, nada se guardará até pela manhã.

5. Não poderás imolar a Páscoa em qualquer das moradas que o Senhor, teu Deus, te há de dar;

6. mas somente no lugar que o Senhor, teu Deus, tiver escolhido para aí ha­bitar o seu nome, é que imolarás a Páscoa, à tarde, depois do pôr do sol, à hora em que saíste do Egito.

7. Cozerás e comerás a vítima no lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus. Ao amanhecer, voltarás para a tua tenda.

8. Durante seis dias comerás pães ázimos e, no sétimo dia, dia em que não farás trabalho algum, haverá uma assembleia solene em honra do Senhor, teu Deus.

9. Contarás sete semanas, a partir do momento em que meteres a foice em tua seara.

10. Celebrarás então a festa das Semanas em honra do Senhor, teu Deus, apresentando a oferta espontânea de tua mão, a qual medirás segundo as bênçãos com que o Senhor, teu Deus, te cumulou.

11. E te alegrarás na presença do Senhor, teu Deus, com teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, o levita que vive em teus muros, assim como o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem no meio de ti, no lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus, para aí habitar o seu nome.

12. Lembra-te de que foste escravo no Egito, e cuida de observar essas leis.

13. Celebrarás a festa dos Tabernáculos durante sete dias, quando tiveres recolhido o produto de tua eira e de teu lagar.

14. E te alegrando nessa festa, com teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, assim como o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem em teus muros.

15. Durante sete dias festejarás o Senhor, teu Deus, no lugar escolhido por ele, porque ele te abençoará em todos os teus frutos e em todo o trabalho das tuas mãos, e estarás assim na alegria.

16. Três vezes por ano, todos os vossos varões se apresentarão diante do Senhor, teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido: na festa dos Ázimos, na festa das Semanas e na festa dos Tabernáculos. Ninguém aparecerá diante do Senhor com as mãos vazias.

17. Cada um dará segundo o que tiver, em proporção às bênçãos que o Senhor, teu Deus, lhe tiver dado.”

18. “Estabelecerás juízes e notários em todas as cidades que o Senhor, teu Deus, te tiver dado, em cada uma das tribos, para que julguem o povo com equidade.

19. Não farás curvar a justiça, e não farás distinção de pessoas; não aceitarás presentes, porque os presentes cegam os olhos do sábio e destroem a causa dos justos.

20. Deves procurar unicamente a justiça, para que vivas e possuas a terra que te dá o Senhor, teu Deus.”

21. “Não colocarás asserá alguma nem plantarás qualquer árvore ao lado do altar que levantares ao Senhor, teu Deus.

22. Não erigirás estelas, porque o Senhor, teu Deus, as detesta.”*

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1. O Senhor reina! Que a terra exulte de alegria, que se rejubile a multidão das ilhas.*

2. Está envolvido em escura nuvem, seu trono tem por fundamento a justiça e o direito.

3. Ele é precedido por um fogo que devora em redor os inimigos.

4. Seus relâmpagos iluminam o mundo, a terra estremece ao vê-los.

5. Na presença do Senhor, fundem-se as montanhas como a cera, em presença do Senhor de toda a terra.

6. Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória.

7. São confundidos os que adoram estátuas e se gloriam em seus ídolos; pois os deuses se prostram diante do Senhor.*

8. Ouve e se alegra Sião, exultam as cidades de Judá por causa de vossos juízos, Senhor.

9. Porque vós, Senhor, sois o soberano de toda a terra, vós sois o Altíssimo entre todos os deuses.

10. O Senhor ama os que detestam o mal, ele vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios.

11. A luz resplandece para o justo, e a alegria é concedida ao homem de coração reto.

12. Alegrai-vos, ó justo, no Senhor, e dai glória ao seu santo nome.

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"O trabalho é tão sagrado como a oração". São Padre Pio de Pietrelcina