Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No quadragésimo sétimo dia, Êxodo 32 relata o trágico pecado do bezerro de ouro, seguido da intercessão de Moisés em favor do povo. Levítico 23 descreve as festas sagradas do calendário israelita, que celebram a fidelidade e a provisão de Deus. O Salmo 80 expressa o clamor de Israel por restauração espiritual. Essas leituras nos lembram da necessidade de arrependimento e do convite divino à renovação da aliança.

1. Vendo que Moisés tardava a descer da montanha, o povo agru­pou-se em volta de Aarão e disse-lhe: “Vamos: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele”.*

2. Aarão respondeu-lhes: “Tirai os brincos de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-me”.

3. Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e os trouxeram a Aarão,

4. o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: “Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito”.*

5. Aarão, vendo isso, cons­truiu um altar diante dele e exclamou: “Amanhã haverá uma festa em honra do Senhor”.

6. No dia seguinte, pela manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos. O povo assentou-se para comer e beber, e depois levantaram-se para se divertir.*

7. O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito.

8. Desviaram-se depressa do cami­nho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sa­crifícios, dizendo: Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito.

9. Vejo – continuou o Senhor – que esse povo tem a cabeça dura.

10. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação”.

11. Moisés tentou aplacar o Senhor, seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão?

12. Não é bom que digam os egípcios: Com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo.

13. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna”.

14. E o Se­nhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.

15. Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da lei, que estavam escritas dos dois lados, sobre uma e outra face.

16. Eram obra de Deus, e a escritura nelas gravada era a escritura de Deus.

17. Ouvindo o barulho que o povo fazia com suas aclamações, Josué disse a Moisés: “Há gritos de guerra no acampamento!”.

18. “Não – respondeu Moisés – não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos.”

19. Aproximando-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Sua cólera se inflamou, arrojou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé da montanha.

20. Em seguida, tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até reduzi-lo a pó, que lançou na água e a deu de beber aos israelitas.

21. Moisés disse a Aarão: “Que te fez este povo para que tenhas atraído sobre ele um tão grande pecado?”.

22. Aarão respondeu: “Não se irrite o meu senhor. Tu mesmo sabes quanto este povo é inclinado ao mal.

23. Eles disseram-me: ‘Faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque este Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele’.

24. Eu lhes disse: Todos aqueles que têm ouro, despojem-se dele! E mo entregaram: joguei-o ao fogo e saiu esse bezerro”.

25. Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão tinha-lhe soltado as rédeas, expondo-o assim à zombaria de seus adver­sários.

26. Pôs-se de pé à entrada do acampamento e exclamou: “Venham a mim todos aqueles que são pelo Senhor!”. Todos os filhos de Levi se ajuntaram em torno dele.

27. Ele disse-lhes: “Eis o que diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um de vós coloque a espada sobre sua coxa. Passai e repassai através do acampamento, de uma porta à outra, e cada um de vós mate o seu irmão, seu amigo, seu parente!”.

28. Os filhos de Levi fizeram o que ordenou Moisés, e cerca de três mil homens morreram naquele dia entre o povo.

29. Moisés disse: “Consagrai-vos desde hoje ao Senhor, porque cada um de vós, ao preço de seu filho e de seu irmão, tendes atraído sobre vós hoje uma bênção”.

30. No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor; talvez obtenha o perdão de vossa culpa”.

31. Moisés voltou junto do Senhor e disse: “Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro.

32. Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes”.

33. O Senhor disse a Moisés: “Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro.

34. Vai agora e conduze o povo aonde eu te disse: meu anjo marchará diante de ti. Mas, no dia de minha visita, eu punirei seu pecado”.

35. Feriu o Senhor o povo, por ter arrastado Aarão a fabricar o bezerro.

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1. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:

2. Eis as festas do Senhor que anunciareis como devendo ser santas assembleias: essas são as minhas solenidades.

3. Trabalhareis seis dias, mas no sétimo dia, sábado, dia de repouso, haverá uma santa assembleia. Nele não fareis trabalho algum. É o repouso consagrado ao Senhor, em todos os lugares em que habitardes”.

4. “Eis as festas do Senhor, santas assembleias que anunciareis no devido tempo:

5. No dia catorze do primeiro mês, entre as duas tardes, é a Páscoa do Senhor.

6. E no dia quinze do mesmo mês, é a festa dos Pães sem Fermento, em honra do Senhor: comereis pães sem fermento durante sete dias.

7. Tereis no primeiro dia uma santa assembleia, e não fareis nenhum trabalho servil.

8. Durante sete dias, oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No sétimo dia, haverá uma santa assembleia. Não fareis nenhum trabalho servil.”

9. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:

10. Quando tiverdes entrado na terra que vos hei de dar, e fizerdes a ceifa, trareis ao sacerdote um feixe de espigas como primícias de vossa ceifa.

11. O sacerdote agitará esse feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável. O sacerdote fará isso no dia seguinte ao sábado.

