Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 334, acompanhamos Paulo iniciando sua primeira viagem missionária em Atos 13, proclamando o evangelho aos gentios. Em 1 Coríntios 7-8, aprendemos sobre as responsabilidades no casamento e o uso correto da liberdade cristã. Provérbios 28:4-6 enfatiza a importância de viver com justiça e integridade, guiados pela sabedoria divina.

1. Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.*

2. Enquanto celebravam o culto do Se­nhor, depois de te­rem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: “Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado”.

3. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.

4. Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre.

5. Chegados a Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham com eles João para auxiliá-los.*

6. Percorreram toda a ilha até Pafos e acharam um judeu chamado Barjesus, mago e falso profeta,

7. que vivia na companhia do procônsul Sérgio Paulo, homem sensato. Este chamou Barnabé e Saulo, e exprimiu-lhes o desejo de ouvir a Palavra de Deus.

8. Mas Élimas, o Mago – pois assim é interpretado o seu nome –, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.

9. Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe:

10. “Filho do demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os caminhos retos do Senhor!

11. Eis que agora está sobre ti a mão do Se­nhor e ficarás cego. Não verás o sol até nova ordem!”. Caíram logo sobre ele a escuridão e as trevas, e, andando à roda, buscava quem lhe desse a mão.

12. À vista desse prodígio, o procônsul abraçou a fé, admirando vivamente a doutrina do Senhor.

13. Paulo e os seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, na Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.

14. Mas eles, deixando Perge, foram para Antioquia da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram-se.

15. Depois da leitura da Lei e dos profetas, mandaram-lhes dizer os chefes da sinagoga: “Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai-a”.

16. Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e falou: “Homens de Israel e vós que temeis a Deus, ouvi.

17. O Deus do povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou este povo no tempo em que habitava na terra do Egito, de onde os tirou com o poder de seu braço.

18. Por espaço de quarenta anos alimentou-os no deserto.

19. Destruiu sete nações na terra de Canaã e distribuiu-lhes por sorte aquela terra durante quase quatrocentos e cinquenta anos.

20. Em seguida, lhes deu juízes até o profeta Samuel.

21. Pediram então um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim.

22. Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades.

23. De sua des­cendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.

24. João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.

25. Terminando a sua carreira, dizia: Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado.

26. Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação.

27. Com efeito, os habitantes de Jerusalém e os seus magistrados não conheceram Jesus, e, sentenciando-o, cumpriram os oráculos dos profetas, que cada sábado são lidos.

28. Embora não achassem nele culpa alguma de morte, pediram a Pilatos que lhe tirasse a vida.

29. Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro.

30. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.

31. Durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém, os quais até agora são testemunhas dele junto ao povo.

32. Nós vos anunciamos: a promessa feita a nossos pais,

33. Deus a tem cumprido diante de nós, seus filhos, suscitando Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7).

34. Que Deus o ressuscitou dentre os mortos, para nunca mais tornar à cor­rupção, ele o declarou desta maneira: Eu vos darei as coisas sagradas prometidas a Davi (Is 55,3).

35. E diz também noutra passagem: Não permitirás que teu Santo expe­rimente a corrup­ção (Sl 15,10).

36. Ora, Davi, depois de ter servido em vida aos desígnios de Deus, morreu. Foi reunido a seus pais e experimentou a corrupção.

37. Mas aquele a quem Deus ressuscitou não experimentou a corrupção.

38. Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados.

39. Todo aquele que crê é justificado por ele de tudo aqui­lo que não pôde ser pela Lei de Moisés.

40. Cuidai, pois, que não venha sobre vós o que foi dito pelos profetas:

41. Vede, ó desprezadores, pasmai e morrei de espanto. Pois eu vou realizar uma obra em vossos dias, obra em que não creríeis, se alguém vo-la contasse” (Hab 1,5).

42. Ao saírem, rogavam que lhes repetissem essas palavras no sábado seguinte.

43. Depois que a assembleia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus.

44. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus.

45. Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava.

46. Então, Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos.

47. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” (Is 49,6).

48. Essas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé.*

49. Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região.

50. Mas os judeus instigaram certas mu­lheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território. *

51. Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio.*

52. Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

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Capítulo 7

1. Agora, a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma.

2. Todavia, conside­rando o perigo da incontinência, cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido.

3. O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.

4. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.

5. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicar­des à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência.

6. Isto digo como concessão, não como ordem.

7. Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular: uns este, outros aquele.

8. Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu.

9. Mas, se não podem guardar a continência, ca­sem-se. É melhor casar do que abrasar-se.

10. Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido.*

11. E, se ela estiver separada, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com seu marido. Igualmente, o marido não repudie sua mulher.

12. Aos outros, digo eu, não o Senhor: se um irmão desposou uma mulher pagã (“sem a fé”) e esta consente em morar com ele, não a repudie.

13. Se uma mulher desposou um marido pagão e este consente em coabitar com ela, não repudie o marido.

14. Porque o marido que não tem a fé é santificado por sua mu­lher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé. Do contrário, os vossos filhos seriam impuros quando, na realidade, são santos.*

15. Mas, se o pagão quer separar-se, que se separe; em tal caso, nem o irmão nem a irmã estão ligados. Deus vos chamou a viver em paz.*

16. Aliás, como sabes tu, ó mulher, se salvarás o teu marido? Ou como sabes tu, ó marido, se salvarás a tua mulher?

17. Quanto ao mais, que cada um viva na condição na qual o Senhor o colocou ou em que o Senhor o chamou. É o que recomendo a todas as igrejas.

18. O que era circunciso quando foi chamado (à fé), não dissimule sua circuncisão. Quem era incircunciso não se faça circuncidar.

19. A circuncisão de nada vale, e a incircuncisão de nada vale, o que importa é a observância dos mandamentos de Deus.

20. Cada um permaneça na profissão em que foi chamado por Deus.

21. Eras escravo, quando Deus te chamou? Não te preocupes disto. Mesmo que possas tornar-te livre, antes cuida de aproveitar melhor o teu chamado.*

22. Pois o escravo, que foi chamado pelo Senhor, conquistou a liberdade do Senhor. Da mesma forma, quem era livre por ocasião do chamado, fez-se escravo de Cristo.

23. Por alto preço fostes comprados, não vos torneis escravos de homens.

24. Irmãos, cada um permaneça diante de Deus na condição em que estava quando Deus o chamou.

25. A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou o meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de con­fian­ça.

26. Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes, ser conveniente ao homem ficar assim como é.*

27. Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher.

28. Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos.

29. Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem;*

30. os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;

31. os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.

32. Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor.

33. O casado preo­cupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa.

34. A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido.

35. Digo isto para vosso proveito, não para vos estender um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha.

36. Se alguém julga que é inconveniente para a sua filha ultrapassar a idade de casar-se e que é seu dever casá-la, faça-o como quiser: não há falta alguma em fazê-la casar-se.

37. Mas aquele que, sem nenhum constrangimento e com perfeita liberdade de escolha, tiver tomado no seu coração a decisão de guardar a sua filha virgem, procede bem.

38. Em suma, aquele que casa a sua filha faz bem; e aquele que não a casa, faz ainda melhor.*

39. A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver. Mas, se morrer o marido, ela fica livre e poderá casar-se com quem quiser, contanto que seja no Senhor.

40. Contudo, na minha opinião, ela será mais feliz se permanecer como está. E creio que também eu tenho o Espírito de Deus.

Capítulo 8

1. Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência... Porém, a ciência incha, a caridade cons­trói.*

2. Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não co­nhece nada como convém conhe­cer.

3. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.

4. Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só.

5. Pretende-se, é verdade, que existam outros deu­ses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores).*

6. Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.

7. Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha.

8. Não é, entretanto, a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos.

9. Atenção, porém: que essa vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda aos fracos.

10. Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciên­cia, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos?

11. E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!

12. Assim, pecando vós contra os irmãos e fe­rindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.

13. Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.

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4. Quem abandona a instrução, louva o ímpio; quem a observa, faz-lhe guerra.

5. Os homens maus não compreendem o que é justo; os que buscam o Senhor tudo entendem.

6. Mais vale um pobre que caminha na integridade do que um rico em caminhos tortuosos.

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"Não nos preocupemos quando Deus põe à prova a nossa fidelidade." São Padre Pio de Pietrelcina