Plano Completo de Leitura
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No quarto dia, testemunhamos o grande dilúvio e o recomeço da humanidade. Gênesis 7-9 descreve a destruição do mundo antigo, a preservação de Noé e sua família na arca, e o estabelecimento da aliança divina simbolizada pelo arco-íris. Deus promete nunca mais destruir a terra com um dilúvio. O Salmo 1 oferece uma reflexão poderosa sobre dois caminhos: o do justo que medita na lei do Senhor e prospera, e o do ímpio que perece. Noé exemplifica perfeitamente o homem bem-aventurado descrito neste salmo.
1. O Senhor disse a Noé: “Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque te reconheci justo diante dos meus olhos, entre os de tua geração.
2. De todos os animais puros tomarás sete casais, machos e fêmeas, e de todos os animais impuros tomarás um casal, macho e fêmea;
3. das aves do céu igualmente sete casais, machos e fêmeas, para que se conserve viva a raça sobre a face de toda a terra.
4. Dentro de sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres que eu fiz”.
5. Noé fez tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado.
6. Noé tinha seiscentos anos quando veio o dilúvio sobre a terra.
7. Para escapar à inundação, entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
8. Dos animais puros e impuros, das aves e de tudo que se arrasta sobre a terra,
9. entraram na arca com Noé um casal macho e fêmea, como o Senhor tinha ordenado a Noé.
10. Passados os sete dias, as águas do dilúvio precipitaram-se sobre a terra.
11. No ano seiscentos da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do mês, romperam-se naquele dia todas as fontes do grande abismo, e abriram-se as barreiras do céu.
12. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.
13. Naquele mesmo dia, entrou Noé na arca, com Sem, Cam e Jafé, seus filhos, sua mulher e as três mulheres de seus filhos;
14. e com eles os animais selvagens de toda a espécie, os animais domésticos de toda a espécie, os répteis de toda a espécie que se arrastavam sobre a terra, e tudo o que voa, de toda a espécie, todas as aves e tudo o que tem asas.
15. De cada espécie que tem um sopro de vida um casal entrou na arca com Noé.
16. Eles chegavam, macho e fêmea, de cada espécie. Como Deus tinha ordenado a Noé. E o Senhor fechou a porta atrás dele.
17. O dilúvio caiu sobre a terra durante quarenta dias. As águas incharam e levantaram a arca, que foi elevada acima da terra.
18. As águas inundaram tudo com violência, e cobriram toda a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.
19. As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram todos os altos montes que existem debaixo do céu;
20. e elevaram-se quinze côvados acima dos montes que cobriam.
21. Todas as criaturas que se moviam na terra foram exterminadas: aves, animais domésticos, feras selvagens e tudo o que se arrasta na terra, e todos os homens.
22. Tudo o que respira e tem um sopro de vida sobre a terra pereceu.
23. Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves do céu, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.
24. As águas cobriram a terra pelo espaço de cento e cinquenta dias.
1. Ora, Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que estavam com ele na arca. Fez soprar um vento sobre a terra, e as águas baixaram.
2. As fontes do abismo fecharam-se, assim como as barreiras do céu, e foram retidas as chuvas.
3. As águas foram se retirando progressivamente da terra; e começaram a baixar depois de cento e cinquenta dias.
4. No sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, a arca parou sobre as montanhas do Ararat.
5. Entretanto, as águas iam diminuindo pouco a pouco até o décimo mês; e no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes das montanhas.
6. No fim de quarenta dias, abriu Noé a janela que tinha feito na arca
7. e deixou sair um corvo, o qual, saindo, voava de um lado para outro, até que aparecesse a terra seca.
8. Soltou também uma pomba, para ver se as águas teriam já diminuído na face da terra.
9. A pomba, porém, não encontrando onde pousar, voltou para junto dele na arca, porque havia ainda água na face da terra. Noé estendeu a mão, e tendo-a tomado, recolheu-a na arca.
10. Esperou mais sete dias, e soltou de novo a pomba fora da arca.
11. E eis que pela tarde ela voltou, trazendo no bico uma folha verde de oliveira. Assim Noé compreendeu que as águas tinham baixado sobre a terra.