12. No mesmo dia em que o feixe for agitado, oferecereis ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito,

13. ajuntando a ele uma oferta de dois décimos de flor de farinha amassada com óleo, como sacrifício pelo fogo de agradável odor ao Se­nhor. A libação será de um quarto de hin de vinho.

14. Não comereis nem pão, nem grão torrado, nem espigas frescas até o dia em que levardes a oferta ao vosso Deus. Essa é uma lei perpétua para vossos descendentes, em todos os lugares em que habitardes”.

15. “A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o feixe para ser agitado, contareis sete semanas completas.

16. Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Se­nhor uma nova oferta.

17. Trareis de vossa casa dois pães feitos de dois décimos de flor de farinha, cozidos com fermento, para agitá-los como oferta; são as primícias do Senhor.

18. Oferece­reis com o pão em holocausto ao Senhor sete cordeiros de um ano, sem defeito, um novilho e dois carneiros, acompanhados da oferta e da libação. Esse será um sacrifício de agradável odor ao Senhor.

19. Oferecereis também um bode pelo pecado e, como sacrifício pacífico, dois cordeiros de um ano.

20. O sacerdote os agitará com o pão das primícias, como ofertas agitadas diante do Senhor, com os dois cordeiros. Serão consagrados ao Senhor, e serão propriedade do sacerdote.

21. Nesse mesmo dia, anunciareis a festa e convocareis uma santa assembleia: não fareis nenhum traba­lho servil. Essa é uma lei perpétua para vossos descendentes, em qualquer lugar onde habitardes.

22. Quando fizeres a ceifa em tua terra, não ceifarás até o extremo limite de teu campo e não reco­lherás a espiga de tua ceifa. Deixará isso para o pobre e o estrangeiro. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”

23. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:

24. No sétimo mês, no primeiro dia do mês, haverá para vós um dia de repouso, solenidade que publi­careis ao som da trombeta, uma santa assembleia.

25. Não fareis nenhum traba­lho servil e oferecereis ao Senhor sacrifícios consumidos pelo fogo”.

26. O Senhor disse a Moisés:

27. “No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembleia: humilhareis vossas almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo.

28. Não fareis trabalho algum naquele dia, porque é o dia de expiação em que deve ser feita a expiação por vós diante do Senhor, vosso Deus.

29. Todo aquele que não se humi­lhar nesse dia será cortado do meio de seu povo.

30. E todo o que fizer nesse dia um trabalho qualquer, eu o suprimirei do meio de seu povo.

31. Não fareis, pois, trabalho algum; essa é uma lei perpétua para vossos descendentes, em todos os lugares em que habitardes.

32. Será para vós um sábado, dia de descanso absoluto, e humilhareis vossas almas. Observareis vosso sábado, desde a tarde do dia nove do mês até à tarde do dia seguinte”.*

33. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:

34. O décimo quinto dia do sétimo mês é a festa dos Tabernáculos durante sete dias, em honra do Senhor.*

35. No primeiro dia haverá uma santa assembleia: não fareis nenhum trabalho servil.

36. Durante sete dias, oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. No oitavo dia, tereis uma santa assembleia e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. Será uma assembleia solene: não fareis nenhum trabalho servil.

37. Essas são as solenidades do Se­nhor nas quais anunciareis santas assembleias, para oferecer ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo, holocaustos e oblações, vítimas e libações, cada coisa em seu dia,

38. sem falar dos sábados do Senhor, de vossos dons, votos e de todas as ofertas espontâneas que fizerdes ao Senhor.

39. No décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes colhido os produtos da terra, celebrareis uma festa ao Senhor durante sete dias. O primeiro dia será um dia de repouso, bem como o oitavo.

40. No primeiro dia, tomareis frutos de árvores formosas, folhas de palmeiras, ramos de árvores frondosas e de salgueiros da torrente; e vos alegrareis durante sete dias, diante do Senhor, vosso Deus.

41. Cada ano celebrareis essa festa durante sete dias em honra do Senhor. Essa é uma lei perpétua para vossos descendentes. Celebrareis a festa no sétimo mês.

42. Habitareis em barracas de ramos durante sete dias. Todo homem da geração de Israel habitará em barracas de ramos,

43. para que saibam os vossos descendentes que fiz habitar os israelitas em barracas de ramos, quando os tirei do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus”.

44. Foi assim que Moisés falou aos israelitas, prescrevendo-lhes as festas do Senhor.

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1. Ao mestre de canto. Conforme: “A lei é como os lírios”. Salmo de Asaf.*

2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho.*

3. Vós que assentais acima dos querubins mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos.

4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.

5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração?

6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto.

7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós.

8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.

9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para replantá-la.*

10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra.

11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus.

12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos.*

13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a colham,

14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo?

15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha.

16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou.

17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora.

18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado.*

19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos.

20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.

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"O trabalho é tão sagrado como a oração". São Padre Pio de Pietrelcina