12. Esperou ainda sete dias, e soltou a pomba que desta vez não mais voltou.
13. No ano seiscentos e um, no primeiro mês, no primeiro dia do mês, as águas se tinham secado sobre a terra. Noé descobriu o teto da arca, olhou e viu que a superfície do solo estava seca.
14. No segundo mês, no vigésimo sétimo dia do mês, a terra estava seca.
15. Então Deus falou a Noé:
16. “Sai da arca, com tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos.
17. Faze sair igualmente contigo todos os animais que estão contigo de todas as espécies: aves, quadrúpedes, répteis diversos que se arrastam sobre a terra; faze-os sair contigo para que se espalhem sobre a terra e para que cresçam e se multipliquem sobre a terra”.
18. Noé saiu com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
19. Todos os animais selvagens, todos os répteis, todas as aves, todos os seres que se movem sobre a terra saíram da arca segundo suas espécies.
20. E Noé levantou um altar ao Senhor: tomou de todos os animais puros e de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar.
21. O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração: “Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem – porque os pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude –, e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz.
22. Enquanto durar a terra, não mais cessarão a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o verão e o inverno, o dia e a noite”.
1. Deus abençoou Noé e seus filhos: “Sede fecundos – disse-lhes ele – multiplicai-vos e enchei a terra.
2. Vós sereis objeto de temor e de espanto para todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se arrasta sobre o solo e todos os peixes do mar: eles vos são entregues nas mãos.
3. Tudo o que se move e vive vos servirá de alimento; eu vos dou tudo isto, como vos dei a erva verde.
4. Somente não comereis carne com a sua alma, com sangue.
5. Eu pedirei conta de vosso sangue, por causa de vossas almas, a todo animal; e ao homem (que matar) o seu irmão, pedirei conta da alma do homem.
6. Todo aquele que derramar o sangue humano terá seu próprio sangue derramado pelo homem, porque Deus fez o homem à sua imagem.
7. Sede, pois, fecundos e multiplicai-vos, e espalhai-vos sobre a terra abundantemente”.
8. Disse também Deus a Noé e a seus filhos:
9. “Vou fazer uma aliança convosco e com vossa posteridade,
10. assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra.
11. Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”.
12. Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras.
13. Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra.
14. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens,
15. e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda a espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura.
16. Quando eu vir o arco nas nuvens, eu me lembrarei da aliança eterna estabelecida entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que estão sobre a terra”.
17. Dirigindo-se a Noé, Deus acrescentou: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e todas as criaturas que estão na terra”.
18. Os filhos de Noé que saíram da arca eram Sem, Cam e Jafé. Cam era o pai de Canaã.
19. Estes eram os três filhos de Noé. É por eles que foi povoada toda a terra.
20. Noé, que era agricultor, plantou uma vinha.
21. Tendo bebido vinho, embriagou-se, e apareceu nu no meio de sua tenda.
22. Cam, o pai de Canaã vendo a nudez de seu pai, saiu e foi contá-lo aos seus irmãos.
23. Mas, Sem e Jafé, tomando uma capa, puseram-na sobre os seus ombros e foram cobrir a nudez de seu pai, andando de costas; e não viram a nudez de seu pai, pois que tinham os seus rostos voltados.
24. Quando Noé despertou de sua embriaguez, soube o que lhe tinha feito o seu filho mais novo.
25. “Maldito seja Canaã – disse ele –; que ele seja o último dos escravos de seus irmãos!”*
26. E acrescentou : “Bendito seja o Senhor Deus de Sem, e Canaã seja seu escravo!
27. Que Deus prospere a Jafé; e este habite nas tendas de Sem, e Canaã seja seu escravo!”.
28. Noé viveu ainda depois do dilúvio trezentos e cinquenta anos.
29. A duração total da vida de Noé foi de novecentos e cinquenta anos; e morreu.
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1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.*
2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.
5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos.
6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.
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"Que Jesus reine sempre soberano no seu coração." São Padre Pio de Pietrelcina